Kuromeido ( 黒メイド) II

18 Capítulo Final By: Liselotte


Notas iniciais
Hey hey! Eu sumi, eu sei. Mas vocês também sumiram, seus pequenos vadios ( brincadeira, estou brincando! ) Enfim, eu acabei desistindo de fazer as entrevistas, mas estava louca para acabar de escrever Kuromeido. Então, espero que gostem!

Oh, parece que foi ontem que eu, assustada e aflita, pedi ajuda á Undertaker. E hoje, olhe onde estamos, com dois filhos, casados. Minha Foice da Morte está novamente comigo, e posso voltar à fazer o que gosto. Eu e meu irmão fizemos as pazes, e eu estou aos poucos perdoando Sebastian pelo que ele me fez. Não que eu esteja amolecendo com a idade, apenas cansei de brigas ( mesmo que ainda goste de ameaçá-lo de vez em quando ).

Ao que parece, estamos levando uma vida normal, Clary e John já estão freqüentando as aulas de meio período para se tornarem Shinigamis, enquanto eu e Undy tomamos conta da loja. Pela Deusa, nem parece que já se passaram 14 anos desde seu nascimento! Ainda me lembro dos olhos de Undy brilhando quando ele viu os dois acomodados em meu colo. Realmente, estou amolecendo com a idade, acho que a maternidade faz essas coisas com a gente sabe...

Francamente, não poderia reclamar de minha vida. Meus filhos têm os melhores padrinhos que poderiam ter, sou casada com o homem mais gentil e perfeito que existe, sem falar na minha beleza eterna inegável, sim eu sou muito convencida, já deveriam ter percebido isso, não?

Esta noite é muito especial, é aniversário de meu irmão gêmeo Levi ( e teoricamente, meu aniversário também, mas estão considerando apenas o seu aniversário ) e meus pais, os tiranos mais sem coração que já conheci, darão uma grandiosa festa na Mansão Knight. Por insistência de todos, lá fomos nós, para mais uma daquelas festas chatas de aniversário que sempre me excluíam.

Chegamos por volta das oito da noite, e toda a casa estava extraordinariamente decorada e cheia, para meu possível desprazer. Respirei fundo, e todos juntos, fomos em direção para a entrada principal. Devo relembrar que eu e Undy não somos tão bem recebidos por meus pais quanto Levi, então sempre que somos convidados, acho que será minha última visita.

— Olá Lys! – diz o mordomo de meus pais Fred quando abre a porta principal para entrarmos. – Achamos que não viesse!

— Não poderia perder o aniversário de meu querido irmão, Fred. – digo com sarcasmo – É uma data importante, certo?

Se existem uma pessoa que me conhece melhor que eu mesma, essa pessoa sem sombra de dúvida é Fred. Mesmo quando escondo até a última partícula de meu ser que estou sendo sarcástica, ele nota rapidamente, como se estivesse escrito em minha testa com letras brilhantes. Agora imagine a cena, letras brilhantes de neon escritas em minha testa... Não seria uma coisa muito legal.

— Vamos Lys, é seu aniversário também. Quantos anos está completando mesmo? – diz ele sorrindo

— Sei lá – resmungo – Perdi a conta... Ás vezes ser imortal é cansativo... Eu deveria marcar em um bloquinho todas as vezes que eu fizesse aniversário. Eh, não... Complicado demais.

— É, eu sei que sim. Bem, entrem. Estão todos esperando por vocês.

Nunca me surpreendeu a capacidade de meus pais de convidar metade ( ou até todo! ) o Submundo para dentro de nossa casa. E eu, odeio multidões. Provavelmente é por isso que nunca ninguém me deu uma festa, ou foi legal comigo em uma. A cada segundo que observava aquela multidão, percebia o quanto eu e Undy somos esquisitos ao lado de outros Shinigamis, começando pelo fato que todos os Deuses da Morte são altos, enquanto isso, eu e Undy devemos ter uma diferença de quase um metro de altura. Tirando isso, a maioria deles não se vestem como se estivessem eternamente ( literalmente! ) de luto.

— Liselotte! Liselotte! – gritou meu irmão saindo de dentro da multidão – Que bom que veio! Parabéns! – ele me envolve em um apertado abraço, o que faz Undy olhar enciumado para Levi.

— Parabéns Levi – digo quase sem ar – Será que poderia...

— Ah, desculpe. – ele me solta e olha para Clary e John e abre um extenso sorriso – Olá meus pequenos Shinigamis! Como estão indo? Quero ver os dois superando seus pais viu? – ele acaricia de leve as cabeças dos dois, enquanto conta como eu virei uma Shinigami Lendária.

— Querida, por que não vamos falar com seus pais? Levi pode cuidar das crianças por alguns minutos, certo?

— Ah, claro claro! Eu sou o melhor tio do mundo! – diz Levi estufando o peito

— É, eu sei que é. – digo entrelaçando meus dedos com os de Undy – Já voltamos crianças. Obedeçam ao Super Tio Levi, entenderam?

— Sim senhora mamãe! – dizem os gêmeos em uni som.

— Senhora mamãe? Da onde tiraram essa? – pergunto rindo.

Viramos as costas e vamos até onde meus pais normalmente ficam durante essas festas: nas mesas de comes e bebes. E lá estavam eles, jogando conversa fora sobre algo que realmente não me interessa. No momento que meu pai nos avista, pede licença e vai rapidamente ao nosso encontro, me dando um abraço apertado.

— Liselotte minha filha! Que bom que veio! Feliz Aniversário! Não é todo dia que um Shinigami faz.. Hã... Quantos anos está completando mesmo?

— Não faço a menor idéia – digo – É impressão minha, ou a cada ano vem mais gente para essas malditas festas?

— "Malditas Festas"? Se sua mãe ouvir isso ela te deserta!

— Ela já fez isso. – digo revirando os olhos – Enfim, não acha um pouco perigoso? Várias pessoas que o senhor não conhece dentro da sua casa?...

— Nunca nos aconteceu nada, fique tranqüila! Por enquanto, por que não come um desses assados? Estão divinos! – diz ele apontando para a mesa recheada de comidas estranhas e com uma aparência nada apetitosa.

— Certo. Apenas um. Estou fazendo regime – digo ironicamente.

— Você deveria comer mais para crescer – diz meu pai rindo

— Piadas sobre minha altura não são legais pai, e o senhor sabe disso – digo emburrada, enquanto escolho o assado menos pior. – Por que não deixa que o Fred cozinhe essas comidas? Ficariam muito mais gostosas.

— Frederick não consegue fazer algo tão sofisticado minha filha.

— Sofisticado você diz nojento?

— Não diga isso, nem ao menos provaste!

— Certo. Certo – encaro aquele pedaço de massa com recheio desconhecido e dou uma mordida. Meu pai me olha esperançoso, esperando por uma resposta positiva. Termino de comer e balanço a cabeça afirmativamente, mesmo que tenha odiado o gosto daquela coisa. Falo mais algumas coisas com meu pai e volto aonde Clary e John estão. Quando chegamos lá, sinto um pequeno mal estar.

— Querido, pode olhar as crianças? Vou tomar um pouco de ar puro. Não estou me sentindo muito bem. – ele me olha preocupado e me dá um leve beijo em minha testa.

Caminho lentamente até o jardim, me afastando de toda a multidão que está dentro da mansão. O céu noturno está incrível, e as estrelas brilham de maneira um pouco sexy. A brisa gelada atinge meu rosto, e meu mal estar vai passando aos poucos. Me sento junto á grama úmida e olho para as folhagens que dançam com a brisa.

De repente sinto uma lâmina gélida em meu pescoço, e uma mão segurando minha boca. Uma voz estridente atrás de mim diz:

— Olá Liselotte. Quanto tempo não nos vemos. Se lembra de mim? – sinto a lâmina aos poucos cortando minha pele, enquanto a voz ria em voz baixa. Tentei gritar por socorro, mas isso foi inútil

Foi quando eu ouvi o silêncio da morte.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!