Lápide [Poemas]

13 Coturno enlameado


Notas iniciais
Um simples sentimento sobre a atual guerra política dos despolitizados.

Tão pouco me brilha os olhos,
tão menos me centelha o corpo

Mas tenho sentido o cheiro da chuva,
a premissa de tempestade.
E ela me borbulha o sangue ressequido.
Premissa de batalha.
Um propósito ao corpo que dorme.

Ódio, intolerância, preconceito...
Filhos das gerações que me anteviram,
tornam-se em soldados sanguinolentos,
parafusados e enfileirados.
Pois que seja então a minha geração
os revoltosos a corrigir os erros de outrora,
a sustar a marcha que serve ao passado

E se sangue for derramado
Que ele pinte nossos nomes

Quero eternizar em tinta negra,
em melodias cantadas,
protagonizar histórias que contarei aos meus progênitos.
Quero sentar-me à esquerda do trono do rei

Se a premissa for de chuva, a poetizarei da janela.
Mas se se houver tempestade, me sujarei de lama.

Enquanto isso... infortúnioso aniversário para mim.