Laços - Byakuya E Yoruichi
2 Lembranças
Notas iniciais

Byakuya acordava, estava com uma leve dor de cabeça e envolta ataduras. Não se lembrava direito do que havia acontecido, apenas da luta que tivera. O esquadrão estava reunido na sala de enfermagem acudindo aos outros feridos. Se levantava da cama percebendo que estava sem o bob's em seu cabelo. Logo lhe veio vagamente a imagem de uma mulher o segurando ao colo, sem lembrar quem seria aquele vulto misterioso. Como tal, não havia o porque se importar com isso, poderia ser apenas um sonho que tivera. Ao caminhar pela Soul Society encontrava Renji que corria em sua direção.
– Taichou! O senhor já se recuperou?
Byakuya apenas caminhava calmamente sem parar para o receber, mas o respondia:
– Que pergunta insolente.
Renji compreendia seu capitão, apenas ria e o acompanhava logo atrás.
– Aquela renegada Yoruichi, foi de grande ajuda ao nosso esquadrão, não conseguíamos o encontrar, taichou.
Logo veio a imagem da mulher na mente de Byakuya, se lembrando agora que estava realmente no colo de Yoruichi. Estiava a sombrancelha apenas, se dirigindo em sua mansão.
– Renji, faça um relatório de tudo o que aconteceu enquanto fomos invadidos, e traga para mim até o fim da tarde.
O ruivo batia continência ao capitão:
– Wakata, taichou! — E logo desaparecia de trás dele.
Byakuya adentrava a mansão, seus serviçais já o aguardavam em fila, no corredor da mansão. Ele apenas passava direto até os seus aposentos. Ao entrar em seu quarto, se dirigia até a cômoda onde estava o retrato de sua falecida esposa, irmã de Rukia, ficava breves segundos parado ali.
Logo mais a janela, estava Yoruichi, em sua forma neko, sentada, olhava Byakuya de longe olhando aquele retrato. Assim que ela havia se afastado de Soul Society não obteve mais ligação alguma com o pequeno Byakuya. Os laços de amizade que os ligavam havia sido cortados. Mas se sentia tranquila pelo fato de ver que estava bem, depois do ocorrido.
– Até quando pretende ficar me observando, Shihouin Yoruichi? — Dizia Byakuya que mesmo de costas, já havia notado a presença daquela mulher.
– Estava esperando o seu convite para entrar, pequeno Byakuya. — Dizia a gata.
– Desde quando precisou de convite para entrar na mansão? Nunca a convidei, sempre vindo por sua própria vontade. — Dizia Byakuya para a gata que estava em sua janela.
– Tem razão, sempre fui bem vinda. Por isso tive livre acesso para entrar e sair quando quisesse. — Yoruichi o encarava. Byakuya continuava em silêncio, agora ficando de frente para ela.
– Fico feliz... que esteja bem, Byakuya boy. Queria apenas ver como estava. Agora eu posso voltar para o mundo humano mais tranquila. Vê se não dê mais trabalho daqui em diante, posso não estar por perto para ajudar. — Logo a gata sumia, havia usado o shunpo para se afastar da mansão.
Assim que a gata havia se retirado, Byakuya esboçava um pequeno sorriso de canto, algo raro de sua parte.
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