Kuroshitsuji III
34 Siblings Parte 2.
Notas iniciais

_Então, deixe-me dar-lhe o que deseja, minha lady… — disse o mordomo, sua cauda negra cintilante deslizando pela coxa da garota antes de unir-se a seus dedos.
_Seb-Sebastiaaan!… — a garota gemeu alto e deixou que um curto grito escapasse por seus lábios, mais de dor que de prazer, o moreno a beijou tentando fazer com que ela esquecesse a dor inicial daquela penetração mais larga. Logo ela relaxou mas, os lábios daqueles demônios com certeza surgiram para ficarem sempre unidos, ainda que ambos os seres isso não desejassem, mas decerto, nenhum outro par era tão perfeito quanto aqueles dois, mesmo que só na irmandade.
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Lúcifer caminhou até a porta, de onde Undertaker observava o confronto mudo entre o conde e o shinigami ruivo.
_Vamos deixar esses dois se matarem sozinhos, sim? — disse ele, pegando o funerário pela manga e puxando-o para longe dali.
_Luci? O que houve? Tem… perguntas a me fazer? He, he. — questionou o shinigami, já sabendo a resposta.
_Vamos poupar nosso tempo e parar de fingir que você não sabe do que se tratam minhas perguntas. Fale logo.
_He, he, já que insiste… Resumindo o melhor que posso, seu “anjinho” é um ser maquiavélico, orgulhoso, que sabe muito bem o que faz e que tem uma boa voz, se é que v… o que estou falando, é claro que você me entende… Ah, e acho que tenho mais uma informação que lhe interessa. Parece que o mordomo não teve muita “diversão” nos últimos tempos, he, he… Satisfeito?
_Precisa perguntar? É claro que não vou me satisfazer com tão pouco.
_Você está parecendo uma criancinha mimada. E nós dois sempre soubemos que se meter nas calças daquele mordomo não seria suficiente para você. Admita logo, Luci. Não é só isso que você quer dele.
_Não fale bobagens; O que mais eu poderia querer?
_Ele. Você quer tê-lo inteiramente, não apenas seu corpo. Se fosse assim, você não seria tão obcecado com essa ideia. Aliás, lembra daquela vez que você ficou preocupado com a possibilidade de alguém ter se aproveitado de seu “anjinho”? Eu posso ter conseguido a resposta.
_Eu não sou obcecado, não fiquei preocupado, e é melhor você falar logo o que descobriu antes que eu lhe esgane.
_He, he, não estava preocupado? Pois deveria, já que suas suspeitas estavam corretas. Sabe, se você não tivesse se acovardado naquela vez, o pobrezinho não teria tido primeiras vezes tão traumáticas…
_Ele… Raum… É impressão minha ou você usou o plural?
_Admito que o “traumáticas” foi adição minha, mas o plural veio da boca do seu anjinho. Agora que eu lhe dei a informação que pediu, vou cobrar meu pagamento. — O funerário sorriu de orelha a orelha.
_Eu sabia que você não ia fazer isso de graça… Qual seu preço?
_Por uma informação tão valiosa… — Undertaker se aproximou do demônio – Você pode tentar mentir para mim e até para si mesmo, mas não pode fazer o mesmo com Raum. Como pagamento, exijo que conte a ele toda a verdade. Tudo. Inclusive seus sentimentos.
_… Como é que é? Undy, eu n…
_Calado. Eu faria você declarar-se para ele na frente de todo mundo se não fosse por um certo benefício que obtive ao conseguir a informação…
_Se falar novamente desse “benefício” eu vou me esquecer de que você é meu amigo. E vou me esquecer também do que fiz por causa disso, como descobrir o paradeiro de Andrea. Ou prefere que eu a chame por seu nome atual? Aliás, Andrea era muito parecida com a Mendy, não é mesmo?
Aquelas palavras conseguiram tirar o sorriso do rosto do funerário.
_Apelar pra Andy não vale, Luci…
_Foi você quem começou trazendo o meu Raum pro meio dessa história…
Os dois começaram a discutir feito crianças, até que um certo ruído chamou a atenção de ambos.
_Isso foi um grito?
_Isso são gemidos?
_Essa… é a voz da Mendy… — percebeu o funerário nada feliz.
_E a de Raum. — concordou Luci com um sorriso.
Undertaker tentou ir em direção ao barulho, mas logo o demônio estava em sua frente.
_Nem pense em fazer isso!
_Ma…
_Vocês também ouviram, não é? — disse Ciel ao ver os dois, seguido de perto por Grell, que tentava passar-lhes uma mensagem às escondidas do conde.
_Ouvimos o quê? — questionou Lúcifer, entendendo a intenção do ruivo.
_Eu também não ouvi nada. Parece que o fedelho está meio paranoico, não que eu o culpe… — comentou Sutcliff, tentando agir naturalmente.
O funerário olhou de um para o outro, ligeiramente incrédulo.
_Pervertidos… — murmurou sob a respiração.
_E com orgulho disso! — respondeu Luci no mesmo tom.
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A cauda do demônio mais velho retirou-se da entrada da moça e rodeou-lhe a cintura fortemente enquanto ainda a beijava.
_Machuquei? – perguntou sorrindo de leve, enquanto disfarçava a preocupação pelo grito anterior que ela dera.
_Não. – ela sorriu percebendo o “disfarce” do outro. — _Só não conhecia bem todos os seus métodos.
_Lembro que uma vez você disse que me queria por completo... então lhe darei tudo. – disse e ela apenas encostou sua testa à dele.
_E quero... – a mão esquerda dela começou a acariciar a calda que a rodeava e ela pôde sentir o mais velho arrepiar-se com aquele carinho mais ousado, sentindo-o suspirar prazeroso contra seu pescoço — _Quero tudo. – disse por fim e o beijou novamente.
_Então acho justo que eu também possa ter tudo. – ele sorriu amistoso para ela, antes de lançar-lhe seu olhar mais malicioso, que foi prontamente retribuído. A pôs de quatro novamente, as pequenas mãozinhas dela espalmadas sobre o lençol sedoso que cobria o colchão. Michaelis posicionou sua mão direita na barriga de Lindsey, fazendo-a arquear-se e empinar mais o quadril, enquanto sua outra mão habilidosamente retirou o restante de suas próprias roupas, logo em seguida insinuando um dedo contra um orifício ainda mais apertado da garota, entre suas nádegas.
Mendy jogou sua cabeça para trás, recebendo o prazer que aquela nova penetração a proporcionava, quando enfim sentiu um segundo dedo adentrando-a, seguido de um terceiro. Seus lábios abriram-se sem pudor, gemendo alto o nome de seu “maninho”, que logo iniciou movimentos leves e precisos, enlouquecendo-a mais, antes de retirar os dedos dali e posicionar seu membro.
_Pode doer um pouco. – Sebastian disse adentrando-a devagar, a ouvindo gemer mais e vendo-a apertar os lençóis da cama.
_É-er... Cert-certamente v-você é... é despro-porcional... Tão andr-drógeno e... e tão gra-nde. – proferiu entre pausas e gemidos.
_Isso é um elogio? – ele murmurou sorrindo, seus olhos que até então estavam controlados foram tomados por um vermelho ávido, desejos obscenos eram transmitidos pelo seu olhar.
De certo não era mais pela suposta “ordem” que ele fazia aquilo, na verdade, aquela era só uma desculpa para tê-la em seus braços novamente, depois de tanto tempo, essa súbita vontade o tomou, a vontade de ter novamente a sua verdadeira Lady, de todas as formas, possíveis ou não.
_Você não é diferente de mim... tão pequena e tão anatomicamente perfeita. Isso me aguça todos os desejos... – ele a penetrou por completo e fortemente, deu voltas com seu pulso nos fios prateados dela e puxou, fazendo-a arquear a cabeça e jogar o corpo ainda mais para trás, intensificando a penetração. — _... até mesmo os mais selvagens. – disse por fim adentrando-a mais algumas vezes em estocadas fortes e profundas alternadas às leves e vagarosas, escutando-a gemer sensualmente, o que estava fazendo-o desejá-la ainda mais. Retirou-se de dentro dela e a virou, sua mão esquerda envolvendo a coxa direita dela, apertando-a antes de levá-la até sua cintura, enlaçando-a ali. Posicionou seu membro, dessa vez, na intimidade da garota e levou sua língua até a clavícula dela, subindo pelo seu pescoço até chegar em sua boca, contornando seus lábios, para enfim beijá-la, percorrendo toda extensão da boca de Lindsey, antes de morder-lhe o lábio inferior e encará-la, banhando-se em seus lindos olhos demoníacos que se mostravam tão desejosos e logo sentiu dedos frágeis emaranhando-se em seus fios, puxando-o para beijá-lo novamente, mas ele não cedeu, continuou a olhá-la e por fim suspirou.
_Eu sinto muito. – disse e ela olhou sem entender, mas ao seus olhares se fixarem um no outro, memórias de um tempo distantes se mostraram presentes e ela, enfim, entendeu-o.
_Eu sei. – sorriu-lhe e puxou-o novamente, beijando-o. Sua outra mão puxando-o mais para perto pelo ombro. Bastou isso para que ele voltasse a se entregar ao desejo, novamente voltou ao pescoço esguio, beijando molhado aquele local sensível e traçando com a ponta da língua um caminho até a orelha dela.
_Você é deliciosa. – sussurrou e apertou ainda mais a coxa da garota, adentrando-a completamente de uma só vez. Mendy gemeu alto pela dor da penetração súbta, cravando as unhas nas costas de Sebastian e arranhando-o com força, algumas fagulhas de sangue mostrando-se presentes em tais locais. Uma lágrima solitária escorreu pelo rosto dela ao apertar os olhos para controlar a dor incomoda. Vendo isso, Michaelis lembrou-se da peculiaridade que a moça carregava consigo e parou de se mover dentro dela, esperando ela acostumar-se novamente com aquilo. Percebeu ela abrir os olhos e sorrir para ele, balançando a cabeça em negação, como se estivesse a o repreender, ele sorriu de volta e vagarosamente voltou a beijá-la, movimentando-se sensualmente dentro dela, sentindo-a gemer abafado sob os lábios dele e morder-lhe o lábio inferior. Voltou a estocá-la profundamente e ouviu seus gemidos aumentarem junto aos seus próprios.
Mendy perdeu-se nos prazeres daquele momento e pôs-se a pensar em seu noivo, ainda sobre o domínio dos lábios de Sebastian sentiu o liquido quente dele à preenchê-la e de súbito deixou escapar o nome de Ciel em um gemido contra os lábios do outro.
Sebastian retirou-se dela depressa, ficando de joelhos sobre a cama, vendo-a sentar-se e se cobrir com o lençol sedoso.
_Do que me chamou? – indagou incrédulo.
_Sebastian, me desculpe, eu não sei o que aconteceu! – seus olhos, já lilases, marejaram e algumas lágrimas escorreram ao ver o demônio vestindo apressadamente sua peça intima seguido de sua calça negra. Ele suspirou e voltou a olhá-la, seus olhos vermelhos ainda estavam tomados pelo desejo, mas olhou-a também condescendente e quando ia falar algo foi interrompido pela entrada rápida de alguém no quarto.
Undertaker mal adentrou o cômodo e seus dedos já envolviam a garganta de Michaelis, batendo-o contra parede e subindo-o, seus pés já distantes do chão.
~Continua...~
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