Notas iniciais
Fanfic super séria e romântica. Boa leitura. ♥

Era uma bela tarde de primavera em San Fransokyo. As aulas já haviam acabado e muitos já haviam ido embora, afinal, era sexta-feira, mas Wasabi não era um deles. Estava terminando um trabalho que Callaghan havia proposto em aula. Consistia basicamente em criar uma máquina em dupla; uma máquina inovadora, claro, ou não seria um trabalho do SFIT. Justamente por isso as duplas eram tão… Excêntricas. Opostos se complementam, esse era o pensamento.

— Mas isso não é Química pura! — Honey Lemon resmungou de um jeito kawaii, olhando desanimada para os rascunhos em cima da mesa.

— Mas isso dá velocidade. — GoGo respondeu como se estivesse explicando a coisa mais óbvia do mundo pela octogésima vez. — E é “inovador”.

Wasabi riu de leve, negando discretamente com a cabeça enquanto voltava o olhar para o seu próprio projeto. Estava concentrado em suas chaves de fenda quando alguém passou rápido e esbarrou e moveu tudo pelo menos uns dois milímetros. Inaceitável.

— ESTIMAÇÃO. — Wasabi alarmou.

— Ah? Ah! Foi mal, Wasabi, eu tô com um pouco de pressa. — Tadashi Hamada levou uma mão à nuca e sorriu, desculpando-se pelo descuido.

Wasabi sorriu com o canto da boca. Já sabia de que se tratava.

— Hiro?

— Hiro. —Tadashi respondeu envergonhado, sem saber ao certo até que ponto estavam em sincronia. Acenou e dirigiu-se à porta, esbarrando dessa vez no recém chegado Fred.

— Calma aí, maninho! Que pressa toda é essa? — Enquanto Fred o questionava, logo teve uma luz. — Hiro? — Curvou suas sobrancelhas, brincalhão.

Tadashi sentiu seu rosto queimar — afinal, era tão óbvio assim? Apenas murmurou um último “É”, apertando o passo em direção ao elevador.

Desencanado, Fred foi gingando até sua dupla.

— E aí, parceiro, como vai nosso projeto? — Passou seu braço pelos ombros do amigo e debruçou-se sobre a mesa.

— Vai Bem. — Bufou. Wasabi não queria acreditar que Fred também levaria créditos por aquilo, mas uma coisa era certa; sua casa era essencial para o desenvolvimento do trabalho.

Wasabi lembrava-se da primeira vez que visitara a mansão da família de Fred. Em meio a todo luxo e ostentação, o jovem adulto só tinha olhos para uma obra de arte: o restringido mordomo. Com um ar capricorniano, super dark, aquela atitude meio “fuck off”, mas, ao mesmo tempo, submissa…

Quando se tocou, sentiu a respiração de Fred em seu pescoço. Estava sonhando acordado outra vez.

Mamãezinha! — Exclamou. Fred estava fazendo sua típica pose de dragão dinossauro. Dragãossauro.

— Tá me ouvindo, Wasabinho? — Deu um tapa de leve em seu ombro, jogadão. — Pega as suas coisas, vamos testar esse xuxuzinho.

Wasabi não pôde conter o sorriso envergonhado que se seguiu. Rapidamente arrumou suas muambas e, como um cachorrinho prestes a sair a passeio, esperou Fred vestir sua fantasia. Ele gostava de sair na rua assim.

A viagem até a casa de Fred não demorava mais de dez minutos, mas, para Wasabi, era como uma eternidade. Mal podia esperar para ver Heathcliff outra vez. Seu coração fazia doki doki a cada novo metro preenchido por seus pés de saltador à distância.

Quando a porta se abriu, Wasabi sentiu borboletas no estômago. “Al”, pensou. O olhar ígneo do mordomo cruzou o seu por três centésimos de segundo — Wasabi contou. O fogo em seus olhos era tão quente que lembravam o lança chamas que Tadashi estava desenvolvendo.

— Bem vindo, Frederick. — Saudou frio, olhando com desdém para Wasabi.

— Me chama de Fredzilla, mermão! Soco bate! — Fred ofereceu seu entusiasmado punho para Heathcliff antes de entrar, deixando o amigo para trás.

Wasabi sentiu-se buliçoso. Heathcliff continuava lá, esperando. Os passos trêmulos de Wasabi o levaram até a porta, onde ponderou se deveria oferecer seu punho também. Por fim, optou por apenas acenar.

Quando passou pela porta, porém, sentiu uma mão enluvada tocar seus glúteos e agarrá-los com ferocidade. Um gritinho escapou de sua garganta.

— Tá tudo bem, meu bróder? — Fred indagou, tirando a parte da cabeça de sua fantasia.

— Est-tá tudo bem! — Wasabi gaguejou, girando seu pescoço para o atrevido mordomo e engolindo em seco. O mais velho gesticulava.

“Eu. Você. Meia noite.”

Notas finais
My songs know what you did in the dark.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!