Kuroshitsuji - Criada Demônio
3 Capítulo 3 - Black Maid.
Notas iniciais
Ciel não respondeu nada. Ele definitivamente não lançaria um ataque contra a família de sua noiva, nem em um milhão de anos!
— Não, pera... O nome não é esse. — Murmurou Miranda, pensativa. — Qual é mesmo o nome, Sora?
— Emperana. A família Middleford são seus cúmplices.
— Exato, obrigada, Sora. É contra os Emperana que iremos. — Declarou Miranda.
— E os Middleford?
— Me contento em arruinar a vida de um deles. Talvez dois... Aquela velha já é muito velha... Talvez a filha dela. Qual é mesmo o nome?
— Elizabeth Middleford. — Miranda deu um sorriso. — Minha noiva. — Miranda fez uma careta de desgosto.
— Vejo que não poderei contar com você, contra os Middleford. — Resmungou Miranda. — Inútil. — Falou, um pouco mais baixo.
— Que seja. O que você planeja fazer primeiro? — Perguntou Ciel, notando em seguida que os carros com TNT do lado de fora da casa, não tinham sumido ainda. Muito pelo contrário, se antes haviam 20, agora tem 40. Miranda notou que Ciel havia percebido, e explicou.
— Não confio em você. Nem nesse seu mordomo. Por isso pedi para Sora colocar mais bombas dentro da sua casa. E chamei mais carros com TNT. Pedi que Sora também colocasse armadilhas pela casa.
— O que?! — Ciel estava furioso. Quem ela pensa que é? Vem até aqui, ameaça explodir a casa de Ciel, e mesmo depois dele ter concordado em ajuda-la, ela continua fazendo planos para mata-lo?
— Ah, coopere, por favor, Ciel... — Murmurou Miranda, esticando-se. — Vamos fazer um combinado. Você para de ser tão resmungão, e dá um sorriso, e em troca, eu não toco na família da sua noiva. — Ciel suspirou e relaxou em sua poltrona. — Sorria. — Ciel fez uma careta. Miranda ficou mais séria. — Sorria, agora. — Ciel ignorou ela. Miranda fez uma careta. — Ok, não importa. Você ia ficar parecendo um monstro se sorrisse mesmo, cara de velhote.
— ...cara de velhote?
— Sora, investigue todos os futuros eventos da família Emperana. Eu sinto que tem algo que estamos esquecendo. Afinal, porque eles nós atacaram? No momento, são muito superiores a nós.
— Talvez seja algum tipo de vingança, ou esteja interessado em alguma coisa que vocês mantem dentro da casa de vocês. O ataque deles foi a casa, não diretamente a você, Miranda. Estou certo?
— Sim. Eu não pensei dessa forma... Talvez esteja certo. Sora, faça uma lista de todos os objetos da casa, compare as antigas listas e observe se algum objeto sumiu. — Murmurou Miranda, sem nem olhar para Sora. Como ela faz isso?, pensou Ciel. Para ordenar um demônio a fazer alguma coisa, deve-se, ou melhor, no caso de Ciel, antes de dar qualquer ordem para Sebastian, ele olha diretamente nos olhos do demônio. Segundo Sebastian, isso é algo necessário. Mas Miranda nem mesmo parecia estar falando com Sora. A demônio apenas assentiu e retirou-se do aposento.
— Sebastian, dê uma olhada no histórico dos Emperana, verifique se... Hm... Eles tem algo de estranho na ficha. — Murmurou Ciel, fazendo o mesmo que Miranda. Sebastian fez uma careta, como se a ordem não tivesse feito grande efeito... Mas retirou-se do aposento, pronto para cumprir a ordem.
— Vejo que seu elo com seu demônio é bem forte... — Miranda sorriu, e sentou-se no sofá, ao lado de Ciel.
— Somos amigas. — Murmurou ela, como se não estivesse dizendo nada demais.
— Como assim amigas? Ela vai devorar sua alma quando o contrato chegar ao fim. — Disse Ciel, permanecendo calmo.
— E daí? O melhor jeito de confiar em uma pessoa, é conhecendo ela. Sora é bem obediente, e nunca falha. Não existe a possibilidade dela me abandonar, não importa a situação. Ela é gentil, provavelmente tão gentil a ponto de... — Miranda pigarreou. — A ponto de não parecer um demônio. Apesar disso, eu já vi ela arrancando as tripas de um cara. Foi... Peculiar. — Murmurou. — Jack, o Estripador. Se não me engano, era sua tia. Sinto muito pela perda, e pela descoberta.
— Não é importante. Meu dever é limpar o jardim da Rainha, custe o que custar...
— Eu até pensaria assim, mas infelizmente eu tenho uma coisa chamada inteligencia. — Respondeu Miranda, indiscretamente chamando Ciel de burro.
— Ei! — Miranda sorriu e aproximou-se mais de Ciel. O mesmo tentou afastar-se dela, mas o rosto dela estava cada vez mais próximo... O que diabos ela pensa que está fazendo? Pensou Ciel. Realmente, é uma situação estranha. Mas é a única forma de Miranda mostrar para Ciel o que pensa da Rainha. Os lábios de Miranda tocaram nos de Ciel, e ambos se arrepiaram quando Miranda transferiu suas memórias para Ciel. Ela consegue fazer isso desde criança, é quase um talento... Um talento deveras inútil, como diz Miranda.
Miranda estava na sala, assistindo seus pais brigarem.
— Eu já disse, aquela vadia da Rainha quer matar-nos! Por quê não entende? Eu não quero morrer! Eu não quero que Miranda morra! Temos que fugir!
— Não fale assim da Rainha! Eu confio nela, ela jamais faria tal coisa!
A pequena Miranda puxou a perna do pai, e disse:
— Mas pai, a Rainha nem fala conosco. Por que temos que confiar nela?
— Porque é graças a ela que somos quem somos.
— Não seja idiota! — Gritou a mãe de Miranda. Furiosa a ponto de ser assustadora. — Nós suamos para que a família Hellsing chegar ao topo! Eu, você, a Miranda, não a Rainha! Eu prometi para seu pai que não deixaria você se tornar um tolo, submisso a Rainha, vou abrir seus olhos nem que tenha que arrancar eles! — Gritou. E então ficou ofegante por alguns segundos. — Alguém quer chá?
— Chá! — Berrou Miranda, alegre.
— Chá! — Berrou o pai de Miranda, também parecendo alegre. Que família doida...
— Karin-chan! Chá! — Berrou a mãe de Miranda. Sora entrou na sala, trazendo quatro xícaras de chá. Sora pegou a 4, e tomou junto ao lado de sua mestra, a mãe de Miranda. O resto do dia prosseguiu cheio de loucuras. A família de Miranda é mesmo uma família a se considerar... Hellsing. No dia seguinte, a pequena Miranda acordou em meio a chamas. Sua mãe estava desesperada, ao seu lado, abraçando a filha.
— Edward? — Chamou a mãe de Miranda. — EDWARD!!! — Gritou, observando sua figura, calma e serena, ao lado das chamas.
— Ah, Jamie. Sente-se ao meu lado. — Murmurou ele, insano. Seus olhos estavam arregalados, e ele estava sorrindo de forma inumana. Suas roupas estavam pegando fogo. A mãe de Miranda fez uma careta e deu meia volta.
— Karin! — Gritou ela, chamando Sora. — Karin!
Não... Aquilo não era um sino. Era a voz de uma pessoa cantando. A mãe de Miranda seguiu o som, e deparou-se com Sora. Ou melhor, com a demônio.
— Ah, Jamie. Creio que já esteja perto da morte. Prefere sofrer um pouco mais, ou quer que eu devore sua alma agora? — Perguntou ela, docemente.
— Karin...
— Os sinos tocam, anunciando a morte. Não consegue escutar, Jamie? — Jamie fechou os olhos.
— Eu os escuto, Serena. — Sussurrou Jamie. Miranda estava de olhos fechados, como se estivesse com dor. — Karin, é uma ordem, faça um contrato com Miranda Hellsing! — Ordenou Jamie, arrancando uma parte do vestido, e revelando o símbolo.
— Como queira, Milady! — Respondeu Sora, animada e brilhante.
Ciel abriu os olhos, olhando diretamente para Miranda. Aliás, ele acabaria fazendo isso de qualquer forma, até porque ela ainda estava beijando ele. Ciel corou e afastou Miranda.
— Agora já sabe porque eu odeio a Rainha. — Disse Miranda.
— Na verdade, ainda não sei... — Respondeu Ciel. Miranda aproximou-se de Ciel como se fosse beija-lo de novo. — ... E-eu prefiro que me conte.
— Eu não tinha nada para fazer, então pedi que Sora descobrisse quem havia queimado a casa, naquele dia. A Rainha ordenou que queimassem a casa. — Resmungou Miranda. — Aliás, aqueles cabeças ocas estão demorando, não estã... — Naquele exato momento, Sora entrou pela janela, quebrando o vidro da sala do Conde de Phantomhive, e aterrissando ao lado de Miranda. Sebastian entrou pela porta. Os dois demônios ficaram se encarando e rosnando, como se fosse uma competição.
— Hm... — Miranda já havia lido todos os dados que Sora conseguira descobrir, e parecia satisfeita. — Certo... Agora creio que já sabemos o que fazer primeiro.
Vamos para um baile!
Notas finais
Agora uma dancinha divertida.
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(=.=)
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Vou ali me suicidar e já volto.
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