“Tenho duas escolhas: Salvar meu casamento em crise, ou agir como uma adolescente ciumenta. E definitivamente a segunda opção não é a que escolho.” Pensa Maria. Ao invés de armar um escândalo, ela fica escondida atrás da parede, para ouvir a conversa. Estevão sai do abraço de Sophia, e se afasta.

—Olha Sophia... — A encara seriamente- Eu realmente não quero ter que chegar ao ponto de demiti-la. E se eu fizer isso, não se preocupe que ajudarei no for possível em relação à sua mãe. Mas espero que o que aconteceu agora não se repita novamente. E se minha esposa aparece, e interpreta mal o que vê? Já tenho demasiados problemas para você me causar mais um. E também peço que respeite minha esposa, pois ela é a única mulher em minha vida, e mãe dos meus filhos. Agora me de licença, preciso revisar esse contrato.

Maria ouviu tudo sorrindo, e após Sophia sair soltando fogo, ela entra. Estevão que analisava o contrato levanta a cabeça quando ela entra.

—Algum problema?

—Não. Soluções.

—Que soluções?- Pergunta Estevão sem entender ao que ela se referia.

—A solução para a nossa briga. — Maria da à volta, e fica de frente para ele, que esta sentado. Maria segura suas mãos- Não aguento ficar brigada com você. Perdoe-me por ser tão idiota, e imatura?

—Oh Maria- Alisa seu rosto. — Eu que peço perdão por ser nervoso, e intolerante. Prometo que vou tentar me controlar da próxima vez, e...

—Não terá próxima vez meu amor. Não vamos deixar que nem Geraldo, nem Sophia nos separem.

—Você jura Maria?

—Eu juro!

—Então por que você ia jantar com ele?

—Para aclarar as coisas. Eu ia pedir para que ele nos deixasse em paz, para que ele parasse de me cantar, e tentar me conquistar. Ia ser uma conversa definitiva. A última, por sinal.

—Então não quer mais vê-lo?

—Não. E nem vou mais jantar com ele.

—Oh Maria... –Estevão se levanta e a abraça. — Te amo!

—Eu que te amo. Te amo, te amo, te amo!

*Recepção*

Geraldo chega, e vai direto para a sala de Maria, sem ao menos cumprimentar Lupita.

—Credo, que mal humor.- Fala Lupita.

*Sala de Maria*

Sem bater na porta, ele entra, mas não a encontra. Como se fosse o dono do mundo e da empresa, ele se senta. Alguns minutos depois ela chega acompanhada por Sophia. Apesar de não gostar dela, tinha que admitir que era bastante eficiente.

—E não se esqueça de levar esses documentos ao RH, em seguida para Estevão. Depois me traga uma cópia para que... — Para quando vê Geraldo sentado. – O que faz aqui Geraldo?

—Maria!- Se levanta para abraçá-la, mas ela se esquiva. — O que houve? Vim aqui para acertarmos os detalhes do nosso jantar.

—Não terá mais jantar. Vamos conversar aqui, e agora. Sophia, leve os documentos- Os entrega. — Quando estiver pronto me avise.

Sophia pega os documentos e sai. Quando chega ao RH pega um chip novo e coloca em seu celular. E com um sorriso muito sínico no rosto, manda uma mensagem para Estevão.

“Se eu fosse você abria o olho. Não é muito bonito para um homem como você levar a fama de corno na própria empresa, e pior ainda: Na sala de sua esposa.”

Para o seu azar, o celular de Estevão estava descarregado.

*Sala de Maria*

—Sente-se Geraldo. — Aponta para a cadeira.

—Por que não quer mais sair comigo Maria?

—Não íamos sair. Íamos jantar. E não vejo porque fazer isso se posso falar aqui e agora o que eu preciso.

—E o que você precisa falar?-Pergunta com um sorriso sedutor.

—Quero pedir... Pedir não, exigir que você me deixe em paz, que me esqueça, que pare de me cantar, que pare de provocar meu marido, e que saia da empresa.

—Mas... -Geraldo é interrompido.

—Geraldo, não quero ser mal educada, mas o que eu disse foi um decreto, não quero você mais na minha vida, nem como amigo mais. Porque você já não me respeita mais como antes, quase acabou com o meu casamento com a sua obsessão por mim. O homem que eu amo (ênfase) quase me pediu o divórcio por sua culpa! E se isso chegasse a acontecer você ia conhecer uma Maria que nem todos conhecem! -falava tudo com muita raiva.

—Perdão, Maria, perdão! Eu realmente não consigo mais me conter... -vai se aproximando de Maria -Te desejo, Maria! Eu sei que você sente o mesmo por mim, não minta mais, meu amor... (delirando) — e nessa hora Geraldo a força contra parede e dar um beijo inesperado.

Nesse mesmo momento Estevão entra...

—SOLTE A MINHA MULHER SEU DESGRAÇADO! -puxa ele e dá um soco em Geraldo, que cai. E logo após olha pra Maria, que logo percebe que o mesmo está cego de ciúmes.

—Meu amor, eu posso te explicar! -se aproximando, com o batom borrado.

—Não quero explicações, quero que esse infeliz saia daqui agora mesmo! Já que ele está tão mal no chão, vou eu mesmo tirá-lo.

Estevão pega ele pelo colarinho e o joga de forma brusca no chão, assustando a todas que se encontrava na recepção.

—E QUE NÃO VOLTE A SE APROXIMAR DA MINHA ESPOSA!

Fechando a porta na cara de Geraldo, que só sabia pôr a mão no queixo, reclamando de dores.

—Meu amor, precisamos conversar, eu posso te explicar o... -Maria é interrompida.

—Então era assim que você aclarar as coisas com Geraldo, boca a boca? -a olhava com raiva, com decepção.

—Estevão, as coisas não são como você pensa, Geraldo me beijou bem na hora que você che...-interrompida novamente.

—Maria eu disse que não quero explicações. Eu vou sair, preciso me distrair! Com licença!

Ia sair, mas Maria o puxa, dando um beijo, que logo Estevão o corresponde, mas a raiva era muito grande por parte dele e para o beijo.

—Não volte a me beijar depois de beijar aquele infeliz! -fala limpando a boca.

—Eu não o beijei, ele que me beijou! -com os olhos cheios de lágrimas.

—Pra mim dar no mesmo! -seco.

—Meu amor, não é o mesmo! Por favor, não vá, fique comigo! -o abraça.

Sophia entra na sala de Maria olhando uns papéis, Maria logo viu e puxou o Estevão para um beijo propositalmente, que é correspondido. Sophia olha com raiva àquela cena.

—Senhora Maria, aqui está o contrato com o seu amado, ops... Com Geraldo! -alfinetando.

—Senhora San Roman, para você! Deixe em cima da minha mesa, e não volte a interromper esse momento com o meu marido.

Estevão não falou nada, não queria demonstrar que estava em uma discussão com Maria. Maria volta a beijá-lo, Sophia coloca os papéis em cima da mesa, e sai pisando firme com toda as suas forças. Estevão para o beijo.

—Por que você faz isso? Ela dessa vez não fez nada. -passa a mão pelos cabelos em sinal de nervosismo.

—Você não vai a defender, não é? Não na minha frente! -Maria se mostrava indignada -E outra coisa, estávamos em nossos momentos, voltasse outra hora! -fala se aproximando.

—Já dei um basta nela, não precisa mais ficar me usando para provocá-la. Depois reclama que ela fica dando em cima de mim. -sentando no sofá que tinha na sala da Maria.

—Então quer dizer que tem justificativa ela ficar dando em cima de você? É isso que você tentando me convencer? -fala cruzando os braços na frente dele.

—Não é isso, mas não vejo essa necessidade de ficar fazendo guerras, e ainda me usar. -a olhando.

—Assim como não vejo necessidade da "guerra" que você faz com Geraldo por mim. -levanta a sobrancelha.

—É muito diferente, pelo menos eu nunca beijei a Sophia ou ela fica falando que me deseja ou algo do tipo, já você... -com ciúmes.

—Sério isso, meu amor? -senta no colo dele -O seu problema é ser assim, impulsivo, deixando o seu ciúmes te dominar, esquecendo que eu sou sua, esquecendo do meu amor por ti, eu te pertenço! -o olha profundamente.

—Você sabe como me domar. Perdão novamente! É porque eu não consigo imaginar nenhum homem além de mim te tocar. Eu te amo com toda minha alma, Maria! Sou capaz de tudo por você! -dá um selinho em Maria.

—Amor, precisamos ir para casa agora, precisamos terminar uma coisa que deixamos pendente aqui na sala. -levanta e o puxa.

—O que, minha vida? -sem entender nada.

—Hm... Não tem ideia?! Deixou-me com desejos. -o olha com malícia e pisca.

—Só se for agora! -ri.

E assim vão para Mansão San Roman. Estevão parecia piloto de corrida no volante, Maria só sabia rir. Logo chegam, quando estavam prestes a subir as escadas, Carmen aparece.

—O que fazem correndo dessa forma? -inocentemente pergunta.

—Bom tia, estamos prestes a fazer! -fala olhando Maria maliciosamente.

—Estevão! -dá uma tapa em seu ombro.

—Sobrinho me respeite! -fala tampando o rosto.

—Mas você que perguntou tia! Agora vamos, Maria! Precisamos resolver uns assuntos... -pisca pra ela-Até mais tarde, tia! -puxa Maria.

E assim se encontravam eles no quarto, com a porta trancada...

Estevão puxa Maria para um beijo apaixonado, que é correspondido na mesma intensidade. Aos poucos ele a leva para a cama e se deita sobre ela.

—Te amo Maria. Não sabe o quanto desejei esse momento... — Dizia enquanto acariciava os seios de Maria por cima da blusa.

Tudo ia muito bem, até que...

—MARIA!-Um grito ecoa no quarto, e se escutam batidas na porta. -MARIA, POR AVOR, ME AJUDE!

Estevão e Maria se levantam assustados, arrumando as roupas e Maria abre a porta. Vivian entra desesperada com a neném no colo, que chorava muito.

—Vivian, o que ela tem?- Pergunta assustada, pegando Clarinha no colo.

— Não sei Maria... Ela, ela começou a chorar do nada, ai eu dei banho, troquei fralda, dei de mamar, tentei colocar pra dormir, mas ela só chora Maria... — Ela também chorava. — Não sei o que fazer!

—Calma Vivian... Vamos para seu quarto. Acho que sei qual é o problema. Meu amor, já volto.

Maria segue para o quarto de Vivian, e Estevão fica só. É ai que ele tem uma ideia...

—Já sei!- Diz sorrindo. Ele pega a carteira, a chave do carro e sai.

Quarto de Vivian

Depois de dar um chazinho, e fazer uma massagem na barriga de Maria Clara, ela para de chorar.

—Como você conseguiu Maria? O que ela tinha?

—Ela estava com cólica. Isso é normal em recém-nascidos. Heitor sempre sentia cólicas, e eu chorava junto com ele. Só depois de muitas noites em claro descobri o problema.

—Ai Maria, muito obrigada. Não sei o que faria sem você. — A abraça. — Agora pode voltar para o quarto, porque sei que eu interrompi- Fala envergonhada- Perdão...

—Você não interrompeu nada. Não hesite em me chamar quando precisar, ok? Não importa que hora seja.

Maria sai, e entra no quarto toda animada, mas se decepciona ao não encontrar Estevão lá.

—Meu amor? Cadê você?

***

Enquanto isso, em “algum lugar”.

Estevão arrumava os últimos detalhes...

Notas finais
Espero que tenham gostado! Beijos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.