Entre os vívidos campos da verania
e as ávidas colinas da invernia.
Entre o fúnebre apito do vento
e onde o sentimento é alimento.

Contemplei em seu trono
cuja outrora na alegria deleitava o sono
onde agora tem na solidão o seu patrono.
A tão bela princesa do outono.

Condenada a viver eternamente
na terra onde pra sempre
morre o céu ardente
e surge o frio em seu ventre.

Digo-lhe, pois
que em um dia ou dois
para reverter a sina em seu prol
visitar-te-á o cavaleiro do tempo
quem lhe trará de volta o passatempo
de ver da terra florescer
um tão belo girassol.

Quando da aurora renascer
o esquecido amor de um sol.