Laços

23 Quando a morte conta uma história você deve parar para ler!


Notas iniciais
Olá amores... demorei para atualizar, eu sei, eu sei, sorry... Mas não vou fazer testão não... hahaha **Boa Leitura.** PS: Leiam as notas finais, please.

A razão de se esperar pelo tempo,

é que pode não haver mais tempo,

para aquilo que se esperava

...

Os dias se passaram rápido demais ao ver de Hinata, e o silêncio de Kaguya a deixava cada segundo mais apreensiva. Naruto levara o filho para conhecer Kushina e Minato. Muita emoção rolou na casa Uzumaki, todos os amigos estavam presentes presenciando a maior alegria daquela família em anos, mesmo Menma não compreendendo do por que de tanto chororo, Hinata sorriu com a lembrança, Kushina chorando e o garoto sem graça sem entender nada.

Menma era o dia ensolarado que preenchia a vida de cada pessoa, o sorriso do garoto agitado e doce encantava todas as pessoas, Hinata via sua vida ganhar um colorido a cada momento que estava com ele, hoje completaria uma semana desde que conhecera o filho, uma semana que estava cultivando uma amizade com ele. Menma era espontâneo e verdadeiro, meigo e doce, a facilidade que ele a cativava, parecia que a conhecia a anos, ele a entendia a fazia se sentir se transbordar. Ela agora sabia o que era amor de mãe, agora nada a separaria do pequeno.

Hinata se encantava mais e mais pelo garoto e por Naruto, quando os dois estavam juntos, eram como se fosse amigos de infância. Naruto entrava na brincadeira e fazia que o menino gargalhasse a cada vez que rolava no chão imitando uma brincadeira da qual Hinata apenas apreciava de longe, vez ou outra ela entrava na brincadeira e gargalhava como Menma, Naruto parecia uma criança. A lembrança dos três brincando mostrava a Hinata como seria se eles tivessem sido uma família de verdade.

— Poderia ter sido tão diferente... – balançou a cabeça, afastando todas as lembranças, não por não quere las, mas pelo fato de que ficar se lembrando dos momentos ao lado do Naruto a fazia sentir um frio na barriga e temia se apaixonar novamente por ele. Temia mais ainda pelo histórico de decepção dos dois e o que Hinata menos queria nesse momento era sofrer por amor novamente e pelo seu primeiro amor.

Entrou no carro e rumou para ficar ao lado do filho, estacionou em frente a casa de Madara após alguns minutos de estrada, caminhou até a porta e apertando campainha que logo fora aberta pelo próprio Uchiha.

— Hinata que bom te ver... – olhava a Hyuuga aliviado e feliz, a morena sorriu.

— O que aconteceu?

— Tenho que dar uma saidinha e não poderia deixar o Menma sozinho... você é mesmo o anjo da guarda dele... entre e fique a vontade – deu passagem para ela entrar. A casa do homem estava com brinquedos esparramados por todos os lados.

— Um furacão passou por aqui?

— Naruto... – Hinata sorriu compreendendo tudo. — Sabe eles não negam que são pai e filho. – sussurrou para que ela ouvisse e caiu na gargalhada. – Naruto parece uma criança brincando com Menma.

— Eles se dão muito bem! – afirmou para si mesma, mas o homem ouviu e concordou indo para a porta.

— Hinata ele está no quarto, já deve estar acordado... Naruto esteve aqui de manhã e o cansou... – disse sorrindo e saindo de vez da casa. Deixando Hinata sozinha, ela se virou e caminhou em direção ao quarto onde o menino estava ao abrir a porta viu o momento que ele desviou os olhos do teto e a encarou e sorriu ao se levantar.

...

Menma estava se sentindo realizado, se sentia em um ambiente familiar, o coração era preenchido pelo amor que todos o davam. Nunca imaginou se apegar a pessoas estranhas tão facilmente como havia acontecido com Hinata e Naruto, mas gostava da ilusão que seu coração gritava para si a cada momento, a ilusão de eles não serem estranhos, mas alguém próximo suficiente para amar. Alguém que não o ignoraria como muitos outros fizeram ao deixa lo para trás, Hinata e Naruto eram diferentes de todos os outros casais que os visitava no orfanato, os olhos perolas e safiras queriam Menma enquanto os outros o despreza por busca de um ser incapaz de compreender a dor de ter sido abandonado, mas Menma sabia que muitos dos bebês iriam conhecer, afinal, não eram todos que tinham a grande honra de ser escolhido para ser amado.

— Amado? – murmurou para si mesmo, ser amado? seria o que sentia quando estava ao lado de Naruto e de Hinata, será que eles o amava? Será que ele amava os dois estranhos mais importantes que conhecera na vida? Afinal, tinha com eles uma confiança e um carinho da qual não conseguia descrever e nunca havia sentido por outro alguém antes.

Sorriu olhando para o teto, estava deitado admirando o teto da casa do tio Madara. Os olhos desviaram para a porta enquanto a figura delicada de Hinata se colocava diante dele que levantou e sorriu.

— Bom dia Menma... – ela sorria com os olhos brilhando.

— Bom di.. – bocejou sem terminar a frase se espreguiçando na cama, piscou algumas vezes e sorriu, ainda estava meio sonolento, Naruto o havia cansado muito o fazendo correr no distrito, o fazendo se esconder do loiro que fingia ser algum monstro.

Hinata queria contar ao filho tudo, mas seus amigos a convenceram a conquistar o garoto primeiro, alegando que ele fosse muito novo para compreender tamanha maldade de uma mulher. Caminhou até a beira da cama e se sentou ao lado da cama e afagou os cabelos do menino que fechou os olhos com o afago de carinho da morena.

— Menma... eu gostaria de te dizer algo...

— Dizer o que... – ele a olhou intrigado, era um pequeno garoto, mas sabia que algo incomodava a mulher a sua frente.

— Existem coisas no mundo que talvez você não compreenda ainda... as vezes o mundo é cruel e as pessoas também... mas temo que você não compreenda as coisas que tenho...

— Desculpa Hinata... mas de maldade eu entendo, não existe ser humano mais cruel do que a mulher que abandona o próprio filho a sorte do mundo... – a interrompeu, fazendo a arregalar os olhos. – Eu tenho apenas nove anos e vi coisas que ninguém nunca deveria ver... a vida em um orfanato não é fácil, crescemos sem amor, sem carinho, sem nada, maioria sem expectativa de vida... as pessoas não nos enxergam, elas querem apenas os bebes, esquecem que muitas crianças anseiam por amor... – o olhar do menino se tornara vago e cheio de magoa, ele olhou para o outro lado. Hinata enxergou o que nunca viu nele, Menma era maduro o suficiente para compreender a maldade que o separou de seus pais, mas talvez não fosse maduro o suficiente para compreender os sentimentos futuros.

– Desculpa por te dizer isso, mas por anos eu desejei que alguém me adotasse, desejei ser amado, desejei querer saber da minha mãe, saber por que ela me abandonou... mas então eu percebi que ninguém nunca me levaria para casa... então cansei de querer conquistar o carinho dos casai que iam lá em busca de filhos... eu só queria entender por que não eramos escolhidos... e por que ela me deixou sozinho... – ele dizia baixo, como se aquilo o machucasse, Hinata percebera no exato momento que dera ênfase em “ela”, ele precisava saber.

Hinata sentiu o ar faltar suspirou e piscou algumas vezes aturdida com as palavras do menino — do seu filho— saber a dor do filho a rasgava por dentro, nada e nenhuma dor sentida antes se comparava aquela que sentia agora e o ódio que a dominava, Kaguya tinha que pagar por cada segundo que os manteve longe um do outro.

— Desculpe... – sussurrou, Menma a olhou sem compreender o que ela dizia. Os olhos azuis do menino cheios de lágrimas. – Talvez sua mãe... não tenha te abandonado... – não conseguia dizer, não conseguia contar, as palavras morreram em sua garganta, o menino tinha magoa por ter sido deixado sozinho não somente por ela, mas por todos que ele conheceu.

Mas a culpa nunca foi minha, sinto muito filho.— pensou olhando para as próprias mãos.

Menma olhava para Hinata e a única coisa que conseguia ouvir em sua mente que se repetia enquanto Hinata se perdia olhando para as mãos em seu colo. – Desculpe... – Talvez sua mãe... não tenha te abandonado...— as ultimas palavras ditas por Hinata o atormentou até o momento que ela se levantou e se virou para a janela, a claridade ofuscou seu rosto não permitindo que visse seu rosto, a visão que Menma tinha era dos longos cabelos azulados que por noites invadiam seus sonhos, sonhos esses que ele sabia, era com sua mãe.

Então de uma maneira estranha, Menma encontrou a última peça do quebra-cabeça e entendeu o por que ele havia sido escolhido no meio de tantas crianças, entendeu por que fora levado para conhecer especialmente Naruto e Hinata, talvez não entendesse por completo, mas sabia que se Hinata fosse sua mãe como sua mente acusava, ele gostaria de saber o por que foram separados, pois Hinata e Naruto não pareciam ser frios a ponto de abandonarem um filho.

— Menma... – saiu de seu transe e encarou a face preocupada de Hinata que o encarava de perto.

— Humn... – murmurou e ela sorriu.

— Você está bem?

— Sim sim... Hinata, posso te perguntar algo? – ele olhou no fundo dos olhos perolados, ela assentiu. – Por que fomos separados? Você me abandonou?

...

Kushina caminhava pelos corredores do super mercado ao lado de Karin, as duas faziam compras juntas algumas vezes e sempre conversavam coisas relacionadas a família. Fora nesse encontro que Karin descobrira que sua amiga e seu primo tinham um filho, a ruiva mais nova estava chocada e ao mesmo tempo feliz, pois agora Hinata ficaria feliz.

— Tia Kushina... quem diria, parece até cena de novela.

— E não é Karin... eu conheci meu neto, ele não sabe ainda, mas ele é tão fofo.

— Ele se parece com o Naruto ou com a Hina?

— Ele é uma mistura perfeita dos dois, tem o rosto parecido com Naruto e os cabelos iguais os da Hina, mas o sorriso dele é diferente...

— Tem os olhos perolados iguais os da Hina? – perguntou fascinada, afinal sempre teve inveja dos olhos da morena, pois eram tão raros que somente sua família os possuíam.

— Não, olhos azuis como o do meu bebê.

— Tia Kushi... se seu filho faz bebe não é bebe, ta certo que Naruto já esta quase que usando fralda de novo pela idade, mas daí a chama lo de bebe não da... melhor seria gaga.. – disse debochada.

No mesmo instante que olhou para sua tia, a garrafa de vidro que ela segurava se estraçalhou no chão e a mulher ficou pálida, Karin a olhou preocupada. – Tia eu estou brincando...

Kushina levou as mãos ao coração e suspirou sofrida, Karin segurou em seus ombros notando que Kushina não estava bem, os olhares curiosos as fitavam.

— Karin, vamos embora... não... estou me sentindo bem...

— O que sente tia? – a voz carregada de preocupação segurava a tia e encaminhava para a saída.

— Um aperto no peito... como se algo ruim estivesse para acontecer... – uma funcionária do mercado se aproximou das duas, a garota estava preocupada.

— As senhoras estão bem, precisam de alguma ajuda?

— Por favor, mande nossas compras para a casa de Kushina Uzumaki e a conta, acertaremos lá... e inclua a garrafa por favor... – Karin disse fitando os carrinhos de compras.

— Sim senhorita, não se preocupe com a garrafa... entregaremos a compra.

Então as ruivas deixaram os estabelecimentos indo para o carro. Karin deixou sua tia em casa, a mulher já havia retornado sua coloração habitual.

— Tia Kushina está melhor?

— Estou sim Karin, foi apenas um mau pressagio... será que Minato e Naruto estão bem? será que meu neto está bem? – Kushina sabia que algo havia acontecido no passado que fez separou Naruto e Hinata de seu filho, mas ninguém a contara, eles não quiseram lhe contar e por mais que não soubesse do que se tratava, agora com esse sentimento que apertava seu coração, tinha absoluta certeza que coisa boa não era e que algo muito ruim aconteceria.

...

Naruto e Sasuke estavam saindo da empresa conversando coisas banais, caminhavam para o estacionamento. A felicidade de Naruto refletia por metros através do sorriso genuíno que ele exibia como um garoto, Sasuke apenas concordava com tudo que Naruto dizia.

— Quando pretende contar a ele?

— Não sei... sabe Sasuke, eu tenho medo do Menma não entender. Ele é apenas uma criança.

— Talvez não entenda. – suspirou. – Eu não iria contar a vocês, mas meu tio me convenceu de uma maneira sutil... – deu um sorriso macabro olhando para Naruto que sorriu amarelo. O loiro pigarreou.

— Sabe Sasuke iremos contar, não precisa imitar seu tio... mas você acha mesmo que ele não entenderia?

— Menma é pequeno sim, mas já demonstrou ter mais maturidade que você que está beirando os trinta.

— Eu não estou beirando os trintas. – murmurou carrancudo olhando o moreno sorrir de canto.

— Hunrum... eu não sei se ele entendera ou não, mas se demorarem muito ele pode se revoltar... por mais que doa, a verdade é o melhor para vocês, afinal chega de mentiras Naruto.

— Tenho mentiras para quase a minha vida toda... — sorriu amarelo, olhando para o amigo, o moreno compreendera na hora o que Naruto queria dizer com aquilo. — Mas e você está ansioso para o nascimento de sua filha? — mudou de assunto.

— Não vejo a hora dela nascer... – sorriu.

Ao se aproximarem do carro de Sasuke, o moreno fez menção de abrir a porta quando outro carro cruzou o estacionamento em alta velocidade freando a alguns metros de distância dos dois, os olhos negros e azuis viraram se na direção do carro. O som do tiro ecoou pelo estacionamento sendo seguido pelo cantar dos pneus do carro que sumira deixando um rastro de pneu queimado para trás.

...

Notas finais
E ai o que vocês acharam? Eu não respondi alguns comentários ainda, mas não fiquem tristes, eu leio todos. So que fico sem tempo para responder, mas assim que der vou responder cada um que comentou. Espero que tenham gostado de capítulo, as coisas começaram a esquentar ne. O que sera que aconteceu heim? Palpites? Nos vemos no próximo, que pretendo não demorar muito para postar. Um beijos e um queijo. Xoxo tchaauu...