Ciel pressionou Mendy contra a porta e sua mão direita levemente rodeou o pescoço de indsey, seus olhos cintilantes em escarlate encaravam os da garota.

_Por quê? Por que quis Grell? O que houve entre vocês? — ele perguntou com raiva.

_Foi um acidente... E não houve nada.

_Mas você queria...

_Ciel, eu estou louca!... Não aguento mais ficar sem você...

_Era só me pedir. — ele a puxa pelo quadril, colando seus corpos – Também não aguento mais... Eu preciso ter você!

_Precisa ou quer? — ela agarrou os fios negros azulados dele e quase selou seus lábios.

_Preciso!...

_Por quê?

_Por que eu te... Depois lhe falo! — ele agarrou as coxas dela trazendo-a para cima. Ela enlaçou as pernas no quadril dele e beijou-o ferozmente, enquanto sua outra mão estraçalhava a roupa do jovem conde.

_Apres-sada... — disse entre beijos andando com a garota até apoiá-la na mesa. Ela terminou de rasgar toda a roupa de cima, deixando-o apenas de short.

_Sabe... O que você mais gosta no meu corpo?

_Tudo...

_Escolha um local só!

O garoto deu um sorriso maroto e puxou a garota pela cintura, descendo-a da mesa e virando-a em um movimento rápido, sua mão direita no meio das costas de sua noiva, ele a empurrou contra a mesa, fazendo-a colar o corpo à madeira. A mão esquerda do conde subiu pela parte de trás da coxa de Mendy.

_Digamos que... — sua mão subiu ainda mais, passando sob a camisola e chegando a nádega esquerda da garota – Eu gosto de lugares mais ousados! — a mão direita do Phantomhive desceu das costas para a cintura de Lindsey, segurando-a ferozmente antes de pressionar seu sexo contra as nádegas dela, fazendo-a sentir sua rígida ereção.

Lindsey ergueu-se rápido ao sentir aquilo, deixando escapar um pequeno gemido. Ciel desceu sua mão da cintura da garota até alcançar a intimidade da mesma.

_Deixe-me aprender um pouco mais... — ele sussurrava para ela enquanto acariciava sua intimidade.

_V-você é mau, Phantomhive. — ela virou-se ficando frente a ele, descendo uma de suas mãos pelo peitoral do jovem enquanto a outra agarrava-lhe a nuca – Eu quero muito você... então sugiro que ponha “algo” dentro de mim. — ela falava prestes a beijá-lo.

_Esse “algo” me parece interessante... Seria possível você estar querendo um filho meu?! — fez-se de desentendido e a beijou.

_No momento, o algo... é isso aqui! — ela adentrou o short do menino agarrando-lhe o membro e o apertando carinhosamente, ouvindo o garoto gemer antes que ela lhe mordesse o lábio inferior.

Em questão de segundos eles já estavam deitados sobre a mesa, Ciel sobre Lindsey, beijando-a avidamente, as pernas da garota a rodear os quadris do noivo enquanto seus braços enlaçavam-no o pescoço. As mãos do conde encontravam-se nas nádegas de sua noiva, apertando-as, ouvindo a moça gemer abafadamente pelos beijos.

Foi então que a porta abriu-se, deixando que uma figura adentrasse o cômodo, batendo ironicamente na porta.

_Vejo que estão com problemas para manter essa abstinência. Mas não se preocupem, estou aqui para ajudá-los. — disse Lúcifer com um sorriso de orelha a orelha.

_Não queremos ajuda! — falaram em uníssono.

_Mais um motivo para que eu o faça! Deviam agradecer que estou me sentindo caridoso hoje...

_A única caridade que deve fazer... É SAIR DAQUI!!! — disse Mendy fuzilando-o com o olhar.

_Eu saio. Se um dos dois vier comigo.

_Iss... — o conde ia falar algo mas foi interrompido.

_Está fora de cogitação! — concluiu Lindsey.

_Dê-nos um momento... Ficar nesse estado é bem difícil! — falou Ciel.

_Estamos apenas conversando... — disse a garota.

_Estou vendo. Uma conversa muito interessante, por sinal. Posso participar?

_Nem pense nisso! Ele é meu e só eu posso tocá-lo! — disse possessivamente.

Ciel a olhou surpreso, em seu olhar um misto de paixão e felicidade.

_Pois vá em frente. Mas terá audiência. — Lúcifer foi até uma cadeira e sentou-se calmamente, observando-os.

_Depois de tudo o que já fiz... Audiência é normalidade. — ela sorriu marota para o senhor do Inferno e virou o conde, invertendo suas posições e ficando sobre ele.

_Tem certeza que quer isso? — perguntava seu noivo sorrindo maliciosamente, suas mãos insinuosas já subindo sob a camisola da garota.

_Absoluta! — ele a beijou, sua mão esquerda agarrando a coxa dela enquanto sua mão direita pousava sobre o meio das costas dela, ele foi sentando-se na mesa e a apertou ainda mais contra si. Passou a ponta da língua pelo pescoço dela até chegar-lhe ao lóbulo da orelha e morder ao mesmo tempo em que apertava sua nádega, arrancando dela um alto gemido e um bom arrepio, beijando-a logo em seguida.

Em reação a isso, inconscientemente Lindsey cravou suas unhas às costas dele rasgando-lhe, fazendo ele arquear-se ainda mais para ela, intensificando o beijo. A essa altura, eles já haviam esquecido que alguém os via.

Vendo aquilo, Lúcifer relembrou o que ocorrera pouco tempo atrás.

*Flashback*

O funerário voltou seu olhar para o demônio mais velho.

_Luci?

_Você não está merecendo, Undy...

_Não estou? Eu facilitei as coisas aí! — queixou-se apontando para Sebastian.

Lúcifer olhou para o demônio mais novo em seus braços e suspirou, antes de sotá-lo e ir atrás daqueles dois. Chegando à porta, voltou-se para trás e viu o funerário observando-o ansiosamente, gesticulando com a mão para que ele seguisse em frente.

*Fim do Flashback*

Agora que ele já se dera ao trabalho de ir até ali... não sairia sem cumprir o que fora fazer.

_Amanda Lindsey, saia de cima do seu... “noivo”. Agora. Por favor. — concluiu com um sorriso.

A garota lançou-lhe um olhar mortal, seus olhos brilhando em vermelho.

_Maldito... — resmungou antes de sair de cima de Ciel e andar pisando forte até a porta, fechando-a com força atrás de si após deixar o quarto.

_O que fez com ela? — ainda sentado à mesa ele encara a porta questionador, sangue escorrendo por suas costas e banhando parte da mesa no vermelho.

_Pedir da forma adequada sempre ajuda. — riu Lúcifer – Nesse caso, a “forma certa” foi usar seu nome verdadeiro. Raum não lhe contou sobre isso?

_O nome dela é Amanda?... “Mendy” vem de onde?

_De Amanda, é óbvio! Você não percebeu? Pensei nesse apelido com tanto carinho... E ela gostou, já que passou a usá-lo.

_... Perfeito... — disse sarcasticamente – Graças a isso terei de ir atrás dela! — ele desceu da mesa e ajeitou seu short – Preciso terminar algo... — passou a mão na base das costas e percebeu que ainda sangrava muito. Sorriu para si mesmo olhando o sangue em sua mão e lembrando-se de algo.

_Você por acaso ouviu o que eu disse quanto a nomes verdadeiros, Ciel Phantomhive? Achei que estaria mais preocupado, já que tantos conhecem seu nome...

_ I-isso... é impossível! — fala preocupado.

_Acha que Mendy foi embora porque falei “por favor”?

_Francamente... Onde quer chegar?

_Ela não iria embora daquele jeito... Não de livre e espontânea vontade, pelo menos. Nomes têm poder, Phantomhive, como deve bem saber. Quando se trata de demônios, esse poder é maior ainda.

_Podemos continuar essa conversa mais tarde? Eu realmente preciso vê-la. — disse preocupado antes de fechar os olhos e respirar bem fundo, vagarosamente os cortes em suas costas se fechando, ele abre os olhos devagar, mostrando-os ainda mais intensos que antes, um olhar triste e pensativo.

_Eu tenho coisas mais importantes pra fazer, sabia? E você vai manter-se longe de Mendy, Ciel Phantomhive. Bem longe. Até o casamento, pelo menos.

_Eu não posso deixá-la daquela forma, ou... — ficou receoso ao falar – Ou...

_Ou...? Tem medo de que ela vá trás de outro? Não entendo por que se importa tanto com isso.

_Porque eu A AMO! Mas preciso ter certezado que ela sente por mim, ainda que eu troque tudo por ela, preciso saber... A pouco tempo eu era humano, essa é minha forma de amar. Diferente de você e Sebastian, que não ligam para “exclusividade”, mas morrem de ciúmes um pelo outro.

_Eu não tenho ciúmes de Raum. Só não gosto de saber que outros puderam tocá-lo de tais formas quando eu não pude fazer o mesmo. Algo que pretendo mudar em breve. Se ela realmente o ama, mesmo que se aventure em outras águas, vai acabar voltando. Eu esperei milhões de anos, você só tem de aguentar algumas semanas. Não é tão difícil assim, é? Humanos são muito estranhos...

_Algumas semanas... Me veio algo em mente agora!

_... Mais estranho a cada segundo... O que se passa nessa sua mente, conde?

_Adiantar essa droga de casamento...