Kuroshitsuji - Alice II
3 3. Esses olhos...
Notas iniciais
Após escaparem do Grell e do Will, Alice, Sebastian e Ciel seguiram sua viagem, mas sempre em alerta para qualquer sinal de algum shinigami. Mas a noite chegava e precisavam se esconder (era o horário em que os shinigamis menos agiam por conta do fim do expediente, mas ainda poderia haver algum em horário extra, ou pior, caçando eles). O poder de Alice a deixara exausta, então decidiram ficar em uma estalagem. Sebastian conseguia fazer coisas do nada como criar ou restaurar, então foi fácil pagar. Preferiram ficar todos em um quarto, enquanto Sebastian ficava vigiando.
Era cerca de onze horas, Alice estava dormindo enquanto Ciel e Sebastian ficaram conversando, tentando bolar uma estratégia. Mas enquanto isso, Alice estava em meio aquele "sonho" de novo, o mesmo "sonho" que ela teve durante a luta:
(dentro do "sonho")
Alice estava no mesmo local, cercada por rosas negras e brancas, porém, rosas vermelhas tomaram conta do lugar, até que ela viu a garota novamente, mas dessa vez, a garota não a atacou. Ao contrário, ela estava sentada no chão.
–Afinal, quem é você? — Alice perguntava, se aproximando calmamente. Mas ela notou que a garota estava chorando.
–Eu...eu só queria ver o pai mais um pouco.
Ao ver seu rosto, Alice se assustou pois se lembrou de algo. — Espera...você...
–Sua idiota, eu sou você, ou melhor, faço parte de você. Sou sua consciência demoníaca. Não se lembra mais de mim, é?
–Desculpe, eu não havia notado antes — Alice sentou-se ao lado dela. — Então era você quem estava emanando aquele poder...
–Eu sou esse poder. Atualmente você está agindo com sua consciência humana...Eu só consigo vê-lo quando consigo tomar o seu lugar, mas não dura muito tempo. — A garota se levantou, e apontou para Alice. — Eu vou me livrar de você, e irei ver o pai com meus próprios olhos, não com os seus.
Alice se assustou — O que? — Mas antes que pudessem dizer mais alguma coisa, elas ouviram a voz do Sebastian. Ele estava tentando acordar Alice. O por que? o corpo de Alice estava emanando a aura de novo por causa da raiva da consciência demoníaca.
(fim do "sonho")
Alice acordou com Sebastian chamando seu nome.
–Você está bem? O que aconteceu? — Sebastian estava preocupado.
–Desculpa ter te deixado preocupado, foi só um sonho — disse Alice se levantando da cama e indo lavar o rosto. Ela olhou para o espelho, prestava um pouco de atenção em seu rosto e no rosto de seu pai ao fundo, e viu o quanto seus olhos eram semelhantes. Ela sorriu — humpf, agora me lembro o porque de minha mãe chorar quase todas as vezes que olhava nos meus olhos. — Alice se sentou ao lado do pai.
–Como foram todos esses anos longe de você, Alice? — Sebastian parecia interessado em saber sobre isso, mas logo notou um pouco de depressão nela — Desculpe, eu não devia ter perguntado uma coisa dessas. É que, naquele dia, fiquei tão surpreso que nem prestei muita atenção no que você estava dizendo.
–Não, tudo bem. Bom, minha mãe uma vez me disse que quando eu era pequena eu tinha os mesmos olhos verdes dela. Eu era um tanto tímida e preferia ficar em casa ajudando ela do que brincando com as outras crianças. Quando ela me convencia a sair um pouco de casa, eu ficava perto de uma árvore, foi assim que conheci o Chu, eu ia lá todos os dias pra vê-lo. Mas um dia, apareceu uma garota da mesma altura que eu, com cabelos bem longos e olhos rubros, no início eu tive medo, mas depois ficamos conversando por um bom tempo (sim, eu me lembro...naquela época, éramos amigas). As outras crianças pensavam que eu era louca já que que eles não conseguiam ver ela, mas nós nos protegíamos, uma a outra. Até que um dia, minha mãe resolveu me levar a uma das orações, mas era justo a maior de todas, onde todos ficavam próximos as ruínas da antiga catedral do convento e rezavam pelo dia em que ela havia sido destruída em uma batalha entre um anjo e o homem de smoking, ou melhor, você.
Sebastian deu uma pequena risada — E esse foi apenas o início de uma batalha, mas continue.
–Fomos até as ruínas e foi aí que eu vi, pela primeira vez eu vi uma daquelas lembranças, era do dia em que a catedral do convento foi destruída. Eu havia visto todo o lugar inteiro, como ele era antes, até que lá estava você lutando com aquele anjo e destruindo tudo. Eu fiquei assustada e me agachei achando que tudo iria desabar em cima de mim, mas quando me dei conta, minha mãe estava me abrançando e dizendo que estava tudo bem, e eu acreditei. Mas na manhã seguinte, ela foi ao meu quarto para me acordar, assim que eu abri os olhos, vi aquela cara de espanto, ela se afastou de mim e uma lágrima caiu. Quando me vi no espelho, meus olhos verdes haviam desaparecido, dando lugar a esses olhos castanhos avermelhados, e essa marca surguiu...não vi mais a garota desde então...-Alice fez uma pausa — o resto dos anos não foram lá muito agradáveis.
–Entendo, então é melhor parar por aí, venha... — Alice o abraçou e ele cantou pra ela um pouco para que se acalmasse:
"Now that you've found me,
My whole world is brighter
Now that you've touched me
My steps are much lighter
All of this world could decide
To fall inward
And you would still linger
Something has brought us together
Unspoken
Feigning reality, friendship, and wisdom
I will defend you
I'll keep you beside me
That's how I'll repay all the kindness you've shown
Now that you've found me
I've stumbled through fire
Now that you've touched me
I've bloomed like a flower
Now that you're with me
I no longer cower in silence, hiding
I'm fighting for you
I'm fighting for you
(fighting for you — [Ib]Garry's Theme)
Ciel os interrompeu.-Sebastian...- Ciel o chamava com um rosto mais sério, e fez um pequeno aceno com a cabeça.
–Alice, temos que ir...
Notas finais
http://www.youtube.com/watch?v=kGE24_b7M6s
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