Notas iniciais
Capítulo 1 editado, se houver mais algo que eu possa melhorar, é só dizer ^^

– "Há alguns anos, durante nossa oração na catedral, um anjo apareceu diante de nós dizendo coisas sobre purificação, mas logo foi interrompida por um estranho homem de smoking com um sorriso no rosto. Logo os dois estavam lutando, o homem tinha habilidades sobre-humanas, enquanto isso a catedral era destruídda, estávamos desesperados. Apareceram mais dois homens (se bem que um deles nem homem parecia) que se juntaram a luta. Eles prenderam o anjo na parede, mais o anjo se negava a perder, e começou a berrar e um brilho estranho vindo dela surgiu, o estranho homem de smoking disse para corrermos ou seríamos esmagados. Conseguimos sair vivos mas a catedral foi destruída..." desde então nossa vida não tem sido muito fácil, mas tem sido bem tranquila, os moradores colaboram uns com os outros como uma única família...

Ele contava a história com emoção, mas foi interrompido por Alice – Tio, você já contou essa história várias vezes...

– E não me canso de contá-la, foi o anoitecer da grande perda de nossa catedral...- ele dizia com inspiração.

– Humpf, já cansei de ouvir isso — Alice pulou na frente do tio, acabando com seu transe no passado -...afinal quem é esse tal homem de smoking?

–Ninguém sabe, nunca procuramos saber...- percebendo que alice estava fazendo uma cara convincente, ele mudou de assunto — ah veja! que belo dia está sendo...por que não vai brincar um pouco?

– Prefiro te ajudar nas tarefas tio, os outros me evitam mesmo, me chamam de estranha...- Alice abaixou a cabeça enquanto falava, parecia que logo iria chorar, mas preferiu se conter -...mas eu não ligo, não preciso deles...- O tio apoiou a mão em sua cabeça.

– Não fale assim...- Ele olhou para o sol e deu uma boa espriguiçada de alívio -...Bom, acho que por hoje é só, obrigado por ter me ajudado, Alice.

Alice tirou a mão de sua cabeça e sorriu — ah, não foi nada, tio.

– Ande, vá pra casa antes que sua mãe fique brava.

(em casa)

– Oi mamãe, desculpa a demora

– Oi Alice...

Alice observava as roupas da mãe sujas de tinta — estava pintando denovo?

– hum? — olhou para as roupas como se nem tivesse notado que havia se sujado — Ah sim, sobrou um tempinho enquanto a comida esquentava, e fui pintar um pouquinho..

Alice ficou curiosa — Eu posso ver? — disse com um brilho nos olhos.

Mas sua mãe responde rapidamente — NÃO!!!

Alice ficou confusa – Calma mãe, não precisa gritar..."o que há com ela?"...

– ah me desculpe, é..q-que...eu ainda não terminei

– ta né

– vai brincar um pouco enquanto termino o jantar

– tudo bem..

Alice saiu de casa ainda confusa pela reação da mãe, mas logo se lembrou de algo – Brincar? com quem? todas as crianças aqui me odeiam — sobiu em uma árvore e encontrou seu velho amigo, um gato que rondava pelo vilarejo, ela o colocou no colo. Em seus pensamentos...- "ainda me lembro da primeira e única vez que tentei brincar com eles, não sei nem o que havia feito, mas do nada todos estavam agindo estranho comigo, até que tropecei e essa estúpida marca ficou a mostra..."

alice possui uma estranha marca de pentagrama invertido logo abaixo da garganta, e faz o possível pra esconde-la.Enquanto pensava, via uma das crinças com o pai, alice sentia um aperto no coração ao ver isso. Após o jantar, foi para o quarto, se sentou na cama próxima a janela e ficou olhando as estrelas – "Papai, onde quer que esteja, espero que esteja vivo, eu quero te encontrar... "- pensa enquanto as lágrimas finalmente caem — "afinal, quem é você?...onde você está?..."