Eu acordei nessa cama do hospital sem saber o que houve comigo, o quarto estava escuro pois as cortinas estavam bloqueando a entrada de luz, havia alguma espécie de placa em frente a minha cama, nela havia algumas informações parecia ser minha ficha de internação ou algo assim, nessa placa havia um nome Kurosawa Hiwatari, fiquei confuso me perguntando se esse era mesmo o meu nome. Estava verificando minha ficha pra tentar descobrir mais informações,enquanto checava a ficha ouvi o som da porta abrir, eram duas meninas uma era alta, tinha cabelos brancos e usava um vestido branco, sua pele era clara e seus olhos eram castanhos, a outra menina tinha estatura baixa, seus cabelos eram castanhos e encaracolados, suas bochechas eram rosadas, pele clara, usava um vestido rosa e seus olhos eram castanhos também, as duas se apresentaram, a mais alta se chamava Asari e a mais baixa Rikka, eu perguntei algumas coisas sobre mim pra elas, meu nome, minha idade e etc, elas me disseram que meu nome era Kurosawa e que eu tinha 16 anos, elas também falaram que estudavam comigo e que nós nos conhecíamos tinha um bom tempo, havia uma caixa do lado de Asari, ela me entregou e disse que era minha muda de roupa pois eu já tinha levado alta do hospital, fui para o banheiro me troquei e saí.

Estava a caminho da estrada do hospital, do corredor deu para perceber que lá fora estava claro, isso me animou um pouco pois eu queria ver como estava lá fora pela primeira vez. Saí pela porta do hospital, o céu estava claro, não havia uma nuvem sequer, as arvores faziam sobras enormes, tudo era tão vivo, eu estava feliz por ter saído do hospital e queria ver o mundo lá fora. Nós fomos a pé já que o hospital não era muito longe de casa, no caminho Asari disse para eu repousar em casa porque amanhã começava o ano letivo, isso me preocupou porque eu não sei como ia ser o meu desempenho na escola já que eu não tenho ideia do que eu aprendi anteriormente, elas me deixaram em casa.

Fui direto para o quarto, mas a casa parecia tão vazia nenhum som ecoava na casa toda, foi um pouco estranho eu me sentia só, queria conversar com alguém depois de ter acordado naquele hospital porém eu resolvi deitar na minha cama, até que ouvi minha porta abrir, logo em seguida eu ouvi um estrondo e alguém gritando, eu desci rapidamente para saber o que estava acontecendo, tinha um cara com várias sacolas de compras caído no chão eu corri fui ajuda-lo, depois perguntei quem ele era e o homem logo se apresentou, ele disse ser meu pai e se chamava era Patrick Hiwatari, um homem de estatura média, era forte, tinha cabelos escuros, pele clara e usava óculos, ele aparentava ser um pouco desastrado também. Ajudei ele a pegar as compras e comecei a perguntar sobre ele. Acabei descobrindo que meu pai trabalhava em uma loja de brinquedos e no tempo livre ajudava crianças no orfanato perto de casa, e que eles estava preparando um jantar de boas vindas pra mim, fazendo meu prato favorito que é lasanha. Não demorou muito tempo pra comida ficar pronta, eu estava ansioso para comer lasanha já que é meu prato favorito e eu obviamente não gostaria que esfriasse.

Enquanto eu comia percebi que havia um anel no dedo do meu pai e logo perguntei pra ele se ele era casado ou coisa do tipo, ele disse que sim, ele era casado com o meu outro pai Harada Hiwatari e disse que em breve ele chegaria em casa, pelo que o meu pai me contou o Harada trabalhava em uma loja de eletrônicos muito movimentada e chegava exausto em casa, eu queria conhecer meu outro pai apesar de achar estranho ter dois pais, mas eu não me importei tanto afinal meu pai já é adulto e os adultos sabem o que fazem.Eu estava jantando quando de repente porta abriu e quando eu vi havia um cara de estatura alta, aparentemente forte parado em em frente a porta, ele correu em minha e me abraçou desesperadamente, eu tentava entender o que estava acontecendo, é o Harada eu pensei, ele olhou pra mim e disse que estava tão feliz em me ver novamente depois de tanto tempo, os olhos dele brilhavam e as lagrimas escorriam em seu rosto, ele me abraçou novamente e disse para nós 3 jantarmos antes que a comida esfriasse. Nós comemos e eu saboreei meu prato, levantei e Harada perguntou onde eu ia, disse que ia descansar pois hoje foi um dia cansativo, ele levantou e perguntou se nós três podíamos dormirmos juntos como uma família, eu fiquei um pouco constrangido porque os filhos só dormiam com os pais até os 6 anos de idade, eu perguntei se eu não era velho demais para fazer esse tipo de coisa, mas ele implorou e eu acabei concordando, nós três dormimos juntos, eu me senti tão confortável com o calor dos dois, eles me abraçaram até eu dormir, caí no sono em questão de minutos, e assim foi a minha primeira noite com a minha família.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.