La Mia Amata
8 Capitolo Septimo - Rivelazione
Notas iniciais
Sei perfeitamente que eu sou uma autora desleixada. Sei que ela dá o luxo de escrever só quando há uma inspiração divina. Mas espero que possam perdoá-la com esse novo capítulo bem quentinho já postado ;~;
Sei que não chega aos pés do último capítulo, mas está razoável, a meu ver. Também o conteúdo, chegou a ser impactante sem nenhum aviso antecipado... '-'
SO SORRY por isso TOT
Mas espero que desfrutem de cada palavrinha, caros e amados leiotres.
Boa leitura.
“Pensando bem agora, creio que Luce sempre tentou esconder algo.
“Não só para mim, mas de todos. Se foi pelas atitudes ou por de trás dos sorrisos. De uma forma eram meio s dela camuflar a sua identidade
“Mas por que, Luce? Para que era preciso de tudo aquilo?
“... Por quê?”
Capitolo Septimo – Rivelazione
Apesar de ser um cara que aprecia uma tranqüilidade, nas condições que eu estava já era demasiado um exagero.
O meu ferimento não foi grave. Mas me obrigaram a estar em repouso absoluto.
Há dois dias dormindo na suposta enfermaria da mansão, praticamente me mantendo preso por vinte e quatro horas. Se for para sair, tenho lugares restritos para poder ir, os movimentos são restritos para que as feridas não se abrirem, baniram-me dos meus smokings e paletós...
– Que merda é essa? – resmunguei fungando.
Voltei a me deitar na cama e comecei a encarar o teto de madeira. A enfermaria era estranhamente calma, mal dava para pensar que em algum lugar da mansão ou lá fora, no quintal poderia existir algum idiota berrando ou fazendo alguma burrice.
A ventilação é boa, confesso, e a cada sopro dos ventos dá para ouvir as folhas se esvoaçando. Às vezes é acompanhado com as cantorias dos pássaros, os únicos raiares de sois que entram pelas janelas são suaves e calorosas, não intensos. A atmosfera daqui é... Como posso dizer... Pacífico? Confortante?
Mas não consigo me acostumar. Detesto ficar parado, ainda por cima ser tratado como um doente.
Foi no momento que eu estava fechando os olhos, escutei duas leves batidas lá da porta.
– Reborn...? – a porta abriu, e a vi sorrir aliviada. – Pensei que você estava dormindo. – Luce entrou com toda calmaria, e com passos tranqüilos, se aproximou de mim, e puxando uma cadeira sentou-se, depositando uma bandeja metálica com novas ataduras na cabeceira. – Como está se sentindo?
– Péssimo. – respondi na mesma hora, levantando para sentar na cama. – Sinto-me como um animal.
... Preso em um cativeiro.
Isso que eu quis dizer.
Enquanto encarava o lençol branco com uma pequena frustração, os risos me fizeram voltar a olhá-la.
– Tenha santa paciência, Reborn – ela começou. – Não importa se a ferida não foi grave, você está ferido. Não permitirei que saia daqui até que esteja cicatrizado o suficiente. No mínimo, hem? – a tonalidade maternal da voz dela me fez suspira.
– Não sou um moleque. Pare de me tratar desse jeito. – adverti com mal humor. Mas ela só fez devolver outro sorriso.
– Você acha? Porque às vezes você se comporta como uma criança malcriada, sabia? – a minha careta deve ter dito tudo. Inconformado. Ofendido, sim. Mas isso não foi nada para ela, como se levasse tudo mesmo na brincadeira, ela só sorria cada vez mais. – Vamos lá, Reborn-que-não-é-criança. Mostra-me o ferimento, sim?
Tentei ignorar a brincadeira e o apelido inventado por mera implicância, mas impaciência era de se notar pela minha expressão. Ela já havia estendido os braços para desabotoar os botões, porém já prevendo esta atitude, fiz a menção de fazê-la antes. Um, dois, três botões, até o último. Com um movimento calmo o meu braço se soltou da manga folgada da blusa branca. Praticamente o meu corpo era visível, do pescoço até o tórax. A pele nua exposta do lado direito, e a outra escondida por debaixo do manto branco. Mudar a minha feição é algo raro, anormal até. E não importam quais queres ocasiões ou situações, o meu rosto continua rígido feito uma pedra – inclusive este momento. Não importa se eu estava na frente da Luce, não movia um músculo facial se quer. Meus olhos fixos no vácuo, lábios colados em boca cerrada. Sem nervosismo, constrangimento seria algo que me faria rir.
Ela se curvou mais para a minha direção, para ver as ataduras no meu ombro direito.
– Vejamos... – foi a primeira palavra, e a segunda demoraria em surgir dos seus lábios. Mantive os meus olhos vagando para o nada, mas consegui sentir as ataduras se afrouxando dos meus músculos. Mais e mais, lentamente até a minha pele local voltar a respirar. Senti os seus dedos tocarem-me a pele. Com movimentos cautelosos. Delicados. – Incrível. – essa foi a segunda palavra que mencionei há minutos. Ela exclamara com um gosto de surpresa. – As feridas estão se cicatrizando mais rápido do que o normal... – Sai do meu silêncio, e voltei a encarar o chão, com um suspiro impaciente.
– Tenho o atributo do sol. Se não lembra o primeiro dia de “apresentação”. – Falei com muita ironia, quase sem emoção.
Sim. Entre aspas, por favor. Porque para variar, eu não chamaria aquilo de apresentação, e sim uma tentativa inútil de se apresentarem.
Senti o ar tapear o meu ombro. Era Luce abafando os risos.
– Caro que lembro. – ela estendeu a mão para a bandeja de prata, e pegou as novas ataduras nas pontas dos dedos. – Na realidade. Já ouvia boatos sobre você antes de vir aqui... Então posso dizer que confirmei, não acha? – se ela estava esperando respostas com palavras não sei, mas devolvi um ar quente cuspido para fora, em um suspiro sem muita paciência.
Em resposta, um breve riso.
Eu não era obrigado a falar. Ela estava concentrada em enrolar as ataduras. Estávamos em silêncio no final das contas. Eram duas pessoas em silêncio prolongado em uma enfermaria. E tato que capturava cada toque, movimento da outra.
–... O que foi? – até ela quebrar o silêncio, desviando a sua atenção da atadura e direcionando os azulados íris para mim.
Motivo? Talvez ela tenha percebido o meu olhar sob ela.
O meu olhar silencioso poderia tê-la cutucado com uma mão invisível. Talvez a intensidade que a olhava tenha despertado o sentido dela, fazendo-a se erguer.
– O que foi? Tem algo no meu rosto? – ela comentou rindo, parando os movimentos repetitivos nas mãos e levando uma delas até o seu rosto. O meu olhar silencioso não baixava a guarda. Mal piscava. – Hein, Reborn?
As palavras perturbadoras dos meus pensamentos dos últimos dois dias começaram a se debaterem no meu estômago, forçaram-se entre os músculos e começou a subir a goela à cima. O rastro deixava sensação intacta de desconforto, forçando a minha mente em colocá-los logo para fora. Tentei engolir o ar e suspirá-los depois. Nada adiantou.
– Há dois dias você havia dito... – as palavras começaram a se debaterem na minha boca. Queimando a minha língua. Saltitando. – “Eu sabia que aquele acidente iria acontecer” – falei, e fechei os olhos. O rosto infeliz e palavras cheias de receio invadiram a minha mente. Ao voltar a abri-los, fixei no brilho azulado. – O que aquilo significa, Luce?
Expeli as palavras para fora, e as poucas que restavam foram perdendo as forças, aos poucos parando até morrerem e desaparecerem. A sua leve feição de choque fazia os seus olhos nadarem, provocando constantes ondas que se debatiam, produzindo agitação nas águas escuras dos seus olhos.
Fomos engolidos pelo silêncio. Mais uma vez.
De vez em quando os pássaros interrompiam-no com o canto breve, mas assim que a cantoria se cessava, mais uma vez. O silêncio.
O meu olhar era firme, e a concentração era tamanha que mal tremia, embora os meus olhos implorassem para que piscasse. Não foi preciso falar mais nada, eu estava apenas esperando pela resposta. – Eu exijo a pergunta. Agora. Dessa forma os meus olhos exclamavam.
Passado alguns minutos Luce baixara um pouco o olhar. Lento e sem pressa ela voltou a terminar o afazer mal terminado. As ataduras que sobraram, ela cortou com a tesoura. Elas esvoaçaram feito um laço e foram devolvidos a bandeja. Pude escutar o chocar da tesoura com a bandeja, e um fraco ar sendo inspirado.
– Reborn... – ela me chamara, com voz baixa. O seu olhar ainda estava baixado. – Em algum momento você não se questionou o porquê de eu ser escolhida como um dos I’prescelta Sette? – a pergunta dela me atingiu, finalmente. Desprevenido e repentinamente. Fez os meus músculos das minhas pálpebras se pressionarem. Os olhos azuis perfuraram-me. – Não precisa responder... – ela complementou, com a voz tão baixa como um silvo. – Eu sei que você já duvidou várias vezes. Que eu não aparentava ser como uma hitman... Nem um pouco.
As palavras, uma por uma faladas me atingiam em cheio. Impressionando-me. Roubando a seriedade natural da minha face.
Várias perguntas começaram a se rastejarem em meus pensamentos.
Como? Por quê? De que forma?
E a entonação rígida da voz dela apenas agravava. Ela não estava querendo me convencer com persuasão.
Tinha certeza demais em sua voz.
Não havia mais ondulações em seus olhos, nem um respingo se quer. Era uma calmaria naqueles oceanos marinhos, nem um vento se quer batia neles. Até sumirem.
– Sendo um hitman, Reborn. Estar ciente de que cada Família tem uma habilidade especial... É algo que não devo nem confirmar com você, sim? – ela voltou a abri-los, em uma expressão vazia, mas os seus olhos brilhavam no pequeno espaço que as luzes conseguiam alcançar. Não falei nada, não me movi. Nenhum chacoalhar de cabeça, nenhuma palavra ronronar pela garganta seca. – Há uma Família com poderes característicos, únicos... Raros, posso até dizer. Claro que é respeitada e venerada por demais Famílias. Cobiçadas também, disso eu tenho certeza.
Ela cerrava um pouco mais, por um breve momento, como se aquelas palavras lhes trouxessem de volta a obscuridade que ela esteve evitando.
Uma longa pausa. Um longo suspiro.
– Intuição aguçada fora do comum, e... – Luce dera uma pausa mais uma vez. Fechou os olhos e retornou a abri-los como se estivesse exausta. E complementou fraca, com a voz rouca. – Poder de prever o futuro. Esses são os poderes da minha Família. — a explicação parecia desgastar o emocional dela, as palavras foram pronunciadas como se elas se rastejassem em sua boca até o último momento. Mas o meu choque foi absurdamente pouco e comparação como eu reagi com o que eu ouvi logo em seguida. –... E essas habilidades só podem ser herdadas por membro legítimo. É uma herança sanguínea.
Era como se uma forte luz invadisse a pequena enfermaria.
O branco da luz irradiava tudo e a todos os presentes. Penetrava em minha pele, corroia a minha carne até se infiltrar em minha mente. Tingindo-a com essa cor de completo vazio. Apesar de toda a claridade eu não fechei os meus olhos, pelo contrário, dava a vida ao brilho cinzento dos meus olhos, como se fossem platina.
Pude ver eles se refletirem no olhar dela. Nítidos como um céu.
Um céu noturno.
– Herdeira legítima da Família Giglionero. Sou a Giglionero Septimo, a atual chefe desta Família.
“Por isso eu sou uma das escolhidas, Reborn."
Não consegui escutá-las direito naquela, Luce.
Talvez fosse o choque.
Talvez tenha sido o barulho.
Barulho das cantorias dos pássaros e o sol do meio-dia que começara a abafar aquele quarto.
Mas não posso negar. Entre todas as hipóteses que eu havia pensado sobre ao seu respeito, a sua revelação não se encaixava em nenhuma delas.
Notas finais
Surpriiiiise?? (#sorrisoquasemanícaco)
Sim. Eu percebi que estava enrolando demais para revelar a identidade da Luce '-' Tenho que apressar as coisas... Ah! Mas isso não quer dizer que estou tratando a minha obra com pouco carinho, ok?
É que percebi, tenho enrolado muito. Eu preciso avançar nos passions desse casal!
Só falta aquele 'capítulo' para estar tudo ok. Uhu♥ *u*
A autora está extremamente estressada com quase TRÊS long-shorts e outros One-shots que ela está LOUCA para escrever, mas por um tempo ela quer se dedicar aos capítulos endividados. Por isso, espero postar o novo capítulo logo, logo.
Até em breve, espero que tenham adorado.
Reviews? Please, isso conforta as olheiras e o sono pesado do dia seguinte depois de escrever, sabiam?? ;^;
P.S: Rivelazione, é REVELAÇÃO em italiano.
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