Laços Demoníacos

5 Explicações e Café


Notas iniciais
*Sono*Fala galerinha do Nyah!Tranquilo como um grilo?xD Então gente, sei que to demorando a escrever, mas esta me faltando ideias. Não me batam!Isso acontece :xMaaas,consegui escrever mais um cap e espero que gostem.Só espero que não esteja confundindo muito a cuquinha de vocês.Caso contrario, me avisem que eu tento fazer um cap para explicar melhor. Apesar de que...BRS é meio confuso mesmo.Esse é o charme! xDBom é isso, espero que curtam!Boa Leitura! o/

O frio era assombrosamente congelante naquele lugar. Tão forte, que seu som era como uivos de lobo, em noites de lua cheia. Mas não havia lua naquela noite, apenas tumbas abertas e rachadas pelo tempo. Algumas plantas mortas que se grudaram as pedras e cruzes quebradas. Era um velho e gigantesco cemitério. As almas dos condenados, em forma de pequenas esferas de fumaça branca, pairavam pelo ar numa dança agonizante. Os sussurros dos mortos se misturavam aos uivos do vento incansável. Uma placa velha e muito enferrujada, balançava no começo do cemitério fazendo um rangido. Provavelmente era aplaca que indicava o nome do lugar. No centro do cemitério, uma corpo estava caído no chão...Sua katana de lamina negra, era sua única companheira naquele momento. Seu rosto estava mais pálido do que o normal, e parecia não ter vida. O forte vento, não a poupava por isso. Ao longe, no alto de uma rocha, uma silhueta observava a cena sem mover um músculo sequer. Seus olhos vermelhos brilhavam como duas chamas, vigiando cada movimento no lugar. Fechou seus olhos por alguns segundos, parecendo meditar sobre os últimos acontecimentos. O ar que saída de suas narinas, provocava uma pequena fumaça. Aquele momento de descanso , não durou mais do que alguns minutos. Logo que seus olhos voltam a se abrir, sua grande espada foi sacada. A sombra se mostra na forma de ataque. Seus olhos mais do que nunca caem sobre o corpo ainda jogado em meio aos túmulos. Os olhos que antes estavam fechados, se abrem como quem acorda de um pesadelo. Grandes olhos roxos , um deles envolvido de uma chama ainda mais roxa e intensa. Antes mesmo que pudesse se levantar, a guerreia com chifres voa rapidamente para cima dela com sua espada, fazendo com que a terra de partisse. As pedras e placas se partem facilmente com o golpe e muitos túmulos foram destruídos. A guerreira percebe que não acertara seu alvo. A procura com os olhos e acaba sendo arremessada por um poderoso chute contra a montanha onde estava. Black aparece de dentro da poeira levantada, caminhando lentamente em direção a sua próxima vitima .Seus olhos demonstravam um vazio como nunca antes. A outra sai da rocha correndo numa velocidade incrível ate a caçadora. Desliza pelo chão se protegendo de mais um ataque da poderosa katana negra, parando bruscamente atrás de Black, conseguindo acertar-lhe um soco na nuca a fazendo perder o equilíbrio. Usa sua lamina para tentar lhe cortar um braço, mas fora impedida pela outra. As duas travaram suas espadas, e agora se encaravam.

“Mato...”

Black pareceu reconhecer a voz mas não mudara sua posição.

“Mato, acorde! ”

O som de rachadura fez com que a guerreira de chifres vermelhos saltasse para trás tomando a maior distancia possível. Pousou sobre uma rocha e ficou a observar Black, que apenas a encarava do mesmo lugar. Olhou para a lamina de sua espada e percebeu que a quase partira.

“Esta forte de mais.”

Black continuava a observa-la, ate que a apontou sua katana, a chamando para lutar.

“Mato, você precisa me ouvir! Você não tem motivos para continuar com essa luta!”

– O que você sabe sobre os meus motivos?

A guerreira a encarou seria e pela primeira vez falou :

–Você não tem uma causa. Esta matando por matar. Nada mais.

–Não...-Black apertou sua katana com força.- A mulher que eu amo foi morta...Minha família foi morta... E você diz que eu não tenho uma causa?!- A guerreira se assustou. Numa fração de segundos Black já estava bem a sua frente, lhe diferindo um golpe na barriga com seu punho.

“Ela se ... teletransportou?”

A guerreira voou longe, rolando pelo chão. Ao parar, sentiu o ar fugir de seus pulmões como condenados de uma prisão. Se apoiou em sua espada tentando se manter de pé. Já era tarde. Outro golpe na barriga. Agora um forte chute, a vez voar pelos ares rodopiando como um pião humano.

–Você não sabe nada sobre a minha dor! -Black gritou do chão. -Mas vou mostra-la a você! -Com um salto poderoso, Black se lançou ao céu chegando perto o suficiente da garota para lhe lançar para baixo com seus punhos unidos em um único golpe. A outra mergulhou ao chão abrindo uma nova cratera em meio ao cemitério o destruindo por completo. Black pousou sobre as rochas que ainda sobraram naquele lugar girando sua katana, caminhando lentamente ate a outra.

A guerreira tossiu sangue e limpou o pouco que havia escorrido de sua boca.

–Isso já esta indo longe de mais.

Black parou bruscamente quando a outra desapareceu no ar.

–Mato...Confie em mim. Eu posso ajudar você, como ajudei antes.”

Black olhou par aos lados buscando sua rival.

–Não confio em demônios.

No entanto...A guerreira apareceu por trás de Black sussurrando em seu ouvido:

–E quem disse que eu sou um?

Black tentou ataca-la com sua katana mas algo a segurava. Olhou para baixo e viu vários cadáveres a seguravam. Só então ela se deu conta de que sua rocha tinha se transformado em uma pilha de corpos podres. Ela tentava se soltar mas eles pareciam ser mais fortes do que aparentavam. Não pode deixar de rir.

–Não é um demônio, mas controla os mortos? -Disse irônica. – Uma humana bem estranha, na minha opinião.

A guerreira lhe sorriu de volta responde simplesmente:

–Não estou controlando. Foi você quem invadiu a casa deles e começou a destruir tudo. Normal que os moradores estejam irritados.

–Você não os matou?

–Eu?-Perguntou surpresa mas deixando um riso escapar. -Não...Eu sou encarregada de cuidar deles e desse lugar. Nada mais...

Black parou de relutar por alguns segundos sendo quase soterrada pelos cadáveres que continuavam a segura-la e a subir em seu corpo.

–Se não os matou...Então quem o fez?

A guerreira a encarou parecendo ter atingido seu propósito.

“Ainda há uma esperança para ela...”

–E isso o que quero descobrir...E acho que podemos nos ajudar. Isso é... Se você parar de tentar me matar.

–Já disse que não confio em demônios!- Seus olhos voltaram a tomar o ar vazio e sua fúria parecia aumentar como sua chama.

–Odeio fazer isso com você Mato...Mas e necessário.

Black voltou a relutar contra os cadáveres, os mutilando com suas próprias mãos. De repente seus olhos voltaram a pesar e sua visão novamente se escureceu.

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Ao abrir os olhos, o tom azulado havia voltado. Black sentiu o corpo aquecido por alguma coisa. Era uma manta negra. Ela olhou em volta e ainda estava no cemitério. Tudo parecia bem mais calmo agora. Olhou para o lado vendo que havia uma fogueira próxima a si. Com um pouco de esforço se sentou se cobrindo com o manto negro e esfregou as mãos as pondo em frente ao fogo.

–Aqui e bem frio mesmo.

A voz que pairava por sua mente parecia mais viva do que nunca. Black se assustou ao ver a guerreira a poucos metros de distância a observando cautelosamente.

–Você...? É você quem fica me chamando na minha mente, não é?

A outra sorri e afirma que sim com a cabeça.

–Meu nome é Black Gold Saw. E esse é so um dos meus...” dons” . –Disse se aproximando e se sentando do outro lado da fogueira.

Black pós sua mão sobre a katana, mas não sentiu necessidade de puxa-la. Pelo menos, não naquele momento.

–Vai, coma um pouco. Temos muito o que conversar. -Disse Gold apontando para uma tigela ao lado de Black.

A mesma examinou e o cheiro era bem agradável...Para quem não comia uma comida decente a tempos, seria um banquete. Era a sopa mais deliciosa que já havia provado...Mesmo sendo a primeira vez daquela refeição, em seu íntimo tinha a sensação de já tê-la provado antes.

–Hum...Essa sopa está mesmo uma delícia. Obrigada...- Disse voltando a comer desesperadamente.

Gold sorriu e sussurrou.

–Só falta o café...

Black parou de comer e encarou os olhos vermelhos que estavam sobre ela.

Novamente, sua mente lhe faz voltar no tempo:

Mato caminhava pelo corredor da escola, pensando em sua querida Yomi. Queria se declarar a ela...Dizer o que sentia a muito tempo. Mas que guardava em seu coração com medo da rejeição da amiga. Estava tão distraída que acabou por esbarrar em alguém.

–Oh, me desculpe!

A outra lhe sorriu e disse:

–Não tem problema Mato. Esta tudo bem.

Mato a olhou e ficou meio sem jeito.

–Saya-san?Eu, eu realmente sinto muito. Estou tão distraída esses dias.

Os olhos da mulher de cabelo curto brilharam de forma misteriosa, mas continuou a sorrir.

–Parece mesmo. Gostaria de vir a minha sala conversar? Acabei de fazer café!-Disse a ultima parte cantarolando.

–Er...Bem...Tudo bem.

Saya abriu a porta para que Mato entrasse e logo em seguida trancou as duas na sala.

A morena não percebeu e se sentou na cadeira. Observou Saya que pegava duas xícaras de café e vinha em sua direção lhe oferecendo uma.

–Obrigada...

–Não por isso. –Disse sorridente indo se sentar atrás da mesa. Tomou um gole de café e suspirou sorridente ao depositar a xícara sobre a mesa. –E então, Mato. Me digas, o que te mordes?

Mato caiu da cadeira muito sem graça.

–“O que me mordes?” Nada. -Disse se recompondo e coçando a cabeça.

Saya riu e disse:

–É só forma de falar. Quero saber o que te preocupa. –Voltou a dar mais um gole no café.

–Bem é que...Eu, estou achando que me apaixonei.

Saya parou de beber o café e encarou a jovem que estava visivelmente corada. A examinou com os olhos e sorri.

–Parece que sim, você esta com todos os sintomas de apaixonada. –Esse comentário fez mato ficar ainda mais vermelha.

–Acha mesmo? Esta dando pra notar?

–Claro que sim. Você esta distraída, cora do nada, gagueja para falar sobre o assunto...

–Mas é que eu...Eu não contei nada para a...Pessoa, sabe? Tenho...Medo da rejeição.

Saya fez uma cara pensativa.

–Bom, a pessoa não ai saber o que você sente se você não dizer, e você não vai saber se ela vai te rejeitar, se você não dizer. Correto?

Mato mesmo sem jeito respondeu:

–Bem sim...Mas...

–Mas, vocês adoram complicar as coisas. –Disse bebendo seu café- Diga logo a ela o que sente, e pronto. Não tem mistério.

–E se eu ganhar um não, e ela nunca mais falar comigo? Eu...morreria...

–Pense dessa forma: O Não, você já tem... Agora vai e corre atrás do Sim. — Disse piscando um olho. Mato deu um sorriso fraco e entristeceu um pouco o rosto. Saya tomou mais um gole de seu café e suspirou antes de continuar. –Olha Mato...Uma vida sem riscos, é apenas uma mera existência. Todos precisamos passar por alguns riscos para fazer dessa loucura chamada vida, valer realmente a pena. A felicidade não se faz sozinha. Ela precisa da sua ajuda para começar. E se há uma coisa que você quer muito, não se limite nos riscos. Faça o que for preciso para ter sua felicidade. Não desista antes da luta. Lembre-se: “A pior derrota em uma luta, é aquela que nem foi lutada.” — Sorriu docemente. — E você só morreria se ficasse sem café. Ah, espera...Essa sou eu!-Saya riu sozinha.

Mato caiu novamente da cadeira e ficou a olhando meio assustada e sem graça.

–Er..acho que entendi. Você esta certa Saya-san.-Mato se pós de pé e fez uma reverencia. – Obrigada pelos conselhos me sinto melhor de ter contado isso a alguém.

A outra lhe sorriu e se levantou batendo continência.

–Agora vá e pense muito bem no que eu disse.

A mais jovem afirmou sorrindo. Mato tentou abrir a porta e a mesma estava trancada.

–Oh...Saya-san a porta esta..-Mato congelou ao ver um vulto negro com chifres passando para o lado. Ao olhar novamente se viu muito perto de Saya-San. Os seios dela estavam quase em seu rosto. – Er...t-trancada.

–Não esta mais. –Respondeu a outra sorridente abrindo a porta.

Mato sorriu sem graça e saiu meio apressada pelo corredor.Apesar do jeito estranho de Saya-San,e pelo seu vicio em café, ela se sentia muito bem em te-la como psicologa na escola.

–Ah Mato!-Saya a chamou fazendo com que a menina parece bruscamente e a olhasse de volta.- Boa sorte com a Yomi! –Saya disse sorrindo e dando uma piscadela antes de voltar a entrar em sua sala fechando a porta.

Mato ficou em choque.

“Esta tão...Na cara que eu amo a Yomi?...Acho que só ela que não nota.” Balançou a cabeça e começou a correr de volta para sua sala pois já estava atrasada pra a aula.”

Black voltou a encarar Gold que a olhava intensamente.

–Saya-San..?

A outra apenas mexeu uma de suas sobrancelhas, mas Black podia jurar que havia visto um sorriso.

–Eu...Não me lembro de muitas coisas do meu passado...

–Não querem que você lembre. -Gold disse a encarando seria.

–O que?-Perguntou confusa.

–Eu não deveria nem estar conversando com você...Mas dadas as circunstancias dos acontecimentos...-Gold olhou para as chamas da fogueira por alguns segundos antes de prosseguir. A morena a encarava a espera de sua continuação. -Você não se lembra do seu passado, porque apagaram ele. Ou..Assim pensaram . -Sorriu de leve.- Alguém não quer que você saiba o que realmente aconteceu e o que esta para acontecer.

Black deixou a sopa de lado e a encarou seria.

–Do que esta falando Saya? Do que mais eu deveria saber se não que um demônio matou minha família e minha mulher?

Gold a encarou de forma curiosa.

– Será mesmo que foi um demônio? -Black pela primeira vez demonstrou surpresa.

–Claro que sim.

–Que provas você tem?

–Fontes...

–Se por “fontes” você diz Demônios ?-Black afirmou coma cabeça e Gold riu.- Demônios são como mercenários. Se der algo a eles, eles fazem tudo o que pedir...E o mais fácil é faze-los mentir.

–Onde quer chegar?

–Black, acho que o que está acontecendo aqui vai muito além de céu e inferno.Anjos e demônios.Sim, eles existem, mas não quer dizer que seja isso o X da questão.Nem quem matou eles.

–Esta me dizendo...Que outra pessoa ou coisa, pode estar provocando isso?

–Sim.

Black olhou para as chamas e sentiu seu chão cair. Aquela sensação de desorientação e vazio a preencheram a deixando cega por uns breves segundos.

–Sei que...É um choque pra você mas...Acho que pode ser uma conspiração.

–De que tipo...? Perguntou ainda tentando digerir todas aquelas informações.

–Black, "nós" temos a função de proteger portais dos dois mundos. É dever de cada uma de nós.

–Portais dos mundos?

–Sim...O que você lembra, e esse, são dois mundos. Mais próximos e interligados do que você imagina. Se algo aqui der errado, não sei o que poderia causar no outro.

–Então é como se eu estivesse presa, em outra dimensão?

–Não exatamente...É mais complicado de explicar do que parece.

–Isso é um sonho?

–Não Black...Esse mundo é tão real quanto o outro. –Gold olhou par ao céu. –Esse é o mundo onde realmente nos libertamos dos nossos medos. É o mundo onde podemos ser nos mesmas, sem o medo e o julgamento da sociedade. É como se fosse o mundo real. Quando nascemos na terra, nascemos aqui. Com a função de guardar os portais que interligam tudo.Fomos escolhidas para isso por uma força maior do que possamos entender.

–Tipo, um Kami?

–Sim, tipo um Kami supremo.

Black tentou assimilar todas aquelas informações.

–Mas porque nos?

–Porque somos as únicas que nascemos com o poder de controlar esse espirito e desejo por liberdade. Somos as únicas que conseguem entrar e sair deste mundo...E as únicas fortes o bastante para protege-los. De demônios, anjos, ou qualquer criatura que tente abalar essa estrutura.

Black ficou ainda mais confusa do que no inicio de sua busca.

–Mas porque mataram minha família? E Yomi? O que tudo isso tem haver com este mundo?

Gold ficou sem responder por uns segundos ate agitar as chamas com sua espada.

–É possível.... Que essas coisas tenham acontecido para que outras fossem possíveis. –Gold olhava o fogo.- Não sei ao certo Black, pra dizer a verdade não me lembro muito bem de algumas coisas...-Gold se levantou e ficou de costas para Black. -Assim como você, nos também perdemos alguns traços de nossas memorias. Mas você foi a mais afetada.

Black se levantou e respirou fundo antes da próxima pergunta.

–Porque eu?

Gold baixou a cabeça...O vento ouviu novamente, quase apagando a chama da fogueira. Gold se voltou novamente para Black e respondeu friamente:

–Talvez porque você é a única, capaz de nos matar, e quebrar os selos dos portais.

Black sentiu algo estranho ao receber aquela mensagem, mas nada mais estranho do que ouvir um som de correntes se arrastando. Gold e Black olharam para o mesmo ponto no alto de uma montanha. Black sentiu os pelos na nuca se levantarem e seu corpo se estremeceu por completo.

–N-não pode ser...

Gold estreitou os olhos e encarou a nova figura de forma curiosa.

Duas caveiras gigantes voavam envolta da garota com chifres parecendo vértebras saindo de sua cabeça. A foice estava apoiada em seu ombro, foi virada apontando Black.

–Y-Yomi...?

A morena sorriu diabolicamente para as duas, deixando claro que não veio para brincadeiras.

Notas finais
P.s: Se tiver muitos erros desculpe mas...terminei a uns dez minutos e só li duas vezes. Passei três hoje nesse cap xD (Tempo normal)Boa leitura meus/minhas queridos/das!o/