La Nouvelle Princesse
2 O Começo
– É o único jeito meu filho. — suspirou o Rei Maxon em uma tentativa inútil de convencer o filho de que a Seleção é o mais certo a se ocorrer.
Aaron Singer Calix Schreave, agora com 19 anos era o sucessor do Trono de Illéa. Assim como aconteceu com seu pai, sua seleção estava prestes a acontecer, mais ele simplesmente não aceitava que 35 garotas estivessem no Castelo e pé de guerra por ele (ou pela coroa).

– Aceite logo Aaron. — reclamou sua irmã irritada.
Celeste Scarlet Singer Calix Schreave, agora com seus 18 anos, era Princesa de Illéa. Assim como todas as princesas, ela fora prometida a um príncipe, mais especificamente para Thiago, Futuro Rei da Austrália, na qual ela odiava veemente.

– Isso é muito complicado para a minha cabeça. — murmurou ele com as mãos na cabeça a balançando recebendo um sorriso de sua mãe America.
– Ah vamos lá, eu queria ter uma Seleção, não queria ser jogada para qualquer príncipe que aparecesse por ai, agradeça por ter oportunidade de escolha. — exclamou Celeste nervosa e saiu dali emburrada recebendo o suspiro pesado de seus pais.
– Oque deu nela? — perguntou Aaron confuso.
– Ela só esta chateada com nossa aliança com a Austrália, terá que se casar em breve, logo depois da seleção. — respondeu America entre suspiros. Ela odiava ver a filha desse jeito, mais era preciso.
Aaron logo entendeu.
– Com licença mãe, pai. — pediu e logo depois saiu dali em direção as escadas, por onde subiu até o terceiro andar do castelo.
– Oque você quer? – resmungou Celeste.
A garota encontrava-se deitada em sua cama com lagrimas escorrendo por seus olhos azuis claros.
– Ver a minha irmã. – disse ele sentando-se na cama, ao seu lado.
– Porque você reclama tanto Aaron? – perguntou a irmã sentando-se na cama e o fitando.
– Sobre a Seleção? – ela assentiu. – Porque eu não acho certo ter um mutirão de garotas desesperadas aqui dentro de casa (castelo) batalhando por mim.
–Ou pela Coroa. – completou Celeste de olhos fechados.
–Ou pela Coroa. – concluiu. – Sei oque sente irmã.
– Não, você não sabe Aaron. Se você fosse prometido a alguém que nem conhece, como se sentiria? – Aaron não respondeu, ele sabia que a irmã estava sofrendo por ter que se casar tão cedo. – Você vai poder encontrar alguém que goste, lembra-se da Seleção do papai? – ele assentiu. – Talvez a historia se repita. – reprime a um sorrisinho.
–Talvez. – concordou ele sublime ao olhar da irmã. – Não se preocupe Cel, tenho certeza que será feliz com ele. – disse se referindo ao Príncipe Thiago.
–Nunca maninho isso nunca... Agora eu vou aproveitar meu tempo. – disse ela se levantando da cama. – Aproveite também Aaron, porque você não terá muito tempo para aproveitar quando 35 garotas estiverem nessa casa irmãozinho. – ironiza e Aaron engoliu um seco.
– Acho que vou fazer isso também. – concorda e ela ri do desespero mutuo.
– Acho melhor. – fala ela abrindo seu próprio closet. – Vou cavalgar, quer me acompanhar? – Aaron assente.
– Claro, vou me trocar. – responde saindo do quarto em direção ao seu, na intenção de trocar-se.
Logo depois de trocar de roupa, Aaron e Celeste caminharam até os estábulos do castelo.
– Onde esta? – perguntava-se Celeste para si mesma, procurando por seu cavalo branco.
– Olha ele ali. – apontou o Príncipe para a parte mais afastada do local.
– Esta tão lindo. – falou ela acariciando a clina do cavalo que retribuiu ao carinho da dona em seu cabelo.
– Você o mima demais. – resmungou Aaron.
– Olha o ciúme. – falou ela rindo.
– Sou seu irmão, devia se preocupar mais comigo. – disse manhoso e o cavalo quase lhe deu uma chibatada. – Calma amigão, eu divido. – riu ele.
– Vamos logo. – apressou a Princesa subindo no cavalo, já selado.
Aaron imitou o gesto da irmã, subindo em seu cavalo negro e dando partida para fora do estabulo com Celeste em seu enlaço.
Desde crianças, os dois adoravam equitação, a corrida, o vento no cabelo de ambos dava um certo ar de liberdade aos dois, como se todas as preocupações e os deveres do castelo fossem de outra pessoa, o peso de ser da Monarquia não pesava tanto.
– Sempre ai atrás né maninha. – zombou Aaron divertido correndo mais rápido.
– Não mais. – disse ela rindo, e logo seu cavalo entrou em alta velocidade, ultrapassando seu irmão que riu mais. Até que algo os interrompeu.
O Alarme!
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