Ladies's Brotherhood
5 Capítulo 4
Notas iniciais
Fiquei enrolada, tinha umas partes que eu esquecia o que ia escrever e empacava, mas finalmente saiu o/
Na cidade de Adoriabelle, a manhã estava tranquila e pacata na delegacia local. Em um dos escritórios, o delegado Edgar Blanche estava lendo o jornal diário, que trazia notícias da cidade e de outras cidades vizinhas, relaxado e tranquilo, deixando os pés sobre a mesa.
De repente, um jovem entra no escritório sem ao menos bater. Era Christofer.
– Bom dia, Edgar. – cumprimenta Christofer retirando o sobretudo que usava e pendurando perto da porta.
– Ah, bom dia meu rapaz. – retribui Edgar, parando de ler o jornal e retirando os pés da mesa. – Como tem passado?
– Bem, obrigado. – ele responde se sentando na cadeira a frente da mesa do delegado.
– Já ouviu falar do ladrão Leonard Pierce? – pergunta Edgar.
– Claro que já! – responde Christofer parecendo um pouco empolgado. – Procuro por ele há anos! Ele é impossível de se encontrar. Mas por que a pergunta?
– Ele está morto. – responde Edgar sem nenhuma alteração.
– O quê?! — Christofer arregala os olhos e quase salta da mesa de espanto. – Mas como?! Onde foi isso?!
– Encontram o corpo numa cidade não muito longe daqui. – ele responde, jogando sobre a mesa o jornal que lia, aberto na pagina que dava a noticia sobre Leonard Pierce morto. – Parece que a carruagem caiu de um penhasco, suspeitam que foi assassinato... – antes que percebesse, Christofer já estava de pé, indo até o sobretudo pendurado para vesti-lo. – E aonde você vai garoto?! – ele pergunta espantado.
– Até essa cidade, preciso saber o que aconteceu. – responde Christofer colocando o sobretudo.
– Espera Christofer. – o delegado se levanta e vai até o rapaz apressado. – Você vai fazer o que lá? Se intrometer? Os policias de lá já tomaram o caso.
– Mas...
– Christofer, meu rapaz, há quanto tempo eu te conheço? – ele pergunta colocando as mãos sobre os ombros de Christofer.
– Desde quando eu usava fraudas, o senhor sempre fala isso. – responde Christofer revirando os olhos.
– Exatamente! Você trabalha de mais garoto! Só tem 22 anos e aposto que já trabalhou mais do que eu.
Christofer solta uma risada do comentário.
– Você precisa relaxar! Você não saiu de Londres pra vir até essa cidadezinha se estressar! Poderia até mesmo conhecer alguém aqui. – Edgar diz a ultima parte levantando uma das sobrancelhas.
– Não preciso conhecer ninguém.
– Sério mesmo? Um garoto da sua idade um querendo ninguém? Por acaso você é... – insinua Edgar.
– Lógico que não, velhote!
– Ufa, ainda bem. – Edgar solta uma risada da situação que colocou em Christofer. – As garotas da cidade ficariam desapontadas. Ah! Já sei!
– O quê?
– A oportunidade perfeita para você relaxar ou até mesmo conhecer alguém.
– Aiai... Lá vem. – suspira Christofer parecendo suspeitar da ideia de Edgar.
– Hoje a noite terá o Festival de Outono na cidade! Como eu pude ter esquecido? Será ótimo pra você! – diz Edgar empolgado. – Ou você vai ou está demitido!
– Ei!!! Isso já é exagero!! – questiona Christofer bravo com a situação, enquanto Edgar ria dele
Enquanto isso, na sede das Ladies’s Brotherhood, todas as crianças estavam nos quintais da mansão, separadas por grupos diferentes. Cada grupo treinava um tipo de combate diferente.
Victória, sentada num morro coberto por uma grama verde, observava distante um pequeno grupo treinando lançamento de facas. Uma menininha, de cabelos médios castanhos e olhos azuis, vê Victória sentada no morro perto delas e solta um grande sorriso e sai correndo até ela:
– Victória! Victória! – chama a menina animada se aproximando.
– O que foi? – pergunta Victória ainda sentada.
– Poderia fazer uma demonstração pra gente? Por favor!! – implora a menina inquieta.
– Uma demonstração? – pergunta Victória, mas antes que respondesse a menina puxa ela pelo braço para leva-la até o grupo. – Ei! Espera! – ela pede em vão.
A menina leva Victória até o grupo e ela pede para a instrutora que deixasse Victória fazer uma pequena demonstração. A instrutora permite sem nenhuma objeção e as outras meninas ficam ansiosas para ver.
Victória pega algumas facas que estavam jogadas no chão e, com o seu poder, as fazem levitar e depois as alinha em sua frente. Segundos depois de alinhadas, Victória as lança com seu poder numa velocidade incrível e elas acertam o centro de cada alvo ao mesmo tempo perfeitamente. As meninas arregalam os olhos que estavam brilhantes de fascinação.
– Incrível Lady Victória! – diz a menina de antes mais animada e deslumbrada que antes. – Um dia eu quero ter um poder igual a esse.
Victória não esperava por essa. Ela olha de canto por um tempo antes de dizer algo, parecia que escondia alguma coisa, alguma coisa que não queria contar a garota.
– Claro... um dia. – ela responde, com um sorriso nada sincero no rosto. Ela mentiu.
Victória caminha um pouco pelos quintais, sozinha. Andando, ela olha para as mãos estendidas, perecendo perturbada com alguma coisa em sua mente.
Chegando perto do estábulo da mansão, ela escuta uma voz vindo dele, conversando com alguém. Ela estranha, porque não escutava nenhuma segundo voz, como se estivesse conversando sozinho.
Passando na frente da grande entrada do estábulo, vê que era Collet que conversava, mas não tecnicamente sozinha, ela falava com um cavalo que cuidava na hora, escovando seu pelo. Depois de um tempo, ela percebeu Victória parada na entrada.
– Ah! Oi Vic! O que faz aqui? – pergunta Collet, carinhosa e com a voz adocicada de sempre.
– Nada, estava apenas andando por ai. – responde Victória indo até Collet.
– Hmm... Você ta escondendo alguma coisa. – suspeita Collet, provavelmente percebeu a cara preocupada de Victória.
– É-É verdade. – afirma Victória, tentando esconder.
– Hmm... Se você diz, não vou pressionar.
Collet volta a cuidar do cavalo e a conversar com ele novamente.
– Você realmente gosta deles, não é? – pergunta Victória curiosa, indo até outro cavalo que estava preso e começa a acariciá-lo.
– Claro, eles me entendem e eu também entendo eles, literalmente. Não que eu não goste de pessoas, é que os animais são muito mais... sinceros.
– Como você ganhou essa habilidade de se comunicar com eles?
– Acho que eu não nunca contei, não é mesmo? – ela solta uma risadinha.
– Pelo menos não pra mim. – confirma Victória também soltando uma risadinha.
– Bem... Vejamos...
“Antes mesmo de eu nascer, meus pais trabalhavam num circo, eles eram conhecidos como ‘Os Grandes Domadores do Leão Branco’. Eles iam para o grande palco e um grande leão albino passava por eles sem atacar. Não tinha nenhum truque naquilo, na verdade aquele leão foi adotado pelos meus pais quando ainda era filhote, então já estava acostumado com eles.
Eles ficaram bem famosos com suas apresentações e traziam grande fama e lucro para o circo. Mas um dia... Eles morreram num acidente.
O dono ficou desesperado, o circo quase foi à falência, então ele teve uma ideia. Como o leão também era acostumado comigo, ele resolveu me colocar no lugar dos meus pais. Bem... Você deve achar que ficou tudo bem, não é mesmo? Mas não ficou...
O dono começou a me tratar como um dos bichinhos do circo dele. Ele me fazia dormir nas jaulas junto com os outros animais, e sempre que desobedecia ou fazia algo errado ele me castigava... Muito. Tentei fugir inúmeras vezes, mas era impossível. Eu estava sozinha, todos do circo me desprezavam, minha única família era meu querido leão branco.
Então um dia, quando ninguém esperava, um incêndio começou no meio de uma apresentação. Eu fiquei presa no meio das chamas, uma das vigas quase caiu sobre mim, mas meu leão me empurrou e foi atingindo no meu lugar. Ele me olhou e de repente senti alguma energia fluir em mim e então ouvi uma voz em minha cabeça dizer ‘Adeus minha pequena... Pelos menos fique com isso como gratidão’, segundos depois eu desmaiei.
Quando acordei, eu já estava do lado de fora, as Ladies haviam me socorrido provavelmente. Na hora eu não tinha entendido o que era aquela voz e o que ela quis dizer, mas agora eu entendo. Era meu querido amigo se despedindo de mim e me dando no final essa habilidade que tenho agora.”
– ...Foi assim, pelo o que eu lembro. – termina Collet.
– Eu... Sinto muito...
– Não se preocupe como isso, já superei há muito tempo. – Collet respondeu com seu sorriso doce, como se não tivesse dito nada de mais. – Mas acho que você não perguntou isso apenas por curiosidade.
– Agora pouco, uma menina disse que queria ter um poder igual ao meu. – diz Victória cabisbaixa.
– E qual o problema nisso?
– O problema é que eu não desenvolvi minha habilidade com o tempo como as outras garotas ou ganhei como você, eu já nasci assim. E também... – ela finalmente confessa, ainda cabisbaixa, apoiando sua cabeça na cabeça do cavalo que acariciava. – Eu não me lembro de nada antes de vim parar aqui.
– E qual o problema de ter uma habilidade natural? Bem, a sua é bem estranha, confesso, mas idai? E você não tem garantias de que nasceu com ela, você mesma disse que não se lembra de nada antes de vir para cá.
– Mas... Isso me incomoda às vezes.
– Bem, talvez você consiga esvaziar a cabeça hoje há noite.
– Hoje há noite?... – ela pergunta confusa.
– Aqui! – Collet foge da pergunta e lhe estende uma prancheta. – Pode entregar isso para a Madame? Tenho que terminar algumas coisas aqui ainda.
– Eh... Claro... – Victória pega a prancheta ainda que meio surpreendida.
Victória passa pela mansão e vê algumas Ladies em grupo conversando, pareciam empolgadas e ansiosas para alguma coisa. Entrando na mansão, ela vê que a maioria das garotas estava com a mesma empolgação. Agora ela estava muito curiosa com o porquê daquilo.
Ela chega a uma sala de reunião que havia na mansão. Ela bate na porta, mas ninguém responde, então resolve entrar.
– Com licença... – ela pede educadamente enquanto entrava.
– Não! Isso ainda não está bom! – exclama a Madame Marie quase gritando, pondo com força uma das mãos sobre a mesa ao centro da sala.
– Tenha calma, Marie. – respondeu Madame Soulier tranquilamente, sentada em uma poltrona ao lado da Madame.
Paola também estava na sala, ela observava junto com Soulier e Marie a planta de alguma moradia gigantesca que estava sobre a mesa.
– Como eu vou ter calma? Temos que fazer esse trabalho daqui a alguns dias e não planejamos tudo! – responde Madame Marie mais tranquila, mas ainda com uma pintada de nervosa.
– E se nós entrarmos pelo telhado? – desembucha Paola pensativa, olhando atentamente para a planta sobre mesa, colocando a mão esquerda sobre o queixo. – A segurança em cima é bem fraca, podemos usar um balão de ar quente, é um pouco caro, mas acho que não terá problema.
Marie e Soulier trancam um olhar depois da ideia de Paola, pela reação parecia uma boa ideia.
– O que acha Marie? – pergunta Soulier já sabendo a resposta.
– Hmm... é um bom plano. Muito bem pensado, Paola. – elogia Marie.
Paola solta um leve um sorriso sentindo uma pintada de orgulho de si mesma. Durante esse tempo, ainda não haviam percebido a presença de Victória na sala.
Victória pigarreou a garganta para chamar a atenção e instantaneamente as três voltaram os olhos para ela.
– A Collet pediu pra entregar isso. – afirmou Victória lhes mostrando a prancheta que segurava.
– Ah, obrigada Victória. – agradeceu a Madame Marie indo até ela para pegar a prancheta.
– Não querendo interromper o assunto de vocês, mas por acaso sabem por que as garotas estão animadas hoje?
As três trocaram os olhares junto com um sorriso antes de responder Victória.
– Hoje é a noite do Festival de Outono, se esqueceu? – respondeu madame Soulier ainda sentada na poltrona.
A noite finalmente chega. A maioria das garotas já estavam arrumadas para sair para o Festival de Outono, que acontecia todo ano na grande praça principal da cidade de Adoriabelle.
Na biblioteca grandiosa e vazia, estava Victória distraída desenhando em seu caderno de desenhos, sentada em frente a uma mesa entre duas grandes estantes de livros.
Marietta e Collet andavam apressada pela biblioteca até que encontraram Victória.
– AHA! Finalmente achei você! – alerta Marietta apontando para Victória, ainda sentada. Ela usava um belo vestido azul escuro sem alças, com detalhes dourados.
– Estavam me procurando? – pergunta Victória confusa.
– Claro, temos que ir para Festival. – respondeu Collet, usando vestido laranja escuro de mangas compridas com alguns detalhes mais claros no resto do vestido.
– E-E eu vou?
– Mas é claro que vai! – responde Marietta já impaciente, indo até Victória e a puxa pelo braço. – Anda! Vamos arrumar você! – Ela puxa Victória a força.
Marietta a arrasta pelo braço até o quarto das duas, acompanhadas por Collet. Ela abre o seu guarda roupa e procura alguma roupa para Victória usar, até que acha um vestido perfeito.
– Pronto! Coloca esse aqui. – Marietta lhe entrega o vestido.
– Por que não pode ser um dos meus? – pergunta Victória erguendo a sobrancelha esquerda.
– Não questione! Veste ele logo! – ordena Marietta empurrando Victória até a divisória para se trocar.
Depois de alguns minutos, com a ajuda de Marietta, Victória sai vestida, completamente linda, por mais simples que estivesse. Era um vestido rosa escuro com algumas partes com os outros tons de rosa e branco.
A maioria das garotas já estavam saindo, indo em grupos diferentes a pé, para não chamar a atenção, certamente.
Madame Marie as observava de uma sacada de algum cômodo do terceiro andar. Ela apoiava os cotovelos na grade, apoiando o rosto com as mãos, com um doce sorriso. Paola estava em pé ao seu lado, também observando as garotas saindo.
– Você deveria ir também, mamãe. – desembuchou Paola.
– Não, já passei dessa faze. – responde Marie, sincera, dando um sorriso de canto. – Você que deveria ir, na verdade.
– Estou ocupada, talvez ano que vem eu vá...
– Você não muda nunca... – diz Marie dando uma leve risada com um tom de zombaria.
Finalmente, Marietta, Collet e Victória chegam ao tão esperado Festival de Outono. A praça estava lotada e belíssima, cheia de musica e com decorações amarelas e alaranjadas, que lembravam a estação. As pessoas se divertiam e dançavam musicas alegres, havia barracas de comidas e algumas de jogos espalhadas para todos dos lados, mas o centro da praça estava vazio para as pessoas dançarem.
Em poucos minutos, alguns rapazes já se apresentaram para as três e as chamaram para dançar. Marietta e Collet aceitaram com prazer, em quanto Victória recusou educadamente todos que lhe chamavam. A cada minuto, sempre aparecia para ela alguém lhe convidando para dançar, então decidiu sair um pouco da multidão e ir se sentar na escadaria de uma casa perto.
Enquanto isso, em outro canto do Festival, Christofer acaba de chegar, parecendo não querer estar lá. O delegado Edgar Blanche, junto com outros colegas de trabalho, o avista e o chama até eles.
– Você veio mesmo, né garoto. – diz o delegado, bastante animado com o festival, e parecendo que já bebeu algumas.
– E eu tive opção? – ele pergunta meio que ranzinza.
– Ora, Deixa disso garoto! – responde Edgar bastante alegre, colocando o braço em volta do pescoço de Christofer, que parecia que não estava gostando nada daquilo. – Aproveite enquanto é jovem! Venha! Vamos beber alguma coisa que te anime! – ele arrastou Christofer a força pelo festival.
O Festival continuou, ainda com a mesma alegria e empolgação que estava desde o começo.
Victória continuava sentada na escada de uma certa casa, observando de longe Marietta e Collet se divertindo e dançando na festa.
– Não vai se juntar a eles, minha jovem? – perguntou uma velha senhora desconhecida, que apareceu do nada ao lado de Victória.
– N-Não, sou meio introvertida, eu acho. – respondeu Victória sincera e sem jeito. – Por que a senhora não vai?
– Não, não. Já passei dessa idade há muito tempo, e também, já aproveitei muito na minha época.
De repente, vários fogos de artifícios são lançados no céu, iluminando ainda mais o Festival. Victória, encantada com os fogos, nem percebeu Marietta e Collet se aproximando dela. Elas insistiam para que Victória dançasse juntos com elas. Ela continuava a negar, mas as duas não desistiam.
– Vá garota. – insistiu a velha senhora. – Aproveite um pouco pelo menos.
Victória foi convencida, então Collet e Marietta lhe puxaram pelo braço e a levaram para a grande roda da dança.
Um grande circulo de pessoas foi formado na praça, eles estavam de braços cruzados uns com os outros, e Victória estava entre eles.
Eles rodavam de um lado para o outro, como uma dança, Victória até que estava se divertindo com aquilo. De repente, eles param e alguém na praça anuncia:
– “Agora, vamos começar a famosa Dança do Casal Destinado! – anunciou gritando um velho senhor ao lado dos músicos, que pararam de tocar.
Nessa parte do Festival, um homem e uma mulher aleatórios são levados para o centro da roda para dançar.
Christofer, que também estava envolvido nessa roda, foi de repente empurrado por Edgar para dentro do circulo. Nessa hora, Marietta e Collet que estavam entre Victória, trocam um olhar seguido de uma piscada, então as duas sem avisarem empurram Victória para o centro do circulo.
Victória, desequilibrada, é jogada para cima de Christofer, que a segura pelos braços.
– D-D-Desculpa... – pede Victória totalmente corada e constrangida ao se trombar com ele.
– N-Não foi nada... – responde Christofer também um pouco constrangido.
De repente, uma musica tão alegre quanto às outras começa a tocar, em seguida a multidão em volta deles começa gritar “Dancem! Dancem!...” incentivando os dois.
– Então... O que quer fazer? – pergunta Victória olhando para os lados constrangida, vendo a multidão gritando.
– Acho... Que não temos escolha... – responde Christofer mais calma que ela.
Christofer faz uma reverencia para Victória e lhe estende a mão para que ela aceitasse dançar com ele. Corada, ela estende seu braço até mão dele aceitando dançar. Os dois começam a dançar alegremente, com a música que tocava. O ritmo não era sincronizado como valsa, era um ritmo mais alegre e divertido de se dançar.
A multidão batia palmas no ritmo da musica, alguns casais também foram para dentro do circulo, inspirados por verem Christofer e Victória dançando.
Já acostumados, os dois nem perceberam que não precisavam mais ficar lá. Victória sorria e ria com aquela dança, estava realmente feliz, de verdade. Christofer se encantou completamente com aquele sorriso, que na hora parecia mais brilhante e lindo que os fogos de artifícios que estavam explodindo no céu.
Então, a musica para de tocar. Todos que estavam lá bateram palmas para os casais que dançavam. Christofer e Victória ficaram desapontados da musica acabar logo agora, mas principalmente Christofer.
– Foi divertido. – confessa Victória com outro belo sorriso.
– É... Realmente foi... – responde Christofer ainda encantado.
Ao olhar para o lado, Victória vê Marietta e Collet lhe chamando bem distante deles.
– Eu tenho que ir. – ela solta a mão de Christofer e corre para o meio da multidão.
– E-Espera! – ele a chama, mas foi tarde, ele ficou preso na multidão e a perdeu de vista.
Epilogo
Nessa mesma noite, na grande e iluminada Paris, algo acontecia. Na avenida em frente ao grande e luxuoso hotel L'Eden, a luzes se apagam por alguns segundos, assustando as pessoas que andavam na rua.
No ultimo andar do hotel, num corredor extenso, havia dezenas de homens armados parecendo estarem escoltando o corredor. De repente, o corredor escurece em questão de milésimos, mas não era uma simples falta de energia, era um completo breu, sem nenhuma fonte de luz, completamente silencioso. Segundos depois, a luz volta, mas todos os homens estavam mortos no chão, com a garganta cortada.
No final desse corredor, estava uma porta. Atrás dessa porta estava uma sala oval pequena, coberta por paredes vermelhas, dentro dela só havia um único objeto, um cofre. A sala se torna um breu como o corredor antes. Ao se iluminar novamente, uma garota aparece em frente ao cofre.
Era uma garota de cabelos brancos ondulados, pele clara e olhos azuis claríssimos. Mesmo com essa aparência diferente e estranha, ela era completamente linda. Ela usava um vestido de empregada, que era mais curto na frente e atrás era longo. Ela era uma Lady.
Minutos depois de ela abrir o cofre e pegar seu conteúdo, dois homens aparecem na porta.
– Parada ai! – grita um deles, apontando uma arma.
A garota apenas vira a cabeça de lado e os olha de canto. De repente o breu surge a partir dela e escurece todo o local. Segundos depois, a luz volta novamente, os dois homens estavam mortos e a garota já estava andando no corredor, segurando com a mão direita o conteúdo que havia pegado do cofre, e com a mão esquerda, segurava uma faca de cabo dourado e com a lâmina ensanguentada.
Notas finais
Espero que tenham percebido que quem aparece no epilogo é a Brieta KKKK
Deixem a autora feliz e mandem Reviews, opiniões são bem vindas :3
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