Kuromeido ( 黒メイド) II
9 Lua de Mel ( Undertaker )
Notas iniciais
Eh... Estou sem idéia do que falar ^o^
Enfim! Boa leitura ♥
Passaram-se algumas semanas desde a cerimônia de casamento, mas ainda não viajamos para nossa Lua de Mel. Aguardei ansiosamente até que Liselotte se recuperasse mentalmente e fisicamente do seqüestro. Ela tentou me convencer que estava bem, mas eu insisti que a melhor coisa a se fazer era esperar que melhorasse.
Depois de uma breve passada no médico, decidimos que os dois estão preparados para a viagem. Arrumamos nossas coisas, e pegamos o primeiro trem para nosso destino: Paris. Compramos passagens de primeira classe, mesmo que Liselotte tenha ficado meio cética quando á essa decisão, por causa do dinheiro. Mas consegui acalma-la, dizendo que os fundos de investimento seriam usados para isso, e não teríamos problemas mais tarde.
Depois que entramos no trem, seguimos para nossa cabine, e guardamos nossas malas de viagem. O espaço é parcialmente grande, com uma cama de casal encostada na parede, um criado mudo, uma penteadeira e uma porta para um banheiro. Também se encontra um guarda roupas, para viagens de vários dias de duração, o que o nosso caso.
O trem é dividido em Cabines Individuais, Cabine Restaurante e Cabine de Lazer. Na última, se encontram mesas de jogos, um bar e vários sofás. Nós dois decidimos ficar na nossa própria cabine até o almoço ser servido. Enquanto esperamos, lemos alguns panfletos que nos entregaram sobre nosso destino. Os minutos passam rapidamente, quando o sino do almoço soa. Guardamos os panfletos, e nos dirigimos até a Cabine Restaurante.
Chegando lá, procuramos uma mesa na janela. Nos sentamos em uma mesa um pouco afastada, mas que se tem uma ótima visão. Liselotte e eu nos sentamos um de frente para o outro, e conversamos enquanto nossa refeição não chega.
Um homem com vestes orientais, acompanhado por uma mulher também com roupas orientais passam por nós, e nos fitam por um momento.
— Um belo casal de jovens. Estou certo? – diz o homem se virando para nós . – Podemos nos sentar com vocês?
— Mas é claro. – diz Liselotte com um sorriso no rosto.
Os dois nos agradecem e se sentam conosco. O homem se senta ao meu lado, enquanto a mulher se senta ao lado de Liselotte.
— Os dois são casados? – pergunta a mulher.
— Sim. – digo lançando um sorriso de canto para ela.
— Vocês dois vão à um funeral de um ente querido? – pergunta o homem. – Quero dizer, as roupas pretas...
— Na realidade não. É a nossa Lua de Mel atrasada. – digo
— Ah é? Que coisa incomum, vocês todo de preto na Lua de Mel – diz a mulher curiosa.
— Temos uma funerária em Londres – diz Liselotte um pouco incomodada. – E essas são nossas roupas habituais.
— Me desculpem... Eu não tive a intenção de...
— Não se preocupe. Não nos incomodamos com isso. – digo
— Mas... Você disse Lua de Mel atrasada? – diz o homem mudando de assunto.
— Ah, sim. Tivemos alguns problemas após nosso casamento, então não pudemos ter a Lua de Mel antes. – digo
— O que houve? – pergunta a mulher preocupada
— Fui seqüestrada – diz Liselotte friamente.
Os dois ficam surpresos. Até eu fiquei. Não imaginei que ela diria isso com tanta facilidade tão cedo. Poucos segundos se passam, quando nossas refeições chegam. Comemos lentamente, e depois voltamos para nossa cabine. Chegando lá, não me seguro, e pressiono Liselotte contra a parede, e começo a beijá-la de maneira desesperada. Após longos minutos, a jogo em cima da cama, e me coloco em cima de seu corpo frágil.
— Não temos muito tempo, apenas quero fazê-lo – digo tirando minha túnica.
Levanto seu vestido, e fazemos rapidamente. Sem carícias ou beijos. Desde que nos casamos, tenho a deixado em paz. Preferi não propor nada nesse tempo, zelando por sua recuperação. Mas não estava mais agüentando. Precisava fazê-lo. Ela não luta contra, apenas coopera, e crava suas unhas em minhas costas. Decido penetrar mais fundo, algo que nunca tinha feito antes. Sinto ela se debatendo por ter ido mais fundo, mas ela apenas se aproxima mais de mim, enquanto recupera o fôlego. Quando acaba, me afasto dela, e recoloco minhas roupas rapidamente, e ela faz o mesmo. Nos sentamos na cama e ela pousa sua cabeça em meu ombro.
— Você está bem? – pergunto beijando sua testa.
— E...Estou. Apenas... Doeu mais do que o normal. – diz ela acariciando meu rosto com seus dedos delicados.
— Me desculpe por isso... Eu apenas...
— Estamos casados, não é mesmo? Não precisa se desculpar. Se tivéssemos tempo pediria mais uma vez. – diz ela sorrindo.
Ouvimos o o apito do trem. Chegamos á estação. Recolhemos nossas malas e descemos do trem com rapidez. Pegamos uma carruagem que se encontra na estação, e seguimos para um dos hotéis que diz no folheto. A noite chega aos poucos, e quando conseguimos um quarto no grandioso hotel, já passa das nove da noite.
Decidimos ficar no quarto essa noite, e não saímos para jantar. Em vez disso, arrumamos nossas roupas e pertences no pequeno armário do quarto. Liselotte vai tomar um banho, e eu fico na varanda, observando a vista que temos da Torre Eifel, a nova sensação de Paris.
Ouço a porta do banheiro se abrindo, e Liselotte sai com uma camisola lilás, com pequenos babados pretos. Seus cabelos estão levemente molhados, e seu rosto ainda contêm algumas gotas de água. Me aproximo dela, e acaricio seu rosto com cuidado. Percebo seu rosto está avermelhado, o que normalmente acontece quando ela toma um banho muito quente.
— Você fica muito sexy nessa camisola – digo sorrindo – Quem te deu?
— Jully... – diz ela envergonhada – Ela disse que ficaria bonita em mim.
— Ela estava certa. – digo abraçando sua cintura – Se importa, minha princesa?
— Não – diz ela envolvendo meu pescoço com suas mãos delicadas.
Seguro-a no colo, e a levo até a varanda, que contêm um pequeno banco de madeira. Pouso-a nele, e me sento ao seu lado. Aproximo meu rosto e a beijo com delicadeza. Um beijo á luz do luar, até parece um livro de romance. Nos beijamos um pouco, quando ela encosta a cabeça em meu peito, e se deita no banco. Acaricio seus cabelos úmidos, enquanto admiramos as estrelas brilhando no céu negro da França. Ouvimos os violinistas de rua, que tocam uma sinfonia romântica.
E assim foi nossa primeira noite de Lua De Mel. Calma, romântica. Queria dar algo melhor para ela, talvez uma mansão particular por uma semana, ou um chalé na Suíça. Mas isso parece deixá-la mais feliz do que nunca. Estar ao meu lado, sozinhos, sem o clima tenso de casa. Ela mal parece se preocupar com o fato que talvez não possa engravidar. Apenas em pensar isso, já sinto uma dor no peito. Imaginar ela dizendo que não pode ter filhos, e ver a dor em seus olhos por causa disso. Mas nada podemos fazer quanto a isso. Apenas nos resta esperar, e torcer.
Notas finais
Espero que tenham gostado, e até amanhã ♥
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