No alto do castelo, um jovem homem chamado Henry Chevalier, mais conhecido como Lorde Chevalier estava nu e e com seus braços amarrados por cordas em uma cadeira e uma venda em seus olhos.

A rainha Odile estava vestindo sua lingerie de cinta e longas meias que cobriam suas pernas, ela segurava um chicote e andava ao redor dele.

—Você desobedeceu sua rainha, Henry, sabe o que eu faço com quem me desobedece? — perguntou ela sensualmente esfregando o chicote no corpo dele.

—N-não, me mostre! — implorou ele gemendo e sorrindo.

—Ah vou, e você jamais vai esquecer — sussurrou ela mordendo o lábio quando passava o chicote nele.

A porta abriu e Luna entrou no quarto.

Ao entrar, a mulher ficou tão surpresa que quase caiu para trás.

Lorde Chevalier se assustou.

—Olá, Luna — disse Odile sorrindo.

—Eu...eu preciso falar com você — falou ela.

—Bom...acho que você já reparou que eu estou um pouco...ocupada — falou a rainha.

—Tem que ser agora — disse ela furiosa.

Odile respirou fundo.

—Ok então, Henry pode-se retirar, não se preocupe, compensamos depois — falou a rainha soltando ele.

O Lorde Chevalier tirou a venda furioso e se vestiu.

—Me desculpe ter te excitado por nada — falou Odile antes que ele saísse.

—Eu sei bem como é — comentou Luna pra ele.

Ele bateu a porta e Odile se virou pra ela.

—Então...o que quer falar de tão urgente? — perguntou a rainha com um sorriso sarcástico.

Era difícil pra Luna se concentrar com ela vestindo aquelas roupas.

—E..eu — falou ela mas tava difícil falar.

—E sobre seu noivo? Ela vai chegar em poucas horas, não se preocupe, já disse que sou uma mulher de palavra — disse a rainha.

—É sobre você, Odile, escuta, eu sei que você não tá bem e sei porque, mas não precisa ser desse jeito, eu só acho que há um grande mal entendido entre você e a Odette, ela não te conhece como eu tive tempo de conhecer, se conhecesse saberia que está sofrendo, é uma tortura pra mim te ver assim, já disse — explicou ela.

—Posso te contar um segredo? Bom, já que você insiste tanto nesse assunto, talvez eu também não queria que as coisas fossem assim também, mas temos que aceitar quem somos, não? Você tem muita sorte de ter um caminho guiado pela luz, garotinha, mas infelizmente a minha natureza é outra, sempre foi e eu passei a minha vida tentando nega-lá exatamente como você tá fazendo agora, mas apesar de ter levado um tempo, eu finalmente aprendi o que eu sou e o que sempre serei, uma bomba, um monstro e se nem eu posso impedir isso, imagine voc...

—Não! Não precisa ser assim, ok? Você não é um monstro, é só alguém que se machucou e perdeu todas as eperanças que tinha, por favor deixe-me mudar isso, me deixe ser sua esperança — implorou Luna triste.

—Não existe esperança, Luna, só existe ilusões, você já deveria ter aprendido isso há muito tempo — falou a rainha.

—Ok então...você não quer me escutar, eu fiz de tudo pra te convencer de que você pode mudar novamente, de que ainda há algo bom em você, mas continua me ignorando, e então o que? Vai passar o resto da vida seduzindo as pessoas pra manipular elas? Devo lembrar você que embora tenha uma grande capacidade de seduzir com essa sua voz rouca, com seu poder e com sei lá mais o que, devo lembra-lá que rosto e corpo bonito não duram pra sempre, uma hora você vai envelhecer, e aí, o que fará pra seguir "sua natureza"? — perguntou a arqueira furiosa e triste.

—Está falando de envelhecimento? Sabe que eu nunca parei pra pensar nisso?...Exatamente porque eu não conto com isso — explicou Odile voltando a sorrir.

—Como assim, Odile? É esse seu plano então? Não envelhecer e ficar gostosona pra sempre? E por isso que está usando Odette? Você quer preparar algum feitiço que faça esse efeito em você? — perguntou Luna.

Odile riu.

—Não, não é isso, não se preocupe, eu falei que não conto com meu envelhecimento porque não acho que irei viver por muito tempo — explicou ela.

Luna gelou.

—O que? Essa maldição está matando você? Odile por favor fala comigo — disse ela preocupada.

—Tecnicamente a maldição não pode me matar, porque eu já me sinto morta há muito tempo — falou a rainha.

—Não fale assim, ok? Você tá me preocupando, e por causa daquele garoto, Peter, a culpa não foi su...

—O QUE? — interrompeu Odile parada e congelada, olhando surpresa pra Luna.

A arqueira imediatamente se lembrou que Julian tinha mandado ela não falar sobre o garoto na frente da rainha e se arrependeu do que havia perguntado.

—Escuta, Odile eu...

—COMO VOCÊ SABE SOBRE ELE?! — perguntou ela furiosa.

Luna nunca tinha visto ela desse jeito.

—Eu sinto muitto, você não deve se culp...

—FORA DAQUI AGORA! — gritou a rainha furiosa.

Luna ficou assustada e saiu do quarto imediatamente, pelo visto todas as suas tentativas tinham ido por água abaixo, ela não poderia salvar Odile, ninguém jamais poderia.

Na floresta, o príncipe Siegfried estava no mato com o cabelo todo bagunçado, sua camisa toda rasgada, o rosto todo sujo e sem comer nem beber nada até aquele momento, ele só queria procurar por sua amada por toda parte, gritar o nome dela sem parar, até ver sua forma humana ou sua forma de cisne branco, tinha que contar pra ela o que realmente tinha acontecido, ele não estava sendo ele mesmo, havia sido enfeitiçado.

—ODETTE! — gritou ele outra vez gastando quase todas as suas forças restantes.

—Eu te amo, Odette — falou ele perdendo as forças e caindo de joelhos.

Seus últimos pensamentos foram: Talvez ela tenha sido raptada ou caçada, talvez estivesse em perigo, seja como for, ele tinha que encontrar ela, somente ela fazia sentido em sua vida.

Ele então desmaiou caindo no chão

Longe dali, em um local isolado, Julian falava com o Barão Eric Von Rothbart que andava pra lá e pra cá de novo.

—Ela conseguiu então? O que ela está esperando pra dar aquele cristal pra mim? — perguntou Rothbart.

—Talvez ela queira dar tudo de uma vez só, milorde, mas ainda não conseguiu achar as outras peças — explicou Julian.

—Então TRATE DE FAZER ELA ACHAR, JULIAN! — gritou Rotthbart furioso — EU ESTOU FICANDO MAIS FRACO, PRECISO DAS OUTRAS PEÇAS PRA RECUPERAR MEUS PODERES!

—Ela está fazendo tudo o que está em seu alcançe, é o que eu posso falar, mas ela está sofrendo também, está cada vez mais difícil pra ela aguentar viver sabe, talvez se o senhor me deixasse contar pa ela o que eu venho escondendo...

—NÃO! ELA JAMAIS PODE SABER! EU JÁ FALEI QUE SE ELA SOUBER PODERÁ FICAR FRACA DE NOVO! — interrompeu Rothbart.

—Ela tem o direito de saber! — insistiu Julian.

—Não, ela não vai, não se atreva a contar pra ela ou será o seu fim! Você sabe muito bem o que eu posso fazer caso você me desobedeca, não sabe? — perguntou Rothbart.

—Sei muito bem — falou Julian triste.

—Então, não diga um piu! — falou Rothbart — Agora dê o fora daqui! Trate de ajudar ela a recuperar o resto que está faltando!

Julian obedeceu e foi embora imediatamente.

Algum tempo depois ele chegou e encontrou Odile furiosa no castelo.

—E aí? O que rolou? — perguntou ele.

Ela segurou o pulso dele e arrastou ele até um quarto vazio, em seguida empurrou ele contra a parede e deu um tapa na cara dele.

—VOCÊ CONTOU PRA ELA! SEU DESGRAÇADO, FILHO DA PUTA! NÃO ACREDITO QUE CONFIEI EM VOCÊ! — gritou ela.

—Calma! Calma Odile! Escuta, eu só contei porque achei que você te ajudar, a Luna só quer te ver bem e eu também — disse Julian.

—Ajudar, contando pra ela sobre o Pete? Quantas vezes eu já falei pra você guardar segredo, Julian?! Você sabe que isso é um assunto que ninguém deve saber! A única coisa que eu realmente pedi pra você fazer por mim! Como eu irei poder confiar em você denovo? — perguntou ela.

—Me desculpa! Está bem! Eu queria lhe fazer o bem, você sabe ue eu sempre serei leal a você! Mas eu fiz mal e reconheço, porém você não deve culpar, Luna, ela estava tentando te ajudar, ela se importa com você e você se importa com ela, é assim que você vai querer se despedir dela? É assim que você vai agradecer a ela? Vamos, eu te conheço Odile, apesar do seu jeito, você sempre recompensa as pessoas que lhe ajudam e ela te ajudou — explicou Julian.

Odile ficou calada.

—Pense nisso, espero que você entenda e que você fale com ela antes dela ir embora, sei que no fundo ela significou algo pra você — disse Julian e saiu.

Duas horas depois, os guardas finalmmente chegaram com Phillipe Perrot que estava acabado com o rosto sujo e machucado e completamentte fraco, Odile bateu na porta onde estava a arqueira.

—Seu noivo chegou — avisou ela.

Luna se aproximou dela aliviada.

—Então...suponho que seja um adeus? — ela perguntou pra rainha.

—É acho que sim — respondeu ela.

—Talvez ainda iremos nos reencontrar — disse a arqueira.

—Quem sabe...- falou a rainha com um sorriso malicioso.

Luna deu um sorriso fechado de leve.

—Eu sinto muito — falou ela.

—Eu entendo... — disse Odile. — Eu também não deveria ter te traziddo pra cá.

—Não se preocupe, fiquei preocupada com o Phillipe não comigo, apesar de tudo eu gostei, aprendi muita coisa com você sua majestade e me fez me distrair dos meus problemas — confessou ela.

—Eu poderia te distrair ainda mais — sussurrou a rainha mordendo o lábio de leve.

—Por favor, para — disse ela desviando o olhar para se controlar.

Odile deu uma risada safada e sexy

—Adeus então, te vejo nas suas fantasias — falou a rainha.

—Adeus, espero que consiga enontrar seu caminho de volta a luz, tô torçendo muito por isso — falou Luna sincera.

Em seguida deu um último olhar triste pra rainha, parte dela queria ficar ali, mas ela sabia que não podia.

Luna de um úultimo aceno e saiu.

Em seguida foi conduzida pelos guardas e saiu do castelo encontranddo Phillipe no gramado.

—PHILLIPE! — gritou ela correndo até ele.

—Luna! — disse ele.

Ela abraçou ele e os dois se beijaram fortemente, em seguida voltaram a se abraçar desesperados.

—Você tá bem?! Graças a Deus! — falou ela abraçando ele novamente.

No alto da torre do castelo, Ofile observava os dois se braços cruxados e sentada na janela, deu um pequeno e último sorriso triste para desaparecer logo em seguida, ainda havia uma missão para cumprir.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.