Notas iniciais
Meu notebook resolveu brincar de "não vou conectar na sua internet". Bom, ao menos o problema já foi resolvido e nesses dias sem internet eu escrevi 3 capítulo, mas ainda quero revisá-los melhor. Além disso, as aulas voltaram e tenho um projeto do curso pra terminar, então meu tempo vai ficar um tanto apertado. Mas irei postar com calma.

Naquela mesma noite, o corpo de Alice deu um pequeno sopro de vida. Enquato isso, Sebastian e Ciel seguiam disfarçados pelas ruas a procura de algo.

– Jovem mestre. O que exatamente procura? — perguntou Sebastian.

– Meu descendente. Encontrei aquele que está mais próximo do sangue dos Phantomhives. — Respondeu Ciel mais sério que o normal — Eu sei onde pode estar.

(Em algum lugar de Londres)

A mesma jovem garota terminara seu serviço. Agora ela se retirava disfarçada. Mas continuava a conversar com o mesmo homem misterioso que andava ao seu lado agora encapuzado. Esta era uma noite sem a brilhante lua, uma noite iluminada pelas estrelas. Algo a mais iluminava Londres além das luzes da cidade, o vulto do arqueiro fantasma perambulava por aí mais rápido que o normal. Apenas era visto o rastro de seus brilhantes olhos vermelhos. Apenas era ouvida sua risada de uma estranha alegria.

– Me diga, caro companheiro. você já teve um parceiro antes de mim? — perguntava a jovem curiosa.

– Já tive muitos parceiros...- ele respondeu

– O que aconteceu com eles? — apesar de ser conhecida como uma pessoa de não falar muito, sua curiosidade quebrava essa fama.

– Eles se descuidaram em algum momento e foram mortos por demônios antes que eu pudesse fazer algo. Humanos são tão fracos, ainda não entendo porque somos colocados pra trabalhar com essas criaturas.

– Também não entendo. Ah é...você ainda não me disse o seu nome — disse ela sorrindo.

– Humanos primeiro — disse ele — E porque ainda sorri? Quando você os mata eu vejo tristeza em seus olhos. Garota, você é tão estranha.

– É Helen. E... humanos ou demônios, bons ou maus. Eu estou tirando vidas, não é algo que gosto tanto assim de fazer. Mas é a única habilidade que tenho e que faço direito, irei usa-la pelo desejo de vossa majestade de trazer paz a este mundo, com um sorriso no rosto. — dizia a jovem alisando sua arma — Agora me diga o seu nome e porque é tão estranho.

– Meu nome é...

Sebastian e Ciel se aproximavam do local com todo cuidado para não serem descobertos por algum shinigami. "Ciel, eu sei que você me serve com muita fidelidade. Mas se for perambular pela cidade, vá com cuidado ou poderá ser atacado por algum shinigami ou hitman. Seria ruim se descobrissem que tenho demônios ao meu comando, tanto pra mim quanto pra você. Espero que entenda"

– Foi o que ela disse — Disse Sebastian se lembrando do bilhete que a rainha enviou.

– Não precisa repetir. Eu já pretendia andar disfarçado de qualquer forma — dizia Ciel irritado. — Chegamos ele deve estar por aqui. Sente algo?

– Não há ninguém por aqui. Apenas sinto cheiro de rastro de shinigami...pólvora...sangue... — respondia Sebastian

– Quanto tempo? — interrompeu Ciel

– Cerca de 5 minutos — ele respondeu ainda analisando o local.

– Rastreie — Ciel ordenou se retirando do local.

– Sim, milorde — Sebastian sumiu nas sombras rapidamente com um sorriso no rosto.

Helen e o shinigami misterioso continuavam a conversar até que a jovem foi interrompida. O shinigami sentia uma presença familiar.

– Cuidado, Helen! — Ele entrou em sua frente enquanto o demônio tentou avançar na garota. Ele empurrou o shinigami pra longe e prendeu a garota pegando a sua arma logo em seguida.

– O último disparo foi a cerca de 6 minutos. Contando com o tempo que levei pra chegar aqui... — dizia Sebastian verificando a arma.

– Sebastian! — berrou Ciel tentando se desprender das sombras — Que tal uma ajudinha?

Sebastian se levantou e foi ajudar o garoto dispersando as sombras — Francamente. Além de seu lerdo, você faz o favor de fica preso em sombras?

– Calado...- Ciel parou e prestou atenção na garota- Ah, é você.

– E você é...? — perguntou a garota confusa se levantando

– Eu sou...

– Ciel Phantomhive. O pirralho demônio — disse o shinigami avançando no garoto com sua motosserra que seria sua amada foice. Ele foi impedido por Sebastian que parou o ataque.

– Essa motosserra. Ora ora! A quanto tempo... -dizia Sebastian enquanto o shinigami se afastava e tirava o capuz — Grell Sutcliff. Você mudou bastante.

Grell estava com seu precioso cabelo de sua amada cor vermelha agora curto. Suas roupas agora carregavam o pesado preto piche em um terno formal. Mas mantinha suas botas de salto vermelhas fazendo acreditar que ele ainda tinha um pouco daquele shinigami que um dia ele foi. Seus óculos poderiam não ter mais aquelas decorações mais ainda tinham sua cor favorita. Seu sorriso agora fora preenchido por um ar sério similar ao de Will. O velho brilho em seus olhos foram apagados. O shinigami que um dia divou em vermelho estava morrendo

– Grell, quem são eles? Você os conhece? — perguntou Helen

– Sim... — Respondeu Grell friamente e começou a mergulhar no seu passado. Passado no qual um dia amou aquele homem diante dele, e lutou tanto contra quanto ao lado dele.

– Como o shinigami disse, meu nome é Ciel Phantomhive. Prazer em conhece-la, Helen — disse Ciel estendendo sua mão para cumprimenta-la

– Mas ele te chamou de pirralho. Como pode isso se você ta com cara de trinta e poucos anos? — disse Helen hesitando em apertar sua mão.

– Venham comigo. Aqui não é o lugar apropriado para conversas.

Depois de tanto Grell protestar para que não fossem, Helen acabou o convencendo. Os dois foram levados a mansão onde Sebastian preparou um chá para que Grell se acalmasse um pouco. Previsivelmente, Sebastian fez um chá "especial" para o shinigami no qual ele colocou sal ao invés de açúcar. Depois sorriu dizendo que fora apenas um engano. Enquanto os dois brigavam, Ciel e Helen conversavam.

– O que sabe sobre mim, Phantomhive? — perguntou a garota desconfiada

– Sei sobre o seu trabalho. Sei que você é uma ótima atiradora. E sei que você é uma descendente da minha nobre família, Helen Midford.

– Sabia que esse sobrenome não me é estranho, seu nome também não. Já ouvi falar sobre os cães de guarda da rainha. Entre eles o jovem e baixinho Ciel Phantomhive.

–Corte a parte sobre "baixinho" — disse Ciel disfarçando sua raiva pela ofensa tomando um gole de chá. Entretanto, seu tom de voz não ajudava muito.

Helen pegou seu celular para conseguir mais informações — "Perdeu seus pais ainda pequeno em um incêndio, foi dado como desaparecido e depois retornou com um estranho homem que se tornou seu mordomo. Recebeu o título de conde. Algum tempo depois, após anos de fidelidade à vossa majestade, foi dado como morto. Motivo: acidente de carruagem após deixar sua mansão. o corpo não foi encontrado, nem do garoto e muito menos de seu fiel mordomo Sebastian"

– Informações um tanto escassas. Mas é por aí — Ciel continuava a tomar seu chá tranquilamente.

– Então o que realmente aconteceu não foi um acidente. Foi uma desculpa por você ter se tornado um demônio?

– Sim. E apenas a rainha e meus servos sabem sobre isso. Bom, agora você sabe também.

– Pra que tudo isso? Por que está contando tudo isso pra mim? — A garota se levantou um tanto irritada por estar confusa.

– Quero que você me ajude a trazer o nome dos Phantomhives de volta à ativa...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.