Kuroshitsuji - Alice
5 4. Undertaker...
Notas iniciais
Alice finalmente estava pronta e disposta para partir, mas antes, deixou um recado para sua mãe saber de sua partida, mesmo ja tendo dito que iria procurar por ele, Alice percabeu que sua cara não era feliz, então preferiu não dizer adeus cara a cara pois não queria ver essa expressão novamente.
Alice seguiu viagem até chegar na cidade, com longas ruas por onde passavam as belas carruagens, as damas adimiravam a última moda nas vitrines, as crianças, os últimos lançamentos nas lojas de brinquedos, e sacudiam a saia das mães para comprar, as longas construções grudadas umas as outras, as mais altas, se destacavam ao se olhar para cima junto com o linco céu ...era tudo uma visão rara para Alice, afinal, ela quase não saía do vilarejo. Mas algo logo lhe chamou a atenção, era uma loja escura, desgastada, com janelas quebradas e caixões espalhados na entrada. havia uma placa na qual estava escrito..
– Under..taker?! — alice parecia confusa, mas interessada — "essa sensação... é parecida com a de quando vi aquela lembrança..."– Alice decidiu entrar, e assim que abriu a porta, sentiu um odor de morte. Havia caixões por todo lado, alguns no chão, outros enconstados na parede e estantes cheias de crânios. Alice se sentia um pouco desconfortável mas estava curiosa com aquela sensação.
– Ora ora, o que a senhorita deseja? — disse um homem de cabelos cinza claros com franjas tampando o rosto, usava um chapéu e roupas pretas, e esboçava um enorme sorriso no rosto.
– Ah me desculpe o encômodo, eu já vou — alice andou até a porta, mas o homem a interrompeu pulando na sua frente.
– Ora vamos, o velho Undertaker não tem visitas a um bom tempo, você procura por informações não é? — dizia curioso e aproximando o rosto.
Alice se afastou rapidamente — s-sim mas como sabe?
– Quando as pessoas vem até mim ou é pra comprar caixões ou para conseguir informações, e você não me parece com cara de quem vai comprar caixões.
– Na verdade eu só queria olhar, fiquei curiosa e ... — antes que pudesse terminar sua frase, seu estômago começou a roncar — me.. me desculpe por isso, eu já vou.
– Então está com fome, venha eu tenho biscoitos — Undertaker pegou um pote e começou a sacudir, fazendo o estômago de Alice roncar mais — tome prove, são uma delícia.
Alice abriu o pote e havia biscoitos com formato de osso — " só pode ser piada, isso parece biscoito de cachorro"– seu estômago roncou mais e ela teve que come-los. Para sua surpresa, eram realmente bons.
Undertaker foi até uma das estantes, pegou um crânio, voltou para se sentar em um caixão na frente da Alice e começou a acariciar o crânio — Então, o que a jovem faminta procura?
– Ah, meu pai... — Fala enquanto come os estranhos e deliciosos biscoitos.
– Que interessante, e como ele é?
– Eu não sei...
Undertaker teve um pequeno espanto — Hã? e como pretende encontra-lo?
– Eu tenho isso... — Alice abaixa um pouco a blusa de maneira que a marca ficasse visível.
Undertaker aproximou o rosto — Ora o que temos aqui, parece uma marca de semi-demônio.
Alice se assustou um pouco — eh? então essas coisas realmente existem?
– Ué, você é um não é?
Alice abaixou a cabeça no mesmo instante — Eu não tenho mais certeza do que sou...
– hum, por isso quer encontra-lo. Bem, só sei que aquele quem você tanto procura também deve possuir a mesma marca na mão, aliás, essa marca não me é estranha, onde a vi antes? — pensava enquanto batia um dos dedos com aquela unha grande e preta.
Alice pulou e o sacudiu — SÉRIO QUE VOCÊ JÁ A VIU? ONDE? ONDE?
– Ei calma, desculpe mas eu não me lembro, só sei que me é familiar, mas não consigo me lembrar de jeito nenhum.
Alice logo parou de sacudi-lo — Entendo, desculpe. — Alice foi até a porta e se virou enquanto a abria — obrigada pela ajuda, já me sinto melhor.
– Disponha. Ah, dê um olá pro seu pai por mim.
– OK!! — Assim que saiu, Alice olhou para o céu e viu que já estava tarde, ela suspirou — E agora, pra onde vou?
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