Kuruma No Jiko 2 - Atarashi Koi

1 Capítulo Único - Kuruma no Jiko 2


Notas iniciais
U.U, essa é uma fic de parceria Forlan x Rdxsan e patrocínio das colinas do Agreste... OK OK (isso não teve sentido nenhum).
Esperemos que vocês gostem dessa fic :D

" A ruína dele que o levou para outro lugar.

A ruína dela que a levou para outro lugar.

Agora, ambos no palácio escuro de almas,

julgamento e avareza de sentimentos.

Quais serão os destinos dele e dela?

Após o estupro, acidente de carro, morte e suicídio...

Quais serão, quais serão?

Uma ruína do inferno ou o paraíso? "


Após algumas horas, o corpo de Kaito é encontrado na prisão. O pescoço com um corte profundo. Porcelana ensanguentada espalhada pelo chão da cela. A notícia percorreu a mídia. Mas para quê? Miku e Kaito agora estão em outro lugar.


" No purgatório. "


Kaito acorda no purgatório, num chão áspero que faz com que seu corpo, agora frágil, doa. Agora, recobrando sua memória, lembra-se do que fez em vida e de sua morte dolorosa e trágica. O que fizera com sua amada?! A culpa e a dor de não tê-la mais consigo o consumiu, fazendo-o causar a própria morte com a porcelana da pia. Por quê?! Ela havia avisado a ele para parar com a bebida mas de nada adiantou, ele bebeu mesmo assim e estuprou a sua amada. Ele fora um tolo e completou a desgraça naquela noite. Então, bêbado, pegou o carro e dirigiu ao som dos choros de sua amada, Miku. Após todos os fatos, bateu o carro. Teve a imagem que não queria. E perdeu a consciência. Suas próximas visões e escutas foram apenas o hospital e as notícias. Agora era uma infinita visão de um chão sujo e escuro. E um som vazio.


– Por que... eu... fiz aquilo...?! — Kaito, compulsivamente chora. O arrependimento ainda o persegue.


...


Em outro lugar do purgatório. Miku acorda.


– Está melhor...? — alguém pergunta. Miku ainda estava meio sonolenta, então estava com a visão embaçada. Porém quando recobra a visão, vê uma linda garota de cabelos brancos. Olhos vermelhos. — Finalmente... acordou... ainda bem... — a garota diz. — Quem é você?! — Miku pergunta. — Sou IA. Prazer. — IA diz. Miku não sabe o que falar. Ignora a mão posta a sua frente para um aperto de mão amigo. Se levanta e começa a andar. — Você não vai chegar a lugar nenhum andando assim. — IA diz. Miku se vira. Ela realmente não sabia para onde ir nem aonde estava. Então, Miku pergunta:


– Onde estou? — IA dá uma leve risada e balança os longos cabelos brancos. — Você está no purgatório. Miku a olha com uma cara de não estar entendendo. — Parece que você não é muito religiosa... bem... No purgatório é aonde as almas são julgadas e mandadas ao céu ou ao inferno. Entendeu? — IA diz. Miku agora olha para baixo, parece estar pensando. E realmente estava. Estava pensando no que fez em sua vida. Porém, uma aura confusa rodeava as duas. Especialmente IA. Ela olhava para Miku como se estivesse analisando-a. Era um sentimento bem simples, o qual nem robôs conseguiram decifrar.


"Era amor. E esse era o motivo por IA estar acompanhando-a."


– E então... IA. O que fazemos agora? — perguntou Miku olhando envolta pelo purgatório, onde se encontravam várias almas vagando ao longe. — Olha, até seu julgamento não deve tardar muito, então o que podemos fazer é esperar. — IA responde com um sorriso nos lábios. Miku semicerra os olhos e faz uma cara de dor, fazendo IA se preocupar. — O que está acontecendo? — IA pergunta colocando as mãos nos ombros de Miku, sustentando seu corpo — E-eu estou... M-me lembrando... — responde Miku. — De quê? — pergunta IA mais uma vez, olhando Miku com uma expressão confusa. — Do que ocorreu para eu parar aqui... — IA ficou curiosa. — E o que aconteceu? — IA pergunta. — Quer mesmo saber? — perguntou Miku e IA fez uma expressão de 'sim' com a cabeça. — Pois bem... talvez eu não tenha vindo para cá pela minha culpa, e sim pela culpa de outra pessoa... — Miku abaixa a cabeça e senta no chão. Respira fundo e volta a falar:


– Eu... estava com o meu amigo Kaito... em uma boate. Só que ele acabou bebendo... e demais... e... — Miku começa a chorar — me estuprou... — Miku completa a frase. IA fica com um rosto parecido com o de ciúmes com raiva. — Mas você não morreu por ser estuprada... né...? — IA pergunta. — Claro que não... depois disso, ele passou a dirigir, mas bateu o carro... fui para o hospital e morri lá... como ele morreu, o problema é dele... — Miku diz. — Os homens são mesmo nojentos. — IA diz. Miku agora levanta a cabeça. — O que foi? — IA pergunta. — Você... gosta de mulheres? — Miku pergunta. IA sorri. Caminha até Miku, coloca a boca perto do ouvido dela e simplesmente diz:


– Gosto de uma única mulher. Você. — IA diz. Essas palavras fazem Miku estremecer completamente. Ela nunca haveria imaginado em gostar de uma mulher. Aliás, nem ao menos gostaria. Mas depois desse incidente com Kaito, ela estava praticamente com que um trauma de qualquer homem que existisse, além disso, estava começando a confiar em IA, mas não no sentido do amor, e sim no sentido da amizade. IA se afasta do ouvido dela. — Seu rosto, seus cabelos... sua aura... tudo é perfeito. Se você não tivesse sido corrompida, iria para o Paraíso por tanta perfeição. — IA diz. Agora os olhos de Miku começam a brilhar, e o rosto começou a corar. IA ri.


...


Enquanto isso, em outro lugar no purgatório, Kaito está andando por Miku. Quem sabe encontraria Miku, quem sabe não. Mas ele ao menos ganhara mais uma chance de pedir desculpas. E agora realmente, queria. Continua andando pelo purgatório por horas até seus pés começarem a fraquejar. Precisava encontrar Miku, não pra consertar as coisas que fez, já que não tinha volta, mas sim para poder se desculpar mesmo, falar que foi um tolo. Lágrimas escorriam por sua face e ele tentava detê-las pois almas o recriminavam com o olhar.


Vagava já sem forças quando viu uma pessoinha de cabelos brancos ao longe. Estreita os olhos e vai chegando mais perto e percebe quem está com a menina de cabelos brancos. Sua Miku está lá. A mão da garota de cabelos brancos segurando o ombro de sua amada. Kaito corre até Miku.


– Miku... graças a -


SLAP!


IA interrompe a fala de Kaito dando um tapa no rosto dele. Ele se surpreende com tal atitude.


– Mas o quê...?! Mas o que você pensa que está fazendo?! — Kaito pergunta. — Estou fazendo algo justo para com alguém que teve a capacidade de estuprar a própria pessoa amada! — IA diz. Kaito fica sem reação. Não tinha moral para contra-argumentar. — Vamos, Miku. — IA diz. Porém Miku hesita. Surge uma ponta de esperança em Kaito. Miku fica parada, com a cabeça baixa.


"Todas as coisas que ela disse,Passando pela minha cabeça" — todos os pensamentos de Miku para com IA, e o fato de que Kaito a estuprou levam-na a uma outra atitude.


– Isso não é o bastante... — Miku se vira, segura o rosto de IA e a beija. Kaito olha, e fica estático. O que ele fez levou-a para outro amor. Quando o beijo termina, Miku diz:- Kaito. Agora, é a ela a quem eu devo meu amor. Não a um estuprador com hálito de uísque.


IA sorri. — Se você ficar aí, irá ter um show de camarote. — Miku diz. — Co...como assim...? — Kaito pergunta. Miku derruba IA no chão, e a beija novamente, ambas tiram as blusas e começam a se abraçar. Kaito apenas olha a cena, chocado. Ele passa a procurar uma alternativa do que fazer. Procura algo à mão, e acha um cano de ferro. Pega o cano e tenta bater nas duas. Porém, de repente aparece algo que interrompe o ataque. Ele se assusta, as duas continuam se beijando mais sensualmente.


– Você... deve ser... purificado. — esse "alguém" diz. — Kaito se surpreende com a presença de uma garota loira, com partes humanas, outras robóticas. — Eu sou Rin. DEUS EX MACHINA. — Rin diz. O beijo de Miku e IA termina, ambas se levantam, recolocam suas roupas e saem andando de mãos dadas, e rindo. Kaito nunca viu sua amada tão feliz como quando estava com ele. Se pelo menos aquela garota de cabelos brancos fazia a sua amada bem, para que interferir? Apesar de ainda sentir ciúmes. Esses foram os pensamentos que fizeram Rin dizer:


– Se conformou com o fato. Muito bem. Isso lhe ajudará no seu julgamento. Agora devo partir. — a DEUS EX MACHINA some após essas palavras. Kaito fica no purgatório, apenas andando, com a expressão de vazio, e ainda, arrependimento.


–--


"O amor verdadeiro,

não deve ser julgado,

deve ser aceito,

como qualquer outro.

Agora elas andam,

em meio as ruínas,

enquanto o outro,

anda solitário por entre as mesmas ruínas.

A DEUS EX MACHINA continua com suas ações,

para ser a solução que finaliza o teatro das almas."

Notas finais
:D
Valeu quem leu (OMG, rimou), e não olhem para trás... Slender vos observa... (lol).
Fiquem ansiosos para a continuação, Kuruma no Jiko 3 - Uso to Yokubo.
Até! o/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!