Notas iniciais
Yoo meus queridos! Sim, eu voltei como prometido, mas o tempo foi maior do que o dito, e por razões. Eu estipulei uma semana para me recuperar, mas eu vi que isso não seria o suficiente, e a pedido de médicos (e com muita teimosia, minha meus pais tiveram que me controlar rsrs) eu me afastei durante um mês. Claro que eu pude entrar durante este tempo, fiquei ativa no face e em outras redes, mas fui simplesmente afastada de textos grandes. Durante este tempo eu fiz muitas coisas para passar o tempo, como edições de videos, até mesmo alguns testes cosplays, mas isso não vem ao caso. Eu gostaria muito de agradecer a todos vocês. Me emocionei muito com os comentários que vocês deixaram no capitulo de aviso, queria muito responde-los mas logo iria apaga-lo para que pudesse continuar com a história normalmente, então eu vou agradecer aqui e a todos. Muito obrigada, mesmo, pelo apoio de vocês. Suas mensagens me deram forças para que pudesse continuar com meus tratamentos, hoje eu estou quase recuperada, e tive um grande progresso, algo que nem mesmo os oftalmo esperavam. Eu sou muito feliz por ter leitores como vocês comigo. Que além de leitores, são amigos. Como sou sortuda. :,) Eu não pude responder os novos comentários também, mas saibam que assim que tiver tempo irei responde-los com muito carinho. E aos novos leitores que consegui enquanto estava inativa: Sejam muito bem vindos! É apenas isso, fiquem com este capitulo que brevemente terá mais! Kissus da Jooy.

“Você mudará por dentro
Quando você perceber
O mundo ganha vida
E tudo está bem
Do começo ao fim.
Quando você tem um amigo
Do seu lado
Que te ajuda a encontrar
A beleza de tudo
Quando você abrir seu coração e
Acreditar
No dom de um amigo”

Alguns dias haviam se passado desde o acontecimento na floresta, e após isso não vi King sorrir uma única vez. Diane naturalmente se preocupou de imediato, e ainda me lembro daquela noite em que ela veio me procurar para pedir concelhos para que pudesse animar King, mas algo além aconteceu naquela noite.

~

Meliodas e eu havíamos voltado na frente após ver aquela cena na floresta. Ele parecia imensamente magoado por não poder ajudar seu companheiro, e eu não pude me sentir diferente.
Sugeri a ele se acalmar e focar no presente para que se algo acontecer futuramente estivesse preparado para ajuda-lo, ele pareceu relaxar com minha proposta, mas então me encarou um pouco cabisbaixo, ele sabia que eu também estava preocupada com King.
– Meliodas-sama, o que pretende fazer hoje? — o perguntei, então ele desviou o olhar até a cidade.
– Nossa missão aqui já se encerrou, iremos partir hoje à noite. Então vamos apenas relaxar nesta tarde. – disse, e deixou um sorriso escapar.
Retribui seu sorriso, e logo à frente pude ver Ban e Gowther sentado em frente ao Boar Hart com cara de entediados. Meliodas correu até ele, mas não pude ouvir o que falaram, apenas suas ultimas palavras chegaram até mim.
– Certo, então podem ir. – disse Meliodas cruzando os braços.
Ban deixou um sorriso escapar, não pude ver mudanças na expressão de Gowther como sempre, mas ele parecia concordar, e então saiu na direção contrária de Ban.

– O que disse a eles? – perguntei, então Meliodas me encarou com um sorriso enorme no rosto.
– Sugeri uma competição para ver quem captura a criatura rara que só vive por aqui. – ele respondeu.
– E o que acontecerá depois? – prossegui, não pude deixar de transparecer uma certa curiosidade àquilo.
– Um grande banquete. – Meliodas inflou seu peito e levou suas mãos até a cintura, exibindo uma pose confiante, como se tivesse conseguido cumprir algum plano. – E também...
– Também? – questionei.
– Teremos mais tempo juntos.
Levei alguns segundos até tomar consciência de suas palavras, e quando o fiz não pude deixar de corar. Só em pensar no que aconteceria se passássemos algum tempo sozinhos me fazia hesitar de insegurança, mas Meliodas não parecia se importar.
– Meliodas-sama... m-mas não estamos completamente sozinhos...
– Não se preocupe, Diane está com o King agora, e eu tenho certeza que ela tem muitas perguntas a fazer a ele. – a expressão dele mudou, e naquele semblante preocupado pude ver que Meliodas estava apenas muito tenso.
– Certo – sorri para ele, eu sabia o que ele precisava. – E o que vamos fazer?
– Nhan... – ele me encarou com aquele sorriso pervertido de sempre. – Vamos para o quarto?
– Q-que... Meliodas-sama! – sua proposta era deveras vergonhosa, mas pude vê-lo esbanjar um sorriso divertido, como se esperasse minha reação.
– Vamos logo!
O mesmo segurou em minha mão e me arrastou até o bar, eu realmente queria esconder meu rosto em um buraco.

Pelo resto da tarde passamos vários momentos juntos, mas ao contrário do que pensei Meliodas apenas queria ter minha companhia. Ele me disse tantas coisas, e eu pude perceber que ele não conversava com alguém daquela forma há muito, muito tempo. Por alguns momentos eu vi sua expressão entristecida novamente, apenas o que diz foi abraça-lo, e ele logo voltou a sorrir novamente. Não poderia estar mais feliz do que naquele momento. Até que algo realmente delicado aconteceu.

Ouvi uma voz chamar-me ao lado de fora do quarto, mas era algo tão baixo que pensei ser imaginação. Pedi para Meliodas me deixar ir até a porta, mas ele insistiu que eu estava delirando e então me tomou novamente em um beijo. Aquilo foi um erro.
Quando pude olhar novamente apenas vi uma figura feminina parada em frente à cama, seus lábios tremiam de indignação e seus olhos estavam tão marejados como se não aguentasse segurar as lágrimas. E ela não conseguiu.
– D-Diane! – a gritei, mas ela balançou a cabeça e voltou a correr para o lado de forma do bar.
Meliodas olhava para o lugar onde a garota havia parado, ele parecia sem reação, e não sabia o que fazer.
Uma dor tomou conta de mim, e meu coração se apertou em culpa. Eu sabia, desde o inicio, que Diane era apaixonada p Merliodas, e ver isso me lembrou de que aquela Diane que vi se confessar para o King não existia mais.
Eu me levantei tão rápido que esqueci de pegar meus sapatos, e quanto pude ter consciência de meu ato já estava correndo por entre as árvores da floresta. Diane tropeçava a cada passo que dava até que caiu por entre um arbusto denso, ela deslizou pelo pequeno penhasco e caiu em um riacho ao pé da montanha. Apressei meus passos rapidamente até chegar ao topo do morro.
– Diane! – gritei o mais alto que pude, mas então vi a garota sair do riacho e caminhar até a encosta como se aquilo fosse algo planejado. Ela se sentou na grama e encostou-se a uma grande árvore. A mesma não me olhou uma única vez e só se moveu para abraçar suas pernas e esconder seu rosto.
Eu corri o mais rápido que pude e desci a encosta, quando me aproximava do riacho pude ouvi-la gritar.
– Não se se aproxime! Saia daqui!
– Diane... Eu...
– Não quero saber! Suma de uma vez...
Aquelas palavras eram como navalhas, e aquilo me machucou tão profundamente que queria me odiar.
– Eu não vou te deixar aqui deste jeito. – sussurrei com grande pesar, mas lentamente me aproximei da garota. Escorei-me ao lado oposto da árvore onde ela descansava, e me sentei juntamente na grama.
– Diane...
Um curto silêncio permaneceu, mas foi longo o suficiente para me sentir em um labirinto sem saída.

– Você era minha amiga... – Diane sussurrou, sua voz estava falha, como se tivesse chorado horas sem parar. – Eu acreditei em você, confiei com todas as minhas forças... Mas você me traiu princesa.
– Não Diane, eu não trai você...
– Então porque estava na cama com Meliodas? – sua voz se alterou, parecia ameaçadora. – Você sabe que eu...
Não tinha motivos para mentir, e não iria fazer para justificar meus atos.
– Eu errei com você Diane, não sabia como lidar com isso. Eu sei que você nutre uma paixão pelo Meliodas-sama...
– Então por quê?! – Ela se levantou e caminhou bruscamente até o outro lado da árvore, seus punhos estavam serrados como se estivesse preparada para socar-me, mas ela parou, sua expressão se esvaziou, seus braços se amoleceram após me encarar.
Eu sabia que aquilo era errado, meu corpo se estremeceu completamente. Lágrimas cismaram em cair repentinamente, e não conseguia parar. Diane não esperava por aquilo, muito menos eu.
– Eu...
Meus lábios se abriram para sussurrar algo, mas eu pude me manter firme o suficiente para levantar a voz.
– Eu o amo também!
Diane me encarou boquiaberta, seus passos se tornaram desgovernados quando tentou se afastar. Ela tropeçou em uma pedra e caiu sentada na grama, mas não pareceu se importar. A garota ergueu seu rosto em minha direção, as lágrimas que antes corriam desenfreadamente por suas bochechas não estavam mais lá, apenas uma expressão vazia permanecia.
– Mas... Eu o amo há mais tempo que você... Isso não é justo! – ela resmungou para si – o capitão só nunca me notou por causa de minha aparência... Eu odeio tanto por ser como sou...
Ouvir Diane dizer palavras tão cruéis me fez sentir impotente àquela situação. Deixei esses pensamentos vacilantes de lado e engatinhei até ela, apertando-a em um abraço desesperado.
– Não vou pedir para que me perdoe, mas sabia que eu sempre vou pensar em você como uma amiga, independente do que fizer comigo. Eu só peço Diane, para que me escute neste momento.
Diane nada disse, apenas concordou com a cabeça então a soltei do abraço, encarando-a fixamente seus olhos violetas.
– Você esta errada Diane, em várias coisas. – prossegui, e logo senti que ela queria me interferir, mas não o fez.- não odeie ser como é, existe alguém que a ama da forma que você veio ao mundo, independente de sua raça e altura. Mas só posso dizer isso agora.
Ela ergueu a cabeça e me fitou com uma expressão séria, logos seus olhos voltaram a brilhar, ela parecia ter entendido o que eu disse, e, além disso, parecia saber exatamente sobre quem eu exemplifiquei.
– E sabe... – continuei, mas não pude deixar de vacilar sobre minhas palavras. – Eu amo Meliodas-sama... A muito mais tempo do que você pode imaginar.
Diane petrificou, e apenas me guiou com o olhar enquanto levantava-me do chão. Ergui minha mão em sua direção, e ela negou minha ajuda. Eu entendi o que aquilo significava, então deixei um longo suspiro escapar.

– Eu sei sobre o que vai falar, e você não precisa prosseguir. Eu soube desde o momento em que a vi naquela floresta, quando olhei para você pela primeira vez pude ver que havia perdido. – ela disse, e então se levantou igualmente e encostou-se a árvore, como se não conseguisse manter seu peso. – O capitão já amava você, eu vi como ele a olhava. Eu já estava ciente que isso viria a acontecer, e tinha me preparado para este dia, mas... Eu realmente não pude me segurar. Ainda gosto dele.

– Não, não era sobre isso que eu iria falar. – a interrompi, Diane havia colocado isso na cabeça, e não iria se deixar levar por mais nada. – Eu amei Meliodas em outra vida, e eu me lembro de tudo agora. Nasci para encontra-lo e continuar nossa história que foi bruscamente interrompida. O nosso destino continua. Você também tem o seu, e acredite você deve lembrar-se dele.

Diane ergueu a cabeça, mas não me encarou como antes, apenas elevou seu olhar até as estrelas, como se tudo fizesse sentido agora. Ela não mantinha mais aquela expressão assustadora de antes.
– Eu também tenho um destino a cumprir? – ela perguntou, mas não era como se esperasse por uma resposta, ela já sabia dela. – É sobre isso que o King falava mais cedo?
Ela abaixou seu olhar e me encarou.
– Elizabeth, você sabe de algo? Eu sinto como se tivesse esquecido de algo muito importante.
Como poderia responder a ela neste momento? Senti como se qualquer palavra que dissesse agora poderia ser crucial.
– Você deve lembrar-se sozinha, Diane.
Ela sorriu. Mas não era um sorriso criado por algo feliz, era um sorriso entristecido, e eu podia ver nele o quão triste estava. Não pude me perdoar, nunca iria.
– Eu compreendo princesa. Não sou alguém tão cabeça dura a ponto de não enxergar o que acontece em minha volta, mas saiba que eu não vou desistir.
– Eu não vou pedir para que desista. Mas... Eu também estou lutando pelo meu destino, você sendo minha amiga ou não. – disse em alto som, ela me encarou, e novamente voltou a sorrir. – Ainda mais agora que você já sabe, não vou me segurar. Mas eu quero entrar em um acordo com você.
– Que tipo de acordo? – ela perguntou em um tom sério.
– Independente de quem vencer, seremos sempre amigas. Sem rancor, sem raiva.
Não levou muito tempo para Diane se mostrar aliviada com minha proposta, ela levou suas mãos ao rosto e enxugou as lágrimas que ainda teimavam a descer.

– Seremos sempre amigas.

~