Notas iniciais
Boa Leitura

Beth observou a decoração do salão com certo fascínio.

A glymera realmente não brincava quando queria ostentar em suas decorações. Na verdade, tudo ali era sobre ostentação.
Não havia nenhum motivo para aquele baile, mas todos da glymera haviam comparecido, usando seus melhores trajes e joias. Também não precisava ser gênio para saber que buscavam se destacar enquanto conversavam.

E era impossível não sentir-se parcialmente como um peixe fora d’agua em meio aquele espetáculo desnecessário.

Não foi surpresa que a Corte recebesse convites para aquela noite, porém logo de inicio Wrath e os Irmãos deixaram claro que não pisariam ali.
Wrath dissera que se houvesse algum motivo válido que necessitasse da presença do Rei até consideraria, mas este não era o caso.

Fora Marissa que trouxera a luz o fato de que provavelmente fosse bom que as fêmeas da Corte comparecessem para firmar seus lugares e talvez modificar alguns comentários. Assim sendo, ficou decidido que Beth, Bella e Marissa compareceriam, Mary declinou por ser humana e imaginar que sua presença apenas traria complicações desnecessárias.
Wrath não havia ficado satisfeito com a decisão das fêmeas, porém não as proibiu. Apenas as lembrou que estavam indo até um ninho de cobras e que não esperassem por simpatia genuína.

Marissa e Bella haviam se afastado para cumprimentar alguns familiares distantes, enquanto Beth preferiu permanecer em seu lugar. Todos ali pareciam possuir algum parentesco entre si e a lista de cumprimentos seria interminável se a rainha se aproximasse.
Já havia saudado os anfitriões e algumas pessoas importantes quando chegaram e causado certa comoção. Agora preferia passar o mais despercebido possível.

Enquanto observava a movimentação, Beth analisou algumas das fêmeas, ali presentes.
Muitas delas haviam exagerado na dose; fosse no vestuário e joias, ou na maquiagem e penteado, ou em tudo. Havia verdadeiras arvores de natal ambulantes pelo meio do salão. Eram poucas que se salvavam em meio ao festival de mau gosto e ostento.

Duas em especial lhe chamaram a atenção por sua simplicidade e elegância, ambas usavam vestidos simples e joias diminutas.
Uma usava um longo verde-musgo sem alças e seus cabelos ruivos estavam em um coque alto cacheado, as joias ficavam por conta de duas pequenas presilhas de cabelos e uma fina corrente de prata. A outra usava um vestido longo azul-marinho com apenas uma alça e uma fenda que vinha até sua coxa direita, havia apenas uma pulseira de ouro com uma pedra negra em seu pulso e brincos do mesmo material completavam os adornos. Tranças levavam seus longos cabelos loiros para trás, onde se formavam cachos, poderia ser um truque da iluminação, mas parecia haver mechas azuis no cabelo da fêmea.

Se Beth fosse apostar que alguém ali pertencia a uma linhagem nobre, apostaria nelas com certeza. Havia uma altivez e confiança admiráveis nas fêmeas.

– Vejo que conseguiu encontrá-la. – Marissa comentou, sentando-se ao lado dela.

– Identifiquei quem? – Beth perguntou confusa.

– A Eleita. – Marissa falou com desdém – A fêmea que teve coragem de se deitar com nossos machos.

– Onde? – Beth questionou voltando a olhar pelo salão esperando identificar a fêmea e dar um rosto a seu tormento.

– A ruiva, usando vestido verde. – a outra comentou com estranheza – Você a observava com tanto empenho, que cheguei a pensar que sabia de quem se tratava.

Beth voltou seu olhar para a fêmea em questão.
– Eu não fazia ideia... Nunca a imaginei assim...

– Sobre o que, ou quem, estão falando? — Bella questionou sentando-se próximo a elas.

– Eu estava mostrando a Beth qual fêmea é Aileen. Ela está surpresa.

– E quem é ela? – Bella tentava identificar olhando na mesma direção que Beth, onde havia um pequeno grupo de fêmeas conversando.

– A ruiva de vestido verde. – Beth respondeu – Eu nunca imaginei que ela seria assim, parece ser tão distinta e digna.

Bella sorriu amargamente.
– Sério? O que esperava, Beth? Uma fêmea vulgar ou inferior?

Beth voltou-se para a amiga.
– Acho que no fundo sim.

– Foi ingenuidade. Uma fêmea desse tipo não seria escolhida para algo como isso. Tome as Escolhidas como padrão. – Bella bebericou sua bebida – Se bem, que eu também não a imaginava tão... majestosa?!

– Bem. Não gosto muito do fato, mas parece um adjetivo bastante adequado à imagem dela. Isso prova que não devemos realmente julgar um livro pela capa. – Beth admitiu a contra gosto para depois acrescentar – E isso a torna ainda mais perigosa. Quem é a fêmea com ela?

– Isnaria, filha de Tasso. As duas cresceram juntas. – Marissa informou – Elas e o macho prometido de Isnaria, Heron filho de Gael, são inseparáveis. Ele está ali do outro lado, é o segundo ao lado esquerdo de Havers. O macho loiro.

– Nossa! Falta pouco para que ele tenha o porte de um membro da Irmandade. – Bella comentou – Pensei que apenas meu irmão fosse assim.

Marissa deu de ombros suavemente.
– Apenas mais uma das coincidências da vida, acredito eu.

As três mergulharam em um silencio reflexivo.

Beth sem conseguir desviar seus olhos de Aileen. Agora que seu tormento havia ganhado um rosto seria impossível esquecê-lo, ainda mais se tratando de um rosto como aquele. Talvez se a fêmea em questão tivesse aparência vulgar, suas preocupações diminuiriam, mas definitivamente aquele não era o caso.

Como se tal fato não fosse suficiente, era impossível ignorar os olhares que os membros da glymera lançavam a ela, parecia que acompanhavam a cada movimento, esperando ansiosamente por uma falha da rainha.

– Eu preciso respirar. Começo a me sentir sufocada.

– Bem. – Bella ponderou – Há um terraço depois dos banheiros da ala sul. É um lugar bastante discreto, podemos ir até lá.

A ideia foi prontamente aceita e as três caminharam na direção indicada por Bella.

Se estivesse mais relaxada, Beth acharia irônico o fato de as fêmeas sempre acabarem se ocultando em conjunto e próximo a um banheiro, independente de sua espécie.

O terraço não era muito amplo, mas era uma obra de arte em mármore claro com alguns bancos típicos de jardins e vasos de plantas em tons de violeta e rosa.
As três fêmeas encostaram-se a murada e contemplaram a vista do amplo jardim da propriedade.

– Ora, ora. Meus cumprimentos, minha rainha.

A voz fina soava próxima a entrada do terraço.

As três se viraram para se depararem com cinco fêmeas, com vestido contendo muitos laços e babados em tons diferentes de rosa, em meio a uma reverência.

– Podem se levantar. – Beth disse incerta.

Marissa e Bella não conseguiam recordar a identidade das fêmeas.
Pareciam ser mais novas que elas e, definitivamente, não faziam parte da parte mais privilegiada da glymera, o que basicamente não dizia nada a respeito delas e do que buscavam. As fêmeas torciam para que fossem apenas bajuladores e do tipo mais inofensivo.

– É uma honra encontra-la, minha rainha, embora jamais imaginasse que isso ocorresse neste local. – a fêmea que falava era loira e vestia-se com o tom mais escuro de rosa.

– Está um pouco abafado dentro do salão, por isso saímos para tomar um ar. – a rainha mentiu.

– Realmente está uma noite muito agradável, minha senhora. – a fêmea voltou a falar – Meu nome é Haidee, filha de Raoul, e essas são Lakina, filha de Phelan; Mena, filha de Eudes; e Néia e Nola, filhas de Kaab.

Independente de quem fosse e suas intenções, estava mais do que claro para todas que Haidee era a líder daquelas fêmeas.

– Esperamos que a senhora e suas companheiras estejam aproveitando o baile, ainda que ele seja pequeno e conte com algumas presenças inquietantes. – Haidee continuou.

– Não entendo o que quer dizer.

Beth desconfiava que fosse se arrepender de estimular a fêmea a continuar com suas palavras, mas aquela era uma armadilha impossível de evitar.

– A senhora é mesmo magnânima em não comentar. Mas, estamos entre pessoas confiáveis e amigas. – por algum motivo o sorriso da fêmea parecia falso – Particularmente, acreditamos que tenha sido de muito mau gosto enviar um convite para Aileen, filha de Mansur.

– Depois de tudo o que aconteceu, ela deveria ser banida do convívio social. – outra fêmea, Mena, comentou com asco – Ela tornou-se uma vergonha.

– Acredito que, o pior de tudo, tenha sido submeter à senhora e suas companheiras da Corte à presença dela. – Haidee falou mansamente – Parece que desejam tornar visível o que impossibilitou que a Eleita fosse uma das senhoras.

Intencionalmente ou não, as palavras da fêmea tomaram forma de navalhas, atingindo uma ferida ainda aberta: a intrigante duvida sobre qual fator que tornara Aileen perfeita para ser a Eleita, em detrimento das shellans dos guerreiros.

– Receio que este não seja um assunto que deva ser comentado, senhorita. – Beth estava tensa e suas palavras soaram como uma reprimenda. Definitivamente, aquele não era um assunto sobre o qual gostaria de tratar – As características da Eleita foram uma escolha da Virgem Escriba. E suas escolhas não devem ser questionadas.

Haidee não podia acreditar que estava sendo repreendida pela rainha, ainda mais após falar em favor dela.
Apresentara-se a ela com todo o floreio que lhe foi arduamente ensinado e mostrara sua melhor faceta, apenas para que aquela mestiça a rechaçasse em frente a suas amigas, como se fosse melhor do que ela.

– Por certo as decisões da Santa Virgem não devem ser questionadas. E, provavelmente, os machos importantes da raça devam consultá-la mais. – Haidee rebateu com veneno – Assim, os guerreiros não acabariam casados com uma desonrada, que representou a vergonha para sua família diante da glymera, ou uma indigna, que em décadas, não conseguiu agradar ao macho que lhe era prometido, perdendo-o para uma mestiça.

– Como você ousa?! – Bella elevou a voz indignada. Não imaginava que seu passado continuaria a persegui-la ou que alguém ousaria lhe demonstrar isso pessoalmente.

– Eu estou dizendo alguma mentira? – Haidee não perdeu a pose, acabara de encontrar o ponto fraco das distintas fêmeas e como de costume iria aproveitar o fato, afinal contava com suas amigas como audiência cativa – Por certo este foi o motivo da filha de Mansur ser a Eleita. Afinal, ela sempre foi um exemplo de fêmea até a consumação da profecia.

– Nada disso interferiu na escolha da Eleita. Está falando de algo que não...

– Vocês têm certeza? – Haidee interrompeu as palavras de Marissa.

– Independente de qualquer coisa isso não é assunto seu! – Beth acabara por perder o controle.

Presenciar aquele ataque estava sendo demais para os seus nervos e não conseguia se concentrar na maneira correta de reagir e o mesmo parecia acontecer com Marissa e Bella. Aquele assunto era algo proibido, a grande ferida que ainda não havia se curado, o grande mistério que desafiava suas mentes.

As três fêmeas imaginavam que por suas posições estariam completamente seguras e, e até mesmo, preparadas para os ataques da glymera. Era extremamente perturbador perceberem o quanto estavam equivocadas. A realidade era que estavam completamente indefesas e sem palavras em um ninho de cobras.

– Engano seu, minha rainha. – a voz de Haidee atingiu um tom de docilidade extremamente falso – A profecia trata do futuro de toda a raça, portanto é do interesse de todos. Trata-se do nosso futuro, meu futuro.

– Se você se preocupasse tanto com seu futuro mediria melhor suas palavras. – uma voz agradável se fez ouvir.

Todas acompanharam Aileen e Isnaria se aproximarem do grupo calmamente.

Beth, Bella e Marissa estavam gratas pela interrupção, porém temiam para qual lado a discussão poderiam pender, afinal não poderiam confiar naquela fêmea. Um ataque por parte dela, seria ainda mais desolador.

– Fico impressionada com a quantidade de regras e convenções que você parece conseguir ignorar, Haidee filha de Raoul. – Aileen se colocou no meio do grupo fitando a outra sem expressão – Acaba de questionar abertamente a lealdade e decisões dos membros da Irmandade da Adaga Negra, assim como ofender, não apenas, suas shellans, como também a Rainha. Diria que estás pisando em um terreno perigoso.

– Não se metam nisso. – Haidee rebateu fitando Isnaria e Aileen furiosamente – Até parece que vocês têm algum apreço por essas fêmeas, ou elas por vocês. Eu apenas digo o que todos pensam.

– Se você sabe que todos pensam, porém se mantêm calados, deveria calcular o tamanho de sua estupidez. – Isnaria apontou com tranquilidade – E vocês também; Lakina, Mena, Néia e Nola. Imagino que os pais de vocês as tenham ensinado melhor do que isso.

Bella e acompanhantes já respiravam com maior tranquilidade, independente de quaisquer diferenças, as fêmeas estavam ali em defesa delas.
Era tranquilizador não estar mais sob o furioso ataque verbal.

– Parece que não aprenderam a lição de que algumas opiniões devem ser guardadas para nós mesmos. Mas, deveriam aproveitar enquanto ainda têm tempo. – Aileen esperava que isso fosse o suficiente para que as fêmeas se afastassem, afinal era melhor não criarem um incidente.

– Assim, como guardamos a opinião de que você é uma vadia por ter se deitado com vários machos? E que isso acaba com as esperança de que você se vincule, mesmo que com um desses machos? – Haidee ainda desafiou, esperando desestabilizar Aileen. Não admitiria sair derrotada desse embate, não por ela.

Aileen abriu um sorriso maldoso.
– Ao menos, todos sabem que meus atos foram resultado de uma profecia da Virgem Escriba. E os seus Haidee? Deitar-se com cada macho jovem e desvinculado também não irá ajuda-la a tornar-se uma fêmea vinculada. Será que isso não a preocupa?

– Você não sabe do que está falando!

– Ora, Haidee. Acredito que todas aqui sabem do que Aileen está falando. – Isnaria se divertia ao ver a harpia acuada – Os humanos tem um ditado interessante para essa situação: “quem tem telhado de vidro, não deve atirar pedras no dos outros”. Vous comprenez?

Finalmente, Haidee parecia ter perdido a pose. E a prova disso foi que a fêmea girou em seus calcanhares e foi embora, sendo seguida por suas fieis seguidoras.

– Sinceramente, imaginei que seria mais difícil fazê-la recuar. – Isnaria comentou ainda observando a entrada do terraço.

– Não que isso signifique algo, afinal ela partiu apenas para reagrupar. – Aileen sentenciou – Mas, teremos paz por hoje e poderemos voltar ao salão.

– Não entendo porque logo você veio nos ajudar. – Beth questionou claramente intrigada, chamando atenção para si.

Aileen voltou-se para a rainha e suas acompanhantes.
Uma versão que não levara em consideração anteriormente acabava de se revelar. Ao que parecia, as shellans dos Irmãos também a consideravam uma indigna por ter se deitado com eles, nem mesmo elas entendiam tudo o que significava a profecia.

– Nenhuma de nós se beneficiaria com um novo escândalo. – Aileen respondeu sem emoção.

A nova perspectiva havia sugado suas energias. Se nem mesmo aquelas fêmeas conseguiam entender toda a situação, ela e o fruto de seu ventre estavam condenados ao escarnio de toda a raça.

– Devemos voltar ao salão, Is, antes que Heron perceba nossa ausência e se preocupe.

Aileen fez uma breve reverência em direção à rainha e se retirou.

Isnaria seguiu as ações da amiga, murmurando um “com licença”, mas sem entender o motivo daquele desanimo repentino na voz dela.
Ainda que ínfima, haviam acabado de obter uma vitória e lançar a mensagem de que Aileen não seria facilmente abatida e humilhada.

[...]

Wrath observou Beth, Bella e Marissa adentrarem na sala de estar.
Mesmo com sua pouca visão, conseguia perceber que elas ainda estavam com as roupas escolhidas para irem ao baile e pareciam cansadas. Quase que imediatamente, odores de raiva e frustração inundaram o ambiente.

Claramente, a noite não havia sido completamente agradável como elas imaginavam, o que não o surpreendia em nada, afinal fora uma festa da glymera.

– Vocês voltaram cedo. O que aconteceu por lá? – o Rei Cego perguntou sem rodeios, era melhor ir logo ao assunto.

Bella e Marissa apenas se largaram no sofá, sem nada dizer, e Beth sentou no colo de seu hellren em busca de conforto, antes de responder:
– Inicialmente, a noite foi tranquila, mas depois de um tempo fomos cercadas por algumas fêmeas mal intencionadas.

– Como assim, mal intencionadas? – o macho perguntou, não gostando nada do tom ferido de sua companheira, que mantinha a cabeça apoiada em seu ombro.

– Elas usaram nosso passado e origens contra nós, a principio. – Bella explicou – E depois usaram os eventos da profecia.

Wrath suspirou levemente, começando a imaginar o rumo que tal conversa tomaria e gostando ainda menos desse fato.

– Ao que parece a glymera anda floreando a historia a seu modo e interpretando como melhor lhes interessa. – Marissa complementou – Algo bastante típico.

Beth bufou, demonstrando sua indignação e se levantou. Repentinamente, ficar parada tornou-se impossível.
– Nós ficamos tão surpresas com as mentiras que elas foram capazes de nos dizer, que ficamos sem argumentos. Não que possamos realmente dizer algo para nos defender da repercussão dos fatos sórdidos da profecia.

– Leelan, por favor... – Wrath estava cansado de sempre voltarem ao mesmo assunto e das fêmeas ainda não conseguirem entender.

Beth não fez caso da interrupção e continuou:
– Porém, o mais humilhante, foi sermos resgatadas pela fêmea que é o pivô de tudo isso. Diferente de nós, Aileen soube exatamente o que dizer para fazê-las se calar, mas já era de esperar, afinal ela é pior do que qualquer uma delas.

– Beth, por favor, já tivemos essa conversa outras vezes e imaginei que vocês já tivessem entendido. – Wrath tinha a voz dura e cansada – Aileen não é melhor ou pior que ninguém, ela apenas foi uma vitima das circunstâncias como todos nós. Se ela fosse tão ruim não as teria ajudado. E vocês enfrentaram parte da glymera hoje e viram como é. Se para vocês, sendo shellans de quem são, não foi nada fácil, imaginem para ela que está sozinha.

Nenhuma das fêmeas pôde dizer nada, afinal haviam presenciado o momento em que Aileen foi tão atacada quanto elas. Não que o fato a tornasse menos culpada aos seus olhos, mas sinalizava que ela não estava gozando de privilégios por parte da glymera, ao menos por enquanto.

[...]

Notas finais
Então, o que acharam do primeiro encontro das shellans com Aileen? Bjos e sorrisos. Até o próximo capitulo.