Kuroshitsuji III
29 Angelic Demons
Notas iniciais

CONTINUAÇÃO...
Caso ele se lembrasse. Eu não sabia o que seria pior – ou melhor -, ele lembrar ou não. Então simplesmente o segurei junto a mim, sentindo o calor de seu corpo contra o meu, ouvindo sua respiração tomar um ritmo estável à medida em que ele adormecia, sentindo a maciez de sua pele. Seria tão ruim assim permitir que isso continuasse? Provavelmente não. Valeria a pena? Naquele momento, “sim” parecia ser a resposta perfeita. Mas as horas passaram, e minha parte mais cautelosa decidiu acordar. Importar-me com qualquer um além de mim mesmo... era uma fraqueza. Poderia me trazer complicações. E, o que até mesmo meu lado cauteloso não conseguia negar ser pior, poderia colocar Raum em perigo.
POV Lúcifer OFF
*Flashback off*
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_Não se lembra?
_Eu... pensei que tivesse sido um sonho... — disse Raum desviando o olhar, um leve rubor em seu rosto. — Minhas lembranças estavam confusas, e... acreditar que elas eram reais... parecia-me muito otimismo.
Lúcifer sorriu, puxando-o para mais perto.
_Se ao menos eu pudesse ter visto quão errado eu estava... Mas... Talvez tenha sido melhor dessa forma, encontrá-lo novamente agora, quando ambos temos mais experiência e estamos mais acostumados com o que nos tornamos.
_Talvez. Mas ainda quero compensar todo o tempo perdido. — O demônio moreno sorriu, sua mão descendo pelo peito do mais velho – Todos os milhares de anos.
_Cada segundo deles, anjinho. — ele adiantou-se para beijar o outro, que pressionou-se de forma ainda mais íntima contra ele, uma de suas mãos deslizando pelas costas largas do outro.
_... Isso é um gato olhando pra gente?
_Eu trouxe alguns da mansão Phantomhive. — Explicou Sebastian, deixando de lado o fato de que os felinos haviam sido praticamente contrabandeados até ali, tudo propriamente escondido de Ciel – Não me diga que isso atrapalha sua performance.
_Ele parece tão inocente... — brincou o mais velho, a evidência de que aquilo não o atrapalhava nem um pouco pressionada contra a coxa do outro.
_Concordamos nisso. Mas mantenha em mente que se fizermos isso agora, o jovem mestre vai ouvir.
_Bem convincente. Mordomos não deveriam ser discretos?
_Certamente. Eu poderia ter servido o jovem mestre por toda uma vida humana como o mordomo perfeito. Mas agora que nosso contrato vai durar para sempre... — Michaelis inverteu suas posições — … um pouco de indulgência... — ele moveu seus quadris contra os do outro, sorrindo ao sentir-lhe reagir àquilo — … se faz necessária.
Suas mãos abriram a camisa do mais velho de modo a deslizar livremente por seu peito, descendo por seu abdome. Seus quadris moveram-se novamente, e sentir a rigidez do outro contra a sua, mesmo que ainda coberta, arrancou um gemido de sua garganta. Lúcifer ergueu o torso, deslizando suas mãos pelas coxas do mais novo e movendo também os quadris, pressionando-os ainda mais intimamente aos de Michaelis, que gemeu um pouco mais alto e envolveu com uma de suas mãos o ombro do outro, aproximando seus corpos mais ainda. O braço direito do mais velho então rodeou-lhe a cintura e sua boca deslizou pela pele de seu pescoço, deixando para trás marcas arroxeadas enquanto sua mão esquerda subia pela coxa do moreno, insinuando-se entre suas virilhas de modo a estimular ambos ao mesmo tempo.
_L-Luc... Ah! — Raum levou uma de suas mãos aos cabelos do outro, emaranhando-se neles e puxando-o de forma que seus lábios se encontrassem. A mão de Lúcifer ainda em sua cintura subiu por suas costas e sua língua adentrou a boca quente e úmida do mais novo, sentindo-lhe o gosto. Ainda mais doce e inebriante do que ele se lembrava, especialmente quando se encontravam em tal posição, a mão direita de Michaelis deixando linhas vermelhas em suas costas. As duas mãos do demônio mais velho agarraram os quadris do outro com força, um leve grunhido arranhando sua garganta ao subir suas mãos pelas laterais do moreno e senti-lo arquear-se contra si. Desceu então sua boca até o mamilo esquerdo do outro, estimulando-o e mordiscando-o de leve. O mais novo reposicionou-se de forma que uma das pernas de Lúcifer ficasse entre as suas e pressionou seu membro ainda coberto contra ela, gemendo. O outro sorriu e ergueu a perna, roçando-a contra a virilha de Raum, que gemeu mais alto. Os sons vindos dos lábios do moreno faziam crescer ainda mais o volume entre as pernas do mais velho, que deslizou uma de suas mãos desde a clavícula do outro até a borda das calças negras, desabotoando-as e insinuando-se para seu interior, seus dedos rodeando-lhe a ereção e começando a estimulá-la com movimentos leves e precisos. Michaelis então atacou-lhe os lábios com voracidade e seu braço direito envolveu os ombros do mais velho, que deixou sua mão livre descer pelas costas do outro, baixando-lhe as calças e apertando-lhe a nádega direita. Suas línguas lutavam por dominância, entrelaçando-se, o sabor da boca de um se misturando ao do outro, os gemidos de um confundindo-se aos do outro. Raum podia sentir o calor entre suas pernas crescendo cada vez mais à medida em que seu clímax se aproximava, seus joelhos estremecendo de leve com aquela sensação, até que finalmente sua semente derramou-se sobre o abdome do outro. Lúcifer sorriu satisfeito, levando a mão aos lábios e lambendo os resquícios do ápice do mais novo.
_Que bagunça... — murmurou Sebastian, um pouco ofegante – Deixe-me cuidar disso...
Com sua mão direita pousada na cintura do outro, ele curvou-se e começou a limpar-lhe cada centímetro do abdome com sua língua habilidosa. Sua mão desceu até as calças do outro demônio, tirando-as do caminho para limpar uma gota que deslizara para fora de seu alcance. Logo em seguida deixou sua língua percorrer toda a extensão do membro do outro antes de envolver-lhe a glande com a boca, chupando de leve. Os ruídos de aprovação vindos da garganta do mais velho o estimularam a aumentar o ritmo de seus movimentos, gemendo contra a rigidez acomodada quase que por completo em sua boca. Sentindo-se perigosamente próximo de seu próprio orgasmo, Lúcifer entrelaçou os dedos nos cabelos negros de Raum, o seu Raum, puxando-o para mais um beijo, uma mão rodeando-lhe a cintura ao inverter suas posições e posicionar-se contra sua entrada. Antes mesmo que se fosse possível prosseguir, a porta do pequeno quarto é aberta brutalmente, de forma a quebrar-se.
CONTINUA...
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