Notas iniciais
Oi meninas!

Quero agradecer de coração os comentários de vocês! Tem meninas que desde o primeiro capítulo comentam! Muito muito muito obrigada! Esse capítulo é dedicado às 3 meninas que recomendaram esse fake: Carla Uerlins, Joseane e Patrícia! Valeu demais, viu? O capítulo tá um pouquinho grande, me perdoem!

Grande beijo!

Capítulo 28

Depois do almoço, muito elogiado por ambos, o casal resolve fazer a sesta. Eles sobem juntos e, quando entram em seu quarto, Edgar puxa Laura para si e a beija. O beijo é calmo, sereno, mas logo ganha outros contornos. Diante desse novo acontecimento, Laura para um pouco para recuperar o fôlego! Ela exclama, com a respiração ofegante.

Laura: Edgar... Você está terrível hoje, hein?

O rapaz ainda abraçado à moça responde.

Edgar: E a culpa é toda sua!

Laura não é de se negar a amar Edgar, mas nesses últimos dias o rapaz está com mais energia que ela. Ele olha para ela com um olhar sedutor, aperta mais o corpo frágil da amada ao dele e fala.

Edgar: Estou aproveitando a semana inteirinha da gente! Lembra?

Enquanto ele fala começa a beijar o pescoço de sua mulher, até voltar aos lábios novamente. Laura agora se entregou mais ao beijo. Os seus lábios descobrem a delícia de se encontrarem novamente. A barba de Edgar roçando no rosto alvo de Laura deixa uma marca vermelha em volta de sua boca. A moça tenta ganhar tempo, puxando assunto, para se recompor deste último beijo. Ela coloca suas mãos no peito do rapaz e começa a brincar com a gola de seu pijama.

Laura: E então, meu amor? Como foi seu dia?

Edgar: Ótimo! Estou sem febre hoje, desde cedo...

Ela sorri e acaricia seu rosto.

Laura: Que notícia boa, meu amor!

O advogado nota que sua namorada está cansada e resolve sugerir.

Edgar: Que tal se nós nos deitássemos e descansássemos um pouco?

Ela sorri de volta. Laura conhece tão bem Edgar que percebeu que ele fez isso não porque queria descansar, mas por perceber o cansaço dela. Os dois deitam-se na cama. Laura sobre o peito de Edgar. Ele fica acariciando os cabelos dela e quando percebeu ela dormia tranquilamente. Com o quarto na penumbra e Edgar naquela mesma posição e a moça em seus braços, ele acaba adormecendo também. Os dois descansam até descobrirem que a tarde está findando e a escuridão denuncia o início de mais uma noite chegando. Eles se arrumam e descem as escadas quando veem que Matilde acaba de chegar do Rio de Janeiro. Laura a cumprimenta com um sorriso e um abraço.

Laura: Matilde, boa noite! Como vai?

Edgar: Boa noite, Matilde!

Matilde: Boa noite! O senhor melhorou Dr. Edgar?

Edgar: Sim Matilde! Muito obrigado pela preocupação.

Ela pega a pequena mala que preparou e pergunta.

Matilde: Quer que a leve lá pra cima?

Edgar toma a mala das mãos de sua empregada, e agradecendo responde.

Edgar: Obrigado, Matilde! Não é necessário! Eu mesmo levo. E como estão as coisas no Rio? Alguma notícia?

Matilde: Não Dr. Edgar. Somente o Sr. Guerra que deixou este bilhete. Avisei a mãe de Melissa e aos seus pais sobre sua pequena viagem.

Laura sorri. Ela faz sinal para Matilde sentar-se o que causa um rubor no rosto da moça.

Laura: Matilde! Sente-se! Fique à vontade!

Matilde balança a cabeça.

Edgar: Isso mesmo, Matilde! Sente-se! Você deve estar cansada da viagem!

Matilde: Mas... não fica bem...

Laura se aproxima dela e indica o sofá. Ela coloca as mãos no ombro da moça.

Laura: Matilde! Por favor! Sinta-se em casa!

Depois de muita insistência, finalmente Matilde resolve se sentar e é acompanhada pelos dois. Neste momento, Maria adentra a sala. Matilde estranha a intimidade deles com a velha senhora. Principalmente com o seu patrão.

Maria: Edgar, Laura... fiz uma surpresa para o jantar.

Laura: Uma surpresa? Hum... adoro surpresas! O que é?

Edgar brinca com ela.

Edgar: Meu amor... Se é surpresa ela não vai contar!

Todos riem. Laura dá um tapinha de leve em seu peito.

Laura: Matilde, porque você não pernoita por aqui? Pode ir amanhã cedo!

Edgar: Boa lembrança, meu amor! Isso mesmo, Matilde! Fique conosco e vá amanhã. Vou até lá fora despachar o cocheiro. Com licença.

A empregada ainda tenta argumentar, mas Edgar é mais rápido e toma a direção da porta.

Matilde: Mas... D. Laura! Não é necessário!

Ela se aproxima da moça, pega em suas mãos e responde.

Laura: É sim, Matilde! Pegar estrada agora, de noite! Além de ser muito cansativo. Você vai ficar e experimentar o tempero da Maria, não é ?

Maria: Isso mesmo! Venha cá Matilde. Vou te mostrar seu quarto.

Quando as duas saem, Edgar volta lá de fora.

Depois de alguns minutos tentando convencer Matilde a se unir com eles na mesa, finalmente a empregada resolve aceitar tão inusitado convite. Ela nunca pensou sentar à mesa para comer com seus patrões! Os dois percebem que a moça está completamente inibida e Laura toca em sua mão quando fala.

Laura: Matilde, além de sempre ter cuidado de nós com carinho e sermos gratos por isso, a consideramos uma amiga muito querida, viu?

Ela se emociona e agradece. Maria preparou um angu que foi bastante elogiado. Após o final do jantar, o casal subiu e as duas recolheram as louças. Matilde resolveu ajudar Maria nos serviços da casa, que a princípio, ficou de cara fechada, mas depois, percebendo que sempre cuidou com carinho de sua menina, Laura, acabou por ficar amiga de Matilde.

Amanheceu e todos da casa acordaram. Laura e Edgar estavam fazendo seu toalete. Na maioria das vezes, os procedimentos pela manhã eram interrompidos por beijos roubados, carícias, declarações de amor. Algum tempo depois, já vestidos, eles desceram para o desjejum. A mesa estava caprichada. Maria e Matilde serviram o casal. Os dois perceberam que apesar de se darem bem, uma estava com ciúmes da outra, o que resultou em paparicos e mimos ao casal. Ela olhou para Edgar que também percebeu e ambos riram da situação. Laura olha para o relógio. Enquanto fala, Laura pousa a sua mão sobre a mão de Edgar.

Laura: Preciso ir! Está na minha hora! Vou chamar o coche, amor!

Edgar: Não é necessário, meu amor! Vou leva-la!

Laura: Meu amor! Obrigada! Mas não tem necessidade!

Edgar: Laura, eu vou te levar, meu amor! Eu tenho necessidade de ficar todo o tempo possível ao seu lado!

Ela sorri e diante deste argumento, o que resta a fazer é concordar.

Laura: Está bem! Você me convenceu! Também me sinto assim, meu amor!

Ela beija os lábios de Edgar com suavidade. Edgar pede o coche para Matilde, todos se despedem e o casal entra no carro de Edgar. A viagem até a escola de Laura transcorre sem muitas surpresas, mas não se pode falar o mesmo no momento da chegada dos dois. Laura avista de longe a sua aluna Ritinha. Ela havia comentado com Edgar sobre a Ritinha também e os dois riram bastante da história do cabelo da princesa. Eles pararam um pouco distantes, mas perto o suficiente para Ritinha ver a sua professora chegando acompanhada de um rapaz muito bonito. A menina olhou e deu uma risadinha. Ela estava com alguma coisa nos braços, mas devido à distância, Laura não conseguiu perceber o que era. Edgar saiu do carro e foi abrir a porta para Laura. No momento em que Laura está saindo, percebe que um carro para em frente ao prédio da escola e ela fica surpresa quando vê Júlia saindo, acompanhada de uma moça que pela vestimenta parece ser sua babá, que conduz a menina até a porta da escola. Ela olha para Edgar discretamente e fala baixinho.

Laura: Edgar, aquela menina que chegou é a Júlia.

O rapaz estranha.

Edgar: Meu amor, mas essa escola não é para crianças pobres? Ela chegando de carro? Isso é muito esquisito, Laura!

Ela concorda com o advogado.

Laura: É verdade, meu amor! É muito estranho! Mas... vou ficar de olho. Até mais tarde!

O rapaz pergunta antes que Laura se afaste.

Edgar: Posso vir te buscar mais tarde?

Laura: Eu vou adorar meu amor! Mas vamos combinar...

A professora olha em volta e avista uma praça. Ela aponta com a cabeça a direção.

Laura: ... Naquela pracinha ali?

Edgar: Nossa! Que excitante! Marcando com a minha namorada longe do seu local de trabalho! Parece coisa proibida, não é? Não ganho nem um beijinho?

Ela sorri. Na verdade ficou bastante tempo com ele até se dirigir à escola.

Laura: Edgar contenha-se! Acha que eu também não estou louca para te dar muitos beijos? Mas estou na porta do trabalho! Preciso ir, meu amor!

Edgar: Até mais, meu amor!

Laura se afasta de Edgar e ele entra no carro e fica acompanhando a moça chegando até a escola. Logo ele vê que Ritinha foi falar com ela. Ele ri. Ritinha se aproxima e fala. Ela ainda segura em seus braços uma coisinha pequena e peluda.

Ritinha: Senhorita Laura! Eu não disse que a senhorita era a princesa da história? Eu vi a senhorita chegando com aquele moço.

Neste momento, a menina aponta com seus dedinhos gorduchos a direção do carro de Edgar e Laura fica ruborizada! E agora? O que vai falar? Vai mentir para a menina? Falar a verdade? Laura olha para as mãos de Ritinha e tentando se livrar do comentário da menina, sorri e pergunta.

Laura: Ownn! Que coisinha mais fofa na sua mão Ritinha! Quem é ele?

A menina fica toda satisfeita com a pergunta da professora e explica sorridente.

Ritinha: Ah! Esse é o Bartolomeu, O Bartô, meu cachorrinho! Ganhei ontem, professora!

A moça faz um carinho no cãozinho e vai andando com a menina. Ela diz.

Laura: Ele é muito lindinho, Ritinha! Mas agora nós precisamos entrar e o Bartô não pode vir conosco!

Nisso a mãe de Ritinha se aproxima e ralha com a filha.

Mãe da Ritinha: Viu menina teimosa! Você não pode entrar com ele na sala de aula! Sua professora falou! Agora me dá o cachorro e vai pra aula.

A menina não se conforma. Ela olha para a mãe e aperta mais o bichinho nos braços. Ritinha faz cara feia e vira para o outro lado. Laura bate de leve no ombro da mãe da menina e fala.

Laura: Não se preocupe! Pode deixar que eu falo com ela.

Ela dirige-se a menininha e se inclina de modo que não fique muito mais alta que a garotinha. Ela pega com carinho nos braços da menina.

Laura: Ritinha! O Bartô não vai gostar de ficar muito tempo em um lugar fechado! A sala de aula é boa para as crianças, os adultos, mas ele vai ficar inquieto e vai acabar te atrapalhando. Você hoje vai fazer um monte de coisas na aula e se o Bartô estiver lá, você vai precisar cuidar dele. Deixa ele ficar com a sua mãe? Depois você brinca mais com ele!

A menina está com o rostinho triste! Ela olha para Laura e diz.

Ritinha: Mas é que eu queria mostrar o Bartô para as minhas coleguinhas!

Laura: Então! Na saída de vocês a sua mãe trás ele aqui, não trás?

A mãe da menina assente com a cabeça e agradece.

Mãe da Ritinha: Muito obrigada professora Laura! Convencer a minha filha é muito difícil e a senhora conseguiu!

Laura sorri. Ritinha finalmente entrega Bartô para a mãe e entra na escola ao lado de Laura. A aula transcorre sem muitos problemas. A professora quer conhecer um pouco mais seus alunos e para tanto pede que cada um deles desenhe num pedaço de papel a sua família. Ela vai observar como é o relacionamento das crianças com seus parentes. Todos fazem o desenho e Laura circula entre as carteiras para ver como ficaram. Quando ela olha o desenho de Júlia, percebe que a menina só colocou seu pai e ela no desenho. O rosto do pai e o dela não está com uma expressão feliz e isso chama muito a sua atenção. Ela repara que na maioria dos desenhos, os bonecos que eles fizeram estão sorrindo. Somente o desenho de Júlia e de outra menina, Ana, não possuem a mãe retratada na família. Laura pensa ter matado a charada. Sua mãe deve ter morrido. Ela resolve não perguntar a menina a princípio! Precisa ganhar a confiança de sua aluna e depois tentar descobrir alguma coisa. Na hora do recreio, Laura mais uma vez observa a menina isolada. A professora tem uma ideia. Vai até Ritinha e Paula que estão brincando e fala.

Laura: Meninas, porque vocês não chamam outras amiguinhas para brincarem com vocês? Olha lá! A Júlia está sozinha.

Ritinha: Mas... Senhorita Laura!... Nós chamamos, mas ela não quer!

Ela acaricia o cabelo das suas alunas e reponde, resignada.

Laura: Tudo bem! Entendo! Vocês fizeram bem em convidá-la, viu?

Laura fica parada observando a menina, e quando ela ia se aproximar de Júlia, escuta a diretora chamando o nome dela.

Diretora: Senhorita Laura! Preciso falar com a senhorita! Pode vir até minha sala um minuto? A Professora Clara cuida das crianças.

Notas finais
E aí, meninas?

Gostaram? Espero que tenham gostado e comentem bastante! Quando chegar aos 200 comentários vocês terão uma surpresa! Viu, Karenn...Olha o Bartô aí?? Gostou? Continuem lendo e comentando! Vocês são o termômetro do nosso fake e nos estimulam a escrever mais!

Grande beijo!