Lady and the Tramp

13 XIII – Contra todos os obstáculos


Após a caminhada de horas, ele voltou para a casa quando já era noite. Voltando para o quarto de Rosamund, ele encontrou uma bandeja com alguns biscoitos de chocolate, ele sabia que isso era obra de sua mãe.

Ele comeu um, mas até o chocolate parecia amargo diante de tal situação. Observando sua amada inconsciente por horas, ele dormiu.

Ele começa a se mover, ele está todo dolorido da posição, ele geme ao se sentar corretamente e então ouve uma risadinha, seus olhos se abrem instantaneamente. Ele acha que está delirando quando vê a esposa olhando para ele com um sorriso nos lábios.

“Rosamund?” Ele tem medo de que tudo seja um sonho “Sim?” Ele precisa ter certeza “É você mesma?” Ela rola os olhos “Quem mais seria Harold? Sou eu Lady Rosamund Levinson” Ele salta em direção a ela e a abraça, enquanto distribui beijos pelo seu rosto. Ela está tão feliz e não pode deixar de sorrir enquanto ouve o som melodioso de sua risada.

“Eu tive tanto medo...” Ele começou “Está tudo bem agora não está?” Ele assentiu e se levantou instantaneamente “Eu tenho que contar a todos!” Ele começou a sair, mas então deu meia volta “Você se importa?” Ela sorriu “Nem um pouco querido” Ele saiu do quarto imediatamente e desceu a escada.

Encontrou toda a família tomando café da manhã, ele entrou todo sorridente e percebeu o olhar que todos lhe dirigiam, com exceção de Sybil e Edith todos pareciam achar que ele havia ficado louco, até mesmo sua amada mãe. Violet foi sagaz em comentar o quanto os americanos são estranhos e ele viu Carson assentir diante da situação, ele então virou-se para Cora que o olhava em expectativa e disse “Ela está acordada! Ela está bem” Ele percebeu que a família ainda o olhava estranhamente, ele rolou os olhos “Se vocês levantarem, poderão ver com seus próprios olhos” Não foi preciso dizer duas vezes.

Quando chegaram no quarto os sorrisos espalharam-se pelo rosto dos Crawley’s, sentada na cama pacientemente era Rosamund, sorrindo levemente “Vocês parecem que viram um fantasma” Ela comentou rindo. Logo toda a família aproximou-se dela.

O doutor Clarkson foi chamado por Carson no momento em que a família saiu, afinal se Lady Rosamund estivesse acordada o médico precisava vê-la e caso não estivesse ele precisaria ver o senhor Levinson. Ele orava para que fosse a primeira opção, pois ele tinha um carinho pela irmã do patrão, Rosamund era sempre cheia de vida e trazia o melhor de todos ao seu redor, até mesmo a viúva ficava menos ranzinza em sua presença.

Após todos serem dispensados para a biblioteca para que o médico pudesse examinar Rosamund, toda a família estava em expectativa. Quando o médico apareceu ele tentava se manter sério, mas até mesmo o doutor Clarkson exibiu um sorriso “Ela está bem, ela vai ficar bem. É um milagre”.

Novamente a família reuniu-se ao redor de Rosamund, embora estivesse as sobrinhas, o irmão, a mãe e a sogra, ela estava sentindo falta dos dois americanos que se uniram aos Crawley’s em matrimônio. “Onde está....” Antes que ela terminasse sua frase, ambos entram no quarto, cada um segurando um bebê, ela sorriu diante da visão de Harold segurando um bebê.

Cora aproximou-se e lhe entregou o bebê enrolado em panos azuis “Patrick Levinson eu lhe apresento sua mamãe” Ao pegar o bebê ela sente o coração bater mais forte, ela o analisa com cuidado, aparentemente ele se parecia com Harold. Por falar nele, seu marido sentou-se ao seu lado na cama, segurando o bebê envolto em panos cor de rosa. “Lady Rosamund, eu lhe apresento a senhorita Lilian Levinson” Ela sorriu diante da visão do marido e da filha, então seu olhar caiu para a menina, ela notou os fios de cabelos distintos, então a pequena se pareceria com ela... “Pensei que ela se chamava Lily” Sybil comentou e todos riram, “É um apelido querida” Harold disse piscando para ela “Lilian Levinson, é um nome muito curto” Mary falou e recebeu um olhar de sua mãe, Rosamund e Harold riram “Lilian Rosamund Levinson soa melhor você não acha Mary?” As três sobrinhas sorriem e assentem em aprovação.

“Então ele se chama Patrick Harold tia Rose?” Sybil a questionou e Rosamund sorriu para a sobrinha mais jovem “Não minha querida” Ela notou o olhar curioso de Cora, Robert e Harold, já Violet e Martha, que surpreendentemente estavam lado a lado, pareceram entender. “Patrick Isidore Levinson minha querida” Ela então desviou o olhar para Harold, para ver se ele aprovava, ele assentiu quase que imperceptivelmente.

A família sai, deixando apenas os quatro no quarto. “Eles são tão bonitos” Rosamund diz encantada com a beleza dos filhos, “É claro que são Rose, fomos nós que fizemos” Ela rola os olhos e ri diante do comentário convencido do marido. Sua risada desperta os bebês, “Acho que você terá que aprender a ser mais silenciosa com crianças em casa meu amor” Ele diz maliciosamente e ela o olha segurando para não rir.

“Eu acho que ele está com fome” Ela diz olhando o menino inquieto, ela começa a desabotoar a camisola, Harold limpa a garganta “Eu vou esperar lá fora” ele diz percebendo o que ela vai fazer, “Harry? Você pode ficar eu não me importo” Eles se olham por um longo momento até o pequeno Patrick lembra-los que estava com fome “Calma garoto, você é tão apressado quanto seu pai” Ela diz guiando o pequeno, quando ele encontra seu seio ele sabe exatamente o que fazer.

Ele fica encantado com a visão dela amamentando seu filho, ver Rosamund sendo mãe era algo tão natural. Ele gravaria esse momento para sempre em sua memória. Ela traçava cada traço do pequeno rosto do bebê com seu indicador, ela estava encantada com esse sentimento, ser mãe era maravilhoso, olhando o pequeno em seus braços e desviando o olhar para a garotinha nos braços do marido, ela tinha a certeza que valeu a pena todas as horas de dor.

Notando o sorriso da esposa em direção a filha ele comenta “Espero não ser substituído pelas crianças querida” Ela ri levemente “Eles são uma adição a nossa família” Ela diz e ele então lhe dá um breve beijo nos lábios “Obrigado Rosamund por tudo” Sorrindo ela disse “Disponha querido” Ele então declarou-se a ela “Eu amo você Rosamund Levinson” Ela o fitou seriamente “Tenho certeza que há um Lady em algum lugar nessa frase” Ele ri, era bom tê-la de volta “Eu também te amor Senhor Levinson” Ela disse o mais formalmente que conseguiu, evitando sorrir. Ele aproximou-se de seus lábios e a beijou, eles aprofundaram o beijo, mas foram interrompidos pelo choro do pequeno Patrick “Veja já é o garotinho da mamãe” Harold disse enrugando o nariz e Rosamund riu diante do ato infantil do marido.

Qualquer um que abrisse a porta naquele momento iria ter a visão de uma bela família reunida, nunca iriam imaginar que tudo começou como um arranjo comercial. Não havia um herdeiro e uma lady, apenas um pai e uma mãe aproveitando a presença um do outro e sendo gratos por poderem segurarem aqueles pequenos bebês.

Notas finais
FIM! ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!