Notas iniciais
Último capítulo. Desculpem-me pela demora.

Edward POV.


Eu considerei ir atrás de Bella e pedir desculpas por tudo o que eu havia feito, mas, além de ter travado, eu também não poderia deixar Anthony sozinho.

Virgem!

Eu mal conseguia acreditar nisso. Bella perdeu sua virgindade comigo.

E, agora, colocando-me no lugar dela, percebi que eu me odiava ainda mais. Imaginei-me como ela deve ter se sentido mal e como se odiar por não conseguir se lembrar da sua primeira vez.

Fui tirado de meus devaneios com o choro de Anthony. Segui até seu quarto para descobrir que ele precisava que a fralda fosse trocada.

- Ai, filho – murmurei –, eu me sinto tão idiota. Eu destruí qualquer chance de sua mãe aceitar ficar comigo.

Sentei na poltrona do quarto de Anthony e respirei fundo, fechando os olhos. Idiota, idiota, idiota.

Permiti-me ficar ali um tempo, mas logo decidi tomar banho. Peguei a babá eletrônica e encaminhei até o banheiro do meu quarto, retirando minhas roupas e jogando-as no cesto de roupa suja. Liguei o chuveiro e fechei os olhos ao sentir a água quente escorrendo pelo meu corpo.

Eu tinha que fazer alguma coisa para que Bella me perdoasse, eu sabia disso. Eu fui um ogro, mas simplesmente não sei o que deu em mim.

Na verdade, sabia.

Ciúmes.

Nunca imaginei que um dia fosse capaz de me sentir assim. Eu já ouvira Emmett reclamando sobre isso e só ria, perguntando-me que tipo de cara, inseguro, ficaria com ciúmes. Só que agora eu entendia; não era só questão de insegurança, era amor, era cuidado, carinho e paixão.

Era um sentimento irracional. Porque eu nunca agiria assim com alguém. Tudo bem que nesses dias eu tenho agido mal, mas eu só estava confuso.

Engraçado que tudo pareceu sumir.

Eu queria só tentar ter algo com Bella.

Podíamos ir devagar, como namorados. E, um dia, eu pretendia pedi-la em casamento.

Mas como fazer isso agora, depois de tê-la magoado tanto? Eu não era capaz de me perdoar e parecia quase certo – e justo – que Bella não me perdoaria.

Desliguei o chuveiro e saí do Box, pegando minha toalha e me enxugando rapidamente. Embrulhei-a ao redor de minha cintura e segui até o closet. Vesti uma boxer e uma bermuda, apenas. Verifiquei Anthony mais uma vez e sorri ao vê-lo dormindo.

Resolvi, já que não tinha absolutamente nada para fazer, ir até meu escritório e resolver algumas coisas, enquanto Anthony dormia.

Estava tão distraído que me assustei quando o telefone tocou, horas mais tarde. Olhei o relógio, enquanto estendia a mão para pegar o telefone, e me surpreendi por se passarem da sete da noite. Era hora de alimentar Anthony já.

- Alô? – murmurei.

- Edward Cullen? – Eu murmurei um sim, achando estranho. Nunca havia escutado aquela voz antes. – Eu estou ligando do hospital central. Uma mulher deu entrada aqui mais cedo; ela acabou de acordar e pediu que ligássemos para o senhor.

- Que mulher? – sussurrei. Meu coração batia dolorosamente no peito.

Porque eu já sabia quem estava no hospital.

E iria me culpar por isso o resto da minha vida.

- Isabella Marie Swan.

- Eu estou a caminho.

Bella POV.

Eu sentia cada parte do meu corpo doer, como se um caminhão tivesse passado por cima de mim. Eu abri os olhos, vendo-me em um quarto pequeno, as paredes de um amarelo enjoativo. Tentei me mexer, mas não me pareceu uma boa ideia. Só quando escutei uns barulhos irritantes, vi que estava no hospital.

Hospital.

Então, as memórias foram surgindo.

- Droga – sussurrei.

Eu estava prestes a gritar, já que sair correndo não parecia uma boa opção, quando a porta foi aberta e uma mulher adentrou o local.

- Oh, querida – sorriu –, vejo que acordou. Como se sente?

- Dolorida – admiti. – Quanto tempo eu dormi?

- Pouco mais de seis horas. Há alguém que você gostaria de avisar?

- Hmm... – Eu deveria chamar Edward? Eu não queria incomodá-lo, mas ele era pai de meu filho, certo? Então, passei o telefone da casa de Edward para a enfermeira.

- Agora, vou lhe dar um remédio e quero que você descanse.

Eu queria lhe perguntar quão ruim era minha situação, mas o sono começou a me dominar, assim como todas as dores começaram a sumir, então apenas suspirei, e deixei que o sono tomasse conta de mim.

Edward POV.

Assim que desliguei o telefone, eu já estava correndo, com o celular nas mãos. Avisei minha mãe, embora não pudesse fornecer todos os detalhes, e ela me disse que ficaria com Anthony. Pedi que ela preparasse uma mamadeira, porque eu não tinha tempo de levar nenhuma pronta, e estava na hora de ele mamar.

Depois de desligar, eu já estava com a calça jeans e uma camisa preta nas mãos. Vesti-me rapidamente, colocando os tênis logo em seguida. Fui até o quarto de Anthony, e, cuidadosamente, troquei-o e embrulhei-o bem. Peguei sua bolsa com suas coisas e fui até o Volvo, depois de ter pegado a chave do carro e a carteira.

Eu dirigi dentro dos limites, mesmo querendo correr. Anthony estava acordado, deitado na sua cadeirinha, e parecia saber que algo estava acontecendo, já que ele apenas brincava com seu mordedor azul.

Minha mãe já estava esperando quando eu estacionei. Meu pai estava de plantão e em uma cirurgia, mas ela me disse que iria avisá-lo assim que conseguisse falar com ele.

- Deixe para avisar todos amanhã, mãe – disse-lhe, depois que lhe entreguei Anthony. – Tenho certeza de que não deve ser horário de visitas.

- Tudo bem. Mas me ligue assim que souber do estado de Bella, por favor.

- Claro.

Eu dirigi mais rapidamente até o hospital central, desejando saber como Bella estava. Não parecia ser tão grave, já que ela tinha acordado, mas eu sabia que só ficaria bem depois que a visse.

Estacionei assim que cheguei ao hospital, já correndo e me encaminhando até a recepção. Uma mulher mais velha sorriu gentilmente quando me viu.

- Boa noite – disse. – Eu gostaria de saber informações sobre a paciente Isabella Swan. Ela deu entrada aqui hoje e me ligaram avisando.

- Edward Cullen, certo? – Eu assenti. Ela digitou algo em seu computador e sorriu para mim. – Terceiro andar, quarto 308, querido. Já avisei ao médico dela e ele vai estar esperando por você.

- Obrigado.

O elevador nunca demorou tanto como hoje e eu quase fui pelas escadas, mas finalmente chegou e eu estava lá, no terceiro andar.

Eu procurei pelo número 308 e logo o achei. Um homem alto, mais velho, estava parado próximo a porta, e eu julguei ser o médico de Bella, devido ao seu jaleco.

- Boa noite – disse. – Edward Cullen.

- Brian Simpson. Sou o médico da Srta. Swan.

- Claro – assenti. – O senhor pode me dizer o que aconteceu com ela?

- Uma van bateu na caminhonete dela – informou-me. – Isabella teve sorte, considerando a situação e a força da batida. Ela teve que dar cinco pontos na testa, mas não há nada de errado com sua cabeça. Tem duas costelas e uma perna quebrada. Algumas escoriações no corpo, também.

Eu assenti, procurando me manter racional.

- Eu posso vê-la?

- Claro – sorriu. – Provavelmente ela vai dormir até amanhã, mas o senhor pode ficar com ela, caso desejar.

- Obrigado.

- Se precisar de alguma coisa, chame. Eu vou estar no andar debaixo.

Tornei a assentir, já virando-me para o quarto. Abri a porta suavemente e suspirei pesadamente.

Era realmente Bella lá.

Mais pálida do que ela já era, com um curativo na testa, por causa dos pontos, e gesso na perna. Eu a fitei por alguns momentos, antes de me dirigir até a poltrona que havia no canto.

Mais tarde liguei para minha mãe e pedi que ela ficasse com Anthony essa noite. Eu consegui folga na parte da manhã de segunda, mas iria ter que trabalhar a tarde.

Então, desliguei o celular, encostei-me na poltrona e fechei os olhos.

Bella POV.

Eu me lembrei de tudo assim que acordei. Meu corpo doía mais do que nunca e até para respirar doía. Eu tentei me mexer um pouco, mas tudo o que consegui foi um gemido de dor. Queria mais daquele remédio que me deram ontem, mesmo se ele fosse me fazer dormir; eu só queria que a dor parasse.

- Bella?

Cada parte do meu corpo congelou e eu pisquei, abrindo os olhos lentamente.

E é claro que Edward tinha que estar ali.

- Oi... – sussurrei. – Quantas horas.

- Sete – murmurou. – Como se sente?

- Dolorida – admiti.

Edward estava olhando os aparelhos com bastante atenção, fazendo-me perguntas. Eu respondi tudo sinceramente, xingando-me mentalmente. Eu queria ficar com ele, mesmo tendo acontecido o que aconteceu, e ele, provavelmente, estava doido para sair dali.

Suspirei pesadamente e descobri que isso não era uma boa ideia.

Doía.

Eu tentei me mover mais uma vez, mas não consegui, só consegui sentir mais dor. Frustrada, joguei minha cabeça no travesseiro, desejando não ter feito isso, já que doeu também.

Eu olhei para Edward e vi que ele estava tentando não rir, mas parecia que ele não estava tendo muito sucesso.

- Vou te ajudar.

Ele gentilmente me ajudou a me acomodar melhor e eu suspirei, aliviada.

Uma hora depois eu tive que fazer alguns exames e depois voltei para o quarto. Edward ainda estava lá e conversou com o médico naquela língua que só eles entendiam. Fiquei sabendo que receberia alta dali a dois dias, mas ainda teria que tomar cuidado, por causa da perna quebrada e das costelas. Teria de voltar ao hospital para retirar os pontos na semana que vem, e, duas semanas depois, voltar de novo, para retirar o gesso.

Edward logo veio dizer que tinha que ir, já que ele trabalharia na parte da tarde. Ele disse que traria Anthony a noite, para que eu pudesse vê-lo.

- Antes de ir – disse –, você pode pegar meu celular, por favor?

- Claro.

Ele mexeu na minha bolsa, procurando meu celular, e logo o entregou a mim. Eu suspirei, agradecida, por ele estar inteiro.

- Tenho que avisar que não vou mais para Forks – murmurei. – Pelo menos, não por algum tempo.

- Bella... – Eu olhei para cima e Edward me fitava; seus olhos estavam intensos. – Eu sinto muito por ter dito aquilo...

- Edward...

- Não, eu lhe devo desculpas – interrompeu-me. – Eu merecia mais do que aquele tapa que você me deu. E eu me sinto tão culpado por você ter sofrido um acidente...

- Não se culpe – sorri. – Vamos esquecer isso, tudo bem?

- Eu vou te mostrar o quão arrependido estou. – Eu desviei os olhos dos seus, simplesmente porque eu não queria que ele visse como eu estava vulnerável com ele falando daquele jeito. – Eu volto a noite, está bem? Qualquer coisa, me ligue.

- Obrigada – sorri.

Ele beijou minha bochecha carinhosamente, fazendo com que eu corasse, e saiu do quarto, fechando a porta suavemente atrás de si.

_

A tarde passou lentamente. Eu fiquei somente assistindo televisão, até que Alice chegou. Ela conversou comigo durante algum tempo, mas logo teve que ir embora. Eu agradeci por sua visita, de coração mesmo; eu não me sentia assim – com alguém comigo – desde que meus pais haviam falecido.

Esme veio logo depois, às sete da noite, dizendo que Edward logo chegaria, trazendo Anthony. Eu sorri, agradecida. Estava morrendo de saudades do meu filho, simplesmente louca para apertá-lo.

Carlisle chegou dez minutos depois, mas logo eles foram embora.

Eu me permiti ficar ali, esperando que Edward chegasse.

Esperando que os dois homens de minha vida chegassem.

Edward POV.

Eu saí assim que pude do trabalho e segui até a casa de meus pais, pegando Anthony.

- Oi, garotão – disse. – O papai estava com saudades.

Eu o levei para casa e o troquei, colocando um macacão verde, com uma camisa branca por baixo. Assim que ele adormeceu, corri para o banho.

Eu estava ansioso para ver Bella.

E para conversar com ela também.

Tinha decidido que Bella iria ficar aqui enquanto se recuperasse. Eu tremia só de pensar nela em sua casa, sozinha.

Eu a amava. E queria cuidar dela.

Vesti-me com um jeans e uma camisa vermelha, colocando um casaco por cima, preto. Anthony acordou assim que eu o peguei no colo e resmungou um pouquinho, mas eu dei o seu mordedor e ele ficou quietinho.

- Vamos lá – eu disse. – Vamos ver a mamãe, garotão.

O caminho até o hospital não era longo, embora eu sempre procurasse dirigir com mais cautela quando estava com Anthony no carro. Meu filho recebeu elogios de todo mundo, enquanto eu caminhava pelos corredores do hospital.

Cheguei a porta do quarto de Bella e bati suavemente, mas não obtive resposta. Bati novamente, mas nada. Ansioso, abri a porta levemente e sorri.

Bella estava saindo do banheiro, com muletas, enquanto uma enfermeira a ajudava.

- Ei!

- Oi. – Bella se virou, sorrindo, enquanto a enfermeira a ajudava a se deitar. Supôs que ela tinha tomado banho, devido ao cabelo molhado. – Anthony!

A enfermeira e eu sorrimos. Bella parecia melhor, embora eu tivesse certeza de que ela ainda sentia dor.

Caminhei até a cama dela, cuidadosamente, e coloquei Anthony em seus braços. A enfermeira pediu licença, enquanto eu ficava ali, feito um bobo, vendo as duas pessoas mais importantes da minha vida.

Eu a vi acariciar o rosto de nosso filho e, sorri imensamente por vê-la tão feliz.

Eu tinha sido um idiota, eu sabia, mas agora eu tinha entendido – eu teria feito a mesma coisa que ela fez – e estava disposto a reparar todos os meus erros.

- Oi, meu bebê – murmurou, beijando a testa de Anthony lentamente. – Mamãe sentiu saudades.

Anthony segurou a camisa de Bella com força, buscando algo com os lábios. Eu ri ao perceber o que era.

- Eu esqueci-me da mamadeira – suspirei, xingando-me mentalmente. Então, uma ideia me ocorreu. – Por que você não o amamenta?

- Eu posso? – perguntou.

- Claro que sim. O efeito da morfina já passou – sorri – pela maneira que você está se mexendo, como se sentisse dor.

- É – sorriu também. Parecia tudo tão certo, como se sempre estivéssemos ficado juntos. – Tem tanto tempo que eu não amamento, embora sempre doe leite... Será que o Anthony vai querer?

- Tenho certeza que sim. – Quem não iria? – Eu tenho certeza de que ele está ansioso por isso.

Desviei meus olhos educadamente quando Bella moveu a camisa, liberando seu seio esquerdo. Eu só voltei a olhar para os dois quando ouvi um gemido baixo de Bella.

- Algum problema? – perguntei.

- Dói um pouco – admitiu. – Mas acho que dá para agüentar.

Anthony parecia tão satisfeito, tão feliz, como se ele nunca tivesse parado de mamar no seio de Bella. Eu sorri como um bobo e me peguei pensando em como seria se Bella fosse, um dia, morar com a gente.

Eu tornei a desviar os olhos quando Anthony parou de sugar e fechou os olhos. Alguns minutos depois, Bella disse que eu poderia olhar, e eu a vi, já vestida, sorrindo.

- Nem acredito que consegui amamentá-lo – murmurou, a voz embargada. – Obrigada. Eu senti falta disso.

- Você não tem que agradecer, Bella – ri. – Ele é tão seu filho como meu.

Ela riu.

- Sabe... – começou. – Assim que descobri que o Anthony tinha sido adotado, foi como se meu mundo tivesse desabado. Eu precisava saber aonde ele estava, precisava saber se ele estava bem... E, então, eu o vi com sua família.

“Vocês o amavam e cuidavam dele, mesmo sem saber que, de fato, ele era parte da família. Eu me vi incapaz de dizer a verdade, porque ele era tão bem cuidado ali e tinha uma vida que eu nunca seria capaz de oferecer. Eu me vi com as mãos e pés atados, e tudo o que pude fazer, era ficar observando, cuidando dele.

“E a cada noite eu tinha que me despedir e isso acabava comigo. Eu só ia mais tranqüila com a certeza de ele tinha alguém para cuidar dele como eu nunca seria capaz de cuidar.”

Lágrimas começaram a rolar pelo rosto de Bella e eu me senti mal por isso.

- Eu entendo, Bella. – Eu me sentei na cadeira ao lado da cama e limpei suas lágrimas. Eu demorei a entender, mas agora eu entendo.

- Eu sei – sorriu triste. – Eu juro que queria te contar, mas tive medo. Medo de que, se você descobrisse a verdade, iria me proibir de vê-lo, e medo de que, talvez, você fosse devolvê-lo para mim. Eu queria isso, ao mesmo tempo não querendo. Porque embora eu quisesse sempre estar perto do meu filho, eu queria o melhor para ele. E o melhor para ele é ficar com você.

“Você vai ser capaz de pagar estudos bons para ele, vai ser capaz de mandá-lo para uma faculdade boa... E mesmo que eu arrume um bom emprego, nunca vou poder dar o que você vai poder.”

- Bella – interrompi-a –, a vida vai além disso, meu bem. Além de dinheiro. Eu tenho certeza de que Anthony iria ficar bem com você, também. Porque ele poderia não ter uma vida excelente financeiramente, mas iria sempre ter uma mãe batalhando para dar tudo para ele. E, principalmente, amor.

- Eu sei – riu. – Mas quem pode culpar uma mãe que quer o melhor para seu filho?

- Eu entendo você. – Nós dois olhávamos Anthony, adormecido no colo de Bella. – Agora eu entendo você.

- Então – continuou –, você me beijou... E tudo mudou. Eu queria, de verdade, me envolver com você, só que não podia. Seria injusto mentir ainda mais para você. E eu tive que te contar, simplesmente tive, quando o detetive me contou quem era o pai.

Eu assenti.

- Bella, eu gostaria que você fosse lá para casa – murmurei. – Eu não consigo nem pensar em você, sozinha, em sua casa, com essa perna desse jeito.

- Eu vou ficar bem – sorriu. – Eu estou acostumada a me virar sozinha.

- Você não tem mais que se virar sozinha – disse-lhe gentilmente. – Você tem a mim, e eu prometo, Isabella Swan, que vou cuidar de você. – Olhei para Anthony, adormecido em seus braços, e sorri, acrescentando: – De vocês.

Ela não disse nada, e quando dei por mim, estávamos próximos demais. Eu conseguia sentir seu gosto em minha língua, conseguia ver o brilho em seus olhos. Aproximei-me lentamente, colocando as minhas mãos apoiadas na cama. Bella fechou os olhos e eu a imitei, encostando meus lábios nos dela.

Meu coração acelerou-se e tudo o que eu queria era aprofundar o beijo e mergulhar-me naquele mar de sensações.

Só que Anthony resmungou um pouco, e Bella se afastou, corando.

- Deixe-me tentar – pedi. – Eu prometo que tudo vai ser diferente. Não estou te pedindo em casamento, não ainda. Vamos devagar, ver aonde isso vai dar. Só que não me peça para esconder o que estou sentindo, Bella, porque eu te amo, e tudo o que eu quero é ficar com você.

Bella POV.

Porque eu te amo, e tudo o que eu quero é ficar com você.

Ele me ama.

Eu fiquei repetindo isso em minha mente pelo resto da noite, agindo como uma idiota. Edward não quis saber minha resposta, ele disse que eu poderia pensar, e foi embora pouco depois, com Anthony. Ele não queria me deixar sozinha no hospital, mas ele trabalhava, e eu receberia alta na noite do dia seguinte, então era só mais hoje.

E eu também estava acostumava a ficar sozinha.

Eu fechei os olhos, respirando fundo, e me permitindo pensar em tudo o que tinha acontecido...

Forks estava escura, como sempre. Chovia muito, mas parecia que eu não estava me importando com isso. Eu estava na minha casa; a casa dos meus pais. E tudo parecia ser como antes.

Eu me encontrava na cozinha, e me peguei sorrindo, lembrando-me de tudo o que já tinha acontecido. Segui para a sala, e, para a minha surpresa, meus pais estavam lá.

“Mãe... Pai...”, murmurei, feito uma idiota. Eles pareciam os mesmos, exatamente como eu me lembrava deles. Só que tudo, ao mesmo tempo que parecia igual, parecia tão diferente.

“Oi, meu bem.” Minha mãe sorriu para mim. Meu pai apenas acenou, com um grande sorriso no rosto. “Queríamos falar com você.”

“Sente-se, Bella.” A voz do meu pai não tinha mudado nada. “Não podemos demorar.”

Eu me sentei, observando-os, ainda sem capaz de formular uma frase coerente.

“Meu amor, estamos tão orgulhosos de você...”, mamãe disse, parecendo a beira das lágrimas. “Você não sabe como queríamos ter ficado e conhecido nosso netinho. Ele é tão lindo!”

“Você não tem mais que estar sozinha, Bella”, papai murmurou, sorrindo. “Siga seu coração, meu anjo, e nunca se esqueça que nós te amamos muito.”

Eu assenti para eles, lágrimas tomando conta de meus olhos.

Eu não estava mais sozinha.

Abri os olhos, ofegante. Poderia ter sido um sonho ou não, mas, mesmo assim, não deixei de sorrir.

Eu não tinha mais que estar sozinha.

Edward POV.

Os dias foram se passando e Bella e eu fomos nos conhecendo mais. Estávamos tentando, indo devagar, e tudo parecia simplesmente fantástico.

Só que Bella logo iria embora. Ela iria tirar o gesso e poderia voltar para casa.

E eu me encontrava totalmente viciado nela, na sua presença. Queria mais que tudo ficar com ela, ter uma vida com ela.

Porque eu a amava. Amava muito.

Só que eu não sabia ao certo como poderia dizer isso a Bella.

Optei por um jantar, no dia que ela tirou o gesso. Era um sexta e Bella parecia feliz que não ia depender de muletas para andar. Eu tinha convencido-a a ficar até o domingo, mas, na verdade, queria convencê-la a ficar para sempre.

Minha mãe ficou com Anthony, e, quando Bella voltou do hospital, ela me encontrou, sorrindo, esperando-a na porta. Ela veio até a mim, andando cautelosamente, e eu a peguei, beijando-a.

- Como vai? – perguntei.

- Estou bem. – Ela ainda parecia confusa. – Pensei que fosse chegar mais tarde hoje... Algum problema com Anthony?

- Não – ri. – Anthony está ótimo.

- Então...

Sem responder a sua pergunta, eu a levei até a sala de jantar, onde um jantar à luz de velas estava nos esperando. Bella virou para mim, sorrindo, os olhos cheios de lágrimas.

- Oh, Edward! – disse.

Nós comemos alegremente, mas eu não deixei que Bella tomasse uma gota de vinha – eu queria que ela me lembrasse daquela noite para sempre. Eu a beijei delicadamente, amando-a, pedindo em meios aos beijos, o que eu não era capaz de pedir com as palavras.

- Bella – murmurei –, mora comigo, por favor.

- Edward, eu...

- Eu te amo – sussurrei, olhando-a. – Amo muito. E eu quero cuidar de você. Para sempre.

Ela olhou em meus olhos por algum tempo, e, depois, sorriu.

- Eu também te amo.

E me beijou.

Naquele beijo, ela me respondeu, e feliz, como nunca imaginei que ficaria. Eu a levei para o meu quarto e a beijei com paixão.

- Eu quero você – sussurrou, um murmúrio tão baixo que eu achei que não tinha escutado.

- Tem certeza? – perguntei.

- Eu quero você – sorriu.

Sorrindo, como um bobo, eu a despi, adorando-a, beijando cada canto de sua pele, e me felicitando com seus gemidos – ora baixos, ora altos.

Eu me livrei de minhas roupas também, sempre esfregando minha ereção em Bella, para que ela percebesse o quão necessitado dela eu estava.

Deus, eu amava essa mulher!

Só me lembrei de que não tinha camisinha quando estava prestes a penetrá-la. Bella, percebendo, sorriu docemente para mim.

- Eu tomo pílula – admitiu. – Depois que o Anthony nasceu... Eu fiquei com medo de acontecer de novo.

Eu ri baixinho e, beijando-a, penetrei-a, ficando parado por um momento para que Bella se acostumasse comigo. Ela logo rodeou meu quadril com suas pernas torneadas e eu gemi quando afundei mais nela.

Ela iria ser minha morte.

Os movimentos eram sincronizados, nossos corpos em uma dança única de amor e prazer. Olhamo-nos nos olhos um do outro o tempo todo, deixando que nossos olhos falassem aquilo que nossas bocas pareciam incapazes de fazer.

Foi único, especial, perfeito.

E tudo isso porque foi com Bella.

Mais tarde, Bella sugeriu que eu buscasse um vinho, mas eu neguei.

- Por quê? – indagou-me.

- Porque eu quero fazer amor com você a noite inteira – sorri malicioso. – E quero que você se lembre de cada detalhe, meu bem.

Ela corou.

E eu simplesmente tive que beijá-la mais uma vez.

Quando atingimos, mais uma vez, o ápice juntos, eu a beijei levemente.

- Eu te amo – murmurei. – Eu te amo muito, Isabella Swan.

- Eu também te amo, Edward Cullen.

FIM.

Notas finais
N/A: É. FIM. Claro que ainda temos o epílogo, mas último capítulo é sempre último capítulo certo?Eu não sei realmente o que dizer sobre esse capítulo. Acredito que ambos precisavam dessa conversa que eles tiveram. Precisam que tudo fosse esclarecido para que, enfim, pudessem tentar.Eu espero que tenham gostado dessas doze longas páginas. Desculpem-me a demora, mas eu precisa estar inspirada para escrever esse capítulo. Enfim, é isso.Nós nos vemos no epílogo.Obrigada por tudo, babies.Beijos, beijosDeh C.