Lady So Divine
7 VII. Conforto
Notas iniciais

Hanji estava sentada sozinha no terraço, aquele era o momento em que poderia pensar nas terríveis coisas que tinha feito ao longo dos anos. Quando ela se lembrava da expressão de Connie, a única coisa que conseguia sentir era culpa. Durante tanto tempo, ela tinha torturado e feito experimentos em humanos... Humanos que tinham se transformado em titãs.
Aquilo estava a matando por dentro. Ela sentia vontade de chorar, mas nenhuma lágrima descia. Estava com medo, arrependida e sozinha.
— Eu sabia que estaria aqui.
— Erwin? — Ela virou o rosto para olhá-lo na ponta da escada, ele tinha um sorriso agradável no rosto. — Você não deveria se levantar da cama, ainda... — Ameaçou se levantar, mas ele balançou a cabeça e fez um gesto pedindo para que ela continuasse sentada.
O comandante continuou andando devagar na direção dela, até sentar ao seu lado e discretamente, segurar sua mão, apertando-a em um sinal de conforto.
— Você não deveria pensar nisso — começou, sem olhá-la diretamente nos olhos. — Você não precisa se sentir culpada, talvez eles tenham sido humanos um dia, mas já não eram mais quando você fez seus experimentos. — Dessa vez, olhou nos olhos castanhos e brilhantes de Hanji, acolhendo-a.
— Mas...
— Não pense nisso, Hanji. — Os olhos dela se encheram de lágrimas e finalmente ela conseguiu chorar. Ele a abraçou, apertando o braço em sua volta e acariciando seu cabelo, murmurou: — Tudo vai ficar bem, não chore mais.
A cabeça dela pendeu no peito musculoso de Erwin e ele deixou que ela chorasse e colocasse toda aquela dor para fora, mas acima de tudo, queria mostrar que estaria lá por ela, não importando o que acontecesse.
— Vai ficar tudo bem.
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