Notas iniciais
Gente, perdoa a tia, por favor. Tava com necessidade de escrever desgraça depois de fazer um ssimulado de 200 questões, e minha imaginação tinha ido pro ralo. Se não tiver bom depois eu me chicoteio.
Na vdd, eu queria escrever mais profundamente sobre a Leila e o Erwin, mas a vrisa foi rápida demais e só pude aproveitar essa one-shot dela!
Quem sabe eu não escreov uma bonitinha no futuro... :3

Leila olhava-se no espelho do quarto, sendo acompanhada de sua mãe e suas irmãs mais novas. As menores não acreditavam que a irmã fosse desperdiçar a vida casando-se com um homem que mal podia garantir sua volta segura do trabalho.

Porém, para Leila, a opinião de suas irmãs não importava. Estava feliz, encarando seu vestido de noiva, o arranjo nos cabelos, as sapatilhas, todo o conjunto da obra, encantada com o trabalho bem feito da costureira contratada pelo noivo.

— Ainda dá tempo de desistir! – comentou Luana, a mais nova das três.

— Não vou desistir. – garantiu a noiva, sem dar a mínima atenção à irmã.

— Como é que pode gostar tanto dele? Parece que aquele homem não tem sentimentos!- argumentou Laura, a segunda mais nova.

— Por que eu o amo, boba!- sorriu Leila, sentando-se em uma penteadeira no canto do quarto, para poder ajeitar seus pontos de luz no cabelo.

— Chega, as três! – ordenou a mãe. – Hoje é o dia da irmã de vocês, tentem dizer coisas boas! E você, Leila, trate de se apressar, ou o noivo irá fugir com uma das garotas da festa.

— Ele não se atreveria. – garantiu a jovem, olhando de soslaio para a mãe.

~

Levi observava o nervosismo de Erwin, que mais parecia um adolescente, esperando para que a noiva adentrasse a capela na muralha Shina.

— Por favor, fará um buraco no chão se continuar andando de um lado para o outro feito uma barata tonta!- bradou Hange, atipicamente trajada em seu melhor vestido de festa. – Está me dando dor de cabeça!

— Como posso me acalmar se eu sei que aquelas... – o loiro interrompeu a frase, parando de andar no mesmo momento, encarando os convidados, escassos, sentados nos bancos de mogno polido. – Minha sogra e cunhadas me odeiam, devem estar envenenando a mente de minha Leila.

— Conhecendo aquela peste – Levi tomou a palavra, com seus olhos impassíveis voltados em direção ao loiro. – é provável que tenha colocado todas para fora do quarto.

— Por favor, Levi. – repreendeu o loiro. – Não fale assim dela.

— Humpf. – deu de ombros o moreno.

Foi quando as portas se abriram, a música começou a tocar, e a imagem de uma garota ruiva, bem trajada em seu vestido de noiva, de braços dados com seu pai, apareceu por entre as portas, esbanjado um sorriso adoravelmente sincero.

Leila estava linda, resplandecente, mal reparando nos presentes, mas sim na figura imponente de seu adorado Erwin, parado no altar, esperando-a com olhos encantados. A jovem mal percebeu sua caminhada até ele, logo sentindo sua mão direita ser entregue ao Capitão, as peles separadas pelas luvas; a luva do uniforme cerimonial de Erwin, e a graciosa cobertura de renda ajustadas as mãos de Leila.

Erwin mal podia conter seu sorriso, mesmo quando o Sacerdote iniciou a cerimônia ele lançava olhares à noiva, que o correspondia, sempre sorrindo docemente.

— Que a Graça de Deus recaía sobre os dois, e abençoe esta união agora, e para sempre. Amém. – e um amém coletivo foi proferido. – Vão e prosperem como marido e mulher. – finalizou a cerimônia de casamento com o aceno para que Erwin beijasse a noiva, e assim o loiro fez.

Virou-se de frente para Leila, enquanto ela o imitava, logo enlaçando-a pela cintura, e beijando os lábios macios com ardor, o mesmo de sempre. O eco das palmas não foi nada em seus ouvidos, pois ele agora estava com a mulher que amava.

~

— Diz “Tchau” para o papai, filho! – pedia Erwin, brincando com o pequeno Jamie, deitado nos braços de Leila. O recém-nascido era forte, tranquilo, e muito doce. – Olhe, — pediu à esposa, ao ter seu dedo indicador agarrado pelo menino. – não quer me deixar ir.

— Isso mesmo, Jamie. – a ruiva passou a mão, levemente, pela cabeça do bebê, sorrindo. – Ele não quer ir também. – comentou a mulher, parada ao lado da carruagem que levaria ela e o pequeno diretamente para a Muralha Maria, para ficarem em uma casa de campo bem protegida. O médico dissera que aquilo era indispensável para a saúde de Leila, um pouco frágil por conta da gravidez.

— Serão só alguns meses. – tentou amenizar a situação. – E eu irei vê-los sempre! – o loiro acariciou a cabeça do filho, com gentileza. – Vocês são o que mais me importa, Leila. Por favor, isso é para o sue bem.

— Ficar perto de você é o nosso bem! – disse ela, a contragosto.

— Por favor, querida...

— Hum... – suspirou a jovem. – Certo. Porém, eu quero lhe ver todos os fins de semana.

— Farei o possível.

— E o impossível.

— Sim. – riu levemente.

Erwin ajudou a esposa a subir na carruagem, tomando cuidado com Jamie nos braços da mesma. Bateu a porta do transporte, e aproximou o rosto da janela aberta, enquanto Leila fazia o mesmo.

— Tome cuidado. – pediu a ruiva. – Não deixe de comer, ou dormir!

— E você trate de não se preocupar! Tente ficar calma, se não o prejudicado será nosso filho. – aconselhou o Capitão.

— Vou tentar. – e beijaram-se brevemente, antes da carruagem partir, levanto as maiores alegrais de Erwin para uma casa no meio de uma Muralha que julgavam ser impenetrável.

~

Jaime tentava agarrar o mobile flutuante sobre seu berço, enquanto a mãe lia um livro qualquer na cadeira de balanço ao lado do móvel. Estava tão distraída com seus pensamentos, que nem mesmo percebeu o esforço impensado do pequeno bebê para alcançar o objeto colorido.

Havia seis meses da partida da Sra. Smith e seu filho da muralha Shina, e nada no mundo seria piro do que estar longe de seu marido e família. Se bem que sua mãe não havia sequer lhe mandado uma carta para saber como estava, ou perguntando se Jaime estaria bem.

Fechou o livro, perdendo totalmente a vontade de ler.

Sorriu ao ver o pequeno esticando-se todo dentro de seu bercinho, querendo alcançar a girafa do mobile. Riu suavemente, chamando a atenção do filho, que virou seus enormes olhos azuis na direção da progenitora.

— Vocês quer o brinquedo, meu amor? – perguntou ela, com carinho indescritível. – Quer? – e o bebê riu. – Ah, é claro que você quer. – levantou-se, para poder pegá-lo em seus braços. – O que é que eu não faço para ver essas safiras brilhantes sorrindo para mim? – e colocou-o apoiado na cintura, mantendo-o erguido, para aproximá-lo do mobile, e ver aquelas mãozinhas curiosas agarrarem, com toda a força de seus punhos pequeninos a girafa do presente provindo do pai.

Sorriu, pesando as semelhanças e diferenças entre seu pequeno filho e de seu eterno amor. As características físicas eram marcantes como aqueles olhos azuis, e o cabelinho loiro, porém, ela não esperava que ele tivesse toda aquela determinação herdada do pai.

E, por um momento, esqueceu-se da época em que vivia, e de todos os problemas de sua vida.

Foi tudo muito rápido. O teto afundou sobre suas cabeças, quase dando chance à Leila para desviar da enorme viga de madeira que cortou o cômodo e caiu por fim em uma das paredes, derrubando-a no processo.

O pó e a confusão se misturavam ao choro de dor de Jaime, pressionado contra o chão pelo corpo, agora inerte, da mãe.

Leila fora atingira na bacia, presa pelos restos da parede da casa, e pela viga de madeira. Com o bebê entre seus braços, ela jazia desacordada, não tendo tempo de ver o pé colossal erguer-se, causando mais destruição na casa habitada pela Sra. Smith.

Não demorou muito para que a ruiva acordasse, talvez pelo instinto materno, e percebe-se estar aterrada sob escombros grotescos, enquanto seu filho gritava de desespero abaixo de si. Desesperou-se, tentando aliviar o peso sobre Jaime, puxando-o para deitá-lo a seu lado, passando o braço esquerdo sobre o pequeno corpo.

Sentiu a parte inferior de seu corpo latejar, até que finalmente deixou de sentir todo e qualquer músculo de suas pernas. Começou a chorar, silenciosamente, tendo como único pensamento o bebê a seu lado, que esgoelava, de forma a implorar para que a mãe findasse aquela situação estressante.

Todavia Leila não poderia atender ao desejo de seu bebê, pois nem mesmo ela sabia como sair daquela situação. A mulher virou seu rosto em direção a parede caída, vendo, com certa dificuldade, o horizonte, e de lá vinham hordas daqueles monstros infernais. Seres que ela julgava estarem isolados para fora da muralha, bem longe de si e de seu filho.

Sentiu um fisgar em seu peito, quando toda aquela poeira terminou de lhe intoxicar, e todo o sangue que perdera ao ter parte de seu corpo decepado faltou-lhe na oxigenação do cérebro e órgãos vitais.

Deitou-se sobre os escombros de sua casa, virando o rosto em direção a Jaime, apertando, como sua última ação, o corpinho delicado do filho contra si, na desesperada atitude de protege-lo.

Leila não sabia, nem nunca iria saber, que os Titãs haviam chegado, por conta daquele Titã Colossal. Leila nunca ia saber de todas as coisas que aconteceriam na vida de seu esposo. Assim como Jaime jamais saberia como eram os sorrisos animados de seu pai, e o brilho de desejo sempre que via a mãe. E, por todos os deuses, eles não teriam de conviver com o olhar cheio de remorso e dor de Erwin, arrependendo-se, sempre, de ter enviado seus bens mais preciosos diretamente para a morte...

Notas finais
Eu seria imensamente grata se deixassem seus comentários!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!