Laços que nos Une.

6 Arco I: E.V.A - Capítulo 06


Notas iniciais
Olá galerinha linda. Tudo bem? Aqui vai mais um capitulo para vocês, mas antes eu quero fazer meus agradecimentos ao Rapha100over e a Ali por favoritarem a fic. Obrigada por fazerem essa autora feliz... :) Pessoal, não tive muito tempo para revisar esse capitulo. Estou passando o fim de semana na casa da minha irmã e o meu tempo em frente ao computador ficou reduzido. Mas como eu não queria deixar vocês sem esse capiltulo, decidi escrevo-lo nessa manha de sábado. Espero que gostem. . . EI SEUS FANTASMINHAS. APAREÇAM. rs

Depois que Loke regressou para seu mundo, Natsu e os demais puseram-se a procura de Venus, a única pessoa que podia explicar tudo o que estava acontecendo e a única que podia manda-los de volta para casa. Caminharam por várias horas e lugares. Enfrentaram fortes correntezas, subiram e desceram desfiladeiros, passaram por pântanos enfestados de sanguessugas, caminharam por desertos escaldantes e por geleiras absurdas. O lugar era realmente estranho.

Quando o primeiro sol começou a se pôr ao oeste eles começaram a procurar por um bom lugar para passarem a noite e também por alguma coisa comestível. Encontraram uma clareira próxima a uma montanha onde passava um pequeno riacho a alguns metros dali. Natsu e Gray saíram em busca de comida e lenha para passarem a noite e quando voltaram o segundo sol também já havia sumido no horizonte e o terceiro já estava se pondo também para dá lugar à noite. Logo depois de assarem os peixes que os garotos pescaram no riacho próximo e comerem, Erza decide ficar de guarda para que os seus companheiros possam descansar e depois Gray a substituiria no turno. E assim fizeram, mas para espanto da ruiva, que já estava indo acorda o moreno para trocar de lugar na vigília como haviam combinado, o céu já estava clareando e os primeiros raios de sol surgia. Pelas contas da maga, não fazia nem cinco horas que o ultimo sou de pôs. O que a levou a pensar que os dias ali eram bem mais longos que as noites.

– Acordem! Partiremos em cinco minutos! – Anunciou em seu tom sério.

– Erza, porque não me acordou? – Gray a questiona.

– Não tive tempo. Quando estava preste a acorda-lo o dia começou a raiar.

– Argh... Mal dormi, Erza! – Reclamou Natsu.

Gomen, mas ao que parece as noites aqui são mais curtas que o dia.

Após acordarem, eles partiram seguindo o Leste, como foi indicado pelo espirito da constelação de leão. Comeram algumas frutas que encontram pelo caminho e mais tarde caçaram e assaram uma criatura que se assemelhava a um porco. Caminharam por mais algumas horas até o momento e que Happy e Chrales, que sobrevoavam para dá apoio e terem uma visão melhor do lugar, avisam que depois de uma montanha havia uma construção que parecia um castelo. Pelos cálculos da Charles eles chegariam lá antes do primeiro sol se pôr. Depois de ouvirem isso todos ficaram mais animados pois logo encontrariam a deusa que poderiam manda-los de volta para casa antes do prazo estipulado por Loke.

A caminhada até lá foi bem mais complicada pois quanto mais perto se aproximavam mais criaturas estranhas os atacavam além dos caminhos íngremes que tiveram que percorrer. Quando estavam próximos as arvores que os Exceeds haviam comentado, Erza decide parar para poderem descansar e quem sabe dormirem. Iriam perder só algumas horas de caminhada até o castelo, mas ela opina pelo bem-estar dos companheiros, que estavam exaustos. Acamparam por entres as arvores e graças a Virgo, não tiveram que improvisar camas com folhas de arvores como tinham feito na noite passada. O espirito da constelação de Virgem apareceu ali usando seus próprios poderes para levar comida, roupas e sacos de dormir, o que deixou Lucy muito feliz pois as suas roupas, assim como as dos demais estavam os farrapos. Natsu e Gray resolvem caminha pelas redondezas para se certificarem que não tinha nenhuma criatura por perto e enquanto faziam a busca, os dois rapazes localizam uma fonte termal a menos de quinhentos metros de onde estavam acampados. Ao retornarem para o acampamento e informar sobre a descoberta da fonte, Erza, Lucy e Wendy ficam felizes em saberem que poderão tomar um bom banho para descansarem melhor.

Após todos tomarem um refrescante banho e se saciarem com o banquete trazido por Virgo, os magos ascenderam uma fogueira e se deitaram eu seus sacos de dormir. Natsu se voluntariou para fazer a guarda enquanto todos descansavam.

Nas duas primeiras horas depois que os sóis sumiram no horizonte tudo estava tranquilo, o Rosado estava sentado no topo de uma arvore para ter melhor visão do local ou para prever qualquer aproximação suspeita. Dali ele podia ver os companheiros descansando a poucos metros. Happy estava deitado junto com Lucy e ele não pode deixar de rir do que via, pois apesar deles sempre estarem brigando por algo insignificante ou por Lucy sempre se irritar pelas piadas ou brincadeiras do exceed, eles realmente se gostavam e isso era apreciado por ele.

“Lili, você não pode pegar os meus peixes... São pra Charles... Happy estava sonhando. Lucy desperta do seu sono quando o exceed começou a falar , então ela começou a acariciar a sua cabeça para ele se acalmar. Natsu observava tudo admirado, a loira cuidava do seu companheiro de forma muito carinhosa. Depois que o felino azul se acalmou, a maga tentava sair do saco sem acorda o mesmo. Quando se levantou, ela ficou olhando para todos os lados a procura de algo, mas a escuridão ao redor não a deixa enxerga o que queria. Ficou parada observando os companheiros dormirem e depois voltou a olha em todas as direções novamente.

Natsu se perguntava o que ela estava procurando, será que procurava por ele? Na dúvida, ele libera almas chamas na palma da mão para revelar sua localização. Quando Lucy ver um ponto em chamas a poucos metros dali, ela caminha silenciosamente para perto do companheiro.

– O que foi Luce, por que não volta a dormir? – Perguntou quando ela se aproximou da arvore em que ele estava.

– Não sinto mais sono. – Respondeu olhando para ele. – Se quiser, eu posso ficar no seu lugar para que você possa descansar.

– Não to com sono.

Depois disso nenhum fala mais nada durante algum tempo. Lucy resolve sentar-se próximo as raízes exportas da mesma arvore em que o Natsu se encontrava.

– Natsu?

– Hum?

– Você acha que conseguiremos voltar para a Guilda? – Ela pergunta com a voz carregada de tristeza. Natsu percebendo o estado da amiga, desce de onde estava e senta-se ao seu lado.

– Claro que sim. – Disse com confiança. – Vamos falar com essa tal “Deusa Guardiã” e ela nos manda de volta para casa. Simples assim. – Levou as mãos para a nuca e se recostou no tronco da arvore.

Lucy se vira para encara-lo e se depara com o sorriso infantil e confiante que ele costuma dá para anima-la.

– Assim espero, não quero perder anos ao lado dos nossos companheiros novamente como aconteceu na ilha Tenrou.

– Calma, vai dá tudo certo, Luce. Afinal estamos juntos, né?

“E-estamos juntos? C-como assim?” Pensou constrangida.

– Somos a equipe mais forte da Guilda.

“ Ah! Era isso que ele se referia. Equipe! O que eu tava pensando, heim!” Sorriu baixando a cabeça. O ato não passou despercebido pelo garoto.

– O que foi, Luce?

– N-nada não. – Tentou desconversar. Natsu a encara e percebe que ela esta com as bochechas coradas. – Acho melhor você descaçar um pouco Natsu. Logo vai amanhecer. E não se preocupe que eu fico de vigia.

– Tem certeza, porque eu posso ficar sem nenhum problema aqui por mais tempo.

– Sim, pode ir.

Natsu se levanta de onde estavam sentados e observa ao redor, mas nada estranho o chamou a atenção. Ele vira para olha a companheira e a vê observando o céu estrelado daquele lugar. Os olhos dela brilhavam.

“Ela tá tão linda!”

Os cabelos loiros e agora longos estavam soltos. Não estava usando nenhuma maquiagem como de costume, porem isso não a desvalorizava em nada sua beleza, pelo contrário. Seus lábios rosados estavam entreabertos. A maga usava um vestido que Virgo havia trazido de seu mundo. Era decotado ao extremo.

– Lucy? – Ele a chama arrancando a loira dos seus pensamentos.

– Sim?

– Você não acha que essa roupa ta mostrando demais? – Disse olhando para o decote.

A loira olha para onde os olhos dele miravam e depois de se dá conta do que ele falava, envergonhada, coloca os braços sobre os seios na tentativa de cobrir o decote.

– É... é... q-que não fui eu quem escolheu essa roupa e sim a Virgo. – Disse se levantando, mas ainda com os braços cruzados sobre os seios. – E o que você tem a ver com isso?

– Eu? Nada. Só to dizendo isso porque eu achei isso meio exagerando.

– O que você tem? Nunca se importou com minhas roupas! – Disse desconfiada.

“Verdade. Nunca me incomodou o modo como ela se veste. Por que agora ta diferente? – Pensou antes de responder. – Eu não tenho nada, só to achando que está mostrando demais esse seu decote.

Lucy continuava sem entende o comentário sobre a roupa que vestia. Quantas vezes ele mesmo não a fez usar roupas piores para tentar seduzir o inimigo? Agora tava reclamando de um decote?

– Sinceramente, eu não vejo nada demais nesse decote. E não entendo essa sua ração! Quantas vezes eu já não vesti coisas similares e você nun...

Mas antes que ela pudesse completar o que falava, Natsu pula em cima dela a derrubando ao chão bem há tempo de evitar que uma adaga acertasse a loira. Ela ainda não tinha percebido o risco que correu até vê o objeto prateado cravado no tronco da arvore.

– Estamos cercados! – Ele sussurra em seu ouvido.

Ainda sobre a loira ele tenta enxergar através da escuridão que a floresta ao redor proporcionava, mas não dava para ver nada a não ser escutar passos por todos os lados. O Dragon Slayer olha aflito na direção onde os outros companheiros dormiam, porem para sua felicidade Erza já estava em posição de combate assim como Gray e Wendy. Natsu e Lucy depois de se levantarem correm em direção aos companheiros.

– O que ta acontecendo, Natsu? – Erza pergunta segurando sua espada e olhando para o meio das sombras das arvores.

– Não sei. Aconteceu tudo rápido. Uma adaga veio em direção da Lucy de repente e quando percebi já estávamos cercados.

Todos ficaram em silencio na expectativa de poder ver quem estava prestes a ataca-los. Os minutos foram passando e nada acontecia. Os rapazes até tentaram provocar quem estava ali os cercando chamando para briga, mas nenhum sinal de ataque veio das sombras.

– Não entendo o que eles estão esperando? – Erza pergunta.

Mal a ruiva acaba de falar que a mesma nevoa que os levara para aquele lugar surgiu os cercando. Porem após encurrala-los, a nevoa parou de avançar.

– Será que essa nevoa vai nos levar para casa? – Heppy perguntou.

– Acho que não. Estamos cercados por essa nevoa vermelha além de estamos cercados por outra coisa. – Responde Wendy. – Tá tudo muito estranho. Por que a Nevoa parou de se aproximar depois de formar um círculo ao nosso redor.

– Porque eu a controlo.

Uma voz feminina chama a atenção de todos.

Uma garota de tamanho mediano andava descalça atravessando a nevoa e se aproximando do grupo. Ela usava uma capa vermelha com capuz que cobria um pouco rosto jovial. Tinha os cabelos brancos e uma pele pálida. Ela parou a menos de dois metros do grupo de magos.

– O que fazem aqui, humanos. – A garota perguntou em uma voz monótona

“Essa voz... é a voz que pedia por ajuda em meu sonho!” Pensou Lucy.

– Estamos à procura da guardiã desse local. – Respondeu Erza.

A garota nada fala depois de escutar a ruiva. Ela passa a olhar cada um deles de forma detalhada, porem quando sua visão localiza a maga celestial, seus olhos ganham uma expressão fria.

– O que vocês querem comigo?

“- É VOCÊ!!!” – Todos falam juntos

– Digam o que querem comigo. – O tom de voz agora era ameaçados, isso não passou despercebido pelos magos.

– Falaram que você é a única que pode nos mandar de volta para casa e quem sabe nos dá alguma pista do desaparecimento da população de uma cidade além de duas magas e dois espíritos celestiais. – Lucy foi quem se pronunciou.

A guardiã dá as costas para o grupo com um sorriso um tanto malicioso. Levantara a mão direita e estala os dedos. Num segundo depois do estalar uma luz surgi ofuscando a visão dos que se encontravam ali. Quando a luz sumiu e a visão dos magos normalizou puderam ver duas pessoas caídas inconscientes próximas a garota.

– Procuram por essas duas?

– Y-Yukino. – Lucy falou apavorada ao ver a amiga caída.

– Minerva! – Erza foi que falou dessa vez.

– O que aconteceu com elas? – Gray perguntou apreensivo ao se aproxima das garotas. Verifico a pulsação delas e ficou feliz em ver que estavam vivas, apesar de estar com a pulsação muito fraca.

– O mesmo que acontecerá a vocês. – Disse olhando de forma maligna para o mago.

– Foi você que fez isso a elas, não foi? – Natsu já estava com os pulsos em chama devido a fúria que sentia. Todos olharam para ela esperando uma resposta. Pois segundo Loke, Venus era uma guardiã bondosa e gentil. Será que ele estava errado?

– Immundus humana, locus hic mundus omnis sepulcrum.* – Falou em uma linguagem desconhecida pelos magos e em seguida surgi enormes asas brancas em suas costas e ela parte dali fazendo o nevoeiro sumir e revelando o que os cercavam.

– Essas pessoas? São os moradores de Verona. – Disse Erza.

– Erza, pessoal, cuidado! – Natsu alerta. – Eles podem ser os moradores que desapareceram mais não se enganem, eles são nossos inimigos.

– Do que você ta falando, Natsu? – Lucy pergunta.

– Há uma forte pressão magica irradiando dos corpos deles. – Wendy fala assustada. – Além do mais, não consigo ouvir os batimentos cardíacos de nenhum deles.

O que estava acontece ali? O que aconteceu às magas da Sabertooth e porque a guardiã é o oposto do que Loke havia falado. Lucy não parava de fazer perguntas para si. “O que vai acontecer com a gente?” Mas a maga não tinha tempo para tentar entender o que estava acontecendo pois todos estavam prestes a ser atacados peles antigos moradores da cidade de Verona.

– Preparem-se! – Erza alerta. – Wendy e Lucy cuidem das garotas da Saber. Natsu e Gray me ajudem a deter a aproximação deles.

A maga celestial e a Dragon Slayer do Ar puxaram as duas garotas desacordas para próximo a fogueira enquanto os outros tentavam manter afastados as pessoas que estavam se aproximando com o intuito de ataca-los. Happy e Charles rapidamente começaram a pegar todos os seus pertences e arruma-los para saírem dali assim que possível.

– Lucy-san? – Wendy a chama. – Vou tentar cura os ferimentos delas. Sei que não podemos abusar da nossa magia aqui nesse mundo, mas não suporto ve-las nesse estado sem poder fazer nada.

– Compreendo, Wendy. – Falou gentilmente. – Faça o possível sem se comprometer.

Wende então começou com o procedimento de cura em Yukino. Suas mãos estavam envolvidas por uma luz cintilante que logo começou a mostrar efeito devolvendo uma cor rosada ao rosto da garota de cabelos azul-claro. A respiração estava normalizando e os batimento cardíacos que antes estavam fracos agora estavam estáveis. A garotinha de cabelos azulados ficou satisfeita com o que havia conseguido usa tão pouca magia e então resolve passar o tratamento para a morena da Saber, porem antes de se virar a maga celestial que estava desmaiada começou a dá sinal de que iria despertar.

– Yukino? – Lucy estava ajoelhada próximo a garota.

– L-Lucy-sama? – Ela desperta meio desorientada olhando para todos os lados tentando entender o que estava acontecendo e o que a maga da Fairy Tail estava fazendo ali.

– Não se esforce. Você e Minerva estão a salvas. – Fala para tranquiliza-la, mas a reação foi outra. Com o olhar aflito, Yukino Aguria encara os olhos castanhos da loira transmitindo angustia e medo.

– L-Lucy-sama, precisamos sair daqui o mais rápido possível. – Nessa hora ouvi-se o som de espadas se chocando e alguns gritos que fizeram a garota de cabelos curtos olha na direção em que vinha o barulho. O temor aumentou. – Não podemos ficar aqui. Todos de Verona estão mortos e seus corpos sendo usados como marionetes. Eles são um exército que não sente dor ou nenhum tipo de emoção.

Lucy escutava tudo aquilo sem acreditar. Wendy mesmo concentrada em curar Minerva não pode deixar de ouvir o que Aguria falava, nem Natsu, graças a sua excelente audição.

– Yukino, você sabe o que está acontecendo aqui? – Ela gesticula um sim com a cabeça. – Cade seus espíritos? Venus está por traz de disso?

– Meus espíritos, Pisces e Libra foram derrotados e depois o contrato foi desfeito. – falou chorosa ao lembra de seus queridos espíritos. – Ophiuchus* ainda me pertence, mas não tenho força suficiente para invoca-lo. E Venus... Ela... Ela... foi possuída pelo mal que entrou nesse mundo.

– Como assim o mal? Explique isso melhor, onegai!

– Eu não sei, Lucy-sama. A única coisa que sei é que estamos condenados a morrer aqui se não voltarmos o quanto antes para o nosso mundo.

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Continua...

Notas finais
Esclarecimentos: Immundus humana, locus hic mundus omnis sepulcrum*: Tradução do latim para o português via Translate Google “Humanos imundos, esse mundo será o local do tumulo de todos vocês.” Ophiuchus*: Misteriosa chave número 13 do Zodíaco da enorme serpente. E ai pessoal, o que acharam? Gostaram? Odiaram? Seus comentários são fontes de incentivo e inspiração, então COMENTEM. Bjim e ate o próximo capitulo.