Laços que nos Une.

1 Arco I: E.V.A - Capítulo 01


Notas iniciais
Ola caro leitor. Que bom ter você aqui! :) ESCLARECIMENTOS:Como eu disse nas notas, eu não vou me atentar aos detalhes de descrição de roupas e lugares que conhecemos no manga/anime. A não ser que seja realmente preciso. Pensamentos, sonhos ou lembranças estarão destacados por Aspas + itálico + sublinhado. A fic é baseada depois do capitulo 437 no manga. Revisei antes de postar, mas caso encontre erros, por favor me avisem. Agora, sem mais delongas...Boa leitura.

Depois que a guilda foi restaurada, um novo mestre foi escolhido já que o antigo, Makarov, ainda se encontra desaparecido e Laxus foi o eleito entre os membros. A surpresa que o Dragon Slayer sentiu por ter sido o escolhido foi enorme, pois em sua mente ainda tinha lembranças do dia em que tentou apoderar-se desse título causando tantos danos a guilda e seus colegas quanto a cidade e principalmente ao seu avô. Ele tentou recusar, porem Erza e Mirajane o convenceram que ele era o melhor para o cargo já que Gildarts não estava presente. O Drayer concordou com a condição de que quando seu avô retornasse, ele reassumiria o posto, mais até lá prometeu fazer o melhor pela família.

Era fim de tarde e poucos membros se encontravam na guilda naquele momento. Mira estava limpando o local e servindo os que estavam por ali. Laxus estava no segundo andar com uma caneca na mão observando e estranhando a tranquilidade do ambiente, era anormal a quietude do lugar. Outros membros estavam em missões e isso incluía a equipe Natsu. Quando o mestre decidiu descer afim de pegar mais bebida e conversar com Mira, quatro seres entram no prédio chamando a atenção dele por ver que quem entraram eram pessoas de outra guilda.

– Sejam bem vindos! – Mira os recepcionam com seu sorriso. – É uma surpresa vê-los aqui.

Os dois homens e os dois Exceeds tentaram retribuir da mesma forma gentil o sorriso da albina, mas o que os levou ali os impediam de expressar o agradecimento que ela merecia.

– Mira-san, desculpem-nos por aparecer assim sem avisar, mas precisamos falar com seu mestre agora. – Sting, mestre da Sabertooth falou de modo aflito, deixando a garota preocupada. Ela já ia virar sentido a escada que leva ao segundo andar quando dá de cara com o peitoral de Laxus que apareceu ali num piscar de olhos.

– Já ia chama-lo, mestre. – disse se afastando para traz a fim de olha-lo nos olhos.

– Mira, já disse que não há necessidade de me chamar assim. – ele desvia o olhar para o lado enquanto ela só dá um sorrisinho e concorda com a cabeça. — Venham comigo para o segundo andar, lá conversaremos melhor. Aproposito, deixem seus gatos com Mira, eles parecem bem cansados e ela pode servi-lhes algo para comer.

– Fro também acha. – Frosh que antes estava chão, pula para o colo da albina juntamente com Lector.

Rogue e Sting fazem o que é recomendado e em seguida caminha acompanhando o mestre da Fairy Tail.

...

Uma hora mais tarde, do outro lado da cidade um grupo de magos tinham acabado de desembarcar na estação e caminhavam em direção da Guilda. Uma ruiva vinha puxando um enorme carrinho de mãos lotados de malas enquanto um moreno seminu discutia com um rosado. Desde o desembarque vinham trocando insultos. Mais atrás vinham três garotas e dois Exceeds.

– Então, Lisanna-san, o que acho de sair em missão com a gente? – A pergunta foi feita pela pequena Wendy, que caminhava ao seu lado juntamente com Charles, sua companheira Exceed.

– Divertido. – Respondeu a albina. – Pena termos que usar metade da recompensa para pagar os danos que causamos.

– Aaahhhhh... tudo culpa do Natsu. Agora o que eu vou receber depois de dividirmos o pagamento da missão, não vai dá para pagar o aluguel... – A reclamação de Lucy foi ouvida pelo dragon slayer e o fez parar a discursão que tinha com Gray e foi ao encontro da loira.

– Desculpa, Luce. – Parou bem em frente a amiga o que a obrigou a parar de andar. Ela cruzou os braços sob os seios e virou o rosto para ou outro lado tentando ignora-lo. – Eu te dou a minha parte do pagamento.

A loira fica surpresa pela oferta do companheiro. Seus olhos estavam arregalados e começando a lagrimejar. Sabia que eles tinham um carinho e um sentimento de companheirismo muito forte, mas não tinha percebido o quão grade era esse sentimento da parte dele. Lisanna que assistia tudo aquilo ficou meio inquieta, ela era outra que não imaginava o quão grande era os sentimentos que eles tinham, e isso a deixou ressentida.

“Será que eles realmente sentem algo a mais além de uma amizade como o pessoal insinua?”

– Isso é sério, Natsu? Você abriria mão da sua recompensa por mim? – Lucy pergunta ainda incrédula.

– Claro! – respondeu colocando as mãos na nuca e dando seu típico sorriso. – Afinal, se você perder seu apartamento onde mais Happy e eu vamos comer de graça.

– Aye!

– Sabia que tinha algo por traz dessa sua boa vontade. – Acusou virando o rosto e respirando fundo. – Bom, mesmo assim obrigada, eu aceito.

– Certo, quando chegarmos na Guida eu passo o dinheiro pra você. – dizendo isso ele volta a caminhar até ouvir a maga celestial falar.

– Vamos deixar isso para manhã, eu vou direto para meu apartamento. – Alongou os braços e fez cara de cansaço. – Preciso de um banho e dormir, além do mais já esta tarde mesmo. Então conversamos amanhã, tudo bem pra você, Natsu? – o rapaz só concorda com um aceno leve e um sorriso. – Erza? Você pode informa para o mestre e a Mira que preferi ir direto para meu apartamento?

– Claro. Tenha uma ótima noite de descanso, nos vemos amanhã. – Erza se despedi da companheira assim como os demais.

– Lucy, posso te acompanhar até seu apartamento? Para falar a verdade gostaria de conhecer, afinal ele é um lugar famoso lá na Guida. “E também preciso confirmar uma coisa antes de fazer o que estou planejando há tempos.” – completou mentalmente.

– Claro. – Lucy concordou sem nenhum estranhamento do pedido da Strauss mais nova. Para falar a verdade isso já se tornou normal ter seu apartamento invadido por algum membro da Guilda, quase todos já deram uma passadinha lá para conferir o local, claro que essa “passadinha” se classifica numa invasão aos olhos da loira, e essa era a primeira vez que alguém pedia para ela a permissão de ir conhecer seu segundo lugar preferido. O primeiro, logico, era sua amada Guilda.

– Nat-kun, por favor avise a Mira-nee que não vou demorar e que estou com a Lucy?

– Certo.

As duas garotas separaram-se do grupo após virar uma esquina. Conversaram amigavelmente enquanto faziam o percurso para condomínio onde a maga celestial residia. Riam das histórias contadas, das missões realizadas e das constantes brigas que os seus companheiros proporcionavam no salão da Guilda. Chegaram rápido ao apartamento. Lisanna ficou encantada com a residência da companheira, estava tudo arrumado e limpo. Tudo bem organizado e aconchegante. Depois de conhecer cada canto do lugar a conversa continuou ali até que Lisanna decidiu ir ao encontro de sua irmã mais velha, pôs já passavam das vinte duas horas.

Lucy, acompanhou a albina até a porta e se despediu com um breve aceno, ela acompanhou com os olhos a Strauss sumir pela escada para depois fechar a porta.

– Que conversa estranha foi essa? – falou para si.

Minutos mais tarde Lucy se encontrava em sua banheira, estava pensativa. Tentava entender algumas partes daquelas perguntas feitas por Lisanna. A conversa não saia da sua cabeça, mesmo que tenha tentado pensar em outras coisas.

...

“- Sabe Lucy, quando criança Natsu e eu éramos muitos próximos. Muitos na Guilda diziam que seriamos um casal quando estivéssemos adultos. – Disse meio constrangida, mas com um semblante nostálgico. – Porem eu sumi.

– Sim, ouvi de alguns que vocês eram muito íntimos. – falou sem entender como se início aquela conversa.

– Mas agora é você que é bastante intima dele. – Falou triste.

– C-como assim? N-não to entendendo, Lisanna?

– O Nat-kun nunca levou ninguém para Guida, sabe. Porem ele levou você. Acho que ele viu algo em você. – Afirmou. Lucy continua sem entender por que daquela, mas a afirmação da albina a deixa com o rosto rubro.

– Lis..

– Deixa eu terminar, Lucy, por favor. – A loira permaneceu calada permitindo que a garota sentada à sua frente prosseguisse. — Quando éramos crianças, eu fiz o Natsu prometer que casaríamos quando tivéssemos idade suficiente para isso. – riu novamente constrangida. – Ele negou, logico. Mas eu insisti tanto que ele aceitou.

Lucy ficou surpresa com o que ouviu. O seu companheiro de missão estava noivo e ele nunca contou. Aquilo a entristeceu. Não só pelo fato dele guardar segredo sobre isso, mas também por algo que ela não sabia explicar.

– Claro que ele só concordou pela minha insistência, mas aquela promessa não vale nada pra ele. Não estamos noivos. Éramos só duas crianças. – falou sem olhar. Lucy sentiu um alivio enorme ao ouvir aquilo, mesmo sem saber o porquê. – Mas sabe, Lucy, naquela época eu realmente gostava dele e mesmo agora, depois de tanto tempo, eu ainda gosto dele, gosto muito mesmo.

– Lisanna, eu realmente não estou entendendo onde você quer chegar com essa conversa. Da para ser mais clara. – A última frase que albina falou ainda estava ressonando nos ouvidos da loira. “Eu ainda gosto dele, gosto muito mesmo. ”

– Desculpa. Mas eu preciso te perguntar uma coisa e peço que seja verdadeira ao me responder. – Lucy gesticula um sim com a cabeça e espera pela pergunta. – Você e o Natsu estão em algum tipo de relacionamento amoroso?

A loira pensa se ouviu direito. Pisca algumas vezes para ter certeza se realmente estava acordada. Mas quando encara os olhos da garota a sua frente e ver a expectativa de receber uma resposta naqueles olhos azuis é que a ficha começa a cair.

– O QUÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ????????? D-de o-onde v-você t-tirou i-isso?

– Bem, muitos na Guida comentam que vocês estão namorando escondido. E que ele até dorme aqui contigo.

– E-eu e o N-Natsu? N-namorando? D-dormir comigo? Quem foi o desgraçado que andou espalhando essas mentiras? Eu vou acabar com ele. – A loira se levanta de supetão e serra o pulso direito para em seguida socar na outra mão.

– Então não é verdade?

– Claro que não, nunca tivemos nada. Além do mais, nunca dormimos juntos. Os idiotas do Natsu e do Happy que invadem e dormem aqui sem ser convidado. Mas nunca dormimos juntos. Quando isso acontece eu sempre acabo dormindo no sofá. – Fala meio irritada pela lembrança de acordar toda dolorida quando isso acontece.

– Oh! Desculpe incomodar com essa conversa, mas eu precisava perguntar. – Falou, agora com um semblante mais feliz. ”

...

Após perceber que a agua da banheira já não estava mais quente, Lucy levantou-se e apanhou a toalha que estava pendurada próxima. Não sabia quanto tempo havia passado enquanto estava no banho. Quanto está perdida em pensamentos a maga não percebe a hora passar.

Caminhou para fora do banheiro e em direção ao seu armário de roupas. Secou seu corpo ali mesmo e deixando cair a toalha aos seus pés. Nua, ela procura por uma roupa leve para dormir, mas só depois de vestiu uma calcinha e uma blusa de longa de mangas curtas é que ela percebe que não está só. Virou o rosto tão lentamente em direção a sua cama e avista o companheiro sentado sobre ela com o rosto totalmente enrubescido.

– Kyyyyaaaaaaaaaaaaaaaaaa.... Não invada meu quarto, idiota. – Em meio aos gritos ela avança para dar-lhe um soco, mas o golpe é parado sem nenhuma dificuldade pelo mago do fogo.

– Desculpe por isso, Lucy.

“Oh, o que? Ele está se desculpando e ainda pronunciou meu nome correto? Tem algo errado aí. ”

– Faz muito tempo que está aqui? – Perguntou mais calma e tentando se livras das mãos dele que ainda a segurava.

– Acho que cheguei pouco tempo depois que você entrou no banheiro. Mas eu te chamei algumas vezes, só que você não respondeu. Até pensei que tivesse se afogado na banheira mas pude ouvir sua respiração e seus batimentos, estavam normais. Então eu esperei você sair.

– Hum... não escutei. Estava pensando em algo e acabei me desligando. O que você quer aqui a essa hora? Já estava indo dormir. – Disse em pé a sua frente com uma postura tensa. “É por isso que pensam que s-somos n-namorados. Droga, você não tem casa, não? ” Pensou.

– O Mestre da Sabertooth esteve na Guilda há algumas horas atrás.

– Sting? O que ele veio fazer aqui em Magnolia?

– Veio pedir ajuda. Duas pessoas de sua Guilda estão desaparecidas a quatro meses. Sumiram durante uma missão.

– Natsu, isso é terrível. – Levou as mãos à boca. – Vamos ajuda-los, não vamos?

– Claro, mas... – ele não sabia se falava o a verdade, se falava o que tinha conversado com os companheiros da Guilda antes de ir até aquele apartamento.

– Mas?

– É que... – Decide falar tudo. – Elas podem estar mortas. – E ele viu o choque atravessar os olhos castanhos da companheira.

– Espera. Elas? Quem são, Natsu? – Perguntou meio insegura.

– Minerva e Yukino.

Notas finais
E ai, o que acharam?A estoria ja começa com um misterioso desaparecimento.Laxus como mestre. Gostaram???E o que foi aquela troca de olhares entre ele e Mira?Alem de Lisanna. Quais são seus planos heim?O povo da Guilda gosta de uma fofoca, né? "hahaha"Natsu como sempre sendo Natsu, né? Sera que um dia ele vai aprender a usar a porta?Espero por comentários. O segundo capitulo ja ta prontinho, mas vai depender de voces, lindos leitores, para eu postar logo... rsrsCOMENTEM, FAVORITEM OU SE PREFERIR, RECOMENDEM!Ate loguinho...