La Vida Es Poderosa - La Madrasta
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Regy: Em um jantar... (arqueando a sobrancelha).
Maria: Como assim um jantar? Não ta pensando em trazê-los aqui está?
Regy: Sim um jantar e não vou trazê-los aqui, vamos alugar uma sala em algum hotel ai vou ligar para cada um que esteve naquela viagem, não pode ser a senhora, pois a sua voz é parecida com a da tia Cristina então eles iam achar que é ela.
Cristina: E você acha que todos vão comparecer ao jantar?
Regy: (sorri) Vão sim, tenho certeza.
Miguel: Isso vai ser interessante.
Regy: E como vai Miguel. Tia eu preciso que me passe o telefone de cada um, por favor.
Cristina: Claro. Prepara o coração Maria, vai ser o dia que vai mudar a vida de vocês (sorri).
Maria: Já estou prepara (sorri).
Regy: Mamãe quando todos tiverem dentro da sala a senhora vai entrar e depois ao meu sinal a tia Cristina vai entrar.
Cristina: Eu?
Regy: Sim, tia imagina a cara de todos quando souberem que a Senhora já sabe de tudo, perigoso tio Frederico cair da cadeira (ri).
Giovanna: Meu Deus mais uma brincalhona na família (ri com os demais).
Regy: E quem é o outro ou outra (olhando para Gio)?
Giovanna: Seu pai.
Regy: (ficando séria) Hum... Bem continuando, ai quando a mamãe perguntar para o Senhor Estevão se ele alguma vez leu as cartas que ela mandava e depois que ele responder eu entrarei na sala também.
Maria: Você não vai Regiane (alterada), o problema não é seu e sim meu, nem Cristina deveria ir.
Regy: Desde quando a senhora descobriu que estava grávida de mim o problema passou a ser meu, (nervosa) a senhora querendo ou não eu vou e é melhor não me impedir. Eu quero, eu necessito saber da reação do Senhor Estevão sobre mim na frente de todos (com algumas lágrimas nos olhos).
Cristina: Por favor, as duas se acalmem. Regy ta certa Maria, o problema é de vocês duas.
Regy: (se levantando e sai da mesa) Eu assim como à senhora esperei por esse momento, e assim como à senhora eu também quero justiça (chorando forte). Eu não quero nada do Senhor Estevão, eu não quero o dinheiro dele, não quero o sobrenome, não quero o amor dele, não quero nada mamãe nada, só quero que seja feita a justiça, que a senhora consiga provar quem matou Patrícia e que tenha o amor dos meus irmãos.
Maria: (se levanta e abraça) Desculpa meu amor, eu só não quero que se machuque mais.
Regy: Tarde demais para não me machucar, passei minha vida inteira sendo machucada pelos outros, aprendi da pior forma a me defender de tudo e de todos e ao seu lado sempre me mostrarei forte para que a senhora não desista. Mamãe eu te amo demais para simplesmente ficar de braços cruzados e te deixar enfrentar tudo sozinha. Não vou permitir isso, vamos enfrentar tudo e a todos juntas até o fim.
Maria: Amo-te e sim vamos enfrentar tudo juntas.
Cristina: (chorando) Ai que lindas mais, por favor, da para parar de me fazer chorar (secando as lágrimas e todos riem do comentário).
Regy: (sorri) Bem meus primos lavam a louça enquanto eu coloco nosso plano em prática.
Miguel: Como assim lavar a louça?
Vivian: Vai nos dizer que não sabe lavar (ri)?
Giovanna: Ele sabe lavar sim, só ta se fazendo. Vamos e não reclama.
Miguel: Mulheres.
Maria: Não reclama estamos em maioria (sorri).
Miguel: Tudo bem, isso vai ter troco Regy.
Regy: Ui que medo, to pagando pra ver (gargalhada).
Miguel: Isso da risada cedo ou mais a gente se acerta (indo para cozinha junto com a irmã).
Regy: (sorri) Vamos para o que interessa, tia anota aqui para mim o telefone de cada um que estavam naquela viajem (entregando papel e caneta) enquanto isso eu vou ligar para o Hotel México Praza.
Cristina: (a olhou) Tem que ser esse hotel?
Regy: Não exatamente, mais por quê?
Cristina: Foi esse hotel que encontrei seu tio com outra (triste).
Regy: Tudo bem, eu vou ligar para o Hotel Victória.
Maria: Perfeito.
Então Miguel, Giovanna e Vivian estavam na cozinha arrumando tudo, Regy já tinha ligado para o Hotel reservou uma sala, pediu para prepararem um jantar especial para as 21h00min para logo mais a noite, também já tinha ligado para todos que estavam naquela viajem, Estevão, Frederico, Carmem, Alba, Evandro, Daniela, Demétrio, Fabíola e Bruno.
Cristina: Meu coração ta quase saindo pela boca.
Maria: O meu também, mais temos que nos mostrar fortes. Não podemos mostrar fraqueza.
Regy: Assim que se fala mamãe. Estou muito ansiosa para logo mais a noite (os demais entrando na sala).
Miguel: Tudo certo então para o jantar?
Cristina: Sim, bem vamos para casa, que tenho que me preparar para esse jantar.
Giovanna: Vamos sim mamãe. Se precisarem de alguma coisa é só nos ligar Tia e Regy.
Maria: (abraçando seus sobrinhos) Pode deixar muito obrigada por terem vindo.
Regy: Tchauzinho para vocês, por favor, não comentem nada com ninguém.
Miguel: Fique tranqüila Regy, apesar de estarmos decepcionados com nosso pai por causa dessa mentira, não vamos contar nada.
Eles se despendem vão para a mansão da Cristina e Frederico. Regy, Maria e Vivian ficam conversando até que passa as horas e Maria e Regy se arrumam e seguem para o Hotel Victória que encontram com Cristina que estava vestida com um vestido longo azul turquesa e com os cabelos soltos e com as pontas enroladas, já Maria estava com “aquele vestido da novela” e Regy estava com uma calça social preta boca de sino e camisa social branca e um colete preto e o cabelo amarado como rabo de cavalo.
Regy colocou uma escuta na sala antes dos convidados chegarem assim ela saberia à hora certa de cada uma entrar, elas estavam em um local observando se todos os convidados já tinham chegado.
Regy: Mamãe chegou a hora, todos os convidados chegaram.
Maria: (respira fundo) Eu vou para lá agora.
Cristina: (abraça a irmã) Boa sorte Maria.
Maria: Obrigada (abraça Regy e vai caminhando letamente sendo centro das atenções até chegar à porta da sala).
Dentro da sala.
Evandro: Quem será essa mulher misteriosa?
Alba: Não faço idéia Evandro, mais já era para ter aparecido.
Carmem: Estou ansiosa demais, bem que poderia aparecer logo.
Estevão: Verdade tia, Frederico e Cristina porque não veio?
Frederico: Pelo que Miguel me disse ela tinha saído de casa uma meia hora antes que eu saísse.
Daniela: Será que é a Cristina que preparou esse jantar?
Fabíola: Cristina? Preparar um jantar para nós? Duvido muito.
Bruno: Fabíola preciosa não fale assim, vai que Cristina quer fazer alguma surpresa.
Demétrio: Impossível, ela não nos convida para ir à mansão porque alugaria uma sala nesse Hotel para um jantar a surpresa?
Frederico: Tem razão Demétrio, Cristina não organizaria algo assim.
A porta se abre a luz reflete sobre o corpo de uma mulher a qual eles não conseguem ver o rosto.
Maria: Boa noite a Todos.
Todos: (silêncio)
Maria: Nossa não vão cumprimentar uma velha amiga?
Evandro: cumprimentaríamos se soubéssemos que tu és.
Estevão: (fica de pé) Sua voz é família, se parece com a voz da Cristina.
Frederico: Cristina é você?
Maria: Não, não sou a Cristina. Sou uma pessoa que fez parte do passado de todos e principalmente da vida da Cristina. E eu e Estevão estivemos unidos por um laço que juramos perante Deus que nunca ia se romper (dando alguns passos para frente).
Estevão: Não pode ser de verdade é você (espantado assim como os demais) Maria.
Maria: Sim Estevão, Soy Yo Maria Tu Peor Pesadilla.
Carmem: Santo Deus é a Mariazinha.
Bruno: Mais... Mais como.
Maria: Como sai da prisão (irônica)?
Fabíola: Não nos diga que fugiu Maria?
Maria: (dando a volta ao redor da mesa) Não Fabíola, eu não fugi a justiça me deu uma segunda oportunidade de viver minha vida e provar minha inocência.
Daniela: Maria foi você que matou a Patrícia, encontraram você com a arma na mão.
Maria: Sim Daniela, me encontraram com a arma na mão, mais não foi eu que disparei aquela arma e sim um de vocês que estiveram naquela viagem.
Demétrio: Você está louca Maria.
Maria: Não estou Louca Demétrio.
Alba: Maria eu quero que saiba que eu sempre acreditei na sua inocência, mais nunca me permitiram te visitar nesses 20 anos.
Maria: Eu sei Alba. Eu agradeço você e a Carmem por sempre manter minha imagem viva aos meus filhos. Mesmo sabendo que Estevão me matou em vida para eles e para minha irmã Cristina (Regy e Cristina já estavam perto da porta).
Carmem: Não precisa agradecer Mariazinha, fizemos com muito gosto (sorri).
Maria: Frederico e Estevão não falam nada?
Frederico: (preocupado) Não sei como Cristina vai reagir quando souber que você esta viva e não morta como falamos para ela.
Regy deu sinal e Cristina entrou.
Cristina: Na verdade eu já tive uma reação, quando vi minha irmã acabei desmaiando. Mais depois recuperei os sentidos.
Frederico: (se levanta) Cristina eu (interrompido).
Cristina: Não fala nada Frederico, não tente se defender, pois você sabe muito bem que fez muito mal esconder a verdade sobre a Maria. Acertaremos-nos em casa (olhar de raiva). Pois agora eu e Maria queremos saber quem teve a brilhante idéia de dizer aos meus sobrinhos e a mim que Maria estava “morta”?
Carmem: O Evandro.
Evandro: Cala boca Carmem, sua idiota.
Alba: Não fale assim com ela Evandro.
Evandro: Falo do jeito que eu quiser.
Maria: Já basta, como sempre seguindo os conselhos do Evandro não é Estevão? Ele inventou de me matar em vida e você fez isso sem ao menos pensar no meu sofrimento e dos nossos filhos.
Estevão: Você foi condenada a prisão perpétua, como iria contar a nossos filhos que a Mãe deles matou Patrícia. Eles iam sofrer Maria, sendo humilhados por terem uma mãe assassina.
Maria: Eu não sou uma assassina e provarei minha inocência. E você vai perceber o grande erro que cometeu em sua vida em ter me abandonado naquela prisão, nunca foi me visitar e muito menos respondeu sequer uma carta minha. (se segurando para não chorar e Cristina se colocou ao seu lado). Você leu as cartas que te mandei Estevão? Responda-me.
Estevão: Não Maria, eu não li as cartas que me mandou.
Nisso Regy respira fundo tentando acalmar sua raiva e entra na sala e diz.
Regy: Deveria ter lido Senhor Estevão Sán Román.
Estevão: E quem é Você?
Regy: (arqueando a sobrancelha) Sou sua Filha...
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