Lírios

7 Capítulo 7


Não consegui relaxar até que meu faro a achou, longe da vila, com o monge. Quando cheguei na clareira onde estavam, Miroku estava com a marca da mão da Rin estampada no rosto e minha jovem dama estava muito corada. Pensei muito antes de matar o monge, ele deveria ter feito algo errado, mas Rin iria me ver, o que estragaria tudo.

Rin se levantou e, assim como Miroku, abriu os braços para sentir a deliciosa brisa que passava. O monge disse que estava ficando tarde, então, depois de recolher a toalha que estavam sentados, voltaram à vila.

Anoiteceu rapidamente — ou eu que estava concentrado demais nos dois — que sequer vi os tons escuros se misturarem no céu. Rin emudeceu assim que pisou na vila, jantou carne de veado e foi dormir. Passei mais uma noite em claro, observando minha querida Rin. O dia seguinte começou igual ao outro, talvez aquilo fosse rotina. Era o último dia que eu ia observar Rin, a última chance de eu mudar de idéia.

— Bom dia, Yuri — Youta a cumprimentou com intimidade, algo que eu odiei.

Para minha felicidade, Rin apenas sorriu. O garoto a convidou para colher frutas perto da lápide de Jaken e ela apenas concordou com a cabeça. Os dois sairam, sozinhos, com uma cesta de palha na mão, colhendo os mais variados frutos e flores que encontravam no caminho e, para minha raiva e alivio, Rin parecia estar se divertindo.

Desisti, não tinha mais motivos para eu observa-la. Ela estava bem, segura e fazendo amizades — talvez até roubando corações — coisas normais para humanos na idade dela.

Engoli meu orgulho e, sentindo algo molhar meu rosto — lágrimas? — me despedi, com todo amor e carinho que eu tinha por aquela jovem, minha querida e doce Rin.

Adeus, Rin. Vou sentir falta do seu sorriso. Seja feliz.

Notas finais
O capitulo da Rin será bem mais comprido x.x/