Kuroshitsuji III
32 Feverish.
Notas iniciais

Os dois demônios lançaram ao mesmo tempo olhares raivosos ao conde, que em questão de milésimos de segundo se viu pressionado contra a parede, uma mão forte envolvendo-lhe o pescoço.
_Quão rude incomodar um hóspede... Onde estão seus modos, Phantomhive? — indagou Lúcifer em um tom calmo, a despeito do brilho demoníaco em seus olhos e da névoa negra que começara a rodear o garoto de forma ameaçadora.
_Ninguém aqui o convidou a ficar. — queixou-se Ciel, tentando se desvencilhar – Graças a você, Mendy e eu não podemos sequer encostar um no outro! Acabe com isso!
_Tudo bem. — respondeu o mais velho prontamente com um sorriso, surpreendendo o garoto – Mas então terei de tomar outras medidas para detê-los. E serão mais... permanentes.
_O qu... — começou o conde, mas parou ao perceber ao que o outro provavelmente se referira, suas mãos voltando-se instintivamente para a frente de seus shorts – Nem pensar!
_Ele não ousaria. — disse Lindsey, avançando um passo e olhando furiosamente para o mais velho – Ele sabe que você pode ordenar que Sebastian fique longe dele!
_Muito obrigado, Mendy, acabou de dar o motivo que eu precisava para eliminar o conde de vez. — Ainda com a mão no pescoço de Phantomhive, ele voltou-se para sorrir para a garota, cujos olhos começaram a cintilar raivosamente.
_Na verdade, ele não pode me ordenar isso. — interrompeu Michaelis em um tom de voz suave, erguendo-se da cama e aproximando-se dos três, seus braços envolvendo a cintura de Lúcifer e seu queixo apoiando-se em seu ombro calmamente – Segundo o que foi estabelecido no contrato, minha prioridade é a vida do jovem mestre, mesmo que eu tenha de desobedecer algumas ordens para isso. E já que essa ordem em particular o põe em risco... Temo que não a poderia obedecer. — o demônio sorriu, olhando para o conde que lhe lançava um olhar furioso antes de voltar-se para Lindsey — E Mendy, não pense que eu não percebi que você estava olhando para Lúcifer um pouco mais do que deveria.
Com isso os outros também olharam para a garota, que recuou um passo.
_C-claro que não! Por que eu faria isso?!? — reclamou indignada, embora um leve rubor tivesse colorido o seu rosto.
_Bom, agora que tudo está resolvido... — começou Lúcifer, soltando o pescoço do mais novo.
_Não está n... — Ciel tentou interromper, mas antes que pudesse terminar a frase, ele e Lindsey foram empurrados sem a menor cerimônia para fora do quarto.
_Comportem-se, crianças! — despediu-se o demônio mais velho – E se não quiserem ver nada traumatizante, eu sugiro que corram. Agora.
Lúcifer então deu as costas aos dois, um sorriso malicioso erguendo seus lábios quando seus olhos pousaram sobre a figura esguia e completamente nua de Raum.
_Agora tem de cumprir o que disse... — ronronou o mais novo, adiantando-se e deixando que uma de suas mãos descesse provocativamente pelo abdome do outro, que agarrou-lhe os quadris e eliminou todo o espaço que havia entre eles, atacando-lhe os lábios com voracidade. Uma de suas mãos deslizou pelas costas de Michaelis, que passou o braço direito pelos ombros do mais velho enquanto o esquerdo rodeava-lhe o torso, suas unhas arranhando-lhe a pele ao se ver subitamente pressionado contra o chão. Então ergueu de leve a perna esquerda, afastando-a de modo a aumentar o contato entre seus membros, o que arrancou um gemido de sua garganta. Uma de suas mãos desceu pelas costas do mais velho até sua base, e então desceu um pouco mais, apertando-lhe a nádega direita. Os lábios do outro pousaram em seu pescoço, sentindo-lhe a textura e o sabor ao mover seus quadris contra os de Sebastian, que respondeu rodeando-lhe a cintura com a perna esquerda e aproximando-lhe ainda mais os corpos.
Invertendo suas posições, o mais novo pegou a mão do outro demônio e levou-a aos lábios, deixando que sua língua deslizasse pelo dedo indicador antes de tomá-lo por completo em sua boca. Seus olhos vermelhos voltaram-se para Lúcifer, satisfeito com o desejo que podia perceber tanto em sua expressão quanto no enrijecimento do membro pressionado ao seu próprio. Michaelis não desviou o olhar por um segundo enquanto cobria três dos dedos do outro com sua saliva, ao mesmo tempo em que movimentava os quadris roçando suas ereções nuas. A mão livre do mais velho insinuara-se pela coxa do mordomo e apertava-a com força, sentindo a língua do outro percorrer-lhe os dedos habilmente. Assim que sua mão foi liberada, ele deixou que ela se esgueirasse até a entrada do outro, adentrando-a com o indicador. Raum arqueou as costas, um gemido escapando-lhe por entre os lábios antes que sua boca deslizasse pelo peito do outro, a língua logo envolvendo-lhe o mamilo esquerdo. Uma de suas mãos desceu pelo abdome do mais velho, insinuando-se por entre suas pernas e percorrendo todo o seu comprimento. Como resposta, um segundo dedo adentrou seu interior, pouco depois seguido pelo terceiro.
Sebastian gemeu mais alto, a intensidade dos movimentos de sua mão sobre o membro do outro aumentando. O mais velho então retirou os dedos e inverteu suas posições novamente, curvando-se de modo que seus lábios pairassem a poucos milímetros da orelha do moreno.
_Vire-se. — sussurrou, mordiscando de leve o lóbulo sensível da orelha do outro, que obedeceu prontamente, pressionando seu corpo ao de Lúcifer o máximo possível durante o processo. O grunhido vindo da garganta do mais velho fez com que seus lábios se curvassem em um sorriso. Mãos fortes deslizaram por suas laterais até chegarem aos quadris, apertando-os um pouco antes que o outro demônio começasse a adentrar-lhe o interior. Michaelis arqueou de leve as costas sentindo o outro aprofundar-se ainda mais em seu corpo, e estremeceu ao ouvi-lo gemer.
_Lúcifer... — pondo seu braço direito para trás, ele emaranhou os dedos nos cabelos do outro demônio e puxou-o para um beijo ardente que mesmo assim não foi suficiente para abafar os gemidos de ambos.
_Seria bom... deixar que eles ouçam... um pouco mais... não acha? — disse o mais velho entre beijos, um brilho malicioso em seu olhar ao enterrar-se completamente no corpo do outro, que arquejou de forma nada discreta.
_S-sim. — respondeu o moreno, movendo seus quadris contra os do outro demônio e gemendo alto. Lúcifer começou a se movimentar em seu interior, sentindo-lhe o calor e a umidade a envolver-lhe o membro.
_Diga meu nome de novo. — os lábios do mais velho acariciaram a base de seu pescoço ao falar, e sua mão esquerda pegou-o pelo queixo de modo que seus olhos se encontrassem. A mão de Raum deixou os cabelos do outro e desceu até a maçã de seu rosto, acariciando-a.
_Lúcifer – disse suavemente, em um tom que por pouco não seria classificado como um gemido, um sorriso surgindo em seus lábios assim que fechou a boca. O demônio mais velho sorriu de volta e adiantou-se para beijá-lo novamente, dessa vez com mais calma, a despeito dos movimentos cada vez mais vorazes de seus quadris.
_Raum... — interrompeu o beijo, mas manteve-se próximo, sua respiração se misturando à do mais novo — Meu Raum, se assim o quiser.
_Se quiser? — sorriu mais uma vez o moreno – Já faz tempo... muito tempo... que sou seu. Tempo demais. — Sua respiração estava errática mesmo que não precisasse respirar, e se encontrou mordendo o lábio inferior ao sentir o quão próximo estava do ápice – L-Lúcifer... — disse mais uma vez, gemendo antes de unir seus lábios aos do outro. A mão do demônio mais velho acariciou-lhe o abdome, subindo até seu peito e aproximando seus corpos de modo que não houvesse mais nenhum espaço entre eles. Pouco depois desceu a mão por entre as pernas esguias do moreno, estimulando-o até sentir sua semente derramar-se sobre ela. Seu próprio clímax não estava muito distante, e logo a evidência deste preencheu o interior do mais novo, seguida por uma onda de prazer que se propagou por todo o seu corpo.
Um pouco relutantemente, Lúcifer retirou-se do interior do outro, que se virou e passou os braços por seus ombros. Sorrindo, o mais velho sentou-se e puxou-o para seu colo, as mãos rodeando-lhe a cintura. Sentindo os lábios do outro deslizando em seu pescoço, murmurou algo em uma língua que não usava há muito tempo, embora o significado das palavras ainda lhe fosse claro. Raum também não ouvira aquela linguagem nos últimos milênios, mas o entendimento veio quase instantaneamente ao escutar aquele murmúrio, seguido em breve pelo choque.
_Eu... — começou, antes que um leve rubor lhe tingisse o rosto e optasse por responder na mesma língua, aquela que apenas os que já foram anjos poderiam compreender – Eu também...
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