La Vida Es Poderosa - La Madrasta
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Regy: (arqueando a sobrancelha) Sou sua Filha... Meu nome é Regiane.
Estevão: (confuso) Como?
Maria: O que ouviu Estevão ela é sua filha, nossa filha.
Evandro: Que brincadeira é essa? Maria te pagou quanto para fazer essa atuação mocinha?
Regy: (se aproxima dele) Não é brincadeira Senhor Evandro, eu não sou atriz, apesar de gostar muito de atuação (olhando séria para ele).
Alba: Maria de verdade ela é sua filha com Estevão (olhando para Maria)?
Maria: Sim Alba é verdade.
Estevão: Porque não me contou que estava grávida Maria?
Maria: Por que... (interrompida)
Regy: Deixa que eu explico para ele mamãe.
Maria: (olhou para filha) Tudo bem.
Regy: (vai até Maria está e fica de frente para Estevão) Pois bem Senhor Estevão, minha mãe descobriu que estava grávida 2 semanas depois que ela foi condenada a prisão perpétua, ela estava com 7 semanas de gestação, ela só descobriu porque passou mau onde foi levada para a enfermaria com principio de aborto, mais como o atendimento foi rápido conseguiram evitar o aborto, então ela foi separada das demais presas ficando uma ala especial para gestantes, para poder ter uma gestação tranqüila e não correr o risco de me perder, mais quando ela teve oportunidade ela conseguiu escrever para o Senhor contando que estava grávida e não foi uma e nem duas cartas e sim varias, até que a ultima carta foi escrita quando eu tinha 6 meses de vida onde ela lhe contava que tinha me levado para um orfanato em permissão para adoção (se mantendo forte para não chorar).
Estevão: (estava chocado com tudo o que ouviu) Eu não sei o que dizer e pensar.
Regy: Há não sabe o que dizer e pensar? (irônica) Por favor, Senhor Estevão se tivesse lido aquelas malditas cartas que minha mãe lhe enviou o senhor saberia sobre minha existência, eu não teria crescido em um orfanato (voz alterada), não teria vivido o inferno que eu vivi naquele lugar, lá eu apanhei sem motivos, eu aprendi a lavar, passar, cozinhar, fui humilhada, fui motivo de chacotas por ser filha de uma presidiária, passei por situações que eu não desejo nem para a pior pessoa do mundo. Sabe por que eu uso essa mascará? Porque o orfanato pegou fogo e minha e única amiga estava em perigo e eu a salvei só que na tentativa de salvá-la acabei queimando meu rosto.
Estevão: (com lágrimas nos olhos, assim como Alba, Carmem, Cristina e Maria) Filha eu... Eu sinto muito (interrompido).
Regy: Sente muito? (irônica) Não precisa sentir nada e não me chame de filha porque o Senhor não tem esse direito. Pois já passou, eu só estou aqui para ajudar minha mãe a descobrir quem é o verdadeiro assassino de Patrícia e para ela ganhar o amor dos meus irmãos. (indo até a porta e vira para olhar cada um) e espero que o Senhor tenha a decência que contar a verdade aos meus irmãos, pois vai ser muito pior que eu e minha mãe contarmos o que o Senhor fez, espero a Senhora e a Tia Cristina lá fora (virando, abrindo a porta e saindo).
Carmem: Pobrezinha não merecia ter sofrido tanto (secando suas lágrimas).
Alba: (se levanta) Estevão o que passou na sua cabeça de não ler as cartas?
Estevão: Tia eu... Eu estava confuso, perdido, eu tentei fugir das lembranças da Maria e decidir não ler as cartas e foi o meu maior erro.
Cristina: Seu maior erro foi ter aceitado a idéia absurda que Evandro teve de matar Maria em vida para seus filhos e para mim. Nenhum de vocês tinha o direito de omitir a verdade.
Fabíola: Por favor, Cristina você acha mesmo que seria justo contar a verdade aos filhos de Maria e ter que levá-los ano após ano a Aruba para visitar a Maria na prisão, você só pode estar louca.
Evandro: Fabíola esta certa e por essas e outras que eu tive a idéia de matar a Maria em vida, fazendo com que até você não soubesse da verdade.
Cristina: Cala boca Evandro, você não sabe o quanto odeio ouvir sua voz e odeio muito mais ter que olhar para sua cara.
Bruno: Cristina preciosa se acalme.
Daniela: Bem já sabemos que está de volta Maria e também já sabemos o que você pretende. Será que podemos ir embora?
Maria: Fica quieta ai Daniela.
Demétrio: Olha como fala Maria.
Maria: Falo do jeito que eu quiser e você também fique quieto.
Frederico se mantém em silêncio, pois sabia que se tentasse falar alguma coisa ou tentar justificar poderia complicar mais sua situação com sua esposa.
Maria: (indo até a porta junto com Cristina) Estevão eu espero que você conte a verdade para nossos filhos assim como a Regy disse, eu tenho certeza que será muito digno da sua parte (saindo com sua irmã).
Ainda dentro da Sala.
Estevão: (sentando) Meu Deus o que eu vou fazer agora.
Evandro: Tenta convencer Maria e sua filha a irem embora, de uma boa quantia de dinheiro a elas.
Frederico: Como você tem uma mente mirabolante Evandro, Estevão, por favor, não siga novamente o que o Evandro diz. Vai perder novamente a mulher que ama e sua filha que você acaba de conhecer e que precisa de ti mais do que nunca (se levantando assim como os abutres).
Alba: Frederico tem razão Estevão, conte logo a verdade para seus filhos, pois não ver ter como esconder deles a verdade por muito tempo, Maria e Regiane vão contar se você não fizer isso.
Estevão: (se levantando) É o que vou fazer agora tia, (saindo da sala logo atrás Alba, Carmem e Frederico).
Evandro: (pegando um guardanapo e enrolando um pouco de comida nele) Maldita Maria porque teve que sair da prisão e voltar.
Demétrio: Temos que tomar cuidado com ela, principalmente porque Cristina está do lado dela.
Fabíola: E mais cuidado ainda com a filha, pois parece ser bem revoltada e bem esperta.
Bruno: Será que é filha da Maria mesmo, será que não é uma atriz (se levantando com os demais)?
Daniela: Acho que não é atriz não Bruno ela se parece muito com a Maria e com a Cristina.
Evandro: Vamos embora por hoje chega (todos vão embora).
Carro de Cristina, ela estava dirigindo, Maria no banco do passageiro ao lado e Regy não banco detrás.
Cristina: (olha pelo retrovisor) Regy você está bem (Maria olha para trás)?
Regy: Sim tia, na verdade eu não sei (começando a chorar).
Maria: Calma filha já estamos quase chegando, assim você toma um banho e dorme amanhã acordará bem.
Regy: Sim mamãe.
Cristina: Regy faz um favor para mim liga para o Miguel e pede para ele descer com a Giovanna.
Regy: Claro. (ela liga e depois de 5 minutos elas chegam e saem do carro) Tchau tia e primos, obrigada por tudo (entrando no prédio).
C, G e M: Tchau.
Maria: Muito obrigada por tudo, mais vou entrar agora o jantar foi exaustivo. Boa noite (entrando).
C, G e M: Tchau (entrando no carro).
Giovanna: Mamãe como foi o jantar?
Cristina: Eu posso contar amanhã? Esse jantar me deixou com um dor de cabeça horrível.
Miguel: Claro que pode mamãe.
Frederico acaba de chegar a sua mansão, ele dirigiu muito rápido necessitava conversar com Cristina, mais nem ela e os seus filhos estavam em casa, pouco tempo depois eles chegam e entram em casa.
Frederico: (olhando Cristina) Cristina nós precisamos conversar (nervoso).
Cristina: (olhou para seus filhos) Boa noite meus amores.
G e M: (entendo o olhar) Boa noite (subiram a escada e foram cada um para seu quarto).
Frederico: Cristina... (interrompido).
Cristina: (fica bem próxima dele) Frederico eu não estou com cabeça para conversar agora, agora eu para o meu quarto tomar um banho e dormi, amanhã conversaremos, pois, estarei mais calma e você também (subindo a escada) Boa noite.
Enquanto todos da Mansão da Cristina e Frederico vão Dormi e no Apartamento da Regy/Maria também.
Estevão chega à mansão com suas tias e encontra seus filhos na sala.
Estevão: Que bom que estão acordados, precisamos conversar.
Heitor: Sobre o que Papai?
Estevão: (olhou para suas tias) Sobre a mãe de vocês.
Estrela: Nossa mãe?
Alba: Sim meninos.
Ângelo: Então falei papai (sentando no sofá junto com seus irmãos).
Estevão: Bem eu... Eu menti sobre a mãe de voces por 20 anos.
Estrela: Como assim? Que mentira é essa?
Estevão: A mãe de vocês ela está (respirando fundo, olha para suas tias e depois para seus filhos).
Heitor: Ela está o que papai?
Estevão: Ela está viva.
Todos: Que (em choque)?
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