Kuroshitsuji III
19 Interesting Night

Não era tão tarde da noite, estavam cada qual em seus aposentos, fazendo o que lhes era proveitoso, apenas Ciel e Sebastian estavam entretidos com obrigações. O mordomo tentava um pouco que inutilmente ensinar o jovem conde a amarrar os próprios cadarços e enlaçar sua gravata.
Lindsey descansava em seu quarto, entediada, por ordens explícitas de Sebastian e Undertaker, mas ela nunca fora muito obediente e decidiu que mesmo um pouco fraca sairia dali. Saiu de seu quarto e vagava pelo corredor, quando percebeu uma porta se abrir e dela sair aquele que a garota tanto... “odiava”, se assim podia ser dito.
_Ora, ora! Você por aqui, ser infame? Não morreu? Que lástima! — queixava-se o ruivo.
_Grell! — murmurou a garota demônio.
_Se eu não estivesse tão can...
Lindsey o interrompeu.
_Doído? Frágil? Contundido?... E o que mais? Quem mandou ficar dando a uns e outros? Vadia descarada!
_Rum! Isso é inveja, queridinha?
_Falando de mim, senhoritas? — questionou Lúcifer materializando-se ao lado de Lindsey.
_Nada de mais, Luci querido. — respondeu Grell manhoso entrando novamente no quarto, deixando os demônios para trás.
_Gostaria de... conversar com você, Mendy... a sós! — o demônio mais velho pegou levemente no queixo da moça, trazendo-o para perto.
_Solte-me! Nada mudou desde aquela vez! — afastou-se dele e continuou – Não suporto ser tocada por você!
_Isso é bem provocante... — disse ele e sorriu.
_Você me enoja!
_Continua malcriada, gosto disso!
Ela lançou-lhe um olhar mortal e adentrou rapidamente no cômodo mais próximo.
* * * * *
Undertaker estava em seu quarto sentado em um caixão ainda fechado, pois o mesmo não achava a cama ali presente muito confortável. Estava meio despido para obter maior conforto, a única peça que vestia era sua calça preta que certamente não era muito vista, pois estava sempre coberta. Ele estava a ler o mesmo livro que lia antes dos trágicos porém hilários recentes acontecimentos, quando inesperadamente a porta se abre e logo é fechada.
Ele se depara com a imagem de uma garota com suas costas pressionadas a porta como que impedindo de que fosse aberta novamente. Ela estava usando um vestido curioso, pouco acima dos joelhos e bem solto, subia sendo levemente preso a cintura, graciosamente enfatizando seus avantajados seios, não obtinha nenhum decote provocativo, mas sim um bem fofo, decote princesa, entre um canoa e um quadrado. Uma de suas alças, mais especificamente a direita, estava caída, sendo bem sensual para o devido momento.
_Vá embora! — disse ela raivosamente ao ser que se encontrava lá fora.
_Você não pode fugir para sempre, Mendy! — respondeu suave e zombeteiro Lúcifer, ainda do lado de fora, enquanto ouvia-se seus passos distanciarem-se.
_Rum! Abusado! — falou ela antes de olhar para frente e perceber onde estava.
_Não concorda com abuso de poder, senhorita Lindsey?
Ela sorriu.
_Na verdade não! Não concordo e não tolero... Mas, perdoe-me pela invasão, só queria fugir dos... — foi interrompida pelo sinistro shinigami que a compreendeu.
_Assédios de Lúcifer. — completou o funerário sorrindo.
_Exatamente. — assentiu a garota, um estranho rubor brotando em suas maçãs. Ela passou a analisar visualmente a anatomia do ser ali presente. Seu corpo, que ele normalmente insistia em esconder sob tantos panos, era incrivelmente perfeito, alto, esguio porém com músculos altamente definidos, sua pele tão branca, chegando até mesmo a ser mais pálida que a de um cadáver, seus cabelos longos e de fios cinzentos caíam inapropriadamente sobre seus músculos. Tudo formava uma visão de tirar o fôlego.
Os olhos lilases da moça começaram a banhar-se em vermelho e aquilo tão repentino a fez cambalear.
O shinigami a alcançou envolvendo-a em seus braços. Carinhosamente acariciou-lhe a face ainda de olhos fechados.
_O que eu havia dito sobre descanso? Acaso pensou que brinquei em relação a isto? — ele riu e sorriu brincalhão.
Mendy abriu os olhos, que estavam em vermelho ávido, e ela nem mesmo havia percebido.
_Desculpe-me, não pude ficar sozinha em tamanho tédio.
Ele a pegou completamente no colo e a levou até sua cama, deitando-lhe gentilmente.
_Por favor reprima seus olhos. Fico me perguntando se lhe machuquei... — disse sorrindo e levantou-se.
_N-não é isso.. — ela falou pegando na mão do funerário – é que... v-você está sem camisa. — falou sincera enquanto re-examinava aquele abdome tão bem definido.
_He, he... isso?! — sorriu malicioso. Sem soltar a mão da garota, pegou uma camisa branca e a vestiu, só aí soltou-se da garota e terminou de colocar a blusa, mas não a abotoou, deixou-a totalmente aberta, o que o fazia ficar ainda mais sexy.
_N-não precisa se incomodar...
_Não é incômodo algum. É um prazer tê-la aqui, senhorita Lin...
_Sem formalidades, por favor.
_Rhum, rhum, rhum... Tudo bem... Lind’s.
_Bem melhor! Afinal, eu estou em seu quarto a essa hora e em tais trajes... — riu timidamente.
Undertaker rapidamente a puxou, levantando-a da cama e a envolvendo em seus braços, colando por total seus corpos, sentindo ela se arrepiar e estremecer...
_Vamos aproveitar, então.
_Lúcifer estava certo? — ela perguntou timidamente enquanto analisava o que podia se ver de seu rosto.
_Sim. Por...?
_Isso é e-errado. — a garota sentiu suas bochechas queimarem.
_Então... — ele a soltou e estava se afastando quando a garota interviu, puxando-o pela nuca de modo a fazer seus olhos se encontrarem, pois naquele movimento mais brusco a franja do mesmo moveu-se, recuando finalmente.
_Mas eu quero! — ela via aquele lindo olhar de surpresa que jamais pensou em ver naquele ser tão... majestoso. Ela puxou ele pelos últimos centímetros e o beijou, um beijo ardente, enquanto ela deslizava as mãos pelos ombros dele, tirando-lhe a camisa e deixando-a cair no chão.
Uma das mãos do shinigami agarrou a cintura de Lindsey enquanto a outra segurava sua nuca, intensificando o beijo.
A garota passeava com suas mãos por todo o tórax do shinigami, ela estava descontrolada, avulsa, beijava-lhe e mordia-lhe os lábios, descendo para o pescoço entre beijos e chupões, assim seguiu descendo, enquanto suas mãos marcavam a pele pálida das costas do funerário, chegando até suas nádegas, apertando-as avidamente.
Ele a puxou para cima pelos cabelos e segurou levemente em seu queixo.
_Você é... — foi interrompido pela garota.
_Apressada? — questionou-lhe sorrindo maliciosa.
_Ia dizer linda. — ele completou.
_Obrigada! — agradeceu fazendo charme enquanto o empurrava contra a cama. Ela mesma tirou seu vestido, lenta e sensualmente, enlouquecendo-o. Enfim, ficou só de calcinha e sutiã, o que não era nem um pouco comum naquela época.
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