Laços Demoníacos
10 Novos misterios
Notas iniciais
As aulas ocorreram “normalmente” durante todo o resto do dia. Mato esperou por Yomi na saída. Logo a avistara vindo toda sorridente em sua direção. Lhe deu um selinho e acariciou suas bochechas como quem aperta um ursinho. As duas riram ficaram naquele chamego ate Mato avistar mais uma vez o casal de alunos novos. Passaram por elas encarando de forma obscura. As duas fingiram não perceber e assim que os dois sumiram de vista, elas foram atrás para ver com quem eles estavam voltando. Se esconderam atrás de um muro próximo a entrada da escola e puderam ver os dois do outro lado da rua. Não demorou para que uma limusine preta com vidros fume aparecesse. Os jovens entraram no carro que ficou parado por um tempo. Mato e Yomi não entenderam aquela situação, ate que o vidro traseiro abaixou um pouco revelando uma mão feminina, porem muito branca. A mesma acenou para as duas que instintivamente se abaixaram para se esconder. O silencio e o nervosismo, tomavam conta do ambiente. Deixaram passar mais alguns segundos antes de se levantar para espiar. O carro já havia sumido.
–N-nani?! Não fez nenhum som quando saiu. Como pode? – Mato se levantou nervosa. –Ate os modelos mais novos fazem ruído.
–Quem será que acenou para nos? Não acho que tenham sido "eles".(Eles= Os gémeos Uni Iruko)
–Não eram....Não sei como, mas...Não eram "eles". -Pausou um pouco antes de prosseguir.- Era outra pessoa. –Mato pois as mãos na cabeça fechando os olhos.
–Você esta bem? –Perguntou Yomi se aproximando.
–Sim, só....perturbada com tudo isso. Eu anda estou acostumando com a ideia de...Termos voltado. Mesmo achando estranho não termos visto nem Yuu-chan ou Saya-san.
Yomi suspira e afirma com a cabeça.
– Eu também gostaria de saber o “porque” disso...Vamos embora Mato.- Yomi encara a menina e estende sua mão.
–Hai.- Mato segura mão de sua amada a seguindo para fora da escola.
Se despediram com um beijo apaixonado assim que chegaram na porta da casa de Yomi. As duas seguiram seus caminhos com os rostos ruborizados, mas um sorriso feliz.
Não demora muito ate que Mato chegue em casa. Sua mãe estava reparando o almoço e seu irmão assistia tv. Cumprimentou sua mãe com um beijo no rosto e um abraço apertado e bagunçou os cabelos de seu irmãos que logo começou a correr atrás dela pela casa. Se trancou no quarto para fugir do mais novo e se jogou na cama rindo. A vida nunca tinha sido tão feliz.
Jogou seu material de escola na cama e foi para um banho rápido antes do almoço.
O resto da tarde ocorreu normalmente como o de costume. Mato ainda pentelhava seu irmão e passou a ajudar mais sua mãe com seus afazeres. Mato percebeu o quanto amava sua família mas não dava o devido valor que ela merecia. Prometeu a si mesmo que jamais iria perdê-los novamente.
Sem noticias de suas duas amigas , Mato resolve ligar para a casa de Yuu. O alivio toma conta de seu corpo ao saber que a mais jovem foi passar uns dias na casa de sua avó no campo, já que a mesma estava precisando de ajuda. A menina então pediu para ser avisada assim que sua amiga retornasse. A mãe de Yuu agradeceu a preocupação e disse que avisaria quando Yuu estivesse para voltar. Após essa conversa, Mato se sentiu mais tranquila. Mas ainda restava saber o que aconteceu com Saya-San. No seguinte dia de aula, as meninas foram ate a sala da diretora para perguntar sobre a conselheira da escola. Antes de Mato bater na porta, teve a estranha sensação de ouvir um ruído estranho. Uma voz suspeita. Falava em um idioma estranho e desconhecido, ate mesmo cavernoso. A jovem tentava identificar o que diziam mas Yomi sem perceber acabou batendo na porta fazendo as vozes se calarem. Não demorou ate que a porta se abrisse e a diretora sorrisse de forma natural as convidando a entrar em sua sala.
Mato entrou desconfiada e olhando para todos os lados em busca de mais alguém. A sala estava em perfeita ordem, e bastante iluminada pela luz do sol. As duas se sentaram de frente para a mesa da diretora que sorriu dando um gole no copo de água sobre sua mesa.
– E então meninas, o que posso fazer por vocês?-Perguntou gentil.
–Senhora Takashiro, — Começou Yomi. – Desculpe-nos pelo incomodo, mas notamos que a senhorita Saya-San, não se encontra mais em sua sala...
–Sim, nos gostaríamos de saber o que aconteceu com ela. -Completou Mato.
–Ah sim. A senhorita Saya esta de férias. – Disse sorrindo.
–Como? De férias? Mas...No inicio das provas? – Mato perguntou meio nervosa.
–Isso mesmo.Por que do espanto?
–Er..Bom é que. Agora é o momento em que ficamos mais tensas, e precisamos dos bons conselhos dela.
–Entendo...Contudo, ela tinha acumulado as férias do ano passado, e resolveu tirar agora.- A menina fez menção de continuar mas foi interrompida para mais velha. – Afinal, todos os humanos também tiram férias. Não é?- Terminou sua frase olhando diretamente nos olhos da jovem que se assustou com o brilho estranho que tinha nos da outra.
–A-ah...Hai. Tem razão. Sentimos muito pelo incomodo. –Mato se levantou junto de Yomi. – Agradecemos a ajuda e , se a senhorita Saya der noticias, gostaríamos de dizer que sentimos falta dela. E das nossas conversas.
–Sim, a senhorita Saya me ajudou muito quando entrei na escola. – Completou Yomi.
–Fiquem tranquilas que eu darei esse recado tão bonito. Agora voltem para suas classes mocinhas, ainda estamos em aula.
–Hai. Arigatö gozaimasu! – As duas fizeram reverencia a mais velha e saíram de sua sala com as mãos suando.
Assim que se afastaram Mato cutucou Yomi.
Sentiu algo estranho antes de entrarmos na sala e...E quanto falávamos com a diretora?
–Antes não mas...Durante a conversa sim...Ela te olhava de um jeito meio estranho. Como se quisesse...
–O que?
–Não sei. Fazer algo.
Mato parou de andar e sorriu.
–O que foi Mato?
–Yome-Chan, esta com ciúmes de mim?
–Que?!! – Yomi se pegou mega vermelha.
–Esta? hahaha Confesse! – Mato implicava com a namorada que corava cada vez mais.
–N-não, não é isso! Sua bobona! – Yomi começou a correr atrás de sua namorada que ria e corria a chamando de ciumenta.
De volta a sala da direção, a diretora sorria olhando pela persiana o casal se afastar correndo.
Uma fumaça negra invadiu sua sala logo aparecendo os dois alunos que vigiavam as duas meninas.
–Hum...A coisa é realmente seria para ela deixar vocês dois aqui. –Disse a diretora se sentando na cadeira. –Façam seu trabalho meninos...Mas sejam discretos, ok? A mente dos humanos é muito...Frágil, para certas coisas. – Sorriu revelando seus olhos negros e sem vida.
Os dois alunos se entreolharam.
–Agora voltem para suas salas antes que alguém mais apareça.
Ambos se dirigiram a porta e antes do menino se retirar deu uma ultima olhada para trás encarando a diretora que o observava. Os olhos do mesmo se tornaram negros e sua boca por um breve segundo se curvou num sorriso tão largo que tocava suas orelhas mostrando seus dentes afiados e desordenados. Sua língua meio desfiada e fina percorreu seus lábios. A diretora estreitou os olhos e o menino desapareceu atrás da porta.
A mulher encostou os cotovelos na mesa, entrelaçando seus dedos os pondo sobre a boca.
“Black, Black, Black...Eu avisei para não procurar sobre seu passado. Agora, é só uma questão de tempo ate que ele venha ate você.”
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