Lady and the Tramp
6 VI - A calmaria antes da tempestade
Notas iniciais
Antes que ela pudesse abrir seus olhos, ela era capaz de sentir que braços fortes estavam enrolados em seu meio. Abrindo os olhos lentamente, as memórias da noite anterior invadiram sua mente e ela era capaz de sentir suas bochechas queimarem, não era preciso ser um adivinho para saber que suas bochechas estariam tão vermelhas quanto seus cabelos. Ela começou a se afastar para levantar, mas aparentemente ele tinha outros planos, pois logo ela sentiu ser arrastada por aqueles braços para o lugar em que se encontrava anteriormente, ela se virou para finalmente encara-lo, seus cabelos negros estava bagunçados, mas seus olhos azuis intensos estavam bem despertos, ela mordeu o lábio, não haveria como ignorar essa noite como a última, afinal a última eles apenas dormiram e ela levantou-se antes dele e nunca mais tocou no assunto, mas agora ele havia acordado primeiro que ela e ele havia ficado. Deveria significar algo?
“Bom dia Rose!” Ele diz meio grogue, e um arrepio percorre sua espinha “Bom dia Harold” Ela diz tentando colocar alguma distância entre os dois, mas é inútil com os braços dele mantendo-a exatamente onde ele quer. “Sobre a noite passada...” Ela começa enquanto cora, para ele é uma bela visão para se ter logo pela manhã “Foi uma bela noite você não acha?” Ele diz se levantando e a prendendo entre ele e a cama, ele vê ela prender a respiração enquanto seu olhar cair de seu rosto para seu peitoral musculoso, ele observa seus olhos vagarem por ele “Gosta do que vê Rose?” Ele pergunta maliciosamente, mas ela não dá o braço a torcer “Não é tão ruim” Ele sorri maliciosamente, enquanto vê ela lutar para manter uma expressão séria, enquanto suas bochechas continuam coradas.
Ele aproxima seu rosto do dela e a vê fechar os olhos, ele começa com um breve beijo na bochecha e vai descendo para o pescoço, no exato local que descobriu na noite anterior, não demora muito e ele a ouve suspirar. Subindo em direção a sua orelha ele sussurra “Admita que você gostou Rosamund” Ele se afastou a tempo de vê-la abrir os olhos instantaneamente, ela lhe dirige uma carranca e ele se segura para não comentar o quão fofa ela fica. Ela tenta se mexer, mas ele a mantém no mesmo lugar “Tenho que me vestir Harold” Ela diz, ele a encara e então suspira “Eu te solto, com uma condição” Ela ergue a sobrancelha em desafio “Eu quero mais” Ela o olha chocada e então ele volta para o lugar em que estava.
Ele a vê se levantar e vestir sua camisola e um robe de seda branco, ela era uma visão. Sentada em sua penteadeira ela fazia o possível para ignora-lo, mordendo o lábio ela perguntou “O que você quer dizer com mais?” Ela se assusta quando ele aparece atrás dela e sussurra “Você sabe exatamente o que é” Ela o encara pelo espelho e faz o possível para não demonstrar suas emoções. “Eu não sei se seria uma boa ideia...” Ela diz com uma voz tremula e se repreende por usar tão tom, ele está prestes a dizer mais quando ouve uma batida na porta, sua empregada adotou tal postura desde aquela noite, “Um minuto” Ela disse alto o suficiente para que a jovem pudesse ouvi-la do outro lado da porta, dessa vez com a voz bem mais firme. “Pense nisso Rose” Ele disse e lhe deu um beijo na bochecha e então saiu, ela esperou dois minutos para se recompor e deu sinal para que a empregada entrasse.
Ela viu enquanto o quanto a jovem estava corada enquanto arrumava seu cabelo, ela não sabia exatamente o porquê, isso até se virar e notar todas as roupas que usaram na noite anterior espalhadas e amaçadas no chão, ela se forçou para não deixar um sorriso escapar.
Após quarenta minutos ela desceu para tomar o café da manhã e se surpreendeu com o fato dele não estar lá, seria a primeira vez desde Downton que não tomaria o desjejum juntos. Seu mordomo lhe entregou uma nota endereçada a ela. Era dele: Desculpe-me por partir tão cedo, mas eu tinha uma reunião. Devido ao nosso atraso na cama, tive que abrir mão de nosso café da manhã, mas não foi uma troca ruim. H. L.
Ela tomou o café da manhã sozinha e passou o resto do dia em casa pensando na situação. Ele chegou em casa uma hora mais cedo do que de costume, encontrando-a na biblioteca analisando um telegrama, “Querida, cheguei” Ele disse fazendo com que ela notasse sua presença, ela o cumprimentou e se manteve quieta durante todo o jantar. Ele já estava começando a temer que havia tomado as coisas rápido demais.
Após o jantar ela subiu as escadas e foi para seu quarto, decepcionado ele foi para seu próprio quarto e ficaram assim por meia hora. Ele estava afundado em sua poltrona quando ela abriu a porta que ligava os dois quartos “Você não vai vir?” Ela perguntou e ele a olhou perplexo, mas claro não a questionou. No quarto dela ele a seguiu obedientemente para a cama, ela se sentou e pegou um livro no criado, ele estava na cama a encarando “Não iremos repetir as atividades da noite anterior, não hoje pelo menos” Ele mostrou a ela um de seus sorrisos maliciosos, mas então viu seu rosto adquirir uma expressão mais séria “Só porquê estamos adotando esse novo... costume em nosso casamento, isso não significa que você não deve me respeitar como antes, isso não lhe dá o direito de fazer comigo o que quer e ao contrário do que os homens dizem eu não sou sua propriedade” Na verdade ele não estava surpreso com sua atitude. “Eu não faria menos de você porquê estamos dormindo juntos Rose, meu respeito por você continua o mesmo e eu darei total ouvidos aos seus desejos” Ela o olhou um pouco desconfiada por alguns minutos, seu olhar inquisidor fazia-o achar que ela estaria vendo a própria alma dele. Ela deixou o livro de lado e ambos executaram atividades mais interessantes.
Cerca de três semanas após seu novo arranjo, ela estava deitada esparramada no sofá da biblioteca lendo um livro, se sua mãe a visse certamente culparia Harold por sua influência americana desleixada. Harold que estava na mesa forçando-se a estudar alguns documentos, mas a visão de sua esposa naquele sofá, tornava tudo mais difícil. Ele se levantou e fazendo algum malabarismo, acabou retirando o livro das mãos dela e se acomodando em cima dela, ela não protestou, no início é claro, quando seus beijos começaram a descer pelo pescoço ela começou “Harry não estou reclamando, mas se continuarmos nesse ritmo logo teremos uma grande barriga entre nós” Ele riu se distanciou dela, sentou no sofá e acabou colocando ela em seu colo. “Eu não importaria com um bebê Rose” Ela o olhou com a sobrancelha erguida, ele tinha que admitir que ela ficava ainda mais sexy quando fazia tal gesto. “Na verdade eu adoraria uma menina correndo pela casa, nossa pequena flor o que você acha” Ela começou a rir, isso era música para seus ouvidos “Minha filha não se chamaria Flor” Ela disse em um tom mais sério, ele assentiu seriamente e deslizou o olhar para um belo arranjo exposto na biblioteca “Tem razão o nome dela seria Lily” Ela ria, enquanto seguia sua linha de visão “Nós a nomearíamos após os lírios da minha biblioteca?” Foi a vez dele de rir, e quando ela parou ele disse “Lilian Levinson soa bem para mim” Ele disse olhando para ela com ar sonhador, agora era o momento em que ela odiaria mais tarde “Harold, nós nunca falamos sobre isso antes... mas dado ao nosso envolvimento recente, você precisa saber que talvez eu não seja capaz de lhe dar filhos...” Antes que ela pudesse começar com qualquer coisa, ele a interrompeu com um beijo de tirar o fôlego. Quando seus lábios se separaram, ele manteve sua testa colada a dela. “Eu não me importo com crianças Rose, se houvesse uma pequena garota com seus cabelos vermelhos eu adoraria, mas você é o suficiente” Ela abre a boca para protestar, mas mais uma vez ele não deixa que ela fale.
Ela ficou quieta em seu colo por um longo tempo, ela encontrou uma posição confortável com a cabeça em seu pescoço, enquanto ele traçava linhas imaginarias em suas delicadas mãos. Isso até o mordomo da casa chegar, na presença do homem, Rosamund tratou logo de se levantar, mas Harold permaneceu sentado “Desculpem-me pela interrupção, mas chegou um telegrama para o senhor Levinson” Rosamund pegou e agradeceu ao mordomo, ela o entregou a Harold e sentou-se ao seu lado.
Ela o observava ler o telegrama, quando ele finalmente terminou e a encarou, ele tinha uma expressão sombria. “Harold? Está tudo bem?” Ele encarou seus olhos e respondeu “Meu pai faleceu, minha mãe pede que eu esteja lá para o funeral” De fato é um choque a descoberta recente, ela instantaneamente se lembra de Cora também, quando ela perdeu seu pai ela estava desolada, sorte que Marmaduke estava ao seu lado a todo momento e ela tinha planos de ser assim com Harold. “Você precisa que eu faça algo? Escreva para alguém? Prepare a viagem de volta?” Ele suspirou “Eu preciso de um tempo sozinho Rose, mas se você não se importa de organizar minha volta para o mais rápido possível” Ela assentiu e então tomou uma atitude que a surpreendeu, ela se aproximou e o beijou na bochecha antes de sair.

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