Laços : Vidas Entrelaçadas

12 Capítulo 11. Lágrimas


Notas iniciais
Oi, oi gente... Sim, eu sei que eu demorei, MAS, nesse um mês, eu fui pra praia, fiquei gripado, tipo, muito mal, fui pra praia de novo e... Meio que fiquei sem tempo pra escrever, e quando tinha tempo, não tinha inspiração. É... Desculpa :/ MAAAAAAAAS... Quando a inspiração voltou, eu meio que não parei de escrever, então eu escrevi esse lindo capitulo :3 e mais uns 3, que não tem absolutamente NADA a ver com essa história. Mas o que é? Não digo u.u Esperem e irão ver u.u Me amem hahaha e..e Então... É isso. Boa leitura :3 Só um aviso aqui antes, a Gabriela é bem desbocada e..e

23 de setembro de 2013

Álex :

Álex estava tão distraída vendo e revendo incontáveis vezes a cena entre ela e Tanaka em sua mente que quase não prestou a atenção na aula. Pensar naquele momento, era estranhamente bom. Aquela expressão determinada no rosto de Tanaka ao se aproximar cada vez mais de seu rosto. Ia mesmo beija-la? “Tudo bem...” Álex pensou, pois sabia – havia deduzido afinal – que Tanaka e Sarah estavam brigados, era visível a qualquer um. Eles eram um casal tão meloso na frente de todos que quando isso acabou diminuindo de ritmo, cada vez mais e mais, – quando Álex percebeu que eles não ficavam mais tanto tempo juntos, nem na entrada, no intervalo ou na saída – ficou claro que havia acabado. Mas sabia que não “Estava tudo bem”, pois, Tanaka e Sarah provavelmente ainda tinham sentimentos um pelo outro. Mas Álex, sabia que se Tanaka a beijasse, ela não hesitaria em retribuir o beijo, o garoto lhe causava uma sensação estranha, mas boa. Estar com ele fez sua timidez se esvair em poucos minutos. Eles já haviam trocado alguns olhares, e nesses olhares viu algo que não era possível perceber em suas palavras, essas por sua vez, a fizeram perder a timidez, em apenas alguns minutos. Tentou não criar expectativas sobre um reencontro, uma outra conversa com ele, mas era difícil, mas conseguiu reprimir tal expectativa um pouco. Afinal se ela gerasse muita expectativa sobre outra conversa, pensaria de mais sobre, e provavelmente, quando acontecesse teria sido bem melhor em seus pensamentos – é sempre assim. O tempo se arrastou no relógio em cima da mesa da professora, mas o ultimo sinal da manhã tocou, avisando assim o final da aula. Deu play na musica e guardou na mochila os materiais, de um modo despreocupado com o tempo. E voltou para casa, caminhando lentamente, ouvindo musica, mas dessa vez, não ouvia musica para fugir de sua realidade, mas ouvia musica para mergulhar nos abismos infinitos da imaginação.

Tanaka :

— Sarah! Ele corria atrás de Sarah, gritando seu nome, em um modo de chamar sua atenção, mas inutilmente. Ele corria, se esquivando das pessoas, o fôlego se esvaindo após cada forte respiração e grito. Novamente gritou o nome dela, inútil novamente, e então lembrou que Sarah sempre, SEMPRE ouvia musica no máximo quando seu dia estava sendo péssimo. Teria que chegar nela correndo. Encheu seu pulmão com ar e correu, ele precisava falar com ela, de qualquer modo...

— Sarah! Falou – respirando ofegantemente – e colocou sua mão no ombro dela, girando seu corpo para ficarem de frente um para o outro.

— Tanaka – Ela disse friamente e em um tom interrogativo, seu olhar era sem expressão, tirou o fone do ouvido esquerdo e continuou o olhando, como se não tivesse vontade nem de sair dali, nem de falar com Tanaka. O tom frio em sua voz e o olhar sem expressão fez com que parte das esperanças de Tanaka fossem quebradas. Mas reuniu elas novamente e se forçou a continuar.

— Sarah, vamos conversar, por favor! O coração de Tanaka estava a mil – e a respiração ofegante, que ele já retomava – em parte, por ter que correr dois quarteirões atrás de Sarah, e a outra parte, o culpado era o tom frio de Sarah e seu olhar inexpressivo. Mas também, o que ele esperava? Que quando o visse, os olhos dela brilhassem e ela começasse a pular soltando corações e cuspindo arco-íris? Certamente não... Só queria que ela fosse... Mais compreensiva? Não... Nem ele sabia o que queria dela, mas era algo mais agradável. Ele só queria ela, ter seu calor novamente, ter seu abraço, seu carinho, só precisava disso de novo, de novo...

— Conversar sobre o que? Tanaka. Sarah perguntou se fazendo de desentendida e falando as sílabas do nome dele de um modo demorado.

— Sarah... Sobre nós... Ah, você sabe... O tom de voz dele era cheio de tristeza e incerteza, o modo que ela agia com ele, realmente o quebrava por dentro.

— Ah, não. Não sei, vá. Me conte. Ela continuava com o tom frio e o olhar inexpressivo.


— Sarah, pare com isso... Por favor! Eu só pensei em você no ultimo mês, você não sabe a falta que me faz... Tanaka pretendia continuar a frase, mas sabia que estava mentindo, seus pensamentos não haviam sido totalmente dirigidos somente a Sarah no ultimo mês, “mas o que importa? Eu amo somente a ela e isso é a pura verdade.” Pensou ele.

— Tanaka! Não mente... Eu acho incrível como as pessoas conseguem mentir... Assim! Ela falou em um tom que não era mais frio e um olhar que não era mais inexpressivo. O tom de voz era quase histérico e o olhar brilhava de raiva e mágoa.

— Sarah... Por favor, me desculpa, mesmo que eu não esteja falando totalmente a verdade, você faz muita falta para mim, preciso de você... Mesmo que eu tenha magoado você e agido errado, desculpa, mas eu não consigo te esquecer, você não consegue imaginar quantas vezes pensei em você. Sarah, eu te amo... Tanaka diz, não conseguindo segurar as lágrimas.

— Tanaka... Também amo você – Sarah fala, caindo finalmente a tentação de abraçar Tanaka e logo depois de beija-lo – Ei, vamos indo – Dessa vez ela diz, com um sorriso de canto.

— Ta... Pra aonde? Ele diz, um tanto confuso, mas alegre, finalmente havia conseguido. Ela era tudo para ele.

— Pra casa da minha avó! Sarah resmunga ironicamente – o que Tanaka parece não perceber – e revirando os olhos.

— É... Sério?

— Não, idiota! Diz empurrando Tanaka de brincadeira e continua : Vamos para minha casa né, dãh, acho que você ta com fome e está meio longe de casa... É... Vamos logo.

— Ta bom, to indo, só não sei para aonde. Tanaka fala rindo envergonhado.

— Que feio cachorrinho, não sabe nem aonde mora sua dona! Diz dando uma gargalhada e um passo para o lado. Se recompondo logo após.


— Nossa... – Ele fala deixando a palavra mais comprida com um grande “Nooooooooossa...” – Sarah, como você é engraçada. To morrendo de rir, olha, o cachorro ta indo pro meio da rua, puxa ele pela coleira. Ele diz e revira os olhos, meio irritado com a brincadeira.

— Ah, para, eu sei que você quer rir. Mas não vai. Há! Anda logo... Diz ela com um sorriso no rosto.

— To indo.

Álex :

Álex já havia chegado da escola, sua mãe não estava em casa, teria de fazer algo para comer, algo muito difícil, chamado de lámen no Japão, que era o modo que ela chamava também, havia se acostumado afinal. Mas estava com tédio, e preguiça, deitada na cama, ouvindo música, sem ao menos ter trocado de roupa ainda. Não pensava em nada, só estava com tédio, e queria ficar assim, sem fazer nada, só ouvindo musica e esperar as horas passarem. Resolveu por fim, ligar seu notebook e ver algum anime. Talvez continuaria a ver Anohana, talvez não, afinal, era algo que ela não soube responder a si mesma, pois seu celular tocou no mesmo instante que seu notebook ligava. Puxou o celular pelo o fone, tirou o mesmo e viu quem era, esperava que fosse a mãe, ligando para saber como estava, e coisas assim. Mas, o número era desconhecido. Um engano talvez? Sim, seria o mais provável. Atendeu.

— Alô?

— É... Oi? Álex? Álex ouviu a voz feminina, provavelmente se conheciam, mas a voz na chamada era diferente, de modo que ela não conseguia reconhecer.

— Sim... Sou eu. Quem fala? Ah! Como não havia percebido antes? Qual outra garota tinha seu número? Era lógico, era Gabriela.

— Bem... Aqui é a Gabriela, hã... Desculpa por não ter ligado antes, é que aconteceram algumas coisas comigo, mas... Você tem algo para fazer hoje?

— Não... Nada, porque?

— Que tal irmos á algum lugar para conversar?

— Hm, tudo bem. Vamos aonde? Álex ainda estava perplexa, a garota não havia a ligado por um mês e assim, do nada liga e a convida para sair. Sua vida estava mais ativa nos últimos meses do que todo o tempo que ela já esteve no ensino médio.

— Hã... Sei lá, vamos ao parque ou algo assim? Que hora você pode?

— Pra mim tanto faz, não vou fazer nada mesmo...

— Pode ser agora? Posso passar aí e a gente vai caminhando até lá...

— Feito.

— Hãm... Seu endereço?

— Só um pouco. Álex diz, tirando de cima de si o notebook e logo após dizendo o endereço.

— Hm, valeu, daqui a pouco eu to aí, o.k?

— Tudo bem...

— Até mais.

— Até.

Tanaka :

Tanaka já havia chegado na casa de Sarah, ninguém estava em casa – a não ser eles – tinham a casa de Sarah livre, pensou sobre isso por um momento, e percebeu que era essa a intenção de Sarah todo o tempo.

— Estamos sozinhos, eh?

— Exato. Bem... Eu não sabia, pensei que eles estariam em casa talvez pudéssemos almoçar juntos e eu poderia apresentar você a eles. Diz Sarah, sorrindo.

— Bem... Você não sabe o horário que seus pais trabalham? E você não tinha dito que eles não davam muita atenção a você?

— Nossa Tanaka, quanta pergunta. E... Bem, eles são autônomos. Não tem um horário correto, sabe? Mas, esse não é o motivo de não me darem atenção. E... Podemos não falar sobre isso..?

— Já que você quer... Não falaremos. Vamos almoçar o que?

— Eu acho, que tem algo na geladeira, podemos aquecer e comer... Porque... Eu não cozinho muito bem.

— Quer dizer que terei de cozinhar, eh?

— Só se você quiser. Fala Sarah rindo, e Tanaka pode perceber que estava realmente alegre. E que ele estava errado sobre ela querer que eles ficassem sozinhos em sua casa, “Sarah ta transformando você em um pervertido Tanaka.” Pensou ele, e sorriu.

— Hm, e se eu não quiser?

— Não cozinhe, e fique com fome. Disse acenando a cabeça em uma afirmação irônica.

— Então... Eu tenho que cozinhar de todo o modo, eh? Tanaka diz, sorrindo.

— Exatamente. Sarah o responde, rindo.


— Ta... Eu vou fazer algo pra comer. Vai esperar conversando comigo?
— Sabe... Eu queria ver tv, acho que vou pro meu quarto.

— Ah... — Tanaka retruca, sem opções.

— Boa sorte. Segunda porta a direita.

— Hmpf. Ele não estava realmente bravo, só tava fazendo cena, e não se preocupava em ter que cozinhar, havia aprendido. Muitas vezes tinha que cozinhar para si mesmo, e vendo uma receita ou outra na internet foi aprendendo. Com muitos erros, lógico. Mas aprendeu.

Álex :

Álex estava em seu quarto, novamente, havia descido as escadas e caminhado até a cozinha apenas para por uma panela com água no fogão e despejado o conteúdo do pacote de macarrão instantâneo. E voltou á seu quarto logo após, não sabia o que fazer entretanto. Nem ao menos aonde iriam. Isso complicava as coisas, mas tentava se manter calma, “é só uma pessoa, como todas as outras, é só agir naturalmente.” Disse a si mesma, incrivelmente, não funcionou. Então, permitiu que a preguiça tomasse conta de si, jogou-se na cama, e deu play na música. Caindo novamente na imaginação, se perdendo no tempo. Nem ao menos viu a campainha tocar cinco vezes. Eis a cena que Gabriela viu ao entrar na casa de Álex :
Havia água fervendo, e macarrão instantâneo derramado por todo o fogão. Mas o resto, estava em perfeita ordem. Tirando a parte de que a casa estava com a porta destrancada. Olhou para o fogão na cozinha, disse um “O.K, erros acontecem” a si mesma e subiu as escadas. Havia três portas, uma delas, á esquerda, estava entreaberta. A parede visível pintada de azul. Presumiu ser o quarto de Álex, resolveu bater na porta. Sem resposta.
“Ela ta concentrada pra cacete? Deve ser...” A verdade é que Gabriela não era nenhuma princesinha. Resolveu entrar, no modo mais sutil e não menos esperado para um filho de Hermes. Ouviu uma voz, não era Álex, era música.

“I am no saint its is easy the tell. But get so honey you ain’t no angel. You like to scream and use the words has the weapon, go ahead take your best shot woman…”

Continuou a fitar Álex, não conseguiu entender as palavras seguintes da musica, conhecia, só precisava indentificar. Esperou alguns segundos e conseguiu ouvir o refrão.

“We get so complicated! ( Complicated! ) These things is for your memories..!” Um grito e o ritmo havia sido trocado, a bateria e a guitarra soavam mais rápido. Álex não se mexia, estava encostada na parede, de frente para Gabriela, mas de olhos fechados. A musica acabou. Abriu os olhos e Gabriela viu que estava chorando. Tentou anima-la. E disse sorrindo.

— Tem bom gosto ao menos.

Álex sorriu, em meio as lágrimas.

Notas finais
Uhh, e aí? O que acharam do capítulo? :3 Deixem ai nos comentarios :3 E só pra não dizerem que eu sou tão mau a ponto de não dizer nada sobre as outras fics que eu to escrevendo. Fica aí uma frase que quem continuar me acompanhando vai ler bastante. "De que adianta a aparência. Se o som que a sua guitarra faz é uma merda? / Próxima grande Rockstar" Haha, é so isso, por enquanto
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.