Kylan

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Tava a fim de escrever e postei um capítulo hoje mesmo. haha
Não se preocupem, domingo tem mais.
Dedicado aos meus primeiros fãs, a Gabi e o Scotti. c: e aos outros também. s2
Deem reviews, favoritem e essas coisas todas.

Ao sair do hospital, senti o vapor quente do ar, abri novamente o bilhete que já havia checado duas vezes, mas agora eu sabia o que fazer. Em primeiro lugar, iria descobrir quem era Amanteu, iria para Skandory, falar com alguns amigos.

A viagem havia sido longa, mas o puro ar de minha cidade natal me fez recuperar a força de vontade. Estava na entrada da cidade, fiquei pensando como minha vida havia mudado nos últimos meses, de uma forma estranha, havia perdido muitos amigos, mesmo não tendo mudado nada. Olhei pra baixo, estava do mesmo jeito de sempre, meu visual Indie que tanto gostava, meu tênis preferido, um nike xadrez e também uma camiseta que já estava até gasta pelo grande uso, com o logo da minha banda preferida, O teatro mágico. Hoje era 17 de novembro do ano de 2033, 1 mês depois do meu aniversário de 17 anos. Olhei para a cidade, clara com a luz da lua e brilhante com a própria luz. Skandory é uma cidade linda, foi o que sempre achei.

Atravessei o portão da cidade e vi uma mão erguida, que acenava diretamente pra mim, apertei os olhos e vi Lubs, seu nome era Lubmoon, que era algo relacionado à lua, mas eu não o chamava pelo nome. Lubs era meu melhor amigo e era a pessoa perfeita pra me ajudar com essa maldita lista já que ele e Jully eram os únicos que sabiam que eu amava Taynan.

Lubs estava agora na minha frente, era um cara legal, o garoto era um lobisomem, foi mordido aos 9 anos, hoje tem 17, como eu. Lubs era um mundano normal quando foi mordido, mas como isso não faz muita parte da minha história vou deixar pra próxima.

— Cara, consegui falar com o deus, mas ele pediu umas coisas bem... Inusitadas. Quero que venha comigo. — eu disse. — Sabia que Lubs viria comigo, ele era apaixonado por aventura e sempre me ajudava, não importando o que seria, mas sim aceitando como um desafio.

— Não entendo a pergunta, é óbvio que eu vou mano. Aventura é comigo mesmo. — disse Lubs. — Te encontro amanhã, lá pras 9h, beleza?

Concordei com a cabeça, me despedi, coloquei meu fone de ouvido, que nesse momento tocava The Strokes e fui pra casa.

Agora que havia chegado à minha casa meu fone já estava tocando Arctic Monkeys, fiz a mesma coisa de sempre, fui direto à cozinha, peguei alguma coisa congelada, coloquei no microondas e subi pro meu quarto. Meu quarto estava do mesmo jeito de sempre, bagunçado, com pôsteres de bandas indie e folk pela parede toda, meu notebook jogado na cama, tudo com a minha cara, minha marca em todo canto.

Fiquei pensando em Taynan e resolvi ligar pra minha mãe, pra saber se ela estava bem, minha mãe era uma ótima pessoa, e a única que confiei cuidar de Taynan. Tirei meu notebook da cama e deitei nela até adormecer.

Tudo ficou momentaneamente escuro e aos poucos fui enxergando algumas árvores, e... Taynan. Ela era uma garota linda, seus olhos eram de um castanho claro brilhante, seu cabelo que tinha um tom de chocolate balançava com a leve brisa. Nesse momento Taynan usava um short jeans um pouco surrado e uma camiseta branca escrita “Pearl Jam”, eu sempre adorei seu visual grunge.

Em algum momento que eu a admirava, ela me viu, seu olhar era desesperador.

— Kylan — ela gritou. — Kylan, preciso de você, ou vou morrer. — Agora ela corria até mim, ela me sacudia enquanto dizia “acredito em você, acredito mesmo em você”. Eu estava olhando pra ela, ia perguntar porque me sacudia quando abri meu olhos e vi, com um susto, Lubs na minha frente.

— Cara, achei que você tinha morrido dormindo. — disse o garoto. — Te sacudi um bilhão de vezes e você ficava aí, com esse sorriso de retardado, na cara. Já são 9h30.
Me levantei e fui até a cozinha, com Lubs me seguindo, abri o microondas e comi o hambúrguer que havia colocado pra esquentar ontem à noite, ele já estava meio frio, mas comi mesmo assim, não estava nem ligando, só pensava em Taynan.

— Cara, eu trouxe algum dinheiro, acho que não vou necessitar mais do que isso. — disse o garoto ao meu lado. — Vai levar algo?

— Acho que só preciso do meu celular, meu fone, que talvez eu nem vá usar e algumas armas já que não tenho garras como as suas, mas tudo isso tem nessa mochila aí. — eu falei, apontando pra mochila na cadeira à minha frente, peguei a mochila cinza e subi.
Já era 10h30 quando acabei de fazer tudo que precisava tomar banho, escovar dentes e outras necessidades que todos têm enquanto Lubs jogava videogame na sala.

Já na rua de Skandory perguntei à alguns amigos se alguns deles conheciam o tal de Amanteu, juntando todos os fatos, descobri finalmente que ele morava na Índia, me deram até a localização exata. Fomos então, um caçador de sombras e um lobisomem, em busca de algo que nem sabíamos o que era.


Demos nosso jeito como sempre até chegarmos na Índia, a viagem foi um pouco longa, mas estávamos aqui. O local era uma pequena casa no interior de um pântano. Bati na porta e saiu de lá a coisa que eu menos esperava, um ogro, grande, verde e rabugento.

— Olá, você é Amanteu? Assim, vou ser direto, preciso de pérolas suas, tem como me arranjar algumas cara? Você parece ser bem legal, pois é. — disse Lubs. — Encarei o garoto, ele não estava achando que seria assim tão fácil, ou estaria?

— Ar grw or rgu fw? — disse o ogro. — Imaginei que ele estaria falando em ogrês, vi o ogro olhando curioso, já ia tentar falar algo quando ele se virou, entrou na casa e fechou a porta atrás de si. Dessa vez quem ficou curioso foi eu. Olhei para Lubs, que pelo jeito, estava do mesmo jeito que eu.

O que saiu da porta não foi um ogro, grande e verde, mas sim uma criatura bem diferente, pequeno e branco. Ficamos encarando aquela criatura minúscula na nossa frente, até que ele se manifestou, o que só piorou toda a situação.

Notas finais
Esperem o capítulo três, haha. Domingo, dia 17, ele sai.