Lágrimas de Sofia (Filme For Lovers Only)
1 Capítulo 1
Notas iniciais
For Lovers Only – Yves & Sofia - Sofia's POV - Alternative Scenes
“Eu te amo...”Aquele sussurrar ainda ecoa na minha mente, como um mantra que me persegue implacável me levando à loucura. Talvez eu já esteja louca, pois só um ser louco sente coisas que não existem e sonha acordado à espera de algo que não vai acontecer. Nunca mais. Este é o preço de termos esperado tanto.
Por isso eu não queria voltar à Paris. Cada vez que citam este lugar, automaticamente ecoa em minha mente “Yves”, nome que ainda me fascina. Seu nome é doce, porém amargo, quente e, entretanto, frio, picante, mas intensamente suave. Inebriante e, da mesma maneira, doloroso o suficiente para me deixar sóbria de minha realidade. Yves. Aquele que me domina, enlouquece, cujo simples olhar enxerga minha alma. Ainda sinto o toque, o gosto, o calor, a fúria, o prazer. Tão imenso prazer. Os momentos passados, os relembrados, os revividos e os tão sonhados que nunca haverão de chegar à completa realização.Ironicamente eu me sentia assim em seus braços: completa e realizada. O tempo não apagou as lembranças, ao contrário, tornou-as mais vivas, fortes, enraizadas, como as tatuagens em nossos corpos, que mesmo tendo agora formas e nomes diferentes, ainda representam a parte mais importante de nossas vidas. Nós.Relembro daquela cabana, que nos abrigou da súbita tempestade que se abateu sobre nós enquanto andávamos felizes pela areia da praia, onde fizemos amor e ainda sinto o calor de suas palavras passeando sobre a pele do meu ventre. Tentei esquecê-lo. Novos relacionamentos, um casamento, uma família... Um engano. Ah, meu doce Yves. Como ter filhos se não forem seus? “Não chore...”Ali, você ainda estava ao meu lado, se despedindo, mas com um discurso cheio de esperanças e repleto do que eu acreditava serem promessas. Agora estou aqui sozinha, nessa cama fria e vazia, relendo esse papel em minhas mãos cheio de palavras confusas que me pedem para olhar as estrelas, olhar para o horizonte, como se cada linha me preparasse para o fim trágico desse bilhete encerrado nessas quatro violentas palavras. “Não olhe para trás...”Ah, meu doce e eterno Yves... Quanta diferença daquela última vez para esta. Você não mudou sua forma de dizer adeus. Apenas dessa vez você esqueceu de me pedir para não chorar.
Notas finais
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