Kurt, Interrompido

30 Eu estraguei tudo, como sempre.


Notas iniciais
Ironia do titulo, EU estraguei tudo, como sempre. Nao tem palavras de como me arrependo de deixar Finn vivo, um grande erro que quase custou a historia toda. Eu queria mt que Cory estivesse vivo, mas nesta historia, Finn nao foi boa ideia Ahhhhh que raiva. Enfim, entro de ferias esta sexta, ai posso acabar a fic (choro só de pensar em acabar buaaa) Aproveitem este cap, bjs

Antes de vocês terem o trabalho de perguntar, Finn ainda não recuperou a memoria, quase nada para falar a verdade.

Ele lembra de Carole. Rachel fica do lado dele quase o dia todo falando sobre a historia romântica e patética deles dois, e fala mais e mais e mais.

Acho que Finn parece duvidar estar casado com uma mulher assim, mas pois é.

Não voltei a visitar Blaine, faz muito tempo mesmo que não o vejo, e as vezes duvido que queira ver, não saberia o que dizer.

Elliot e eu nunca mais tocamos no assunto daquela noite em Indiana, eu preferia não ter feito nada, assim não teria merda nenhuma para querer esquecer. Faz sentido?

O pior é agir como se nada tivesse acontecido, mas todos em casa notaram como estou diferente, meu pai, principalmente. Mas a vantagem é que eles com certeza vão pensar que é por Finn, por eu finalmente ter provado que ele estava vivo. E bom, isso meio que mexeu comigo também.

“Então... Somos irmãos?” Finn pergunta, com cara de quem não esta entendendo nada, ele tem fotos de álbuns de família nas mãos, mas não parece fazer muito efeito.

“Meio irmãos, sim.” Respondo.

“E você... Você é meio...” Ele parece perdido, leva o dedo indicador e cutuca a cabeça “Tan tan daqui?”

“Se eu sou Tan tan da cabeça?” Ele acente, e eu rio “Quem não é?”

“É uma boa pergunta.” Ele diz. “E então... Kurt, nos dois nos damos bem?”

“Uma boa pergunta.” Rio “ Eu diria que eventualmente sempre contamos um com o outro, e além disso, eu levava leite quente para você quase todas as noites, assim podíamos conversar sobre o nosso dia.”

Ele faz uma careta engraçada “Leite quente?”

“Aham.”

“Hmm” Murmura ele, levando a sua atenção as fotos em sua mão “Você é gay, certo?”

“Sou.” Hesito, já enfrentamos problemas assim antes.

“Eu estou bem com isso?” Ele pergunta e depois volta a falar “Quer dizer, o Finn lá de trás, ele era legal com você e tudo mais? Ou era algum idiota preconceituoso?”

“O que você acha, Finn?” Digo, a resposta parece obvia.

“Esse cara que costuma vir aqui com a Rachel... É o seu namorado ou coisa parecida?”

“Quem? Elliot?! Não seja ridículo, somos apenas amigos.” Me vejo rude demais, mas as palavras são como flechas quando jogadas, ele fica um pouco confuso.

“Então, se você não tem namorado como pode saber que é gay?”

“Ninguém precisa namorar para saber a orientação sexual, Finn. E eu tenho namorado s-“

Eu tenho a ousadia de chamar Blaine de namorado depois do que eu fiz com ele? Deixar ele abandonado na Dalton com o loiro anoréxico e traindo-o com Elliot, não tenho direito algum.

Mas eu ainda o amo.

“Quem? Quem você namora?” Ele pergunta.

“Um cara lá da Dalton... Vocês meio que já se conheceram.”

“Pois bem, me diga o nome então.”

“Blaine.”

“Ah, como o jogador de futebol.”

“Mais ou menos.”

“E... ele te trata bem? Tipo, um bom namorado?”

“Por que está perguntando isso?”

“Até o que me disseram, você é o meu irmão, Kurt! Tenho que cuidar do meu irmãozinho.”

“Eu sou mais velho que você, Finn.”

“Por alguns meses, eu continuo sendo mais alto.”

“Blaine e eu não estamos mais juntos, mas sim, ele era um bom namorado.”

“Então por que terminaram?”

Eu fui o mau namorado.”

“Pesado, hein? Você supera.”

Não quero superar.

“Hm, Kurt?”

“Sim?” Saio de minha nuvem de pensamentos sobre o Blaine “ O que foi?”

“Será que... Você poderia me trazer um pouco daquele copo de leite quente que você mencionou antes? Meio que fiquei com fome.”

“Vou buscar.Já volto.” Respondo sorrindo, saio do quarto, a casa está vazia.

K&B

Westerville parece mais distante do que a ultima vez que estive aí Dalton está coberta de neve.

“Blaine Anderson?” Da sala de visitas, posso ouvir a voz da enfermeira chamando Blaine.

Ele me vê, eu sorrio de jeito torto, porque é impossível não sorrir com Blaine por perto, mas ao mesmo tempo sei que não devia estar sorrindo pelo que fiz.

“Kurt?” Ele pergunta “O que está fazendo aqui?”

Meu mundo caí por terra, talvez ele já tenha seguido em frente, eu não sou mais nada para ele.

“Vim te visitar.” Digo “Surpresa.”

Ele não ri, não deixa sair sequer um sorriso.

“Fala alguma coisa.” Peço, minha voz já começa a tremer.

“Quando foi a ultima vez que você me visitou, Kurt?” Ele pergunta.

“Blaine, me desculpa, eu-“

“Quase um ano, e você não diz nada. Você simplesmente foi embora!” Ele chora, sua voz treme, “Por que, Kurt? Porque?”

Eu poderia contar sobre Finn, dizer da viagem a Indiana, mas aí eu teria que falar de Elliot, e não, não mesmo.

“Me desculpa.” É o único que posso dizer.

Os braços dele me envolvem, ele desaba sobre mim, chorando. Eu o agarro o mais forte que consigo, não deixa-lo ir nunca mais.

“Achei que tinha te perdido.” Ele diz “Eu não aguentaria.”

“Shh, shh. Blaine, estou bem aqui. Tudo bem.” Acaricio os cabelos dele, e também choro, choro de culpa, de ódio a mim mesmo.

Por que tenho que ser tão idiota e cretino?

“Meus pais me abandonaram, Cooper me abandonou, Achei que você também tinha abandonado.”

“Não Blaine, nunca, eu não sou como eles, eu vou sempre estar aqui.” Sussurro mais ao seu ouvido, quero que ele se acalme, minha cabeça em chamas.

Eu estraguei tudo, como sempre.

Ele me beija, e o gosto é salgado pelas lagrimas, a dor consegue passar um toque doce, e eu queria poder me intoxicar e morrer, não confessar meu maior pecado.

Notas finais
Bye