Os meses se passaram rapidamente e Paola já estava prestes a completar 1 ano, Eleonor e Roberto estavam ansiosos pela enorme festa. Paola estava feliz e já falava algumas palavras. O tempo havia passado bem rapidamente, deixando Eleonor emocionada ao ver que já estava a 1 ano com sua pequena. Paola havia começado a andar, mas ainda levava uns pequenos tombos, mas nada que preocupasse. Eleonor estava do lado de fora opinando na decoração da piscina, e Roberto estava contratando brinquedos infláveis. Paola vinha descendo as escadas pacientemente, quando Susana apareceu pra ajudá-la.

–Vem bebê, eu te ajudo! –Disse Susana sorridente.

Paola a olhou de cima abaixo e disse tudo embolado como um bebê normal:

–Eu não preciso da sua ajuda empregada! – (Algo como “Eu não pexixo da xua azuda empegada.”)

Susana sentiu o peso das palavras ditas por Paola,que tão pequena já estava se tornando esnobe assim como era ensinada pelos pais. Logo Susana,que a ajudava tanto quando mais nova, agora era tratada assim por uma criança de 1 ano.

Eleonor entrou na mansão e viu Paola descendo as escadas sorridente,ela se aproximou e pegou Paola no colo com todo o carinho, e Paola deu um beijo em sua bochecha. Depois Paola pediu pra ser posta no chão e deu a mão para Eleonor e foi andando até o lado de fora.

–Eu sei andar sozinha mamãe, como uma dama! –Disse Paola como um bebê é claro.

–Minha rainha! –Disse Eleonor fazendo carinho no cabelo dela.

Assim que chegaram ao lado de fora, Roberto abriu um enorme sorriso de orelha a orelha ao ver o quão bonita Paola estava ficando. Roberto a abraçou fortemente e disse:

–Hoje minha rainha faz 1 aninho!

–Sim papai! Quero festa! –Disse Paola soltando uma risadinha gostosa.

Roberto a encheu de beijos e a pôs no chão pra terminar de organizar a festa. Paola ia pegar na mão de Eleonor quando ela se afastou para organizar o espaço de bebidas pros adultos. Paola foi andando atrás de Roberto que a ignorou e continuou a falar no telefone. Naquela casa ao mesmo tempo que havia carinho pra Paola havia desprezo, e aquilo a confundia bastante. Susana vinha passando com uns enfeites e Paola segurou em sua mão e mandou um beijo. Susana ia ignorar a pequena mas sentiu no olhar dela que ela precisava de atenção. Susana a pegou no colo e a deu um beijo na cabeça.

–Por mais que você seja má comigo, eu tenho um coração bom a ponto de te dar a atenção que seus pais jamais te darão. –Disse Susana.

Paola assentiu e pediu pra ir pro chão. A festa estava quase pronta, seria uma festa na piscina, e com brinquedos infláveis e tudo mais que Paola poderia ganhar. Assim que tudo ficou pronto os convidados começaram a chegar um a um, a festa estava prestes a começar, Paola estava eufórica e Eleonor a pegou para colocar seu biquíni. Roberto cumprimentava os amigos que chegavam e as crianças colocavam os presentes num coqueiro enorme feito de bolas de aniversário. A festa estava chique no último, tudo o que Paola poderia imaginar estava bem ali a sua frente. Roberto não poupava esforços pra comprar as coisas que a pequena queria. Logo,Paola desceu e foi brincar com as suas amiguinhas que acabavam de chegar. Uma supervisora vigiava as crianças na piscina e entregava boias e mais boias pra quem quisesse ir pra parte mais funda. A festa tinha música e muita comida, Susana estava na cozinha colocando salgadinhos na bandeja quando o interfone tocou.

–Quem deseja falar? –Disse Susana. –Sim,está bem, vou chama-lo! –Respondeu Susana.

Ela foi atrás de Roberto e o chamou num canto reservado.

–O que você quer Susana? –Perguntou Roberto.

–Está chamando pelo senhor no interfone,uma tal de Paula Martinéz. –Respondeu Susana.