Laços Eternos
5 Capítulo 5
Renata Assim que pude me desvencilhei do garoto e dei alguns passos pra trás. — Que foi? — Ele perguntou. — É que, não ta certo. Você e eu somos primos. E eu te conheci hoje. Olha não dá, me leva de volta pra escola, não quero ficar aqui. — Não quer? — Sua voz era convicta ele me fitava os olhos. — Não... — Disse ao dar mais dois passos para trás, senti que já não havia chão e despenquei da cachoeira. Não havia mais nada ali que não fosse um grande espaço vazio, meu olhos se fecharam e me faltou o ar, goticúlas de água me atingiam o corpo. O desespero tomou conta de mim. E de repente tudo a minha volta parou, ou ao menos eu parei, pensei já ter caído mais estava errada, alguém me segurava, e ainda de olhos fechados pude escutar o bater das asas. Abri os olhos aos poucos, e ali estava Matt, me segurando em seus musculosos braços.
— Como ? — Perguntei incrédula no que vira. O garoto me olhou com expressão séria e suspirou. — Não sei se pode entender... Já estávamos no chão ele me descera do colo e eu o fitei. — Conte-me... — Eu não... — O que você é? Matt olhou para os lados. — Matt o que você é? — Insisti. — Eu bem... Eu... — É um anjo caído né? Por que só pode, dizem que os anjos caídos são lindos, fortes, e você tem asas. Olhei para ter certeza de não estar louca. E lá estava um belo par de asas negras que reluziam e deixavam Matt bem mais encantador do que era. Seu peitoril estava de fora já que a camisa fora rasgada quando tentou me salvar. Olhei para seu rosto e ele parecia rir. — Não Re, sou humano assim como você. — Eu não tenho asas... — Ta, sou Menphy. — Um o que ? — São uma tribo de alados. — Existem outras ? — De alados não... — Existem outros seres assim ? — Mais ou menos. — Explica... — Tá, cada tribo tem sua relíquia, e cada relíquia escolhe seu mestre, e só este mestre pode te transformar. — Existem outras tribos ? — Vampiros, bruxos, magos, ninfas, jumpers, lobos... — Isso tudo ? — E outras... — E quem é seu mestre ? — Anh... Acho que eu mesmo. O garoto me mostrou o cordão que trazia no pescoço no qual uma safira em forma de asas pendia. — É lindo... Ele sorriu. — Eu posso ser transformada ? — Ah... Não vai querer isso. — Posso? — Pode... — E como acontece? — Consegue ver que a ponta das asas de safira são afiadas ? — Sim... — Tenho que desenhar a marca em você com ela... — Que marca ? Matt estendeu-me sua mão e eu pude notar o guerreiro alado que subia do pulso a parte de trás do polegar. — Isso doeu? — Não muito...
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