Lápis e Pincéis
9 8 - Prioridades e atitudes
Notas iniciais
Kuroi-san, obrigada por explicar o que é Etto *-* Eu vivia usando e nem sabia o que era ja pensou se fosse um palavrão? UAUHAUHAUHAUUAUHA :x
Bem, gente, pelo que eu to sabendo, tem um pessoal aqui que ta lendo a minha Liebe Die Musik 2 que é aquela MiyavixKai. Só queria avisar que eu já postei o cap 2 caso ninguem tenha visto 83
Boa leitura.
Digo adeus à escuridão da noite, eu vejo o raiar do sol
Sinto-me como uma criança cuja vida está começando
Você chegou e trouxe uma vida nova
Para este coração solitário
Você me salvou bem na hora exata
xXx
Um — você é como um sonho verdadeiro
Dois — só quero estar com você
Três — pois é evidente que você é o único para mim
Quatro — repita os passos de um a três
Cinco — e você se apaixonará por mim
Se eu achar que meu trabalho acabou, voltarei para o primeiro passo
Brian Mcknight – Back At One
Kouyou acordou ainda aninhado nos braços de Yuu. Tratou de não se mexer muito, pois, o cheiro do pintor adentrava suas narinas, acalmando-o e o fazendo lembrar da noite anterior.
E ele sorriu ao lembrar. O toque, os afagos e carinhos, o cheiro, as respirações misturadas, o prazer, os beijos e mordidas, tudo, tudo havia sido perfeito e eles dormiram abraçados a noite inteira, Kouyou aninhado nos braços do amado enquanto seu quadro secava no andar de baixo.
E Kouyou continuou com aqueles devaneios durante quase dez minutos quando sentiu uma das mãos de Yuu acariciando suas costas.
Aos poucos o arquiteto foi erguendo os olhos até encontrar os do pintor. Os dois então sorriram e deram um rápido beijo antes de mencionarem sentar na cama.
- Eu machuquei muito você? – Yuu levou uma das mãos ao rosto de Kouyou, acarinhando.
- Não, imagine. A dor que eu senti foi apenas normal.
Kouyou sorriu e permaneceu conversando um pouco mais com Yuu antes dos dois mencionarem tomar banho. O arquiteto não entendeu porque o pintor quis ir antes, mas, não contestou. Separou algumas peças de roupa para se trocar e quando Yuu saiu do banho, foi rapidamente para a cozinha.
Aquilo deixou Kouyou mais confuso, mas ele apenas foi tomar banho. Seu corpo ardia um pouco, mas ele não ligava tanto, apenas se lavava devagar. Não demorou muito e saiu revigorado do banho. Vestiu uma calça jeans preta, um coturno da mesma cor com os cadarços levemente soltos, uma camiseta branca e uma espécie de colete azul marinho por cima, sem mangas.
Penteou-se e fez menção de descer, entendo agora o motivo pelo qual Yuu quis tomar banho primeiro.
- Mais um pouquinho e eu terminava o café.
- Ah Yuu, não precisava fazer tudo sozinho.
Kouyou foi até Yuu abraçando-o pelo meio das costas e sendo abraçado pela cintura. Os dois se beijaram novamente e terminaram de preparar o café. Arrumaram a mesa e sentaram-se, ainda embargados pela noite anterior.
- O quadro secou? – Kouyou levou um pouco de chá aos lábios.
- Não totalmente, alguns detalhes que eu precisei usar mais tinta ainda estão meio molhados, mas mais algumas horas e tudo vai estar pronto.
Kouyou assentiu e os dois continuaram tomando café. O arquiteto, no entanto, sentia que precisava fazer certas perguntas a Yuu.
- Yuu, ali onde você mora, tem alguma casa para alugar ou vender?
- Tem, tem sim. Umas bem bacanas por sinal.
- E você por acaso sabe mais ou menos o preço?
- Depende muito, uma do tamanho da minha com dois quartos e aquela garagem não está muito cara não. Por quê? – O pintor sentiu o coração disparar.
- Essa cidade aqui é tão bonita, tão perfeita. Eu queria um lugar aqui pára passar férias e outras datas comemorativas. Seria perfeito.
- Não mais do que te ter aqui comigo para sempre em?
- Aguarde meu caro. Apenas aguarde. – O arquiteto deu um sorriso fechado.
xXx
A terceira semana havia ido embora. Kouyou e Yuu viram-se mais vezes, e por sorte o chefe do arquiteto não ligava mais, mas o pintor também sabia que tinha prazos para cumprir e já estava finalizando praticamente tudo.
Só que o sentimento de despedida começava a tomar conta do coração do moreno e ele sentia tudo apertar por dentro. Não queria ficar longe de Kouyou, mesmo que ele fosse comprar uma casa para passar em certos momentos. Yuu sabia que era pouco e desejava do fundo da alma que seu amado arquiteto ficasse na cidade com ele.
...
- Muito bem, muito bem, emprego arrumado, começo daqui a duas semanas, exatamente quando terminariam as férias. Então a primeira coisa que preciso fazer é falar com o Yuu, mas, por Deus eu queria fazer uma surpresa. – O arquiteto choramingava sem conseguir entrar em acordo consigo mesmo.
Mas, enquanto caminhava pela cabana uma idéia surgiu em sua mente. E pela primeira vez na vida desejou que seu chefe ligasse para importunar.
Só que os céus pareceram ter atendido rápido demais seu pedido. Kouyou ainda divagava quando ouviu uma batida na porta da cabana.
Achou estranhou, pois, Yuu não batia mais, e bem, não parecia ser ele. Então o arquiteto não pestanejou muito e abriu a porta.
- Mas, o que?
- Olá, Kouyou.
- Que interessante. – Ironizou o arquiteto – Meu chefe aqui me importunando nas minhas férias. Não tem mais nada para fazer da vida não?
- Como é que é?
- É isso aí seu maldito eu estou cansado de você e das suas manias de querer humilhar os outros. E só para a sua informação o seu quadro nem está pronto ainda, então que diabos veio fazer aqui?!
- Eu vim esperar. – O homem de fala ríspida ergueu o nariz tentando mostrar superioridade – Vim esperar na sua cabana o meu quadro ficar pronto e te levar para Tóquio.
Apesar daquilo, Kouyou sorriu.
E virou-se de costas, dando alguns passos para dentro da cabana.
- Sabe querido chefe, – Ele ainda estava de costas – essa sua coisa de mandar deu nos meus nervos já. Só para a sua informação eu não vou voltar. Eu arrumei motivos para ficar nessa cidade e espero de coração que seu quadro se parta quando for enviado para você.
- Como é que é Kouyou?!
- É isso aí! – Ele se virou – Eu arrumei um novo emprego, uma nova casa e vou ficar aqui pelo resto da vida! Aliás, querido chefe, estou pedindo demissão.
Quando Kouyou terminou de dizer aquilo Yuu apareceu na entrada da cabana.
Perfeito.
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