Notas iniciais
O prólogo mostrara apenas um trecho de algo que está por vim, os capítulos serão maiores e mostraram como Ji Hoo chegou até este momento.

Um dos maiores desafios enfrentado pelas pessoas todos os dias é a confiança, as pessoas por natureza tem medo de confiar em alguém, é necessário tempo e provas para que possamos nos jogar de olhos fechados no mundo e acreditar que alguém estará ao seu lado para lhe segura caso tropece, pelo menos é isso que eu vejo.

Não acredito na confiança que vem com perguntas, duvidas e inseguranças, são sentimentos completamente antônimos que desgastam um possível laço criado. Claro que essas questões podem surgi caso a confiança seja quebrada, entretanto não devem ser eternos, pois junto a essa confiança vem o perdão, a lealdade e a amizade. Esses são difíceis de serem adquiridos, por isso quando conquistados devem ser fortemente preservados.

Deve ser por isso que o vento frio do inverno me castiga enquanto espero o tempo de mais uma decisão a ser tomada acaba, deixei de preserva a única coisa que tinha para me manter de pé: Minha família.

-Está pensando neles, não é? –Uma voz que ando ouvindo com muita frequência ultimamente me disse como se lesse meus pensamentos. Dessa vez não me assustei, de certa forma estou me acostumando a parecer um livro aberto para quem me ousa ler.

-Quando não estou? –Respondi calmamente com outra pergunta, fazendo a dona da voz que perturba minha mente ri. –O que é?

-Nada. –Disse simplesmente segurando seu riso, não me contive e sorri com a cena.

-Mentirosa. –Devolvi voltando meu olhar para a rua movimentada enquanto percebia que os primeiros flocos de neve caiam sobre o chão.

-Eu sei que você está curioso. –Ela disse me provocando, como sempre. –É só pedir que eu digo.

-Não vou pedir de novo.

-Acabou de admitir que está curioso, vamos não é tão difícil assim. –Segurei minha vontade de fazer o que me foi dito, mantive minha expressão de antes ela chegar e ignorei suas palavras, já sabendo e esperando sua reação que quebraria de vez com minha seriedade. –Teimoso, o que custa ser educado e me pedir com muito carinho que eu compartilhe meus pensamentos com você?

-Porque tenho que pedi? Se eu fizesse isso cada vez que pensa algo sobre mim passaria dias te ouvindo. –Disse como se estivesse com raiva e impaciente.

-Grosso. –Ela respondeu ameaçando se levantar, não a impedir, irritada ela respirou forte para demostrar sua reação com minhas palavras e cruzou os braços como uma criança fazendo birra por não consegui o que deseja, não me contive e sorri com isso. –Do que está rindo?

-De você. –Falei sem rodeios. –Sempre de você Oh Ha Ni.

-Você nunca me chamou desse jeito.

-Como assim? –Perguntei confuso.

-Você sempre grita meu nome, ou o fala com raiva, mas nunca desse jeito.

-Que jeito?

-Normal. –Percebi sua voz vacila ao me responder e sua cabeça abaixa, sempre fazia isso quando tinha medo de minha reação, mas não demostrei nenhuma.

Apesar do pouco tempo que a conheço Oh Ha Ni é fácil de entender, foi apenas necessários dias até que eu me visse lendo suas ações e compreendendo cada movimento seu. Já aceitei que ela me desperta certo interesse, talvez por ser a única pessoa em minha nova realidade que respeita quem sou, a única além deles que me aceita.

Talvez seja por esse fato que sem palavras concordamos com nossa situação, não somos amigos, não somos amantes e nem colegas, somos apenas suportáveis um para o outro, sem perguntas ou explicações, apenas um conforto que não achamos em casa.

-Está tudo bem? –Ela me perguntou ainda esperando por uma reação minha.

-Sim, está tarde você deveria ir pra casa.

-Porque sempre quando eu chego perto do verdadeiro Ji Hoo ele me expulsa?

-Porque o Ji Hoo não gosta da irritante Oh Ha Ni. –Falei sem pensar e sem uma resposta ela começou a se levantar e dessa vez não era birra. –Espere.

-Por quê? –Percebi uma verdadeira raiva em sua voz e me arrependi de minhas palavras, porém não consegui responder, já era de meu costume a trata assim. –Não espere sempre que as pessoas vão volta Ji Hoo, elas se cansam.

-Acha que eu não sei disso?

-Acho.

Sem fala mais nada ela saiu da mesma forma que chegou: Em silêncio. Mas diferente de antes não foi meus devaneios que me fizeram esquecer do presente e sim suas palavras que invadiram minha mente e perfuraram meu coração.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.