Andando pelos corredores da mansão ao lado do conde, Lindsey percebe os olhos do outro demônio cintilarem com cada vez mais avidez, revelando uma dose de extremo desejo quase que descontrolado.

_Estou ficando preocupada, do que você precisa Ciel?

_Não fique, estou bem, só quero testar algo. Se você me permitir, é claro.

_Testar algo? O que seria?

_Entre aqui por favor. — falou o garoto ao abrir a porta de um cômodo. Era um banheiro, muito grande e espaçoso. Ciel pegou na mão da garota e a guiou para um pequeno sofá ao lado da penteadeira.

_Mendy, posso provar do seu sangue? Quero descobrir mais sobre mim e acho que essa seja uma das formas, já que me diferencia de vocês.

_Claro que pode, farei o que for preciso para ajudá-lo. — pegou nas mãos do conde e o fez sentar enquanto se levantava. Lindsey dirigiu-se à banheira e ligou as torneiras de água fria e quente, de modo que ficasse em uma temperatura razoável. Chegou ao trocador e puxou o zíper do vestido, deixando que ele deslizasse de seu corpo de modo sensual.

_Ora, ora. — sorriu de olhos cintilantes – O que está fazendo? Será que tenta me provocar? Pois está conseguindo.

Ela sorriu e seus olhos se mostraram um vermelho vivo, como que concordando.

_Eu só não quero sujar o vestido, conde. Mas como pretende provar do meu sangue com essas mãos tão delicadas?

_Irei lhe mostrar, mas antes, porque não me deixa terminar o que comecei horas atrás no quarto? — o conde demônio levantoujá se despindo, deixando o casaco, o colete e a gravata no sofá, tal qual seu calçado. E aproximou-se da garota.

_Pensei que quisesse só meu sangue e não... — foi interrompida pelos braços do garoto, um em sua cintura, outro em sua cabeça, virando-a rápido mas suavemente sobre sua perna.

_Errado, eu quero você. — o conde a beijou com avidez, mostrando-se louco por sua pele e seus lábios.

_Jamais vi um demônio tão cortês e romântico. — a garota não queria admitir, mas estava se deixando envolver pelo demônio mais novo, nunca se sentira tão amada e desejada. Estava provando do mais puro prazer...

Totalmente envolvida pelos beijos do conde não conseguiu controlar sua parte demoníaca de modo a deixar suas garras saírem, rasgando a blusa e juntamente a pele do garoto, fazendo-lhe morder seus lábios avidamente.

Lindsey teme o bem estar do outro demônio e se afasta para observá-lo melhor.

_D-desculpe-me Ciel, acabei perdendo o controle, você está...

_Ótimo! — disse o conde interrompendo a garota – Nunca estive melhor! — puxou-a para si e beijou-lhe os lábios, mordendo-os em seguida...

_Ci-ciel, se continuarmos assim, irei perder de vez o controle e posso lhe ferir bastante, não quero isso.

_Eu quero, quero você, de verdade, de todas as formas, possíveis ou não.

Ao ouvir tais palavras, a garota lançou-lhe beijos freneticamente, rasgando todo o resto da blusa e jogando-o no sofá. Os olhos do conde cintilavam a modo perfeito, incentivando ainda mais a garota, que sentou-lhe no colo de frente para o mesmo.

_Irei continuar, mas antes, quero saber qual o gosto do meu sangue. — a mão da garota ia de encontro ao seu pescoço quando o demônio mais novo a interrompeu.

_Mendy, eu faço isso, prometo não te envenenar...

_Envenenar?

_O conde mostrou suas garras à garota, que olhou perplexa.

_Ci-ciel? Como? É-é cedo demais!

_Não para mim...

_Você é mesmo muito interessante conde Phantomhive! — colou o seu corpo contra o dele e o beijou. — Venha, prove do meu sangue!

Com uma de suas unhas, o conde fez um pequeno corte no pescoço de Lindsey, pequeno porémprofundo, fazendo com que o sangue escorresse até o corpete da garota, banhando seus avantajados seios em sangue. Indo diretamente ao corte, o demônio o envolveu em seus lábios sugando-lhe o conteúdo.

Lindsey sentiu a mão de Ciel que estava em sua cintura arranhar-lhe toda as costas,descendo para arranhar-lhe a perna, quando percebeu o outro demônio mover seus lábios lambendo o sangue em sua clavícula e descendo para os seios... Até que, subiu seus lábios ao encontro dos dela beijando-a enlouquecido.

Segurou o rosto de Lind’s para que ela o olhasse...

_Mendy Lindsey... Casa comigo!

_Ci-ciel... Se-seus o-olhos.... — a garotanão acreditava no que via, os olhos do demônio mais jovem estavam um safira-azul, mas não em modo humano, e sim em modo demoníaco, ela não vira nada parecido haviaséculos e ainda assim, não sabia quase nada sobre o fenômeno. Aúnica certeza que tinha era de que estava completamente apaixonada por aquele demônio e faria de tudo para continuar ao seu lado.

_Mesmo sabendo dos planos de Sebastian, pede-me em casamento? Isso é-é...

_De Sebastian, cuido eu... Sei que adora estar nos meus braços, e que...

_E que...?

_Provavelmente sente por mim ao menos um pouco do que sinto por você... — ficou rosado...

_Eu aceito!

O garoto levantou a cabeça surpreso, logo em seguida foi beijado. Encarando-a, disse:

_Repete...

_Sim, sim, sim, sim, sim... Eu aceito, Ciel Phantomhive!

O conde não conteve sua alegria, pegou-a no braço e a levantou, beijando-a, feliz ao vê-la sorrir também. Deitou-a no chão frente a penteadeira, semi deitando-se sobre ela, uma mão a afagar sua bochecha e a outra a segurar-lhe a perna esquerdacontra si.

Lindsey beijava-o, afagando seus negros fios com uma mão e com a outra a desenlaçar o corpete...

A porta abriu-se com brutalidade.

_Ora, ora. Que conde mais travesso! Sebas-chan, achei eles!

_Rhum, rhum, rhum... Acho que estamos atrapalhando algo, não é conde?

Ambos direcionaram o olhar para a porta... Ciel reconheceu-os imediatamente.

_O que poderiam estar... — olhou para dentro do cômodo e viu o que ali ocorria. — ...atrapalhando... Meu lorde? Quanto sangue... O que...?

Ciel fitou Sebastian com um olhar mortal.

_Leve-os para a sala, irei me vestir e em breve estarei lá. — ordenou o conde ainda na mesma posição que antes se encontrava.

_Sim, meu lorde. Sigam-me por favor. — fechou a porta e guiou-os.

_Estão adiantados semanas...

_Eu disse que sentia um cheiro de morte... tenho um “faro” muito bom.

_Lind’s, falo sério quanto ao casamento...

_Eu também. — o olhar da garota brilhou ao extremo – Quero ficar ao seu lado... Não importa como!

Ciel sorriu e beijou-a intensamente.

_Vamos tomar banho? — riu pelo tom da frase.

_Não sei se consigo me segurar... e isso é um problema...

_Eu consigo ser bem rápida e boa no que faço, a menos que me faça perder o controle, o que seria um problema...

_Mendy, vou tentar me conter. Não quero nada rápido, quero examinar e amar seu corpo ao máximo, e o mais delicadamente possível. Por isso decidi que só vou te levar para cama após o casamento. Mesmo como demônio quero fazer isso do modo certo!

_Meu conde, concordo contigo... Tentarei ser uma boa menina! — sorriu.

Ao levantar-se, o conde a trouxe consigo e aproximaram-se da banheira. Mendy começou a tirar a cinta-liga enquanto Ciel a observava, quando finalmente pegou os laços do corpete da garota e pôs-se a desfazê-los.

_É... isso certamente será difícil! — riu junto a Lindsey.

* * * * * * * * * * * *

Michaelis levou a bandeja de chá até a sala, desviando-se do shinigami ruivo que o seguia.

_Que cruel, Sebas-chan! — queixou-se Sutcliff, depois de falhar novamente em suas tentativas de abraçar o demônio.

_Como uma visita, deveria se comportar melhor, senhor Sutcliff.

_Oh, meu querido Sebas-chan, você sabe que nunca me comporto! — Respondeu ele com um sorriso e piscando um olho. — Você sempre pode me punir...

_Punição sempre é recomendável. — comentou o demônio, torcendo a mão do ruivo e imobilizando-o.

_He, he. Realmente chegamos adiantados graças a ansiedade de Grell. Não estamos sendo boas visitas, estamos?

_Claro que estão, você é sempre bem vindo em minha morada Undertaker. — falou o jovem conde que entrava na sala junto com Lindsey, ambos bem vestidos e comportados.

Sebastian soltou o shinigami e voltou-se para seu mestre com um sorriso.

_O chá será servido agora. Há algo mais que meu lorde deseja que eu faça?

_E eu? Não sou bem vindo, pirralho? — reclamou Grell, erguendo-se e ajeitando uma mecha de seus cabelos.

_Claro que sim Grell, Sebastian estava contando os minutos para sua chegada! — sorriu para o ruivo, que pulou de felicidade.

O sorriso do demônio mais velho diminuiu um pouco e ele dirigiu um olhar não muito feliz a seu mestre.

_Oh, a terrível distância que estava nos separando! Sebas-chan, senti tanto sua falta! — Sutcliff lançou-se novamente contra o mordomo, que desviou no último segundo.

_Pura formalidade Grell, pois está em serviço, mas ele queria muito vê-lo. Não é mesmo Sebastian? Apesar de que infelizmente você não responde às expectativas de nosso convidado... — sorriu olhando o demônio mordomo, procurando atingi-lo.

Sebastian olhou para o conde e sorriu de leve. Aquele comentário fizera com que uma ideia surgisse em sua cabeça.

_Farei de tudo para oferecer a máxima hospitalidade a seus convidados, especialmente ao senhor Sutcliff.

Os olhos do ruivo brilharam com aquelas palavras, e seu sorriso cresceu mais ainda, expondo uma longa fileira de dentes afiados.

_Tenho algo a dizer-lhes, esta é a senhorita Mendy Lindsey, minha noiva e futura mulher. Lindsey, esses são o Undertaker e o shinigami Grell, ambos amigos a longa data.

_Prazer em conhecer-lhes, Undertaker e Grell. — sorriu simpaticamente.

Michaelis ergueu uma sobrancelha, perplexo. “Noiva? Eu devo ter subestimado sua eficiência, Lindsey...”

_Já tem outra? — questionou Sutcliff, olhando Lindsey da cabeça aos pés com um olhar de desprezo.

_Rhum, rhum, rhum, muito interessante conde Phantomhive. Seu gosto para garotas melhorou muito. — falou tal coisa suavizando os modos do ruivo ali presente.

_Obrigado Undertaker. Amanhã resolveremos nossos assuntos. Sebastian, mostre-lhe seus cômodos. — retirou-se da sala com Lindsey logo em seguida.