Como expressar o que se sente?

Se cada palavra proferida corta,

E a dor se faz presente?!

Como colocar toda a angústia para fora?

Se quando choro,

Tu distante e frio ignora?!

Quando saber o momento certo para o desabafo?

Quando te olho, te quero.

Quando ouso tentar, o verbo predominante é safo?!

Como resistir a você?!

Diz com firmeza.

Pois no amor que em mim habita,

Não há espaço para fraqueza.

Te quero tanto,

Que louca me tornei.

Sorrio comigo mesma,

Olha só ao que me subordinei?!

Lembro-me das juras de amor,

Que em dias frios me falou.

Eu, cega que sou,

Não pude dizer:

Contigo estou.

E então seria obra do destino,

Se por um fino tino

Revidasse tal sentimento

Como algo repentino?

Oh vida cruel,

Nem ao menos me deixou aproveitar o mel,

De um amor correspondido.

Como em sonho me disse

Venha, serei o seu abrigo

Conformar-me-ei então,

Se em vida tanto te amei,

Lágrimas de sangue derramarei,

Sobre meu próprio caixão.

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