L'âge du fer

1 Capítulo 01: Romance Dawn


Notas iniciais
Para saber mais sobre os personagens e seus respectivos pokemon, é só entrar no guia abaixo. https://docs.google.com/document/d/1EF7YVECAcom2JuTiFWN9QtSMm-G1eadurWYhoE_e1Ok/edit?usp=sharing Minha primeira fanfic, caso encontre algum erro de ortografia ou concordância, me avise. Espero que gostem.

Era uma manhã de segunda, o céu estava vestido por amplas nuvens negras e densas, chuviscava um pouco, mas nada que atrapalhasse o voo do dirigível. O dirigível se movia em direção à pacata cidade de Pallet. Estava sendo uma viagem tranquila até então, até que uma corrente de ar atinge a condução e a mesmo oscila um pouco, fazendo com que a mais velha acorde de seu sono profundo.

— Chegamos? — Pergunta à mais nova.

— Estamos quase, acabamos de sobrevoar a cidade de Viridian. — Responde Trinity.

Tempest se aproxima da janela circundada de bronze e observa logo abaixo. Ela só conseguia enxergar árvores e mais árvores, provavelmente já estavam sobrevoando a rota 1. Junto a floresta, ela também conseguia enxergar um bando de pidgeys que sobrevoavam próximos às árvores, provavelmente procuravam alimentos.

— Eu te falei para virmos de trem, já estamos à 2 horas nesse vôo e até agora nem sinal de Pallet. — Diz Tempest um pouco irritada.

— Pare de resmungar, se viéssemos de trem, nunca que teríamos a oportunidade de admirar esta linda paisagem. — Argumenta Trinity.

— Que paisagem? O tempo está horrível lá fora. — Contra-argumenta Tempest, fazendo com que a mais nova ficasse calada.

Minutos se passam até que o piloto anuncia o tão aguardado pouso. Já com o dirigível na estação, lentamente os passageiros foram se locomovendo até a saída da embarcação. Ainda chuviscava um pouco, precavida, Tempest abre seu guarda-chuva e, junto à Trinity, caminham em direção ao famigerado laboratório do professor Klaus. Nunca imaginara que um dia começaria uma jornada, já que isso nunca havia passado por sua cabeça, já tinha aceitado que passaria o resto de sua vida quebrando pedras. O fatídico dia chegou, seu coração estava quase explodindo de tanta excitação, apesar de não transparecer.

A cidade de Pallet estava totalmente diferente desde a última vez que Tempest visitara, havia chaminés, pequenos robôs, dirigíveis e fumaça por todos os lados. Pallet crescera bastante, passou de uma simples cidadezinha do interior para um grande centro comercial.

— Que cara é essa, Tempest? Se perdeu? — Questionou Trinity já um pouco impaciente.

—N… Não, só estava pensando. Venha, me acompanhe. — Respondeu meio sem jeito.

Realmente, Pallet estava enorme, parecia que elas nunca chegariam no local desejado. Trinity já perdera as contas de quantas ruelas elas tiveram que passar.

— Meus pés já estão ensopados, não acha melhor esperarmos a chuva parar um pouco? — Propõe Trinity, porém é ignorada.

Como já era de se esperar, o laboratório era enorme, um pouco afastado das demais construções, tinha um tom avermelhado, havia chaminés por todos os lados, uma enorme porta de madeira no centro e tantas janelas que era incapaz de contar. Tempest estava encantada com a arquitetura daquele edifício, por pouco não viu um homem, sendo seguido por um pequeno Charmander, sair pela porta principal do laboratório. Ele aparentava ter uns 25 anos, possuía belos cabelos loiros encaracolados e um sorriso bem ingênuo. Tempest mal prestou atenção no jovem, passou por ele e adentrou a construção com Trinity logo atrás.

Se Tempest já ficara encantada apenas com a fachada do laboratório, por dentro ele era ainda mais encantador. Haviam quadros espalhados por todo salão principal, paisagens, pokemon e até mesmo de homens com idade mais avançadas. Possuía um papel de parede com listras com vários tons de vermelho, que deixava o cômodo com um ar mais refinado. No centro do salão contia uma bela escadaria que subia até os andares superiores. “Estou no lugar certo? Isso não me parece um laboratório.”, Tempest se questionava.

—Olá, perdida? — Diz um senhor enquanto se aproximava.

— É… eu… eu… — Tempest gaguejava.

— Estamos procurando o professor Klaus. — Trinity se intromete.

O senhor aparentava ter mais de 60 anos. Possuía os cabelos todos acinzentados e um sorriso bastante sereno. Era mais alto que serena imaginara, deveria medir uns 1,95 metros. Vestia um belo sobretudo verde com detalhes dourados nas mangas. Segurava um livro que Tempest não conseguiu identificar qual era.

— Prazer, sou o professor Klaus. Vieram pegar os pokemon de vocês? — Pergunta o velho.

— Na verdade só eu vim pegar o inicial. — Tempest finalmente fala algo.

— Entendi, me sigam. — Ordena professor Klaus.

O lance de degraus parecia interminável, mas o professor não parava de subir, até chegar em um corretor. O corredor possuía um papel de parede bem parecido com o do salão principal, além das dezenas de quadros de diversos tipos de tamanho. O professor continuava a caminhar pelo corredor com as jovens logo atrás, exaustas. Todos param em frente a uma porta, aparentemente normal, de madeira e a fechadura num dourado meio sujo, como todas as outras portas do laboratório. Klaus enfia a mão direita no bolso de seu sobretudo e retira uma chave, colocando-a na fechadura logo em seguida, abrindo-a.

Diferente do restante do salão principal, o laboratório era bem simples. Haviam máquinas que Trinity não conhecia por todos os cantos do cômodo, papeladas espalhadas em cima de uma mesa próximo ali, centenas de livros em uma estante no canto esquerdo e uma máquina bem no centro da sala. Professor caminha até a misteriosa máquina, apanha algo dentro e retorna até às treinadoras.

— Aqui é diferente do restante da casa, não é? Infelizmente professores não ganham tanto assim quanto pensam. — Klaus um sorriso amarelo.

— Bom, Tempest, não é? Enfim, só sobrou este pokemon para você. — Ao terminar de falar, libera o monstrinho.

Um pokemon verde sai da pokebola, há alguma coisa parecida com um bumbo nas costas dele. Anfíbio? Pode ser. Tempest não conhecia muito sobre o mundo pokemon, já que a maior parte dos pokemon que havia nas minas eram do tipo pedra e metálico. A primeira reação da jovem foi nojo, já que o monstrinho tinha uma pele aparentemente gosmenta. O anfíbio aos poucos foi se aproximando de sua nova treinadora, curioso. A primeira reação de Tempest foi se afastar um pouco, com nojo, mas rapidamente reparou o quão antipática estava sendo e se aproximou do pequeno pokemon, levando sua mão até ele. Ele não era úmido do jeito que imaginara, pelo ao contrário, a pele era até sedosa. O pokemon sorriu, logo ela sorriu também.

— Olá, sou Tempest. — Diz enquanto esboça um sorriso.

— Este é o Bulbasaur, o inicial do tipo planta da região de Kanto. Parece que ele gostou de você. — Diz professor Klaus enquanto entrega a pokebola à Tempest.

— Ele é lindo, tenho certeza que vocês se darão muito bem. — Diz trinity animada.

—Aqui está sua pokedex, aqui você encontra informações sobre todos os pokemon encontrados até então, também encontrará informações sobre os pokemon que você possuir. — Diz enquanto entrega a pokedex para Tempest — Também te entregarei 5 pokebolas para te ajudar em sua jornada. Lembrando, você só pode possuir 6 pokemon por vez, caso capture algum que ultrapasse esse limite, ele instantaneamente se teletransportará para o laboratório. Caso você queira o pokemon capturado em seu time, você terá que trocá-lo por algum pokemon do seu time atual. Alguma dúvida? Creio que falei tudo. — Finalizou enquanto entragava as pokebolas para Tempest.

Na verdade, Tempest ainda estava cheia de dúvidas, mas preferiu ficar quieta, para não incomodar o professor. Colocou todos os itens em sua bolsa de viagem e foi caminhando, junto a Trinity, até a porta do laboratório.

— Que cara é essa? — Pergunta Trinity enquanto segurava o riso.

— Uma mistura de sentimentos, depois de anos sinto que a oportunidade que tanto esperei finalmente está acontecendo. O poder para mudar a realidade da minha família está em minhas mãos, só me resta saber como usar. — Comenta enquanto saía do laboratório.

Enquanto terminava de desabafar, Tempest é surpreendida por Trinity correndo até o gramado que ficava em frente ao laboratório.

— Então me mostre esse poder, vamos a sua primeira batalha. — Diz Trinity determinada.

Trinity pega uma pokebola de sua bolsa.



Notas finais
É isto. Esse capítulo foi mais introdutório, por isso não teve muita ação. Mas prometo que a história ficará bem mais sombria, dinâmica e com alguns plot twists (será?). Mudei algumas coisas a respeito do mundo pokemon que todos conhecemos, mas conforme os capítulos forem saindo, explicarei aos poucos. Espero que gostem e não desistam de mim. Bjs de luz